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No caso de um paciente com o primeiro episódio de pneumotórax espontâneo com 2,5 cm de extensão à esquerda, a conduta terapêutica é:
pleurodese
observação clínica
toracotomia exploradora
drenagem torácica em selo d’água
videotoracoscopia com segmentectomia
Na síndrome pós-pneumonectomia se observa, de forma característica:
edema pulmonar
compressão brônquica
infiltrado em vidro fosco
infiltrado pulmonar difuso
Na esofagomanometria de alta resolução, a acalasia do tipo III é caracterizada no corpo esofagiano por:
pressurização panesofágica maior do que 30mmHg, em no mínimo 20% das deglutições
ondas propulsivas de alta amplitude, superiores a 100mmHg
contrações vigorosas ou espásticas no esôfago distal
pressurização no esôfago mínima ou ausente
Na avalição pré-operatória da função pulmonar, algumas conclusões e direcionamentos propedêuticos poderão ser tomados a partir dos resultados obtidos por meio de exames, pois, com:
teste de subida de escada de 20 m de subida, o paciente poderá ser submetido a ressecções menores de risco normal
difusão do monóxido de carbono pós-operatório < 50% e > 20%, o paciente deverá realizar testes de exercício submáximos
shuttle walk test (teste graduado de caminhada) de 350 m de distância percorrida, o paciente poderá ser submetido a lobectomia
volume expiratório forçado no primeiro segundo pós-operatório < 60% e > 30%, o paciente deverá realizar testes de exercício submáximos
dessaturação ≥ 6 cm da saturação da hemoglobina do sangue arterial pelo oxigênio durante o teste de subida de escada, impede-se a realização de lobectomia
A mediastinoscopia cervical é realizada para o diagnóstico das lesões mediastinais e para o estadiamento do câncer de pulmão, sendo a sua principal complicação transoperatória a:
embolia tumoral
lesão de grandes vasos
obstrução brônquica aguda
compressão da traqueia distal
compressão do tronco braquiocefálico
Os tumores neurogênicos do mediastino se localizam no mediastino posterior e podem se originar de gânglios simpáticos, como o:
neurilemoma
neurofibroma
paraganglioma
neuroblastoma
neurossarcoma
Entre os possíveis fatores de risco para o sangramento pleural no período pós-operatório, podemos citar:
as aderências pleurais
o grande dano tecidual
a analgesia inadequada
a monitorização do débito pleural
a mobilização precoce no pós-operatório
Uma das causas mais prevalentes na formação de um abscesso pulmonar é a aspiração de secreções de orofaringe, motivo pelo qual o maior acometimento dos abscessos ocorre no segmento:
anterior do lobo superior direito
posterior do lobo superior direito
posterior do lobo inferior esquerdo
anterior do lobo superior esquerdo
posterior do lobo superior esquerdo
Acirurgia torácica demanda a execução de procedimentos em diversas posições diferentes do decúbito dorsal tradicionalmente adotado, o que aumenta o risco de lesões. No decúbito lateral, por exemplo, as lesões em potencial são:
ruptura brônquica
disfonia pós-operatória
odinofagia pós-operatória
lesão isquêmica da mucosa respiratória
lesão peniana por compressão entre os membros
Uma drenagem completa da loja empiemática é necessária para um resultado satisfatório, além da antibioticoterapia e do suporte. Caso se objetive realizar a drenagem em um paciente em seu primeiro episódio de empiema pleural e sem sinas de complicações, ela deverá ser realizada por:
descorticação
dreno torácico
cirurgia videoassistida
toracotomia com desbridamento
descorticação foram em estágio posterior
No estadiamento linfático (N) do câncer de pulmão, é considerado N2, o comprometimento por neoplasia na cadeia:
(9) – Ligamento pulmonar.
(10) – Hilar.
(11) – Interlobar.
(12) – Lobar.
Na escolha da melhor via de acesso no tratamento das metástases pulmonares bilaterais, assinale a afirmativa incorreta.
A esternotomia mediana apresenta limitação na exposição do lobo inferior esquerdo em alguns casos.
Com a esternotomia transversa, é possível acessar todas as cadeias linfáticas, em ambos os lados.
A toracotomia póstero-lateral não tem indicação em pacientes com lesões bilaterais.
Lesões hilares posteriores teriam acesso dificultado na esternotomia mediana.
Quando se avalia um paciente de 56 anos, com nódulo pulmonar de 1,3 cm persistente há 6 meses em tomografia de tórax, em relação a suas características é correto afirmar:
Um nódulo misto (sólido + vidro fosco) tem probabilidade menor de ser uma neoplasia se comparado a um nódulo sólido.
Um nódulo em vidro fosco puro tem menor probabilidade de ser uma neoplasia se comparado a um nódulo sólido.
Um nódulo em vidro fosco puro tem maior probabilidade de ser uma neoplasia se comparado a um nódulo misto (sólido + vidro fosco).
O fato de ser sólido, vidro fosco puro ou misto não implica maior probabilidade de ser uma neoplasia.
Um nódulo misto (sólido + vidro fosco) tem probabilidade muito maior de ser uma neoplasia se comparado a um nódulo sólido.
Nas abordagens feitas pelo cirurgião torácico para exposição da coluna vertebral, um dos principais riscos é a lesão da artéria de Adamkiewicz. Pode-se afirmar que, quando é preciso fazer a ligadura de artérias intercostais, o risco de paraplegia aumenta nas seguintes situações:
à esquerda quando manipulamos as artérias de T7 a L4, especialmente de T8 a T10.
à direita quando manipulamos as artérias de T7 a L4, especialmente entre T10 a L2.
à esquerda quando manipulamos as artérias de T3 a T5, especialmente a nível de T4.
à direita quando manipulamos as artérias de T3 a T5, especialmente a nível de T4.
a artéria em igual incidência pode se originar à direita ou à esquerda entre T4 a T8, especialmente a nível de T6.
Homem de 62 anos, com queixa de dispneia progressiva há 6 meses, com piora significativa nas últimas semanas, deu entrada no serviço de emergência com estridor e saturação de O₂ = 96%. Negava história prévia de intubação orotraqueal. Foi submetido a broncoscopia, com achado de lesão bocelada em 1/3 médio da traqueia a 6 cm das pregas vocais, sendo a lesão intransponível ao aparelho. A tomografia mostrou uma lesão localizada no 1/3 médio da traqueia, com cerca de 5 cm de extensão. A biópsia mostrou tratar-se de um carcinoma adenocístico.
Assinale a alternativa correta quanto à melhor conduta em relação a esse paciente.
Iniciar tratamento com radioterapia, pois a extensão do tumor não permite ressecção.
Nessa neoplasia, a extensão tumoral pela submucosa raramente propicia ressecção R0, e o prognóstico de sobrevida é muito curto, apesar de haver razoável resposta a quimioterapia, porém com altas taxas de recorrência.
Nessa neoplasia de extrema agressividade, o cirurgião deve ressecar a lesão por completo mesmo que a anastomose seja de risco.
Ressecção cirúrgica com anastomose; se as margens forem positivas, a complementação terapêutica se faz com radioterapia, e o prognóstico é favorável.
Pela extensão do tumor, a melhor conduta seria a ressecção endoscópica seguida de quimioterapia.
Em relação às tromboses venosas da subclávia que têm como causa a Síndrome do Desfiladeiro Cérvico-torácico, o espaço anatômico envolvido na compressão venosa é
espaço escapuloescalênico.
triângulo escaleno.
espaço subcoracoide.
triângulo infraclavicular.
espaço costoclavicular.
Em relação a hidatidose pulmonar, assinale a alternativa que contempla corretamente as suas principais características clínicas e os exames diagnósticos.
Pacientes >20 anos, tosse intensa e hemoptise recorrente, intradermorreação de Rosemberg e reação sorológica de Schultz.
Pacientes < 20 anos, dor torácica persistente e tosse crônica, intradermorreação de Schultz e reação sorológica de Weinberg.
Pacientes > 40 anos com hemoptise recorrente, tosse crônica e dispneia, intradermorreação de Casoni e reação sorológica de Schultz.
Pacientes jovens < 30 anos, possibilidade de hemoptise e dor torácica, intradermorreação de Casoni e reação sorológica de Weinberg.
Paciente acima de 50 anos, tosse crônica e dor torácica, intradermorreação de Schultz e reação sorológica de Rosemberg.
Em relação a nomenclatura e numeração dos linfonodos mediastinais, assinale a alternativa correta.
Linfonodo pré-aórtico (6) – linfonodo paraesofágico (8).
Linfonodo da janela aortopulmonar (5) – linfonodo do ligamento pulmonar (8).
Linfonodo subcarinal (7) – linfonodo do ligamento pulmonar (8).
Linfonodo paratraqueal superior (4) – linfonodo traqueobrônquico (2).
Linfonodo paratraqueal superior (2) – linfonodo pré-aórtico (5).
Em relação à primeira estação de drenagem linfática da pleura parietal e da pleura visceral, é correto afirmar que essa se faz, respectivamente, para as seguintes cadeias linfonodais:
Linfonodos retroesternais – linfonodos intralobares.
Linfonodos da torácica interna – linfonodos subcarinais.
Linfonodos hilares – linfonodos mediastinais.
Linfonodos intralobares – linfonodos hilares.
Linfonodos do tronco celíaco – linfonodos subcarinais.
Em relação às estenoses traqueais idiopáticas, assinale a alternativa correta sobre suas características mais frequentes.
Quase uma exclusividade das mulheres, geralmente são longas (> 5 cm) e acometem a porção mais distal da traqueia.
Quase uma exclusividade das mulheres, geralmente são curtas (2-3 cm) e acometem a porção mais proximal da traqueia.
Acomete de forma comparável homens e mulheres, tendem a ser longas (> 5 cm) e envolvem a parte mais proximal da traqueia.
Acomete de forma comparável homens e mulheres, tendem a ser longas (> 5 cm) e envolvem a parte mais distal da traqueia.
Quase uma exclusividade dos homens, geralmente são curtas (2-3 cm) e envolvem a parte mais proximal da traqueia.