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Um homem de 55 anos, com história de consumo de álcool 60 g/dia durante 20 anos (atualmente abstinente há 6 meses), procura o Programa Saúde da Família (PSF) com queixa de ascite progressiva, edema de membros inferiores, icterícia leve. Exame físico: eritema palmar, telangectasia, hepatomegalia de borda dura. Laboratorial: AST 185 U/L, ALT 52 U/L, bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,1 mg/dL), albumina 2,8 g/dL, TP 18 seg (INR 1,8), plaquetas 95.000/μL. Ultrassom abdominal: fígado heterogêneo com arquitetura grosseira, ascite moderada, fluxo portal revertido. Com base no caso, a complicação mais provável em curto prazo e o achado clínico/laboratorial que sinaliza risco elevado é:
Síndrome hepatorrenal; o INR elevado e albumina baixa indicam fasciola hepática com risco de deterioração renal.
Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) em breve; ascite >500 mL com contagem de neutrófilos potencialmente ≥250/μL no líquido ascítico caracteriza PBE.
Hemorragia por varizes esofágicas; a presença de varizes esofágicas, trombocitopenia e ascite pode causar sangramento varicoso.
Encefalopatia hepática; o nível elevado de bilirrubina com albumina baixa sugere retenção de amônia e toxinas intestinais.
Considere o caso hipotético a seguir:
Paciente de 65 anos apresenta-se com isquemia aguda de membro inferior esquerdo. O médico identifica os 5 Ps (polar, pain, pulseless, paresthesias, paresis) durante exame físico. Ao exame cardiovascular, detecta fibrilação atrial. Analisado o caso hipotético, assinale CORRETAMENTE:
Os 5 Ps indicam isquemia crônica agudizada, não sendo compatível com oclusão aguda.
A presença de fibrilação atrial sugere etiologia embólica da oclusão arterial aguda.
Fibrilação atrial exclui etiologia embólica, indicando trombose in situ por doença aterosclerótica subjacente.
A presença de paresia indica isquemia irreversível com necrose muscular estabelecida, contraindicando revascularização.
Homem de 40 anos, etilista crônico há mais de 15 anos, com consumo diário estimado de 1 litro de destilado, é trazido à emergência por agitação psicomotora, confusão mental e alucinações visuais. Familiares relatam que o paciente interrompeu abruptamente o consumo de álcool há cerca de 72 horas após internação prévia por gastrite alcoólica.
Ao exame físico: PA = 160 × 95 mmHg; FC = 128 bpm, FR = 22 irpm; temperatura: 38,2 °C, tremores intensos de extremidades, sudorese profusa. Sem sinais focais neurológicos.
Qual é a conduta inicial mais adequada na emergência?
Administrar betabloqueador para controle da taquicardia e aguardar evolução.
Administrar haloperidol intravenoso para controle da agitação.
Iniciar anticonvulsivante profilático e observação clínica.
Iniciar benzodiazepínico e tiamina intravenosa.
Solicitar tomografia de crânio antes de qualquer intervenção.
Homem, 69 anos, tabagista pesado cessado há 6 anos, procura consulta por dispneia aos esforços progressiva, tosse crônica e limitação para exercícios em atividades que antes eram toleradas, sem febre e sem dor torácica aguda, com exame físico mostrando roncos dispersos e tempo expiratório discretamente prolongado, aguardando realização de espirometria com broncodilatador para confirmação diagnóstica e estadiamento funcional, e com solicitação prévia de tomografia de tórax para avaliação estrutural complementar; considerando aspectos técnicos do diagnóstico funcional e de manejo inicial nesta entidade, assinale a alternativa correta.
A tomografia de tórax é obrigatoriamente necessária antes de se solicitar a prova de função para firmar o diagnóstico inicial, sendo considerada exame de primeira linha.
A gasometria arterial deve sempre ser realizada de rotina no primeiro atendimento ambulatorial, mesmo sem sinais de hipercapnia ou descompensação clínica.
O diagnóstico funcional inicial desta condição exige hipoxemia grave em repouso para ser formalmente estabelecido, independentemente do padrão ventilatório encontrado na prova de função.
A elevação do VEF1 após broncodilatador, mesmo quando presente, não exclui esta condição, pois pode coexistir com hiperresponsividade ou comórbidos funcionais que influenciem a resposta.
Paciente, 45 anos, dor abdominal em andar superior do abdômen há dois dias e amilase 1.500 U/L. Após 72 horas, mantém febre e leucocitose. TC mostra necrose pancreática de 50%. Qual é a melhor conduta em relação ao uso de antibióticos ou necessidade de abordagem invasiva nesse momento?
Iniciar imipenem em caráter profilático.
Não iniciar antibióticos profiláticos.
Iniciar ciprofloxacino e metronidazol em caráter terapêutico pela extensão da necrose (maior que 30%).
Realizar laparotomia exploradora para realização de necrosectomia.
Iniciar vancomicina para cobertura de Staphylococcus aureus resistente.
Paciente, 19 anos, portador de Diabetes Mellitus (DM) tipo 1 há três anos, admitido com náuseas, vômitos e dor abdominal de início há cerca de 01 semana, com evolução progressiva a partir de então, quando voluntariamente parou de usar o esquema de insulina. Glicemia: 450 mg/dL, pH: 7,15, Bicarbonato (HCO3): 12 mEq/L, cetonúria 4+. Potássio: 2,9 mEq/L.
Qual a conduta prioritária nesse caso?
Repor potássio e adiar o início da insulina até que o potássio esteja > 3,3 mEq/L.
Iniciar bolus de insulina regular (0,1 UI/kg) imediatamente para corrigir a acidose.
Iniciar infusão de insulina e repor potássio apenas se este cair abaixo de 2,5 mEq/L.
Administrar bicarbonato de sódio venoso para elevar o pH acima de 7,2.
Iniciar hidratação com Soro Fisiológico 0,45% e aguardar 4 horas para reavaliar eletrólitos.
Homem, 62 anos, hipertenso, apresenta hemiparesia à direita e afasia de início há 2 horas, com NIH calculado de 06 pontos. TC de crânio sem sinais de hemorragia ou infarto extenso (ASPECTS 9). PA170/95 mmHg. Glicemia 110 mg/dL.
Qual a conduta imediata?
Iniciar AAS 300mg e clopidogrel 75mg imediatamente.
Realizar RM de crânio com difusão para confirmar a área de penumbra antes de tratar.
Trombólise química com alteplase endovenoso.
Reduzir a PA para < 140/90 mmHg com nitroprussiato antes da trombólise.
Aguardar 24 horas para observar se haverá reversão espontânea dos sintomas (AIT).
Paciente do sexo feminino, 34 anos, procura atendimento médico com história de febre de início súbito há quatro dias, associada à exantema maculopapular difuso, hiperemia conjuntival não purulenta e artralgia em pequenas articulações das mãos e punhos. Refere que outros moradores de sua vizinhança apresentaram quadro semelhante nas últimas semanas. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril no momento da consulta, sem sinais de sangramento, sem dor abdominal e sem alterações neurológicas. Hemograma demonstra leucopenia discreta, sem trombocitopenia.
A melhor interpretação do quadro clínico apresentado é:
a ausência de trombocitopenia afasta o diagnóstico de dengue em pacientes com menos de cinco dias de evolução dos sintomas.
a persistência de manifestações articulares por mais de três meses após a fase aguda ocorre de forma semelhante na dengue e na chikungunya.
a associação de exantema precoce, artralgia e hiperemia conjuntival não purulenta constitui apresentação clínica compatível com infecção pelo vírus Zika.
a presença de exantema nos primeiros dias da doença favorece o diagnóstico de dengue em relação à infecção pelo vírus Zika.
a hiperemia conjuntival não purulenta é considerada sinal de alarme nas arboviroses e justifica internação hospitalar para observação.
Mulher de 27 anos, com diagnóstico prévio de asma, procura atendimento devido à piora progressiva da dispneia iniciada há 24 horas. Relata uso repetido do broncodilatador de resgate nas últimas horas, com alívio apenas parcial dos sintomas. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 118 bpm, frequência respiratória de 30 incursões por minuto, fala em frases curtas e uso de musculatura acessória da respiração. A saturação periférica de oxigênio é de 94% em ar ambiente.
A avaliação mais apropriada desse quadro é:
A taquicardia observada é incompatível com exacerbação asmática significativa, sugerindo que a dispneia esteja relacionada prioritariamente à doença cardiovascular aguda.
A saturação de oxigênio acima de 90% praticamente exclui exacerbação asmática grave, independentemente da frequência respiratória, do padrão de fala e dos demais achados clínicos observados.
A presença de fala entrecortada e uso de musculatura acessória sugere exacerbação asmática de maior gravidade, exigindo monitorização da resposta ao tratamento e reavaliação clínica frequente.
A resposta parcial ao broncodilatador de resgate indica controle satisfatório da exacerbação, reduzindo substancialmente o risco de deterioração clínica nas horas subsequentes.
A ausência de cianose e de alteração do nível de consciência caracteriza exacerbação leve, passível de manejo exclusivamente domiciliar e sem necessidade de observação adicional.
Homem de 66 anos apresenta-se ao serviço de saúde com queixa de desconforto opressivo em região precordial, que se irradia para o membro superior esquerdo. Nota-se que o paciente está diaforético. Os antecedentes médicos incluem hipercolesterolemia e tabagismo (3 maços/dia por 40 anos). A avaliação laboratorial evidencia uma concentração de troponina I de 2,63 ng/mL (normal: < 0,1). O eletrocardiograma de 12 derivações demonstra infradesnivelamento do segmento ST e inversões da onda T nas derivações laterais.
Considerando o processo patológico subjacente ao quadro apresentado, assinale a alternativa que corresponde à sua etapa inicial.
Acúmulo de LDL oxidada em macrófagos da íntima.
Disfunção das células endoteliais.
Ruptura/dissecção da camada íntima.
Migração de células musculares lisas da camada média para a íntima.
Trombo com oclusão arterial.
Mulher de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) há 8 anos, em uso de metformina 2 g/dia, apresenta hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,1%.
Possui insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e doença renal crônica estágio 3 (TFG 52 mL/min/1,73 m 2 ).
Considerando as comorbidades da paciente, a melhor estratégia a ser associada ao tratamento atual é:
Adição de sulfonilureia.
Adição de tiazolidinediona.
Início de insulina basal isolada.
Adição de inibidor do cotransportador sódio-glicose tipo 2 com benefício cardiorrenal.
Substituição por inibidor de dipeptidil peptidase-4 (DPP-4).
Paciente de 32 anos, assintomático, é encaminhado após hemograma de rotina mostrar anemia microcítica e hipocrômica leve, com contagem de hemácias elevada (6,2 milhões/mm3) e RDW normal. Ferritina sérica e demais estudos do metabolismo do ferro são normais. A eletroforese de hemoglobina revela HbA2 aumentada, com HbA e HbF dentro da normalidade. Qual é o diagnóstico mais provável?
Anemia ferropriva.
Alfa-talassemia menor.
Beta-talassemia menor.
Beta-talassemia maior.
Leia o caso e analise a imagem a seguir.
Paciente do sexo masculino, 82 anos, com histórico de declínio cognitivo progressivo há 4 anos (com perda de independência para atividades instrumentais da vida diária), é trazido à unidade de pronto-atendimento com quadro de lentificação psicomotora acentuada, prostração e recusa alimentar de início há 36 horas. Familiares relatam que o paciente passou a apresentar alguns períodos de confusão mental, nos quais emite frases desconexas e não reconhece familiares próximos. Negam febre, trauma ou agitação psicomotora. Ao exame físico: regular estado geral, hidratado, letárgico, pressão arterial de 115x65 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, frequência respiratória de 26 ipm, ausculta com estertores em base direita, temperatura de 37,3°C, saturação periférica de oxigênio de 90% em ar ambiente, pupilas isofotorreagentes, sem sinais meníngeos ou déficits focais. Exames complementares evidenciaram: ureia 78 mg/dL, creatinina 1,4 mg/dL, sódio 132 mEq/L, potássio 3,6 mEq/L. Gasometria arterial: pH 7,46; pCO2 29 mmHg; pO2 60 mmHg; bicarbonato 20 mEq/L. Tomografia de crânio sem contraste evidenciou redução volumétrica encefálica difusa, manifestada pelo alargamento dos sulcos corticais e cisternas da base, com relativo predomínio nas regiões temporoparietais. Sinais discretos de microangiopatia degenerativa crônica periventricular; ausência de lesões expansivas, coleções hemorrágicas extra-axiais ou infartos.
Radiografia de tórax realizada demonstrou a seguinte imagem:

Qual é a conduta indicada?
Indicar internação hospitalar; instituir oxigenoterapia imediata via cateter nasal visando uma pressão arterial de oxigênio superior a 95 mmHg; solicitar eletroencefalograma de urgência, e introduzir benzodiazepínicos e antagonistas dopaminérgicos de primeira geração.
Indicar tratamento ambulatorial; instituir otimização terapêutica com inibidor da acetilcolinesterase por via transdérmica; realizar escalonamento gradual de dose visando eficácia cognitiva; e monitorar o surgimento de efeitos colaterais gastrointestinais.
Indicar internação hospitalar; instituir oxigenoterapia imediata via cateter nasal visando alvo de saturação entre 93% e 95%; iniciar cobertura antimicrobiana empírica por via intravenosa; e abordar a disfunção cognitiva por meio de intervenções multicomponentes ambientais.
Indicar tratamento ambulatorial; instituir oxigenoterapia apenas se houver queda da saturação periférica de oxigênio para níveis inferiores a 88%; iniciar cobertura antimicrobiana empírica por via oral; e associar glicocorticosteroide sistêmico e agonistas beta-2 adrenérgicos.
Em relação ao manejo da dor torácica, analisar os itens.
l. A síndrome de Tietze é uma causa frequente de dor torácica do subtipo gastrointestinal.
Il. Durante a palpação da parede torácica, dor bem localizada é típica de síndrome coronariana.
III. Diaforese, galope (B3) e dor pleurítica são achados clínicos com maior probabilidade de que a dor torácica seja infarto do miocárdio.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e Il.
Apenas nos itens I e III.
Apenas no item III.
Em todos os itens.
Paciente de 60 anos, hipertensa e com sobrepeso, comparece ao pronto socorro com quadro de dor abdominal em andar superior de forte intensidade, com irradiação para o dorso, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico, paciente apresentava-se taquicárdica, algo desidratada, e com dor importante à palpação abdominal. Tendo em vista o caso clínico em questão, considerando-se a principal hipótese diagnóstica de pancreatite aguda, é CORRETO afirmar que:
Esse diagnóstico só pode ser confirmado se evidência de necrose pancreática pela tomografia computadorizada de abdome.
Em mulheres, a principal causa de pancreatite aguda é a hipertrigliceridemia, que deve ser investigada para a paciente em questão.
Se evidência de lipase > 3 vezes o valor de referência, pode-se confirmar o diagnóstico de pancreatite.
A dosagem das enzimas pancreática é essencial, pois prediz o prognóstico da paciente.
Um paciente de 58 anos procura atendimento por dor lombar persistente há seis meses, sem sinais de alarme, com impacto funcional progressivo. Considerando a abordagem da dor crônica na atenção à saúde, assinale a alternativa CORRETA:
A utilização de analgésicos deve ser evitada diante da possibilidade de dependência medicamentosa.
O manejo deve considerar avaliação biopsicossocial, medidas não farmacológicas e tratamento medicamentoso quando indicado.
O tratamento deve priorizar exames de imagem periódicos para acompanhar a evolução estrutural da coluna vertebral.
A intervenção terapêutica deve concentrar-se no alívio imediato dos sintomas apresentados pelo paciente.
A dor crônica possui relação predominante com alterações anatômicas identificáveis nos exames complementares.
Um paciente do sexo masculino, 42 anos, trabalhador de saneamento básico, é admitido com febre alta, sufusão conjuntival e mialgia intensa em panturrilhas, evoluindo para icterícia rubínica e oligúria após sete dias de sintomas iniciais. Diante da suspeita de forma grave dessa antropozoonose e considerando os mecanismos de lesão orgânica e os padrões de resposta imunológica envolvidos na progressão da doença, assinale a alternativa CORRETA.
A hipocalemia típica provém da inibição do transportador sódio-potássio-cloreto na porção ascendente da alça de Henle.
A insuficiência renal aguda apresenta-se com caráter hipercalêmico devido à necrose tubular aguda isquêmica grave.
A soroconversão detectada pelo teste de aglutinação microscópica ocorre durante as primeiras setenta e duas horas de infecção.
A icterícia rubínica resulta da hemólise intravascular maciça induzida pela liberação de hemolisinas bacterianas circulantes.
Graças às suas características estruturais e funcionais excepcionais, as plaquetas desempenham papéis cruciais na hemostasia, na função vasomotora e na imunidade. Com relação ao seu papel na hemostasia, assinale a alternativa correta.
Em alto cisalhamento (veias), as plaquetas interagem diretamente com colágeno e outras proteínas, sem necessidade de fator von Willebrand.
A integrina GPIIb/IIIa é o receptor mais abundante e final comum da agregação. Ele muda de conformação para baixa afinidade, desligando-se do fibrinogênio, que faz a ponte entre as plaquetas.
A hemostasia primária ocorre em uma sequência de três etapas principais - adesão plaquetária: ligação das plaquetas à parede do vaso lesionado; ativação plaquetária: mudanças estruturais e liberação de mediadores químicos; e agregação plaquetária: formação de aglomerados de plaquetas para selar a lesão.
Substâncias como colágeno, trombina, ADP e Tromboxano A2 (TxA2) inibem as plaquetas.
Considerando a atuação das equipes multiprofissionais nos serviços de saúde, assinale a alternativa CORRETA:
A definição das condutas clínicas deve ocorrer de forma isolada por cada categoria profissional envolvida.
O trabalho em equipe concentra-se na divisão de tarefas sem necessidade de planejamento conjunto.
A integração entre diferentes profissionais favorece cuidado compartilhado e abordagem ampliada das necessidades dos pacientes.
A participação de diferentes áreas profissionais possui finalidade complementar sem influência na qualidade do cuidado.
A atuação multiprofissional reduz a necessidade de comunicação entre os integrantes da equipe assistencial.
No manejo das síndromes talassêmicas, considerando as diretrizes da Federação Internacional de Talassemia, assinale a alternativa incorreta.
Nas talassemias transfusão-dependentes (TDT), a meta principal é manter o nível de hemoglobina pré-transfusional entre 9,5 e 10,5 g/dL para suprimir a eritropoiese extramedular e minimizar a hipervolemia compensatória.
Pacientes com talassemia não transfusão-dependente (NTDT) podem desenvolver sobrecarga de ferro progressiva devido ao aumento da absorção intestinal de ferro, mesmo na ausência de regime transfusional regular.
A tipagem HLA de irmãos e a avaliação para transplante de células-tronco hematopoéticas devem ser postergadas até que o paciente apresente complicações graves da sobrecarga de ferro ou falha no tratamento clínico.
O traço talassêmico (talassemia minor) é uma condição geralmente benigna que não exige terapia transfusional ou quelação, sendo o aconselhamento genético a conduta primordial.