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Na hérnia de hiato paraesofageana do tipo II, observa-se
a junção esofagogástrica tópica, com herniação parcial do estômago.
o deslocamento da junção esofagogástrica com deslizamento de porção do estômago.
a junção esofagogástrica acima do diafragma com herniação parcial do estômago.
a junção esofagogástrica acima do diafragma, com herniação de outras vísceras abdominais além do estômago.
apenas deslizamento de porção do estômago, por fragilidade circunferencial do ligamento freno-esofageano.
Considere um paciente de 18 anos vítima de ferimento por arma de fogo em hemitórax direito. Na admissão, foi realizada drenagem de tórax em sistema fechado com selo d’água. O paciente evoluiu com estabilidade hemodinâmica, sem necessidade de novas condutas invasivas e foi encaminhado para leito de enfermaria para manutenção dos cuidados após criteriosa avaliação e reavaliação conforme protocolo ATLS 10º edição.
No terceiro dia pós-drenagem, o aspecto do líquido pleural evoluiu sugestivo de quilotórax – suspeita confirmada após análise laboratorial.
Na oportunidade, foi iniciado o tratamento de primeira linha para a condição, e no oitavo dia pós-drenagem o aspecto manteve-se e odébito do dreno foi de 1500 ml em 24 horas de mensuração.
Assinale a alternativa que contemple o melhor tratamento a serrealizado.
tratamento cirúrgico para identificação e cauterização doducto torácico
manter tratamento clínico otimizado até o 14º dia pós-drenagem se mantidas as condições clínicas apresentadas
tratamento cirúrgico para identificação e ligadura do ductotorácico
manter tratamento clínico otimizado até o dreno apresentar débito inferior a 500ml por dia
Qual será o melhor esquema terapêutico inicial caso seja confirmada a principal hipótese diagnóstica?
Omalizumabe, corticoide em dose moderada e beta-agonista de longa ação, inclusive para as crises.
Corticoide em baixa dose e beta-agonista de longa ação (LABA), inclusive para crises.
Corticoide em alta dose e beta-agonista de longa ação (LABA), inclusive para crises.
Antimuscarínico de longa duração (LAMA), beta-agonista de longa ação (LABA) e corticoide e baixa dose.
Um homem de 70 anos procura o seu consultório por queixa de dispneia e tosse seca, além de palpitações. De antecedentes pessoais, apresenta hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia, e investigação de doença arterial coronariana e relato de arritmia há 2 anos. Faz uso de losartana 50mg de 12 em 12 horas, sinvastatina 40mg, ezetimibe 10mg, metformina 850mg três vezes ao dia, amiodarona 200mg três vezes ao dia. Trabalhou grande parte da vida como comerciante. Traz uma tomografia de tórax, com padrão de infiltrado em vidro fosco e espessamento septal, com sinais de faveolamento e bronquiectasia por tração. Espirometria realizada previamente à consulta apresenta padrão restritivo com capacidade de difusão reduzida. Exames laboratoriais demonstram velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa discretamente alterados, próximos dos valores da normalidade. A respeito do quadro, assinale a alternativa com a principal hipótese diagnóstica para a dispneia do caso.
Pneumopatia por amiodarona.
Doença pulmonar da esclerose sistêmica.
Tuberculose.
Neoplasia de pulmão.
Quanto a polissonografia do tipo 1, qual das opções abaixo melhor descreve este exame?
Exame domiciliar, monitora os parâmetros respiratórios e a oximetria; seu resultado nos mostram o IAH e o IDO.
Exame realizado em laboratório do sono, na presença de técnicos que monitoram parâmetros neurológicos, respiratórios, cardiológicos, musculares, oximétricos e outros;
Exame realizado em laboratório do sono, monitora os parâmetros respiratórios e a oximetria; seu resultado nos mostra apenas o IER.
Exame domiciliar, monitora os parâmetros neurológicos e respiratórios além da oximetria; seu resultado nos mostram o Tempo Total de sono e o IAH.
Em relação às lesões, cistos ou massas mediastinais, é correto afirmar que:
em crianças os tumores neurogênicos são mais frequentemente malignos.
os cistos de duplicação esofágica têm sua indicação de ressecção baseada no elevado índice de malignização.
crianças com timo de grande volume têm, habitualmente, indicação de ressecção.
em adultos os tumores do sulco paravertebral são, em sua maioria, malignos.
o tumor de Askin é mais frequente em adultos, sendo sua maioria benigno.
Em relação ao hidrotórax hepático, causado por ascite em paciente cirrótico, é correto afirmar que:
o hidrotórax hepático é uma das causas mais frequentes de derrame pleural.
o hidrotórax hepático pode ocorrer mesmo em pacientes com ascite não perceptível ao exame físico.
o líquido peritoneal da ascite ascende para o espaço pleural porque a pressão pleural é positiva, sugando este líquido.
pacientes com hidrotórax hepático devem sempre ser submetidos à toracocentese esvaziadora ou drenagem pleural.
a drenagem pleural é preferível à toracocentese nos pacientes com hidrotórax hepático com necessidade de alívio.
O tratamento do derrame pleural maligno é desafiador nos casos em que não se consegue confirmação diagnóstica com análise do líquido obtido na primeira toracocentese. Quando isso acontece, novas abordagens buscando confirmação diagnóstica podem ser tentadas na recidiva do derrame. Quanto a esses casos de recidiva, assinale a alternativa correta.
Em todos os derrames pleurais malignos recidivados sem confirmação diagnóstica, deve ser realizada videotoracoscopia, visto que a citopatologia negativa na primeira amostra implica em citopatologia também negativa se tentada segunda toracocentese
Como o achado de células neoplásicas no líquido pode ser falso negativo, é recomendado fazer biópsia pleural sob anestesia local, com agulha de Cope ou de Abrams, em todos os casos, já na primeira toracocentese
Nos pacientes com derrame pleural suspeito para malignidade, a toracocentese inicial só deve ser realizada se guiada por ultrassonografia e se houver tomografia prévia, para avaliar locais de possíveis implantes pleurais
No derrame pleural neoplásico recidivado, a única forma de estimar o volume de líquido a ser esvaziado na segunda toracocentese é a manometria pleural, visto que sinais clínicos (tosse, desconforto ou dor) não são confiáveis para determinar a interrupção do procedimento
Para pacientes com recidiva de derrame neoplásico, se houver condições clínicas adequadas para sedação e para tolerar a resposta inflamatória sistêmica da pleurodese química e se o paciente tiver prognóstico de sobrevida superior a 6 meses, este procedimento pode ser feito utilizando talco, a iodopovidona, nitrato de prata ou bleomicina
Leia a sentença a seguir sobre o estadiamento do câncer de pulmão:
“Para estadiamento do câncer de pulmão ______ recomenda-se, no mínimo, uma tomografia computadorizada do tórax até andar superior do abdome, para inclusão das glândulas adrenais e uma tomografia com emissão de pósitrons com o radiofármaco 18F-fluordesoxiglicose ______”.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Não pequenas células (CPNPC) / da base do pescoço ao terço médio da coxa
Pequenas células (CPPC) / da base do crânio até o andar superior do abdome
Não pequenas células (CPNPC) / da base do crânio ao terço médio da coxa
Neuroendócrino de alto grau/ do mediastino apenas
De linhagem carcinoide / do ápice da calota craniana até tornozelos
A endoscopia respiratória está tão intimamente ligada à cirurgia torácica que, em diversos serviços, é também realizada pelo cirurgião com formação para tal. Em relação às indicações e detalhes técnicos da broncoscopia flexível e rígida, assinale a alternativa que apresenta indicação correta do procedimento citado.
A broncoscopia rígida é o único método indicado para abordagem endoscópica respiratória de crianças, por permitir completo controle ventilatório durante o procedimento
A broncoscopia flexível pode ser utilizada para guiar o implante de próteses traqueais em Y nos casos de estenose traqueo-carino-brônquica e, nestas situações, a prótese deve ser introduzida por traqueostomia
A ultrassonografia endobrônquica tem acurácia diagnóstica superior à mediastinoscopia e por isso deve ser sempre o método de escolha para estadiamento linfonodal invasivo nos pacientes oncológicos, podendo ser realizada sob sedação leve e anestesia tópica traqueal
São indicações da broncoscopia flexível: atelectasia persistente após fisioterapia, doença intersticial pulmonar, hemoptise, estadiamento em pré-operatório de ressecções pulmonares, e auxílio diagnóstico em infecções pulmonares
A broncoscopia rígida é a principal escolha para o tratamento da estenose traqueal e deve ser sempre associada à colocação de prótese semi-implantável ou totalmente implantável para prevenir a re-estenose precoce
A abordagem do paciente com pneumotórax é determinada principalmente pelo seu volume, que pode ser definido por diversos métodos. Analise as afirmativas abaixo relacionadas à estimativa de tamanho do pneumotórax e suas definições, e assinale a alternativa incorreta.
Na avaliação radiográfica bidimensional, sem instrumentos de medida, um pneumotórax grande é definido como aquele em que há completa separação entre as pleuras visceral e parietal, e um pneumotórax pequeno é aquele em que há separação parcial
Na avaliação radiográfica medida com régua, o ponto de corte que separa o pneumotórax grande do pequeno é distância de 1cm entre a pleura visceral e a parede torácica. Se for maior ou igual a 1cm, é considerado grande e requer drenagem imediata
A presença de enfisema de subcutâneo na radiografia é um indicativo indireto de pneumotórax, levando à suspeita de pneumotórax pequeno associado, mesmo que não visível na radiografia
Para medição precisa do volume do pneumotórax com base em imagens de radiografia simples e tomografia podem ser utilizados o método de Rhea, o índice de Light e/ou a fórmula de Collins
O colapso pulmonar total na radiografia de tórax, associado a abaixamento da cúpula diafragmática e aumento dos espaços intercostais ipsilaterais, pode sugerir pneumotórax hipertensivo, porém esta definição só poderá ser utilizada na presença de comprometimento hemodinâmico
Considerando a classificação TNM de estadiamento, um paciente com diagnóstico de neoplasia de pulmão cuja lesão possui 6 cm e apresenta invasão da parede torácica é considerado
T1.
T2.
T3.
T4.
O timoma é um tumor relativamente raro que surge a partir do epitélio tímico retroesternal. O quadro clínico é variável e pode estar acompanhado de múltiplas síndromes paraneoplásicas.
Assinale a alternativa que não corresponda a uma manifestação usual associada ao timoma.
síndrome da veia cava superior
miastenia gravis
hipogamaglobulinemia
aplasia de células vermelhas
Nas alternativas a seguir estão achados a respeito da Síndrome de Pancoast, à exceção de uma. Assinale-a.
exoftalmia
atrofia dos músculos da mão
perda de força no ombro
dor neuropática no braço
Paciente, homem, 25 anos, iniciou quadro de dor torácica há dois dias. A dor é em pontada em base de direita, piorando às inspirações ou tosse. Refere tosse seca há um mês, perda do apetite e peso. Ao exame físico notamos murmúrio vesicular ausente em dois terços de HTD e ausência de frêmito toracovocal. Raio X de Tórax PA mostra imagem de hipotransparência homogênea em parábola invertida tomando 2/3 inferiores de HTD. O paciente é submetido a uma pleurocentese, com envio do líquido para bioquímica, citologia e culturas. Considerando a principal suspeita para o caso, qual das opções abaixo descreve melhor os parâmetros esperados?
Líquido esbranquiçado, transudato pelos critérios de Light e ADA = 12 U/L.
Líquido amarelo citrino, exsudato pelos critérios de Light e ADA = 40 U/L.
Líquido amarelo citrino, exsudato, predomínio de polimorfonucleares.
Líquido sanguinolento, hematócrito do líquido pleural = 60% do hematócrito do paciente.
Assinale a alternativa correta em relação a hemoptise.
Hemoptise é todo sangramento proveniente da árvore respiratória originado acima das pregas vocais.
A broncoscopia rígida não é um bom método para tratamento da hemoptise, devendo ser escolhida a broncoscopia flexível.
O objetivo inicial do tratamento do paciente com hemoptise volumosa é a reposição da perda volêmica.
Paciente com caverna pulmonar com bola fúngica é habitualmente assintomático, mas pode apresentar hemoptise volumosa e óbito.
É considerada hemoptise maciça ou volumosa apenas aquela acima de 600 mL em um episódio.
O tratamento da miastenia gravis pode necessitar de ressecção cirúrgica do timo e, nos casos associados à timoma, a timectomia é obrigatória. Quanto aos pacientes miastenicos com timoma, leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
A seleção adequada de pacientes para o tratamento cirúrgico é o principal fator para sucesso de tratamento. Nos pacientes sem timoma, a cirurgia deve ser feita, idealmente, quando estão presentes aas seguintes características: forma generalizada da miastenia, anticorpo anti-AChR positivo, diagnóstico inicial há menos de 2 anos e suspeita de hiperplasia tímica
O preparo pré-operatório do paciente miastênico pode ser feito de forma multidisciplinar, porém a decisão final sobre indicação, ressecabilidade e risco cirúrgico cabe à equipe de neurologia que conduz a miastenia
Atualmente, há consenso na literatura quanto à maior taxa de sucesso com a abordagem robótica para timectomia, visto que esta técnica é a única que permite completa visualização de timo extra-tímico e tratamento completo da miastenia, com chance de remissão da doença e desmame de tratamento medicamentoso
Para os pacientes miastênicos com anticorpo anti-MuSK positivo, o tratamento cirúrgico tem a maior taxa de sucesso na redução de sintomas e sempre deve ser indicado, se o paciente estiver apto para tal na avaliação de risco cirúrgico
Nos pacientes miastênicos com timoma visível na tomografia de tórax, a timectomia somente pode ser realizada após biópsia do tumor mediastinal e confirmação histológica de timoma
O tumor de Tobias-Pancoast, na maioria das vezes, está associado à síndrome com o mesmo epônimo.
As estruturas envolvidas nesta síndrome, a localização do tumor e o tipo histológico mais frequente, estão descritos corretamente na seguinte alternativa:
Plexo braquial e gânglio estrelado / tumor periférico / adenocarcinoma pulmonar.
Nervo laríngeo superior / tumor central / adenocarcinoma pulmonar.
Plexo braquial e gânglio estrelado / tumor central / carcinoma espinocelular pulmonar.
Plexo braquial, gânglio estrelado e nervo laríngeo superior / tumor central / carcinoma de pequenas células pulmonares.
Plexo braquial e gânglio estrelado / tumor mediastinal / carcinoma bronquioloalveolar.
Mulher de 22 anos, vítima de atropelamento, foi inicialmente atendida pelos bombeiros e transportada a um hospital de referência em trauma. A equipe de plantonistas realizou o atendimento de acordo com os protocolos do ATLS™, sendo diagnosticada com pneumotórax à esquerda e realizada drenagem torácica sob selo d’água. Como a paciente não apresentou melhora significativa, foi indicada broncoscopia, sendo visualizada lesão de 1 cm no brônquio fonte esquerdo proximal, a 0,5 cm da carina.
A via de acesso mais indicada para abordagem da lesão descrita acima é:
toracotomia esquerda.
frenotomia.
mediastinotomia.
cervicotomia.
toracotomia direita.
O tratamento de um empiema pleural depende da sua extensão e localização. Além de iniciar antibioticoterapia e medidas de suporte, no caso de um empiema com espaço pleural residual pós-pneumectomia, deve-se adotar como conduta cirúrgica a realização de:
toracostomia aberta
decorticação pulmonar
drenagem pleural fechada
drenagem torácica e ressecção