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Um homem de 58 anos, etilista crônico, é avaliado por aumento progressivo do volume abdominal, edema de membros inferiores e episódios recentes de confusão mental. Ao exame físico, apresenta ascite, icterícia, circulação colateral abdominal e asterixis. Os exames laboratoriais mostram: bilirrubina total elevada, albumina sérica reduzida e tempo de protrombina prolongado. Considerando a fisiopatologia da cirrose hepática, qual é o principal mecanismo responsável pelo desenvolvimento da ascite nesse paciente?
Redução da pressão hidrostática portal devido à vasodilatação esplâncnica.
Aumento da pressão oncótica plasmática secundária à retenção renal de sódio.
Hipertensão portal associada à vasodilatação esplâncnica e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Aumento isolado da permeabilidade capilar hepática por inflamação crônica.
Insuficiência cardíaca direita com congestão venosa sistêmica primária.
Uma mulher de 52 anos procura atendimento por fadiga, ganho de peso, constipação e intolerância ao frio há cerca de 8 meses. Sem comorbidades relevantes e sem uso de medicações interferentes. Ao exame físico, apresenta pele seca, bradicardia e discreto edema periorbitário. Os exames laboratoriais revelam:
Com base nesse quadro, qual é a conduta inicial mais adequada?
Repetir os exames em 6 meses, pois trata-se de hipotireoidismo subclínico.
Iniciar levotiroxina em dose plena imediatamente (1,6–1,8 µg/kg/dia).
Iniciar tratamento apenas se anticorpos antitireoidianos forem positivos.
Iniciar levotiroxina em dose baixa e titular progressivamente conforme TSH.
Solicitar cintilografia da tireoide antes de iniciar o tratamento.
Leia o caso a seguir.
Jovem, 24 anos, apresenta-se com crise de enxaqueca intensa, sem melhora com uso domiciliar de dipirona 1 g VO e naproxeno 500 mg VO. Não houve melhora com medidas não-farmacológicas e de hidratação intravenosa.
Qual é a opção terapêutica adequada para o manejo desse caso na urgência?
Metoclopramida.
Tramadol.
Morfina.
Topiramato.
Em pacientes hospitalizados com hiponatremia associada à volemia clinicamente normal, sem sinais de sobrecarga ou depleção volêmica, qual é a causa mais frequentemente associada a esse distúrbio eletrolítico?
Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH).
Insuficiência adrenal primária.
Uso de diuréticos tiazídicos.
Perdas gastrointestinais prolongadas.
Considerando pacientes ambulatoriais, com hipercalcemia persistente, identificada em avaliações laboratoriais de rotina, sem quadro agudo associado, qual é a causa mais frequente desse distúrbio eletrolítico?
Insuficiência renal crônica.
Uso de diuréticos de alça.
Hiperparatireoidismo primário.
Neoplasias malignas.
Homem 76 anos, FA não valvar, HAS, DM, AVCi prévio. Melhor estratégia de prevenção de AVC?
AAS isolado, pois idade aumenta risco de sangramento.
Dipiridamol + AAS é equivalente a anticoagulante na FA.
Anticoagulação oral (preferencialmente DOAC, se sem contraindicações); antiagregante isolado é insuficiente.
Anticoagulação apenas se FA for permanente; se paroxística, não indica.
O edema é o acúmulo anormal de líquido no espaço intersticial, podendo estar associado a diferentes mecanismos fisiopatológicos. Sobre esse tema, assinale a opção CORRETA:
O edema ocorre exclusivamente por aumento da pressão oncótica plasmática.
A diminuição da pressão hidrostática capilar favorece a formação de edema.
A retenção de sódio e água, como ocorre em algumas doenças renais, pode contribuir para o desenvolvimento de edema.
O edema não está relacionado a alterações na permeabilidade capilar.
Um paciente de 58 anos, hipertenso e diabético, apresenta dor torácica súbita, intensa, irradiada para dorso, acompanhada de sudorese fria e hipotensão. No exame físico, há diferença de pressão arterial entre os membros superiores. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica a conduta inicial CORRETA diante da suspeita diagnóstica:
Solicitar ecocardiograma transtorácico à beira-leito e controlar rigorosamente a pressão arterial.
Administrar trombolítico imediatamente.
Iniciar anticoagulação plena com heparina.
Realizar cateterismo cardíaco de urgência.
Prescrever nitrato sublingual e observar evolução clínica.
Paciente feminina, 47 anos, hipertensa, comparece à UBS para renovação de receita. Relata cefaleia matinal frequente, sonolência diurna, noctúria e ganho ponderal progressivo nos últimos 2 anos. Ao exame: PA 154x98 mmHg (em uso regular de hidroclorotiazida 25 mg/dia), IMC 36 kg/m², circunferência cervical aumentada, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações.
Considerando a abordagem integral na Atenção Primária, a conduta prioritária, segundo os protocolos nacionais, é
intensificar anti-hipertensivo e agendar retorno em 30 dias.
solicitar polissonografia domiciliar e iniciar CPAP empírico.
investigar apneia obstrutiva do sono, reavaliar adesão ao tratamento e fatores secundários de hipertensão, além de orientar perda ponderal estruturada.
encaminhar imediatamente ao cardiologista para avaliação de causas secundárias.
iniciar espironolactona devido à suspeita de hiperaldosteronismo primário.
Homem, 32 anos, asmático grave persistente, múltiplas internações prévias e uma intubação há dois anos, chega ao pronto-socorro com crise iniciada há 12 horas, piora progressiva nas últimas três horas.
• Na admissão: fala em palavras isoladas; agitação psicomotora alternando com sonolência; uso intenso de musculatura acessória; tiragem supraesternal; sudorese fria; “tórax silencioso” à ausculta.
• Sinais vitais: frequência respiratória 36 irpm; frequência cardíaca 138 bpm; pressão arterial 150 X 90 mmHg; saturação 88% em ar ambiente.
• Recebeu três nebulizações sequenciais com salbutamol + ipratrópio, metilprednisolona intravenosa, oxigênio suplementar (fração inspirada 0,28).
• Gasometria arterial após tratamento inicial: pH 7,28; pressão parcial de dióxido de carbono 54 mmHg; pressão parcial de oxigênio 60 mmHg; bicarbonato 25 mEq/L; lactato discretamente elevado.
Em relação à melhor interpretação e à conduta imediata para o caso, assinale a afirmativa correta.
A pressão parcial de dióxido de carbono está próxima do normal, indicando resposta parcial ao broncodilatador; manter tratamento clínico intensivo e observação.
Trata-se de exacerbação asmática grave com retenção de dióxido de carbono, indicando falência ventilatória iminente; preparar via aérea definitiva e suporte ventilatório avançado.
Iniciar ventilação não invasiva como estratégia padrão inicial na asma grave hipercápnica.
Administrar morfina para reduzir sensação de dispneia e consumo de oxigênio.
Suspender broncodilatadores beta-agonistas devido à taquicardia e iniciar antibiótico de amplo espectro.
Homem, 29 anos, diagnóstico de colite ulcerativa extensa há cinco anos. Em uso de infliximabe há 18 meses, com resposta inicial adequada. Última infusão há 6 semanas.
Admissão hospitalar por 12 evacuações sanguinolentas/dia; febre 38,6 ºC; frequência cardíaca 115 bpm; dor abdominal difusa; hemoglobina 8,7 g/dL; albumina 2,3 g/dL; proteína C reativa 130 mg/L.
Classifica-se como colite ulcerativa aguda grave (critérios de Truelove & Witts).
Colonoscopia limitada: mucosa friável; úlceras profundas; exsudato mucopurulento.
TC e USG de abdome sem sinais de perfuração do tubo gastrointestinal.
Histopatologia: Inclusões citomegálicas compatíveis com citomegalovírus; Imuno-histoquímica positiva.
PCR quantitativo para citomegalovírus no sangue detectável em baixa carga.
Dosagem de infliximabe: nível terapêutico adequado; ausência de anticorpos antidroga.
A conduta mais apropriada nesse momento é
iniciar ganciclovir intravenoso e suspender temporariamente imunossupressão biológica.
substituir por vedolizumabe imediatamente.
iniciar tofacitinibe oral.
indicar colectomia urgente imediata.
intensificar infliximabe para dose de resgate.
Homem, 47 anos, previamente hígido, procura emergência por dispneia progressiva, hemoptise e oligúria há cinco dias. Refere artralgias migratórias há seis semanas, rinossinusite recorrente e perda ponderal de 5 kg. Houve suspeita de se tratar da síndrome pulmão-rim e doença anti-membrana basal glomerular.
• Ao exame: PA 158/96 mmHg; FR (frequência respiratória) 28 irpm; SatO₂ (saturação periférica de oxigênio) 88% em ar ambiente; estertores difusos bilaterais; sem púrpura palpável.
• Imagem: tomografia computadorizada de alta resolução: opacidades em vidro fosco difusas, compatíveis com hemorragia alveolar.
• Laboratório: Hb (hemoglobina) 7,9 g/dL (queda rápida); Cr (creatinina sérica) 1,1 → 4,6 mg/dL em 6 dias; EAS (exame de urina tipo I): 3+ sangue, cilindros hemáticos; proteinúria 1,2 g/24h; C3 e C4 (frações do complemento): normais; PCR (proteína C reativa) 138 mg/L; ANCA (anticorpo anticitoplasma de neutrófilo) por ELISA (ensaio imunoenzimático); Anti-MPO (anticorpo contra mieloperoxidase) 98 U/mL (alto); Anti-PR3 (anticorpo contra proteinase 3) negativo; Anti-MBG (anticorpo anti-membrana basal glomerular) positivo (título alto); FAN (fator antinuclear) negativo; Anti-dsDNA (anticorpo anti-DNA dupla hélice) negativo.
• Biópsia renal: GN (glomerulonefrite) necrosante com crescentes em 80% dos glomérulos; IF (imunofluorescência): padrão linear intenso de IgG (imunoglobulina G) ao longo da MBG (membrana basal glomerular); poucos depósitos granulares.
A conduta inicial mais apropriada, para as próximas seis horas, é
rituximabe (anticorpo monoclonal anti-CD20) + glicocorticoide em alta dose; evitar plasmaférese porque PEXIVAS (estudo Plasma Exchange and Glucocorticoids in Severe ANCAAssociated Vasculitis) não mostrou benefício em vasculite associada a ANCA.
glicocorticoide em alta dose + ciclofosfamida + plasmaférese diária, com monitorização seriada de anti-MBG até negativação.
metilprednisolona em pulsos + micofenolato mofetil; aguardar culturas para excluir infecção antes de imunossuprimir.
avacopan (inibidor do receptor de C5a do complemento) + rituximabe, poupando glicocorticoide, sem plasmaférese.
anticoagulação plena por provável síndrome antifosfolípide catastrófica.
Paciente masculino, 55 anos, com diagnóstico de vasculite sistêmica tratado com prednisona 20 mg/dia por oito meses. Suspendeu abruptamente a medicação há 10 dias por conta própria.
Procura emergência com fraqueza intensa, náuseas, hipotensão (PA 88x56 mmHg) e hipoglicemia (48 mg/dL). Nega febre. Não apresenta hiperpigmentação cutânea.
Laboratório (8h): cortisol sérico: 2,8 mcg/dL; ACTH: 4 pg/mL (baixo); sódio: 131 mEq/L; potássio: 4,1 mEq/L; renina: normal; aldosterona: normal.
Teste de estímulo com ACTH (cosintropina 250 mcg EV): cortisol basal: 2,8 mcg/dL; 30 min: 5,2 mcg/dL; 60 min: 6,1 mcg/dL.
O diagnóstico mais preciso para explicar o quadro atual é
insuficiência adrenal primária autoimune.
insuficiência adrenal secundária por lesão hipofisária estrutural.
insuficiência adrenal terciária por retirada abrupta de glicocorticoide.
síndrome de Cushing endógena com supressão transitória do eixo
resistência periférica ao cortisol.
Homem, 64 anos, hipertenso mal controlado, procura UPA com dor torácica súbita, intensa, irradiada para dorso, iniciada há uma hora. Relata náuseas e sudorese.
• PA: 160 x 95 mmHg; • FC: 92 bpm;
• FR: 20 irpm; • SatO₂: 98%;
• ECG: supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF, com infra em V1–V3;
• Troponina inicial ainda indisponível.
Sem sala de hemodinâmica no local, é iniciado trombolítico por suspeita de IAM com supra inferior.
Após 20 minutos, paciente evolui com PA 70 x 40 mmHg; Confusão mental; Turgência jugular; Bulhas hipofonéticas; Pulso paradoxal.
O diagnóstico mais provável para a deterioração clínica é
choque cardiogênico por falha de reperfusão.
dissecção aguda de aorta tipo A complicada com hemopericárdio e tamponamento.
ruptura de músculo papilar com insuficiência mitral aguda.
embolia pulmonar maciça associada ao trombolítico.
reação anafilática ao fibrinolítico.
Seu paciente é um homem de 66 anos que procurou atendimento com história de icterícia progressiva há dois meses, associada a colúria, acolia fecal, prurido intenso e perda de peso de 6 kg no período. Nega dor abdominal significativa.
Antecedentes: hipertensão arterial controlada. Nega colelitíase conhecida.
Ao exame físico observa-se: paciente ictérico (+++/4+); escoriações cutâneas por prurido; abdome plano, indolor; fígado discretamente palpável abaixo do rebordo costal direito; vesícula biliar não palpável; ausência de sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais mostram: bilirrubina total: 14 mg/dL; fosfatase alcalina: elevada; gama-GT elevada e transaminases discretamente aumentadas.
A tomografia abdominal evidencia dilatação das vias biliares intrahepáticas, sem dilatação significativa da via biliar extra-hepática. A colangiografia por ressonância magnética demonstra estenose na confluência dos ductos hepáticos direito e esquerdo, compatível com colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin), classificado como Bismuth-Corlette tipo II, sem evidência de metástases.
A conduta terapêutica mais apropriada com intenção curativa será
ressecção da via biliar hilar associada à hepatectomia parcial com reconstrução biliodigestiva (hepaticojejunostomia em Y de Roux).
colecistectomia isolada com drenagem biliar externa.
colocação de prótese biliar endoscópica como tratamento definitivo.
pancreatoduodenectomia (procedimento de Whipple).
tratamento exclusivo com quimioterapia sistêmica.
Homem de 78 anos, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica, dislipidemia e Diabetes Mellitus, chega ao pronto atendimento com quadro de dor torácica de início há duas horas, com irradiação para região cervical e braço esquerdo. Seu exame clínico cardiovascular é normal, bem como seus dados vitais. Após avaliação inicial e ECG, foi constatado um quadro de infarto agudo do miocárdio com elevação de segmento de ST (STEMI). Considerando que esteja indisponível intervenção coronariana percutânea (PCI) nas próximas 4 horas, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser tomada.
O paciente deve receber tratamento com agente fibrinolítico devido à indisponibilidade de terapia percutânea imediata; em razão da sua idade, deve receber, além do ácido acetilsalicílico, clopidogrel na dose de 75 mg.
O paciente deve receber agentes antiplaquetários, monitorização, oxigenioterapia e tratamento sublingual para dor enquanto aguarda resultados de troponina ultrassensível para definição diagnóstica.
O paciente deve receber tratamento com heparina não fracionada em dosagem máxima de 10.000 unidades e terapia antiplaquetária com clopidogrel e ácido acetilsalicílico, pois apresenta contraindicação a trombólise e PCI.
O paciente não deve receber trombólise e deve aguardar terapia percutânea devido ao início dos sintomas inferior a 12 horas; em razão da sua idade, deve receber aspirina na dose de 325 mg como terapia antiplaquetária oral, sem clopidogrel associado.
O paciente deve receber monitorização, oxigenoterapia e aguardar resultados de troponina ultrassensível, bem como realizar radiografia de tórax, pois existe uma possibilidade considerável de aneurisma roto de aorta torácica.
Homem de 68 anos, lúcido e orientado, foi internado para investigação de perda ponderal e icterícia. Foi realizada TC de abdômen, que identificou uma massa pancreática, seguida de biópsia que confirmou neoplasia pancreática avançada, sem possibilidade curativa. Antes da visita na enfermaria, a filha do paciente aborda o médico e diz: “Não conte pra ele, doutor, ele vai desistir de tudo e não vai querer tratar”. Durante a visita, o paciente pergunta diretamente: “Já saiu o resultado? O que eu tenho?”. Não há evidência de delirium, incapacidade decisória ou risco imediato de autoagressão.
Qual é a conduta a ser tomada nesse caso?
Atender ao pedido da família e omitir o diagnóstico, fornecendo apenas informações vagas ao paciente.
Solicitar que a família assine um termo exigindo sigilo e, com isso, não revelar a condição ao paciente.
Informar somente a família sobre o diagnóstico e prognóstico, orientando-a sobre cuidados paliativos, e evitar conversas sobre prognóstico com o paciente.
Informar o diagnóstico ao paciente de forma gradual e compreensível, checando preferências sobre o quanto de informação ele deseja, e convidar a família a participar se o paciente desejar.
Informar o diagnóstico ao paciente de forma gradual e compreensível, respeitando o princípio bioético da beneficência, que determina que todos são livres para decidir sobre seus corpos e vidas.
Segundo a Portaria MS nº 529/2013, qual ação é essencial para a implementação efetiva do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) nos serviços de saúde, incluindo os laboratoriais?
Criação de protocolos apenas para áreas assistenciais críticas.
Implantação de Núcleo de Segurança do Paciente com atuação transversal nos processos.
Centralização das decisões de segurança exclusivamente na direção técnica.
Comunicação restrita de eventos adversos às autoridades sanitárias, sem retorno interno.
Ênfase em metas financeiras como prioridade da cultura organizacional.
Mulher de 20 anos, previamente hígida, foi encontrada inconsciente após uma festa universitária e levada ao pronto-socorro na cidade de Florianópolis. Apresentava coloração azul-acinzentada da pele, sonolência, porém responsiva, com saturação de oxigênio de 92% em cateter nasal, sem melhora significativa mesmo com máscara de oxigênio a 10 litros. Os sinais vitais eram estáveis e a ausculta pulmonar normal. Exames laboratoriais mostraram lactato elevado (52 mg/dL), alcoolemia de 207 mg/dL (alta, mas não com valores exorbitantes) e teste toxicológico positivo para anfetaminas e cocaína. A urina apresentava coloração azulada. Gasometria arterial, colhida durante uso de máscara de oxigênio, revelou sangue escurecido e pressão arterial de oxigênio elevada. Exame de radiografia do tórax sem alterações. Qual é a possível conduta a ser tomada diante desse caso?
Intubação orotraqueal com peep elevada.
Tratamento com cefepime, imediatamente.
Contato com CEATOX para orientação de tratamento para overdose por anfetaminas associadas à cocaína.
Infusão de azul de metileno na dose de 1 mg/kg.
Observação clínica com internação em UTI para monitoramento diário de gasometria com máscara reinalante de oxigênio e antibiótico.
Homem de 32 anos, com uma lesão corto-contusa de aproximadamente 4 cm em antebraço direito, com afastamento das bordas, foi levado para atendimento por familiares. O médico fará uma sutura na Unidade Básica de Saúde e opta por realizar um bloqueio de campo com anestésico local. Qual é a técnica correta para esse tipo de anestesia?
Injeção do anestésico diretamente nas bordas da ferida.
Injeção do anestésico em um único ponto proximal ao nervo que inerva a região.
Injeção do anestésico em formato de leque, a partir de um único ponto de punção, abrangendo toda a área a ser suturada.
Injeção do anestésico formando uma parede ou barreira ao redor da ferida, em formato de quadrado ou losango, sem injetar na ferida.
Aplicação de anestésico tópico e aguardar 30 minutos antes de iniciar o procedimento.