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Paciente masculino, 23 anos, foi submetido à ressecção de tumor cerebral há 2 meses e meio, quando ficou 6 dias intubado no pós-operatório. Um dia após extubação iniciou chiado cervical com dispneia progressiva, tendo sido medicado com broncodilatador sem melhora. Após alta hospitalar, continuou evoluindo com piora da dispneia e deu entrada em insuficiência respiratória aguda, tendo sido submetido à broncoscopia de urgência, que diagnosticou estenose traqueal cicatricial acometendo primeiro ao terceiro anéis e lúmen traqueal de aproximadamente 2mm. Foi realizada dilatação traqueal com melhora importante do quadro. No seguimento, foi realizada mais 4 dilatações com balão, todas sem intercorrências. Deu entrada no pronto-socorro em quadro de insuficiência respiratória aguda, com cornagem importante e esforço respiratório intenso. Última dilatação com balão há 24 horas, sem intercorrências e sem outros achados relevantes no exame clínico. Com base no caso relatado, assinale a alternativa correta.
Há possibilidade de lesão aguda da via aérea evoluindo com mediastinite, que justifica o quadro descrito.
O paciente deve ser intubado imediatamente para alívio da insuficiência respiratória e programação de traqueoplastia cirúrgica para correção definitiva da estenose.
Com a falha na dilatação com balão, está indicada traqueoplastia endoscópica com laser de diodo para controle da estenose.
O quadro sugere edema de laringe devido à manipulação recente da via aérea e deve ser resolvido com ventilação com pressão positiva não invasiva e corticosteroide venoso.
Devido à falha terapêutica na dilatação endoscópica, o paciente deve ser submetido à traqueostomia protetora para evitar novos episódios de insuficiência respiratória aguda.
Paciente de 58 anos, pós-operatório de esofagectomia minimamente invasiva para tratamento de neoplasia primária, evoluiu no 5⁰ dia de pós-operatório com dispneia moderada. Seu Raio-X de tórax mostra derrame pleural velando metade do hemitórax direito; a punção pleural mostra líquido leitoso fluido e sem grumos, inodoro; sem outras queixas e tolerando a dieta enteral desde o segundo dia da cirurgia.
Assinale a alternativa com o provável diagnóstico e o melhor tratamento para o caso apresentado.
Empiema pleural / Drenagem pleural em selo d'água e antibioticoterapia.
Fístula digestiva / Iniciar nutrição parenteral total e jejunostomia descompressiva.
Derrame pleural reacional / Punção pleural de alívio e suporte ventilatório.
Quilotórax / Cirurgia imediata para ligadura do ducto torácico.
Pseudoquilotórax / Iniciar octreotide para diminuir a transudação pleural.
Paciente feminina de 62 anos, tabagista 27 anos/maço, comparece ao ambulatório para controle periódico de DPOC, sem queixas específicas. Tem hipertensão arterial sistêmica e diabetes, em controle adequado; acompanha paralelamente com a psiquiatria quadro de depressão leve, em uso de sertralina, também faz uso de broncodilatador diário. Durante a discussão do caso no grupo multidisciplinar, foi sugerido inclusão da paciente em programa de rastreamento de câncer de pulmão. Assinale a alternativa que apresenta os critérios presentes no caso que justificam a proposta de rastreamento.
Sexo feminino, tabagismo ativo e comorbidades associadas.
Idade maior que 55 anos, tabagismo ativo e carga tabágica superior a 20 anos/maço.
Necessidade de controle com broncodilatador e tabagismo ativo.
Idade, quadro psiquiátrico associado e tabagismo ativo.
Sexo feminino, DPOC e comorbidades associadas.
Paciente, com 32 anos de idade, apresenta queixa de tosse irritativa há três meses, há uma semana com escarro amarelado e laivos de sangue. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído em ápice pulmonar direito. Radiografia de tórax revela atelectasia de lobo superior direito. Tomografia de tórax: atelectasia de LSD e lesão exofítica em óstio de brônquio lobar superior direito. Broncoscopia: lesão avermelhada, superfície lisa, não infiltrativa, com protrusão pelo óstio de lobo superior direito, não permitindo a passagem do aparelho para o brônquio lobar superior direito. Brônquio intermediário livre e sem sinais de infiltração. Biópsia: agrupamentos de pequenas células, com cromatina pontilhada, moderada quantidade de citoplasma e raras mitoses.
De acordo com o quadro clínico e os aspectos de imagem, de broncoscopia e do anatomopatológico, o diagnóstico e a conduta correta são, respectivamente:
carcinoma broncogênico de células não pequenas; estadiamento mediastinal com EBUS.
carcinoma broncogênico de pequenas células; estadiamento mediastinal com mediastinoscopia ou videomediastinoscopia.
tumor carcinoide típico; lobectomia pulmonar com broncoplastia “em manga”, com linfadenectomia mediastinal direcionada.
tumor indiferenciado de pequenas células; lobectomia pulmonar e esvaziamento mediastinal.
carcinoma adenocístico de brônquio lobar; lobectomia pulmonar sem esvaziamento mediastinal.
O tratamento cirúrgico de neoplasias pulmonares muitas vezes é considerado o tratamento padrão-ouro para fins curativos em neoplasias com estágios iniciais. O preparo do paciente antes do procedimento cirúrgico deve ser realizado mediante observação de critérios funcionais, além da condição clínica e de exames de imagem complementares. Acerca dos critérios funcionais de avaliação pré-operatória pulmonar para ressecções pulmonares em pacientes com neoplasia, assinale a opção correta.
A realização de quimioterapia e radioterapia prévias ao procedimento cirúrgico não tem qualquer efeito sobre a capacidade pulmonar na avaliação pré-operatória.
Mesmo em cirurgias maiores de ressecção, é desnecessário que pacientes com VEF1 e DLCO (pós-operatório) menores que 30% do previsto sejam submetidos a exame complementar de ergoespirometria.
O DLCO (pré-operatório) é categoricamente contraindicado a paciente que apresente exclusivamente VEF1 (pré-operatório) maior que 50% do valor previsto.
O paciente será considerado apto a submeter-se a uma pneumonectomia se ambos os valores de VEF1 e DLCO (pré-operatórios) forem maiores ou iguais a 80% do previsto, sem necessidade de demais avaliações funcionais respiratórias.
O paciente poderá ser submetido a uma pneumonectomia se o valor do DLCO (pré-operatório) for igual ou maior a 60% do previsto.
Os tumores de parede torácica são raros e classificados segundo o tipo histológico, comportamento e tecido de origem. Acerca das neoplasias de parede torácica, assinale a opção correta.
Sarcoma de Ewing é um tumor de crescimento lento e mais comum em adultos.
A displasia fibrosa é a neoplasia benigna mais comum dos arcos costais, comportando-se como uma lesão expansiva insuflativa.
O cisto ósseo aneurismático é mais comum na porção anterior, não estando restrito à cortical óssea desde fases iniciais.
Condrossarcoma é a lesão benigna mais rara da parede torácica.
Condroma é uma lesão maligna com crescimento acelerado.
A respeito do tratamento cirúrgico dos tumores da parede torácica, assinale a opção correta.
Nas lesões metastáticas, deve-se realizar a ressecção completa com margem segura de 3 cm a 5 cm de margem livre.
Para o eficiente tratamento cirúrgico de tumores da parede torácica primários, deve-se primar pela ressecção com margens livres, que não deve limitar-se ao tamanho do defeito causado em parede, respeitando-se 4 cm a 5 cm de margem.
O aumento da morbimortalidade é desprezível em cirurgias oncológicas da parede torácica, independentemente do tamanho da ressecção.
Não há comprovação de benefício da quimioterapia neoadjuvante em tumores ósseos primitivos, como osteossarcoma e sarcoma de Ewing.
A radioterapia pré-operatória é indicada em todas as doenças relacionadas à neoplasia de parede torácica.
Paciente masculino, 30 anos, vítima de ferimento penetrante por arma branca no hemitórax esquerdo, chega ao pronto-socorro apresentando hipotensão (PA 80/50 mmHg) e taquicardia (FC 130 bpm). Na avaliação inicial, foi identificada ausência de murmúrio vesicular no lado esquerdo. Realizou-se drenagem torácica com dreno 32F com saída imediata de 1.200 mL de conteúdo hemático e nas últimas 2 horas houve débito de 600ml pelo dreno. Após 1000ml de Ringer lactato o paciente mantém os mesmos parâmetros citados acima. A conduta prioritária para o tratamento deste paciente é:
aumentar a reposição volêmica com mais 1000ml de Ringer Lactato e reavaliar.
solicitar tomografia computadorizada de tórax para definição diagnóstica e terapêutica.
substituir o dreno torácico por um de maior calibre.
iniciar protocolo transfusão maciça e seriar hematimetria em UTI.
realizar toracotomia exploradora em sala de cirurgia.
Paciente, sexo masculino, 55 anos, tabagista de longa data, apresenta dor intensa no ombro direito, fraqueza na mão do mesmo lado e ptose palpebral. A tomografia revela uma massa no ápice do pulmão direito invadindo a parede torácica e estruturas do plexo braquial. A biópsia confirma carcinoma epidermoide de pulmão. Nesse caso, a abordagem terapêutica apropriada, é
realizar quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de ressecção.
fazer cirurgia imediata, com ressecção pulmonar e do plexo braquial.
indicar quimioterapia paliativa.
indicar radioterapia.
Sobre o derrame pleural, analise as afirmativas a seguir.
I. Derrame hemorrágico é necessariamente neoplásico.
II. A principal causa de quilotórax espontâneo é o linfoma.
III. Derrame de origem pancreática é geralmente à esquerda.
IV. Derrame por insuficiência cardíaca congestiva é mais comum bilateral ou à direita, sendo raramente apenas à esquerda.
Estão corretas apenas as seguintes afirmativas
I e III.
II, III e IV.
I, II e III.
I e II.
Quanto às lesões malignas da parede torácica, é correto afirmar que
o condrosarcoma é mais frequente que o fibrossarcoma.
a avaliação para mieloma deve incluir radiografias do crânio.
os tratamentos recomendados para fibrossarcoma é a excisão ampla.
os tratamentos recomendados para o sarcoma de Ewing consiste em excisão ampla.
os sarcomas osteogênicos são lesões de crescimento lento e dolorosas em crianças e jovens adultos.
Uma fratura de coluna toracolombar é considerada instável quando há o acunhamento de quantas vértebras?
2.
3.
4.
1.
5.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma regra, adotada sempre que possível, quanto às técnicas de hemostasia e ressecções pulmonares em relação ao lobo pulmonar a ser removido.
Clampeamento transitório da artéria pulmonar principal.
Ligadura das artérias antes da ligadura das veias.
Grampeamento das veias antes dos ramos arteriais.
Utilização de dispositivos de energia para seção dos vasos lobares.
Grampeamento “em bloco” dos vasos lobares arteriais e venosos.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um ou mais critérios necessários para a realização de traqueostomia percutânea.
Obesidade mórbida com pescoço curto.
Lesão da coluna cervical, presumida ou confirmada.
Distúrbio de troca gasosa com FiO2 > 0,6 ou PEEP > 10 cm H2O.
Coagulopatia ou distúrbio de coagulação com plaquetas < 50 000/mm3 , INR ou TTPa > 1.5.
Presença de pelo menos 1,0 cm entre a extremidade inferior da cricoide e o ângulo supraesternal.
É um preditor adequado para complicações pós-operatórias e para a investigação pré-operatória inicial, em pacientes enfisematosos candidatos a ressecção pulmonar por câncer de pulmão,
a gasometria arterial isolada.
o teste de subida de escada (TSE).
o Shuttle Walk Test (SWT).
a quantificação do VEF1 e do DLCO.
a tomografia computadorizada com corte finos.
Paciente de 65 anos, hipertenso e tabagista, está em preparação pré-operatória para lobectomia superior esquerda por carcinoma espinocelular de pulmão, medindo 3,0 x 2,0 x 2,0 cm. PET/CT: pulmões expandidos, lesão única, localizada centralmente no lobo superior esquerdo (LSE), captante, apenas no LSE. Sem sinais de captações anômalas em outros sítios, incluindo no mediastino.
A prova de função pulmonar evidencia o seguinte:

Para o pós-operatório (PPO) desse paciente, a estimativa do valor predito é igual a
39%.
40,5%.
43%.
44,5%.
46%.
Paciente 60 anos submetido à lobectomia inferior direita por bronquiectasia, sem intercorrências. Retirado dreno no terceiro dia pós-operatório. No oitavo dia, apresenta febre, dor torácica direita, tosse com expectoração amarelada em moderada quantidade. Radiografia de tórax evidencia nível hidroaéreo pequeno.
Diagnóstico e conduta imediatos são, respectivamente:
pneumonia bactéria; antibioticoterapia sistêmica.
empiema pleural com fístula; drenagem pleural.
exacerbação infecciosa da broncopatia; fisioterapia respiratória.
hemotórax residual; toracotomia e drenagem pleural.
atelectasia pulmonar infectada; broncoscopia/aspiração brônquica.
Paciente de 60 anos, do sexo masculino, tabagista, foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar em lobo superior direito (LSD), periférico, medindo 5,6 cm em seu maior diâmetro, associado a outro nódulo comprovadamente neoplásico (adenocarcinoma), no mesmo lobo, medindo 2,5 cm de diâmetro. PET/CT evidencia captação anômala nos dois nódulos pulmonares em LSD e apenas no linfonodo subcarinal. Há comprovação histológica de comprometimento neoplásico linfonodal apontado pelo PET/CT. Não há outros focos de captação anômala no restante do corpo.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o estadiamento TNM desse paciente.
T2a N1 – estágio III A.
T3 N3 – estágio III B.
T3 N2a – estágio III A.
T4 N1 – estágio IV A.
T4 N2b – estágio III B.
Nas ressecções pulmonares à direita, utilizando via de acesso única (ressecções uniportais), preferencialmente a toracotomia deverá ser feita no
quarto espaço intercostal, e na linha axilar posterior.
terceiro espaço intercostal, e na linha axilar anterior para ressecção lobo superior.
quinto espaço intercostal, e na linha axilar anterior.
sexto espaço intercostal, e na linha axilar posterior para ressecção lobo médio.
sétimo espaço intercostal, e na linha axila média para ressecção lobo inferior.
Paciente 48 anos, com neoplasia de mama (carcinoma ductal invasivo, positivo para marcadores hormonais). Estadiamento da doença mamária demonstra nódulo pulmonar, padrão de vidro fosco, em lobo superior de pulmão esquerdo (tomografia de tórax), com 1,8 cm no maior eixo, alongado, distante 1,0 cm da parece torácica lateral. Paciente tem tomografia de tórax realizada 5 anos atrás, evidenciando o nódulo, com as mesmas características. No momento, assintomática do ponto de vista infeccioso e pulmonar.
Dados: PET = pósitron emission tomography; CT = computet tomography; SUV = standardized uptake value; BAAR = bacilo álcool ácido resistente.
A conduta momentânea, quanto ao nódulo pulmonar, será submeter a paciente a
biópsia dirigida por tomografia.
broncofibroscopia e criobiópsia.
nova tomografia em prazo não superior a seis meses.
PET/CT e biópsia transparietal, se SUVmax ≤ 2,5.
pesquisa por citologia oncótica no escarro e/ou por lavado broncoalveolar.