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Durante o tratamento endovascular de aneurisma abdominal, a técnica de "chimney" é utilizada para:
Tratar lesões da aorta infrarrenal com envolvimento da artéria renal esquerda.
Realizar angioplastia da artéria ilíaca comum.
Implantar stent na artéria femoral.
Tratar aneurismas saculares da aorta torácica descendente.
Realizar embolização da artéria mesentérica inferior.
O derrame pleural maligno é um dos distúrbios que afetam o equilíbrio da produção de fluido e sua absorção no espaço pleural. No seu quadro clínico, em relação ao seu tratamento, tem-se que:
a drenagem por si só não ajuda no alívio da dispneia
o tratamento local afeta o processo de doença sistêmica
a malignidade se dá apenas por envolvimento pleural direto
a pleurectomia cirúrgica aberta é a primeira opção terapêutica
o hemotórax é uma das possíveis complicações do tratamento
Após a realização do processo avaliativo pré-operatório da função pulmonar, existem fatores potencialmente modificadores que podem alterar as suas conclusões, como no caso em que:
apenas quimio e radioterapia associadas podem estar ligadas à toxicidade pulmonar clinicamente significativa
os efeitos tóxicos da quimioterapia estabelecem-se de forma tardia e não são potencializados pela radioterapia
pelo princípio da interdependência pressórica intratorácica (PIPIT), os espaços virtuais tendem a desaparecer
o PIPIT não explica o fenômeno responsável pelo resultado positivo obtido pela cirurgia redutora do volume pulmonar
pelo PIPIT, a ressecção de parte de um pulmão enfisematoso permite o retorno parcial da elasticidade do parênquima pulmonar
Na hipótese de estenose traqueal pós-intubação, a confirmação diagnóstica pode ser feita por meio de exames, como:
o radiograma penetrado, que permite a reconstrução tridimensional da lesão
a imagética moderna, que permite a localização da estenose, especialmente em incidências oblíquas
a fibrobroncoscopia, que permite excluir eventual coexistência de lesão supraglótica, glótica ou subglótica
a tomografia computadorizada helicoidal, que permite a avaliação em tamanho real das lesões traqueais
a broncoscopia virtual, que demonstra o local e a extensão da estenose, mas não antecipa os achados endoscópicos
Na abordagem cirúrgica de uma fístula broncopleural persistente após lobectomia superior direita, a técnica avançada mais indicada para o fechamento da fístula e restauração da função pulmonar é:
Fechamento da fístula com retalho pediculado de grande omento através de toracotomia, garantindo cobertura vascularizada e suporte estrutural.
Ressecção segmentar do lobo afetado com anastomose bronquial primária e reforço com retalho muscular intercostal.
Ressecção dos tecidos necrosados ao redor da fístula e colocação de dreno torácico permanente para evacuação contínua de secreções.
Aplicação de cola de fibrina no orifício fistuloso seguido por pleurodese química para adesão das superfícies pleurais.
Utilização de prótese expansível para vedar a fístula e promover a regeneração do tecido bronquial ao longo do tempo.
Um paciente de 26 anos apresenta-se na emergência com dificuldade ventilatória progressiva grave, turgência de jugulares, desvio de traqueia para a direita à palpação cervical e hipertimpanismo à esquerda.
Assinale a opção que indica a abordagem mais correta.
Rx simples de tórax em duas incidências.
Ultrassonografia de tórax com atenção especial a avaliação do pericárdio.
Tomografia computadorizada de tórax, de imediato.
Drenagem de tórax.
Tratando-se de lesões mediastinais, a investigação por tomografia computadorizada é o meio que fornece o maior número de informações para o diagnóstico e planejamento terapêutico. Ao visualizar uma lesão no mediastino anterior, inicialmente, pode se tratar de:
um cisto
um timoma
uma lesão fibrótica
uma lesão neurogênica
um tumor mesenquimal
A estenose traqueal pós-intubação é uma sequela cicatricial fibrosa, decorrente de um processo isquêmico prolongado. A sua evolução apresenta uma primeira fase de estenose traqueal, enquanto a segunda fase corresponde à suboclusão traqueal, uma urgência médica que conta com a presença de:
disfonia
tosse irritativa
roncos e sibilos
dispneia crescente
estridor traqueal intenso
Em relação aos parâmetros gerais atualmente recomendados para a ventilação monopulmonar em cirúrgica torácica, devem-se obter valores de:
volume corrente < 8mL/Kg
pressão de platô < 35cm/H2O
pressão expiratória final positiva (PEEP) até 7cm/H2O
recrutamento alveolar com manobras escalonadas, se hipoxemia
frequência respiratória levemente aumentada, se não houver auto-PEEP
As causas de derrame pleural e o seu conteúdo variam. O derrame pleural transudativo é aquele pobre em proteínas e resulta da mudança no equilíbrio líquido do espaço pleural, podendo ser causado por:
linfoma
mesotelioma
embolia pulmonar
artrite reumatoide
pneumonia bacteriana
Os tumores de parede torácica são raros e têm apresentação clínica variada, desde uma massa crescente indolor até uma lesão dolorosa ou vegetante. Entre os tumores benignos provenientes de tecido ósseo cartilaginoso, pode-se citar o:
hemangioma
plasmocitoma
osteocondroma
condrossarcoma
granuloma eosinofílico
No estadiamento dos timomas, aquele que apresenta classificação III tem como característica ser um tumor com:
invasão de órgãos adjacentes
disseminação pleuropericárdica
invasão microscópica da cápsula
disseminação linfática ou hematogênica
invasão macroscópica da cápsula até a gordura pericárdica
O hematoma pulmonar, secundário a uma contusão torácica, deve ser tratado com
drenagem percutânea.
drenagem convencional tubular.
de forma expectante.
punção e esvaziamento, apenas.
Com relação ao tratamento cirúrgico da tuberculose, assinale a afirmativa incorreta.
Está indicado nos pacientes multidrogas resistentes, que receberam tratamento medicamentoso adequado e persistem sem melhora das sequelas radiológicas.
A cirurgia em pacientes com sequela cavitaria e aspergiloma, só tem indicação na presença de complicações como hemoptise grave.
As ressecções anatômicas, como lobectomia e pneumonectomia, diminuem os riscos de disseminação local.
A cavernostomia pode ser uma opção de tratamento em pacientes com sequelas cavitarias complicadas, com alto risco para ressecções convencionais.
Em relação à síndrome pós pneumonectomia, assinale a afirmativa correta.
É complicação precoce no pós-operatório.
É decorrente da compressão de via aérea, secundária ao desvio mediastinal.
É mais comum nas pneumonectomias esquerdas.
Pode ser evitada, com reposição hídrica judiciosa no per-operatório.
Os teratomas são os tumores de células germinativas mais comuns e, sobre as características de seu quadro, pode-se dizer que:
estão localizados no mediastino posterior
há acentuada predominância no sexo masculino
o cisto teratodermoide é a sua forma mais simples
a ressecção cirúrgica apresenta alto índice de recidiva
o pico de incidência é na terceira e na quarta década de vida
O pneumotórax espontâneo primário tem sua etiologia relacionada ao(à):
fibrose pulmonar
linfangioleiomiomatose
DPOC, com enfisema bolhoso
presença de blebs subpleurais
Com relação a ocorrência de fístula bronco-pleural, pós pneumonectomia, avalie os itens a seguir.
I. A idade é um fator preditor de maior risco.
II. É mais incidente no tratamento de doenças inflamatórias que em tumores.
III. Radioterapia e ou quimioterapia no pré-operatório favorecem seu aparecimento.
IV. A diabetes aumenta o risco de deiscência do coto brônquico.
Está correto o que se afirma em
II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
É o tipo de tumor pleural que é frequentemente associado à exposição ao amianto e apresenta células fusiformes e padrão de crescimento sarcomatoide:
Carcinoma de pequenas células.
Mesotelioma pleural.
Adenocarcinoma.
Tumor neuroendócrino.
Linfoma não-Hodgkin.
Um empiema geralmente ocorre após um derrame pleural reativo, como consequência de uma infecção pulmonar. Trata-se de uma infecção do espaço pleural com exsudato e que progride em fases, como a fase:
aguda, que permite drenagem com dreno torácico
fibropurulenta, com espessamento da pleura visceral
organizada, com material mucopurulento no espaço pleural
aguda, que evolui para a fase organizada com a piora do aspecto do líquido pleural
fibropurulenta, com alívio momentâneo da compressão do parênquima pulmonar adjacente