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Paciente masculino, 52 anos, apresenta tumor carcinoide atípico de 2,8 cm em brônquio intermediário direito com extensão para brônquio lobar inferior, evidenciado em broncoscopia rígida. Tomografia computadorizada mostra preservação do parênquima distal e ausência de metástases linfonodais. Na programação da broncoplastia com preservação pulmonar, selecione a afirmativa correta:
A linfadenectomia sistemática das estações 4R, 7 e 11R deve ser realizada após a anastomose brônquica para minimizar a desvascularização da região a ser reconstruída.
A margem proximal de ressecção deve ser confirmada por análise de congelação com mínimo de 0,5 cm, sendo a dissecção circunferencial limitada a 2 cm para preservação da vascularização brônquica.
O uso de sutura contínua com PDS 4-0 na porção membranosa e pontos separados de polidioxanona 3-0 na cartilaginosa reduz o risco de deiscência pós-operatória.
A liberação do brônquio intermediário através da secção do ligamento pulmonar inferior e dissecção hilar posterior permite redução da tensão anastomótica sem necessidade de liberação pericárdica.
A anastomose deve ser iniciada pela parede posterior membranosa com pontos separados extramucosos de polipropileno 4-0, seguida pela parede cartilaginosa com tensão graduada nos nós.
O prognóstico da ressecção de timoma relaciona-se, principalmente, ao(à):
percentagem da infiltração linfocítica
presença de anticorpos antitimosina
presença de Miastenia gravis
estágio Masaoka-Koga
Um paciente com queixas crônicas de disfagia passou por investigação clínica, através de angiografia, em razão da suspeita do diagnóstico de “disfagia lusória”. A solicitação do exame foi feita para pesquisar a possível presença de uma aberração anatômica presente em 0,5% da população, representada pelo(a):
tronco inominado na aorta torácica ascendente
artéria subclávia direita na aorta torácica descendente
artéria subclávia esquerda na aorta torácica ascendente
tronco arterial braquiocefálico na aorta torácica descendente
Paciente de 30 anos com história de hipertensão arterial paroxística realiza tomografia computadorizada (TC) do tórax que mostra massa sólida de 3cm, localizada no mediastino posterior. O exame de urina apresenta elevação das catecolaminas e do ácido vanilmandélico. O diagnóstico provável, nesse caso, é:
feocromocitoma
neuroblastoma
schwannoma
neurilemoma
O cirurgião que foi adepto da escola da colapsoterapia para o tratamento cirúrgico da tuberculose e que difundiu a técnica de toracoplastia em estágios, por meio de extensa publicação escrita durante sua própria convalescença de tuberculose pulmonar, foi:
James Carson
Ludolph Brauer
John Alexander
Ernst Sauerbruch
Paciente feminina, 68 anos, não tabagista, apresenta em tomografia atual, nódulo pulmonar solitário em vidro fosco, sem componente sólido com 12mm de diâmetro. Revisando uma tomografia realizado 2 anos antes, o radiologista identificou que o referido nódulo já estava presente e apresentava 8mm de diâmetro.
Assinale a opção que indica a melhor opção nesse caso.
Nova tomografia em 6 meses.
Pedir PET-CT. Na ausência de atividade metabólica detectável, nova tomografia em um ano.
Na falta de componente sólido associado, não é necessário prosseguir a investigação.
Programar punção aspirativa guiada por TC.
Em relação às hérnias congênitas do diafragma, assinale a alternativa que contempla corretamente a topografia anatômica, a lateralidade e as implicações clínicas.
A hérnia de Bochdalek tem topografia anterolateral esquerda – desconforto respiratório ao nascimento quando grandes.
A hérnia de Morgagni tem topografia lateral esquerda – a possibilidade de encarceramento de alças intestinais é alta.
A hérnia de Bochdalek tem topografia posterolateral direita – as pequenas podem causar encarceramento de alças intestinais.
A hérnia de Morgagni tem topografia posterolateral esquerda – desconforto respiratório ao nascimento quando grandes.
A hérnia de Morgagni tem topografia retroesternal central – geralmente são assintomáticas e se constituem em achado de exame.
Assinale a alternativa que contempla corretamente a probabilidade de metástases cerebrais em pacientes com diagnóstico de neoplasia de pulmão sem nenhuma evidência clínica de comprometimento neurológico, quando no Estádio I, e indicação de ressonância (RNM) do encéfalo.
15% – RNM não é recomendada.
3% – RNM não é recomendada.
10% – RNM é recomendada.
15% – RNM é recomendada.
10% – RNM não é recomendada.
Um paciente jovem com sintomas de Síndrome da Veia Cava Superior apresenta radiografia de tórax demonstrando alargamento dos hilos pulmonares e tomografia de tórax revelando massa para-hilar com áreas de calcificação.
Com base em situações como essa, assinale a alternativa que contempla a provável etiologia dessa doença, os exames auxiliares ao diagnóstico e o agente etiológico responsável.
Mediastinite fibrosante – RNM do tórax – histoplasmose.
Mediastinite pseudotumoral – RNM do tórax – tuberculose.
Mediastinite fibrosante – PET-CT – blastomicose.
Mediastinite pseudotumoral – PET-CT – criptococose.
Mediastinite crônica – PET-CT – autoimune.
Paciente que será submetido a lobectomia superior esquerda tem VeF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) pré-operatório de 70%.
O cálculo estimado de VeF1 pós-operatório é de:
66%
68%
59%
62%
54%
Em relação à terapia adjuvante das neoplasias de pulmão, em pacientes classificados como N2 após a ressecção cirúrgica e posterior testagem molecular, assinale a alternativa correta sobre a terapia indicada nessa situação.
Inibidores de tirosina quinase – atuam no receptor 1 de morte celular programada.
Drogas anti-PDL1 – atuam no receptor transmembrana de crescimento epidérmico.
Drogas anti-CTLA4 – atuam no receptor 2 de morte celular programada.
Inibidores de tirosina quinase – atuam no receptor transmembrana de crescimento epidérmico.
Drogas anti-PD1 – atuam no receptor transmembrana de crescimento epidérmico.
Quando é avaliado um nódulo pulmonar na tomografia de tórax e são encontradas calcificações, pode-se supor que, de acordo com o padrão da calcificação, a probabilidade de malignidade aumenta se for do tipo:
difusa.
em pipoca.
excêntrica.
central.
laminada.
A avaliação do risco respiratório à ressecção de parênquima pulmonar deve ser dinâmica e adaptada às características de cada paciente. Na determinação de seus limites funcionais respiratórios, para a ressecção do parênquima, o paciente poderá ser submetido:
a uma lobectomia e a ressecções pulmonares menores, se teste de subida de escada ≥ 15 m
até a uma pneumectomia, se o valor de difusão do monóxido de carbono pós-operatório prevista for > 50%
até a uma pneumectomia, se o valor do volume expiratório forçado no primeiro segundo pós-operatório previsto for > 50%
a ressecções menores, se apresentar teste de subida de escada ≥ 15 m e Shuttle walk test (teste graduado de caminhada) ≥ 200 m
até a uma pneumectomia, se o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a difusão do monóxido de carbono apresentarem valores ≥ 80% do previsto
Pacientes com tumores pulmonares primários devem ser avaliados quanto ao benefício ou não da realização de metastectomia pulmonar. Nesse sentido, deve estar presente na avaliação e na conduta terapêutica:
a possibilidade de realização de ressecção parcial
realização de metastectomia apenas uma vez no doente
a abordagem exclusivamente por via minimamente invasiva
o quadro radiologicamente confirmado de metástase pulmonar
a realização de exames de imagem pós-operatórios em intervalos regulares para monitorização
No tratamento do câncer de pulmão, a escolha da terapia inicial depende do estágio clínico do paciente, e o estadiamento pré-tratamento é essencial antes do início da terapia. Nesse sentido, a opção que relaciona corretamente o estágio do tumor e a conduta apropriada é:
I - pode ser completamente por ressecção cirúrgica
II - deve associar ressecção cirúrgica com quimioterapia
IIIA - não inclui a remoção através de intervenção cirúrgica
IIIB - é indicada cirurgia com controle de micrometástases no campo operatório
IV - pode ser feita com ressecção cirúrgica parcial associada com instituição de cuidados paliativos
Com relação ao tratamento cirúrgico no pneumotórax espontâneo primário, assinale a afirmativa incorreta.
Não há indicação de tratamento cirúrgico no primeiro episódio, independente da apresentação clínica.
Está indicada cirurgia na recorrência ipsilateral.
Em um segundo episódio contralateral, há indicação de tratamento cirúrgico.
No paciente com risco profissional, a cirurgia está indicada, mesmo no primeiro episódio.
As artérias brônquicas têm origem na circulação sistêmica de forma variada.
A apresentação mais frequente é a partir da
aorta ascendente.
arco aórtico.
aorta descendente.
artérias intercostais de cada lado.
O mesotelioma é um tumor pleural e deve ser estadiado para o direcionamento da sua propedêutica. No caso de um paciente com tumor limitado à pleura parietal ipsilateral sem envolvimento da visceral (T1a), linfonodos regionais sem metástases (N0) e sem metástases à distância (M0), a primeira conduta terapêutica a ser instituída é a:
pleurodese
radioterapia neoadjuvante
quimioterapia neoadjuvante
cirurgia com intenção curativa
quimioterapia de consolidação
Em relação a um paciente pediátrico, que está tratando empiema pleural fase II com falência de drenagem pleural prévia, coleção multisseptada ao ultrassom, assinale a afirmativa que indica o procedimento adequado.
Nova drenagem e aspiração contínua com pressão controlada.
Pleurostomia ou drenagem tubular aberta.
Videotoracoscopia com desbridamento pleural ou fibrinolíticos.
Descorticação pulmonar.
As ressecções pulmonares abertas se tornaram menos frequentes com o advento das ressecções por vídeo. Contudo, elas ainda têm indicações quando os procedimentos por vídeo não podem ser realizados. Elas podem ainda apresentar complicações cirúrgicas, como:
fístula brônquica
hérnia esofagiana
distúrbios neurológicos
insuficiência renal aguda
insuficiência cardíaca esquerda