

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Uma paciente de 23 anos, leucodérmica, em bom estado geral, sem passado mórbido, procura atendimento com queixa de massa palpável subcostal esquerda indolor, porém com desconforto abdominal que limitava as suas atividades. O exame ultrassonográfico revelou um cisto com paredes finas uniformes, sem traves internas e conteúdo líquido límpido no polo inferior do baço, medindo 18 cm em seu diâmetro, e parênquima esplênico reduzido. Nesse caso, a conduta mais adequada é
puncionar o cisto transcutâneo e esvaziá-lo, em seguida, esclerose por alcoolização.
manter a paciente em acompanhamento clínico, apenas orientando suas atividades.
descapsulação parcial do cisto, deixando-o aberto no peritônio, por via laparoscópica.
retirada completa do cisto por esplenectomia parcial laparoscópica com grampeador.
esplenectomia total e implante de tecido esplênico no omento maior por laparoscopia.
Paciente feminina, 83 anos, nunca tabagista, apresenta achado de nódulo semissólido no segmento posterior do lobo superior direito (medindo 1 cm no total com parte sólida de 0,6 cm) durante propedêutica de sinusopatia crônica. PET-CT com captação leve na lesão e sem outros achados. Após discussão multidisciplinar, foi submetida à segmentectomia anatômica robótica bem-sucedida que mostrou adenocarcinoma invasivo de 0,6 cm, margens livres e sem acometimento linfonodal mediastinal. Sobre o seguimento dessa paciente, assinale a alternativa correta.
Não há necessidade de seguimento a longo prazo devido ao fato de a idade da paciente ser maior que 80 anos e a lesão menor que 1 cm.
O seguimento deve ser feito em grupo multidisciplinar com exame clínico e TC de tórax a cada 6 meses nos primeiros 3 anos. Depois, devem ser realizadas avaliação clínica e TC de tórax anual.
O seguimento deve ser feito pelo oncologista com exame clínico semestral. Exames complementares devem ser solicitados de acordo com sintomatologia específica e o seguimento deve durar 5 anos.
Devem ser feitos rx de tórax a cada 3 meses, PETCT e ressonância de crânio anual para rastreamento de recorrências.
A paciente deve ser avaliada a cada 6 meses pelo cirurgião e pelo oncologista e realizar PET-CT anual por 3 anos ou de acordo com achados clínicos.
Paciente, 32 anos, que se envolveu em acidente de moto grave, tem traumatismo cranioencefálico importante (sendo intubado na cena do trauma) acompanhado de múltiplas fraturas nos membros inferiores e costelas. Foi extubado 8 dias após o trauma e após correção cirúrgica de fratura femoral esquerda. Apresentou boa evolução até o 18⁰ dia de internação, quando iniciou quadro de dispneia progressiva, acompanhado de chieira moderada. Iniciou uso de broncodilatadores com melhora parcial do quadro. Recebeu alta no 21⁰ dia de internação. Retorna ao pronto-socorro 3 dias após a alta com queixa de dispneia progressiva e manutenção da chieira apesar do uso correto do broncodilatador, apresentando esforço respiratório moderado. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
O diagnóstico presuntivo é de broncoespasmo refratário provavelmente originado pela contusão pulmonar grave sofrida no trauma. O tratamento é baseado em suporte ventilatório não invasivo e corticoterapia.
A propedêutica inicial deve incluir tomografia computadorizada de tórax e pescoço, além de broncoscopia para avaliação da via aérea.
Angiotomografia de crânio e torácica são mandatórias no caso descrito para diagnóstico diferencial entre embolia pulmonar e progressão da lesão axonal difusa sofrida no trauma.
Deve-se iniciar de imediato micronebulização e corticoterapia com suporte ventilatório invasivo se houver progressão da dispneia.
Além de suporte ventilatório imediato, é recomendada a realização de laringoscopia direta para avaliar edema de glote.
Paciente, sexo masculino, 62 anos, submetido à pneumonectomia esquerda por carcinoma pulmonar, evolui no pós-operatório com taquicardia, hipotensão e desvio do mediastino para o lado operado. O exame físico revela abafamento dos sons cardíacos e distensão venosa jugular. Nesse caso, a complicação provável, é:
Tromboembolismo pulmonar.
Empiema pós-pneumonectomia.
Síndrome do espaço pleural vazio.
Edema pulmonar do pulmão remanescente.
Paciente, sexo masculino, 58 anos, com diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática, apresenta piora progressiva da dispneia apesar do uso de antifibróticos. A gasometria mostra hipoxemia grave. Nesse caso a abordagem correta, é
realizar ventilação mecânica eletiva.
prescrever corticoterapia em altas doses.
encaminhar para avaliação de transplante pulmonar. O transplante é a única opção definitiva para fibrose pulmonar avançada.
realizar oxigenoterapia contínua, sem outras intervenções. Trata os sintomas, mas não interrompe a progressão da doença.
No pneumotórax hipertensivo, a conduta inicial, é:
Drenagem torácica.
Intubação orotraqueal.
Punção descompressiva,
Antibioticoterapia imediata.
Paciente, sexo masculino, 30 anos, é vítima de acidente automobilístico e chega ao Pronto-Socorro com dor torácica intensa, dispneia e hipotensão. Ao exame físico, apresenta desvio traqueal para a esquerda, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e turgência jugular. Nesse caso, a conduta imediata adequada, é
solicitação de tomografia de tórax.
intubação orotraqueal e ventilação mecânica.
administração de volume intravenoso sem intervenção torácica.
punção descompressiva com agulha no segundo espaço intercostal direito.
Paciente do sexo masculino, de 21 anos, altura de 1,90 m, IMC: 19 kg/m2, apresenta-se no pronto-socorro com queixa de dor torácica de início súbito, ventilatório-dependente, em hemitórax esquerdo, após crise de riso intenso, há duas horas. Nega dispneia. Relata episódio semelhante, que se resolveu espontaneamente em três dias, há seis meses. Exame físico: murmúrio vesicular discretamente diminuído em ápice de hemitórax esquerdo anterior. Demais parâmetros de exame físico dentro da normalidade.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a etiologia do quadro apresentado.
Síndrome de Marfan.
Síndrome de Ehlers-Danlos.
Rotura de bolhas subpleurais apicais.
Infecção por P. carinii e pneumotórax espontâneo primário.
Cistos pulmonares decorrentes da linfangioleiomiomatose pulmonar.
Após 24 horas, espera-se inversão profunda e simétrica da onda T, circunscrita às derivações precordiais, e sem alteração do intervalo QTc.
Certo
Errado
Observe a imagem a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A imagem mostra um exame de tomografia de tórax que demonstra espessamento pleural > 1,0 cm, difuso, irregular e que se estende à pleural mediastinal, com envolvimento do plano cissural e com redução de volume do hemitórax comprometido.
O quadro é fortemente sugestivo de
sarcoma pleural e de parede torácica.
mesotelioma pleural difuso maligno.
carcinomatose de etiologia indeterminada.
tumor de Askin com disseminação pleural.
empiema pleural pós-tuberculose.
Paciente de 36 anos, do sexo masculino, internado em unidade de terapia intensiva por dez dias, foi submetido a intubação traqueal por cinco dias, devido a covid-19, há cerca de quarenta dias. Ingressa em serviço de cirurgia torácica com dispneia leve, tosse irritativa, desproporção entre o que parece que o paciente tem de secreção e o que ele expectora, roncos e sibilos em região paraesternal.
O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:
covid-19 atual com pneumomediastino; drenagem mediastinal.
estenose de traqueia pós-intubação; broncoscopia e dilatação traqueal.
estenose de traqueia idiopática; traqueostomia cervical de urgência.
traqueomalácia pós-covid-19; intubação orotraqueal e internação em UTI.
fístula traqueoesofágica pós-intubação; esofagotraqueoplastia cirúrgica.
O tratamento indicado para pacientes com empiema tuberculoso em fase III (classificação da ATS), com condições clínicas e respiratórias precárias, é:
videotoracoscopia e limpeza pleural.
toracotomia com decorticação pulmonar.
cateter de longa permanência com dreno tubular 22F a 24F.
pleurostomia com prótese de silicone de 2,0 a 3,0 cm de diâmetro.
instilação pleural de fibrinolíticos de longa duração (t-PA + DNase).
Paciente feminina, 38 anos, tabagista 2 anos/maço (esporádica), apresenta dispneia progressiva e já foi submetida a dois procedimentos de drenagem pleural direita nos últimos dois anos. Antecedentes pessoais: tumor muscular operado há 20 anos, sem diagnóstico histológico disponível no momento. Ultrassonografia abdominal: nódulos renais.
Tomografia de tórax atual a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Biópsia pulmonar videoassistida revelou alargamento dos espaços alveolares, cistos pulmonares, pequenos nódulos periarteriolares e perialveolares as custas de proliferação de musculatura lisa. Positividade para o anticorpo monoclonal HMB-45 e para a pesquisa de alfa-actina de músculo liso (a-SMA).
O diagnóstico e tratamento são, respectivamente:
enfisema pulmonar; implantação de dispositivos intrabrônquicos para tratamento da DPOC.
linfangioleiomiomatose pulmonar; drenagem pleural/ pleurodese, se outros episódios.
esquistossomose pulmonar; tratamento clínico da doença de base e transplante pulmonar, se piora do quadro.
carcinomatose pulmonar de origem musculoesquelética (sarcoma muscular); quimioterapia baseada na doença de base.
artrite reumatoide pulmonar em fase aguda ou de reagudização; utilização de análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRh).
Em relação ao estadiamento invasivo do mediastino, assinale a alternativa correta.
A mediastinoscopia é o método de escolha para estadiamento invasivo do mediastino.
A mediastinoscopia confirmatória deve ser indicada sempre.
É indicado para linfondodos acima de 2 cm no menor eixo da tomografia de tórax.
E-BUS (ultrassom endobrônquico com punção dos linfonodos mediastinais) tem rendimento comparável ao da mediastinoscopia, porém, com menor taxa de complicações.
É dispensado se PET-CT (tomografia computadorizada com emissão de pósitrons) mostrar linfonodos mediastinais hipercaptantes.
Paciente, com 40 anos, refere tosse seca há 3 meses, dispneia progressiva, atualmente para pequenos esforços. Perda de peso de 8 kg, em 4 meses, correspondente a 12% do peso habitual. Pressão arterial 130 x 75 mmHg. FC = 110 bpm. Edema assimétrico de membros inferiores +/4+. Radiografia e tomografia de tórax demonstraram volumoso derrame pleural à esquerda. Submetido a biópsia pleural com agulha e esvaziamento de 2,5 litros de líquido pleural amarelo turvo em 15 minutos, acompanhado de episódio de bradicardia e sincope. Vinte minutos após o procedimento, paciente apresentou piora do desconforto respiratório, estertores pulmonares bilaterais, dessaturação e expectoração espumosa.
O diagnóstico desse paciente é de
síndrome vasovagal.
tromboembolismo pulmonar.
infarto agudo do miocárdio.
edema pulmonar de reexpansão.
choque hipovolêmico.
Paciente 46 anos, com tosse persistente pós-Covid-19. Relatou um episódio de desmaio há 20 dias, atribuído à hipoglicemia na época. Procura serviço médico, e é submetido à tomografia de tórax, conforme demonstrado a seguir:

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Biópsia transparietal:
Hematoxilina/eosina: tecido conectivo e células fibroblásticas.
Imuno-histoquímica: negativo para citoqueratina e antígeno carcino-embriônico. Positivo para vimentina, CD34 e para oncoproteina bcl-2.
O diagnóstico e a conduta são, respectivamente:
adenocarcinoma de pulmão; toracotomia com ressecção da lesão e de arco costal adjacente.
tumor carcinoide típico; segmentectomia pulmonar não regrada por videotoracoscopia.
hamartoma pulmonar típico; enucleação da lesão por videotoracoscopia.
mesotelioma pleural benigno; ressecção por videotoracoscopia.
tumor de Askin em fase inicial; toracotomia com ressecção da lesão e de costelas.
Em relação ao estadiamento do câncer de pulmão, com possível comprometimento linfonodal, é correto afirmar que os resultados da técnica empregando EBUS-TBNA quando comparados à mediastinoscopia (convencional ou vídeo) são:
Dado: EBUS-TBNA-EndoBronchial UltraSound-guided TransBronchial Needle Aspiration (Biópsia por agulha guiada por ultrassom endobrônquico)
melhores.
piores.
semelhantes.
depende do tipo histológico do tumor.
depende da realização de terapia neoadjuvante.
Paciente 45 anos, com abaulamento em região torácica anterior há 2 anos. Exame físico: lesão endurecida, pouco móvel, pouco dolorosa, em região anterior de hemitórax direito.
Tomografia de tórax a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Biópsia demonstra: hipercelularidade, condrócitos com núcleos volumosos e as vezes binucleados, polimorfismo, atipias, matriz celular mixoide, invasão e destruição de trabéculas ósseas adjacentes.
O diagnóstico do paciente é de
sarcoma de Ewing.
osteossarcoma.
tumor de Askin.
tumor desmoide.
condrossarcoma.
Pacientes com metástases pulmonares isoladas podem apresentar melhores taxas de sobrevida após ressecção cirúrgica, desde que atendam a critérios prognósticos específicos. Dos fatores abaixo, o que está mais associado a um prognóstico favorável após ressecção de metástases pulmonares é:
presença de metástases bilaterais com nódulos múltiplos detectados na tomografia.
intervalo livre de doença relacionada ao sítio tumoral primário superior a 3 anos.
controle parcial do tumor primário após tratamento combinado com quimioterapia e radioterapia, mas com lesão residual estável.
histologia de células germinativas com intervalo livre de doença superior a 1 ano e resposta favorável à quimioterapia.
indicação de quimioterapia neoadjuvante para reduzir o tamanho das metástases antes da ressecção.
Paciente 67 anos, com osteoporose severa após a menopausa. Fratura/achatamento de corpo vertebral de T5 (há 4 anos) e L1 (há dois anos), sem lesão neurológica, com cifose moderada. Fratura de colo de fêmur com tratamento cirúrgico há 7 anos. Família refere que a paciente perdeu cerca de oito centímetros nos últimos anos, segundo os médicos em virtude das fraturas. Há um ano apresenta crises de tosse intensa, após IOT (4 dias) por pneumonia bacteriana. As crises estão se acentuando, principalmente durante a noite, acompanhadas de dispneia moderada. Broncoscopia mostra colabamento anteroposterior da subglote e de toda a traqueia, durante expiração, com obstrução completa.
O diagnóstico e a conduta são, respectivamente:
estenose de traqueia; implantação de tubo T de Montgomery longo.
doença pulmonar obstrutiva crônica; tratamento conservador da doença de base.
laringotraqueomalácia; ressecção de 3 a 5 anéis traqueais por cervicotomia.
bronquiectasias em virtude da pneumonia e IOT pregressas; tratamento clínico com antibioticoterapia inalatória.
disfunção de cordas vocais em função da cifose; indicação de ventilação compressão positiva em vias aéreas (CPAP).