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Paciente masculino de 40 anos, apresentando linfonodos aumentados e palpáveis, de consistência fibroelástica, nas regiões cervical, supraclavicular e inguinal, relatou perda ponderal nos últimos 6 meses (perda > 10% do peso inicial) e passou a ter sudorese noturna profusa, com febre acima de 38 °C. Realizada biopsia linfonodal, foram identificadas células de Reed-Sternberg.
O exame padrão-ouro para a avaliação inicial desse paciente é:
biópsia de medula óssea;
mielograma;
TC com contraste de pescoço, abdômen e tórax;
PET-CT de corpo inteiro;
velocidade de hemossedimentação (VHS).
Em relação aos diagnósticos diferenciais de trombose venosa profunda, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Edema bilateral simétrico até a raiz da coxa com padrão de fluxo ao doppler espectral, pulsátil, modulando aos batimentos atriais, sugere congestão venosa de provável causa cardíaca.
( ) Os sinais clínicos de hematomas pós-trauma, anticoagulação e pós-exercícios vigorosos são típicos, não sendo assemelhados à apresentação clínica da trombose venosa profunda.
( ) Rupturas músculo-tendíneas são diagnóstico diferencial de trombose venosa profunda.
( ) Cisto de Baker produz quadro clínico semelhante à trombose venosa profunda quando se rompe e disseca o plano fascial/muscular.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – F.
V – F – V – V.
V – V – V – V.
F – V – F – F.
F – F – F – F.
Em relação às complicações das FAVs, é INCORRETO afirmar que:
Isquemia e síndrome do roubo são causadas pelo sistema de baixa pressão da fístula, que provoca amortecimento significativo ou reversão do fluxo no leito arterial distal.
As calibrosas agulhas de punção e as múltiplas punções que fragilizam a parede, associadas ao uso de heparina, favorecem formação de hematomas e pseudoaneurismas.
Infecções são menos frequentes nos acessos não autógenos.
O aumento do débito cardíaco devido ao fluxo da FAV associado à aterosclerose e à hipertrofia ventricular pode levar à insuficiência cardíaca secundária.
Estenose da veia eferente é a causa mais frequente da trombose da FAV.
Em relação às variantes anatômicas do sistema arterial dos membros inferiores, é INCORRETO afirmar que:
Hipoplasia ou aplasia da artéria tibial anterior com ausência de pulso dorsal do pé é relativamente frequente.
Duplicação da artéria femoral superficial é rara.
Na ausência da artéria tibial posterior, pode haver reconstituição distal ao nível do tornozelo pela artéria fibular.
Há duplicação da artéria femoral comum.
É uma emergência da artéria fibular na artéria tibial anterior, com bifurcação da artéria poplítea no nível anatômico.
A quimioterapia combinada com radioterapia é recomendada em estágios localizados da doença.
Certo
Errado
A indicação de trombólise com alteplase está restrita à janela terapêutica de até 4,5 horas após o início dos sintomas e requer a exclusão de hemorragia intracraniana.
Certo
Errado
Reparo Endovascular de Aneurisma de Aorta Abdominal (EVAR) transformou o tratamento da doença aórtica, mas introduziu complicações específicas como os vazamentos (endoleaks). Assinale a alternativa CORRETA que descreve o Endoleak Tipo II.
Este tipo de vazamento é definido como "endotensão", onde há aumento da pressão e diâmetro do saco aneurismático sem evidência radiológica de fluxo de contraste ativo.
O Endoleak Tipo II caracteriza-se pelo fluxo retrógrado para dentro do saco aneurismático proveniente de ramos arteriais permeáveis, mais frequentemente a artéria mesentérica inferior ou artérias lombares, sem falha na fixação da endoprótese.
O Endoleak Tipo II ocorre devido a uma falha na vedação proximal (zona de fixação) ou distal da endoprótese, permitindo a passagem direta de sangue ao redor do dispositivo.
Trata-se de uma falha estrutural do material da endoprótese, como furos no tecido (fabric) ou desconexão entre os módulos, exigindo explante imediato.
Durante a avaliação de um paciente com insuficiência venosa crônica, o conhecimento detalhado das veias perfurantes é essencial para o planejamento cirúrgico. Considerando a anatomia do sistema venoso dos membros inferiores, assinale a alternativa CORRETA.
As perfurantes de Dodd localizam-se no canal dos adutores e conectam a veia safena parva à veia poplítea, sendo irrelevantes na fisiopatologia das varizes primárias.
As veias perfurantes de Cockett, atualmente denominadas perfurantes paratibiais posteriores, localizam-se na face medial do terço inferior da perna, conectando a veia safena magna ou suas tributárias (veia de Leonardo) às veias tibiais posteriores, sendo frequentemente responsáveis pela úlcera venosa na zona da polaina.
As veias perfurantes de Boyd estão localizadas na face medial da coxa, conectando a veia safena magna diretamente à veia femoral comum, logo abaixo da junção safeno-femoral.
O fluxo sanguíneo normal nas veias perfurantes ocorre do sistema profundo para o superficial durante a contração muscular da panturrilha, visando aliviar a pressão no compartimento profundo.
Um paciente no 5º dia de pós-operatório de cirurgia ortopédica evolui com dispneia súbita, taquicardia e hipotensão arterial persistente (PA 80/50 mmHg), com angiotomografia confirmando Tromboembolismo Pulmonar (TEP) maciço. Diante desse quadro de instabilidade hemodinâmica, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta terapêutica.
Está indicada a terapia de reperfusão primária, preferencialmente com trombólise sistêmica (ex: alteplase), ou embolectomia (cirúrgica ou percutânea) se houver contraindicação à trombólise, além do suporte hemodinâmico, pois a anticoagulação isolada é insuficiente para reverter o choque obstrutivo agudo.
O paciente deve ser tratado com aspirina e clopidogrel associados a diuréticos de alça para aliviar a congestão pulmonar, visto que a hipotensão é causada por falência de ventrículo esquerdo.
A conduta prioritária é a inserção de Filtro de Veia Cava Inferior (FVCI) imediata, sem anticoagulação, para evitar novos êmbolos, tratando o choque apenas com volume.
Deve-se iniciar apenas anticoagulação com Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) em dose terapêutica e aguardar a estabilização, pois os trombolíticos aumentam excessivamente o risco de sangramento no sítio cirúrgico.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição potencialmente fatal caracterizada pelo aumento agudo da pressão na artéria pulmonar, que pode causar insuficiência cardíaca direita em casos graves. A prevenção e o manejo dependem da identificação de fatores de risco e da aplicação de estratégias profiláticas adequadas. Dadas as alternativas sobre a profilaxia e o tratamento do TEP, assinale a correta.
O tratamento do TEP agudo pode ser substituído pelo uso de analgésicos e medidas de suporte sem necessidade de anticoagulação.
A administração de anticoagulantes está contraindicada em todos os pacientes com fatores de risco para TEP devido ao risco de sangramento.
A profilaxia com anticoagulantes é essencial em pacientes com fatores de risco, como imobilidade prolongada, para reduzir a incidência de TEP.
O diagnóstico de TEP depende exclusivamente de sinais clínicos, sem necessidade de exames complementares como angiotomografia pulmonar.
A imobilidade prolongada é um fator de risco secundário e não exige medidas profiláticas específicas para evitar o TEP.
A transformação do sangue venoso em sangue arterial, por meio da oxigenação, ocorre nas regiões de anastomose do sistema vascular, no pulmão. Esse processo é denominado
diálise.
inspiração.
expiração.
hematose.
peristalse.
Homem de 27 anos com histórico de trombose venosa profunda (TVP) proximal não provocada na extremidade inferior direita, há 3 anos, é internado com nova TVP sintomática na extremidade inferior esquerda. O paciente recebe tratamento com heparina intravenosa em bomba de infusão contínua e dabigatrana, mas apresenta valores laboratoriais de anti-Xa consistentemente subterapêuticos, apesar da administração de altas doses do anticoagulante parenteral. Ele evolui bem e recebe alta com anticoagulante oral. Mantém-se bem até apresentar um evento trombótico venoso recorrente ao suspender o anticoagulante e necessitar de heparina intravenosa após uma apendicectomia de urgência.
Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é
deficiência de antitrombina.
deficiência de proteína C.
mutação do gene do fator V Leiden.
mutação do gene da protrombina.
síndrome antifosfolípide.
Paciente destra de 42 anos, diabética e com miocardiopatia dilatada desenvolve quadro de “confusão” aguda. Ao exame físico: ela não obedece a comandos; fala fluentemente; diz várias frases sem sentido; parece haver um defeito visual no hemicampo direito. A ressonância magnética é realizada e mostra evidências de um acidente vascular cerebral.
Nesse caso, é correto afirmar que a oclusão vascular está
na artéria cerebral posterior.
na divisão superior da artéria cerebral média (ACM) esquerda.
na divisão inferior da ACM esquerda.
nos ramos lentículo-estriados da ACM direita.
no tronco da ACM direita antes da bifurcação.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma afecção frequente que pode ocorrer tanto em pacientes internados quanto ambulatoriais, tendo sintomatologia inespecífi ca, podendo variar desde completamente assintomática até um quadro grave e potencialmente fatal. É importante ressaltar que o diagnóstico da TVP tem início com a história clínica e está associado ao exame físico e à realização de exames complementares. Um critério que constitui o Modelo de predição clínica de trombose venosa profunda de Wells é:
imobilização recente nos membros inferiores
veias varicosas em ambos os membros inferiores
história de tratamento de câncer nos últimos 12 meses
cirurgia de grande porte realizada nas últimas 8 semanas
A definição de telangiectasias é dada para vasos:
Menores que 2mm.
Menores que 3mm.
Menores que 4mm.
Até 4mm.
Paciente do sexo masculino, de 63 anos de idade, tabagista, hipertenso e diabético, apresenta claudicação intermitente leve (ITB 0,72), sem sinais de isquemia crítica. Está em acompanhamento ambulatorial em programa de tratamento clínico otimizado.
Considerando a fisiopatologia da aterosclerose e o papel das terapias clínicas, assinale a opção correta.
O exercício supervisionado melhora condicionamento físico, mas não influencia, de forma significativa, a função endotelial ou a circulação colateral.
O controle rigoroso da pressão arterial não diminui o estresse hemodinâmico sobre a íntima, logo pouco contribui para reduzir a progressão da lesão aterosclerótica.
A cessação do tabagismo não está associada à melhora da função endotelial nem à redução de estresse oxidativo e de inflamação vascular.
As estatinas reduzem o LDL e estabilizam a capa fibrosa da placa aterosclerótica, diminuindo o risco de ruptura.
O antiagregante plaquetário reduz o risco de eventos aterotrombóticos ao atuar na ativação plaquetária sobre superfícies endoteliais lesadas, porém não está indicado, pelo risco proibitivo de sangramento.
Analise as afirmativas a seguir indique “V” para verdadeiro e “F” para falso.
( ) O crescimento máximo dos aneurismas de aorta torácica costuma ser cinco vezes menor que o crescimento médio do aneurisma de aorta abdominal.
( ) A aorta descendente ou torácica se origina ao nível da borda inferior da sétima vértebra torácica, à direita da coluna vertebral.
( ) Aneurisma é uma dilatação temporária, localizada, ou seja, focal de uma artéria, tendo pelo menos 10% de aumento comparado ao diâmetro normal esperado para a artéria em questão.
Assinale a alternativa correta:
F – V – F
V – V – V
F – F – F
F – V – V
V – F – F
Analise os itens abaixo:
I. A trombose venosa profunda: ocorre em veias mais profundas, afetando, principalmente, membros como as pernas.
II. Trombose é a formação de um coágulo (trombo) de sangue dentro de um vaso sanguíneo, gerando uma obstrução.
III. Vários fatores contribuem para o surgimento da trombose. Um dos mais comuns é a ocorrência de arteriosclerose, que provoca o endurecimento das paredes das veias e artérias, impedindo a sua mobilidade natural.
Assinale a alternativa correta:
Apenas o item II está correto.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
Todos os itens estão incorretos.
Durante avaliação ambulatorial, um paciente apresenta uma ferida na perna com envolvimento de pele e seus anexos, sem sinais de cicatrização mesmo após semanas de tratamento adequado. Diante dessa evolução, qual o tipo de lesão é mais compatível com esse quadro?
Eritema nodoso
Úlcera crônica
Psoríase vulgar
Escoriação superficial
Dermatite atópica
A doença venosa crônica é uma condição permanente de insuficiência na circulação venosa. Quando acompanhada por um conjunto de sinais e sintomas específicos, recebe a denominação de insuficiência venosa crônica. Um dos fatores constituintes desta síndrome é a:
A presença de varizes.
A formação de placas ateroscleróticas na artéria femoral.
A obstrução completa da artéria ilíaca comum.
A atrofia dos nervos periféricos da região plantar.
A paralisia espástica.