Questões de Concurso sobre Clínica Geral - Página 14 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Clínica Geral

 
 
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Um paciente de 62 anos procura atendimento com queixas de fadiga progressiva, glossite, perda de sensibilidade vibratória em membros inferiores e dificuldade para caminhar. Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão apresentados a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


*V.C.M. = Volume Corpuscular Médio; ** C.H.C.M. = Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média. ***RDW = Red Cell Distribution Width; #L.D.H. = Lactato desidrogenase.


Com base nos achados laboratoriais e na interpretação fisiopatológica dos exames, é CORRETO afirmar que:


A

a elevação da LDH e da bilirrubina indireta indica hemólise intravascular típica de anemia hemolítica autoimune.


B

o aumento do VCM associado à redução da hemoglobina indica anemia ferropriva avançada, mesmo com ferro sérico e ferritina normais.


C

a elevação simultânea de homocisteína e ácido metilmalônico é característica da deficiência isolada de ácido fólico.


D

os resultados são compatíveis com anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12, caracterizada por macrocitose, neutrófilos hipersegmentados, reticulocitopenia, elevação de homocisteína e ácido metilmalônico, além de marcadores de eritropoese ineficaz como aumento de LDH e bilirrubina indireta.


E

a presença de neutrófilos hipersegmentados é um achado inespecífico que pode ocorrer em qualquer anemia microcítica.

É CORRETO afirmar que o diagnóstico mais provável da gasometria arterial abaixo é:


  1. PH=7,20
  2. HCO3= 12
  3. pCO2= 26 mmHg
  4. BE=-8mEq/L
  5. PO2=90mmHg
  6. Sódio sérico= 140mEq/L
  7. Cloreto sérico =95mEq/L
  8. Potássio sérico= 5,0mEq/L

A

acidose tubularrenal tipo II.


B

cetoacidose diabética.


C

DPOC exacerbado.


D

vômitos de repetição.


E

diarreia severa.

Mulher, 72 anos, hipertensa em uso de losartana 50 mg/dia, portadora de diabetes mellitus tipo 2 controlado com metformina, sem história prévia de AVC/AIT ou doença vascular periférica conhecida, apresenta episódio de fibrilação atrial paroxística detectado por ECG de 12 derivações durante consulta na UBS (ausência de ondas P, ritmo irregular com intervalos RR variáveis >30 segundos, FC ventricular média 90 bpm). Ecocardiograma revela AE levemente dilatado, FEVE preservada. Calculado escore CHA2DS2-VA = 3 (IC 1, HAS 1, DM 1). De acordo com a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025, qual a conduta mais apropriada na atenção primária quanto à prevenção de fenômenos tromboembólicos?


A

Iniciar AAS 100 mg/dia isolado, por ser FA paroxística subclínica.


B

Manter sem terapia antitrombótica, pois escore <4 e sem sintomas graves.


C

Iniciar varfarina com INR alvo 2,0-3,0, preferencial por idade avançada.


D

Avaliar HAS-BLED; se >3, optar por aspirina em vez de anticoagulação.


E

Iniciar anticoagulante oral de ação direta (ACOD, ex.: apixabana 5 mg 2x/dia), com reavaliação periódica do risco.

Paciente de 55 anos com anasarca apresenta ascite volumosa e edema discreto de membros inferiores. A desproporção entre a intensidade da ascite e o edema periférico sugere, preferencialmente:


A

Insuficiência cardíaca congestiva ou síndrome nefrótica.


B

Hipotireoidismo ou edema idiopático.


C

Insuficiência venosa crônica ou linfedema primário.


D

Trombose venosa profunda bilateral ou doença arterial periférica.


E

Hepatopatia ou carcinomatose peritoneal.

Mulher de 65 anos, hipertensa há 15 anos, comparece à UBS para consulta de rotina. Refere edema discreto em membros inferiores nos últimos meses. Exame físico: PA 158/92 mmHg, IMC 28 kg/m². Exames laboratoriais: creatinina sérica 1,4 mg/dL (eTFG 42 mL/min/1,73m² pela CKD-EPN), relação albumina/creatinina urinária (ACR) 450 mg/g em amostra isolada confirmada em segunda coleta, Hb 11,2 g/dL, K 4,8 mEq/L. Ecografia renal: rins simétricos, sem obstrução. De acordo com as diretrizes KDIGO 2024 para Doença Renal Crônica (DRC), qual a conduta inicial mais adequada na UBS?


A

Estadiar como DRC G3b A3; otimizar IECA/BRA em dose máxima tolerada, iniciar SGLT2i, dieta com 0,8 g/kg/dia de proteína, monitorar K e eTFG em 2-4 semanas e encaminhar para nefrologia.


B

Estadiar como DRC G3a A2; prescrever diurético tiazídico isolado, dieta hipossódica sem restrição proteica, repetir exames em 6 meses, sem encaminhamento.


C

Considerar insuficiência renal aguda; hidratar venosamente, suspender todos os anti-hipertensivos, repetir creatinina em 48 horas, sem estadiamento.


D

Estadiar como DRC G4 A1; iniciar estatina em alta dose, restrição proteica rigorosa 0,6 g/kg/dia, monitorar trimestralmente na UBS, encaminhar apenas se eTFG ;30.


E

Não estadiar; tratar apenas hipertensão com betabloqueador, dieta DASH, repetir exames anualmente, sem medicamentos modificadores de DRC ou encaminhamento.

Paciente de 55 anos com anasarca é avaliado no pronto-socorro. Apresenta ureia e creatinina normais, proteínas totais e frações diminuídas, urina tipo 1 com proteinúria acentuada. Nesse caso, a hipótese diagnóstica CORRETA é:


A

Insuficiência cardíaca congestiva.


B

Cirrose hepática.


C

Síndrome nefrótica.


D

Glomerulonefrite aguda.


E

Gastropatia perdedora de proteínas.

Homem de 55 anos com queixa de fadiga crônica, anemia ferropriva recorrente sem sangramento evidente e osteoporose apresenta anticorpo antitransglutaminase tecidual IgA fortemente positivo. A endoscopia digestiva alta mostra aspecto em mosaico da mucosa duodenal. As biópsias de bulbo e segunda porção duodenal revelam linfocitose intraepitelial > 40/100 enterócitos, hiperplasia de criptas e atrofia vilositária moderada. Segundo a classificação de Marsh modificada, esse achado corresponde a:


A

Marsh 2a.


B

Marsh 2c.


C

Marsh 3b.


D

Marsh 3c


E

Marsh 4c.

Homem de 42 anos, morador de área ribeirinha, procura atendimento com icterícia, urina escura, febre baixa e mialgia há 5 dias. Trabalha em abatedouro e relata contato frequente com água de enchente. Ao exame: pele e escleróticas ictéricas, dor leve à palpação em hipocôndrio direito e discreta desidratação. Exames: bilirrubina total 7,8 mg/dL (direta 5,2), creatinina 1,8 mg/dL, AST 115 U/L, ALT 98 U/L.

Considerando o quadro clínico e as medidas de saúde pública associadas, assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada.


A

Solicitar sorologia para hepatite B, notificar o caso e iniciar tratamento empírico com antivirais de ação direta no CTA mais próximo.


B

Investigar leptospirose por exposição ambiental e iniciar antibioticoterapia adequada, além de notificar o caso às autoridades de saúde.


C

Prescrever hidratação oral, manter observação e solicitar ultrassonografia hepática para controle evolutivo.


D

Solicitar sorologia para dengue e iniciar antipirético, considerando o caráter autolimitado da doença e o risco de complicação ao 5º dia.


E

Encaminhar o paciente para avaliação cirúrgica, pois o aumento da bilirrubina direta indica necessidade de colecistectomia, por síndrome colestática.

Homem de 52 anos, servente de pedreiro, com diagnóstico de cirrose hepática por hepatite C compensada, evolui há cinco dias com febre, dor abdominal difusa e distensão progressiva. Refere uso recente de ibuprofeno 600 mg 8/8h por 7 dias para lombalgia. Ao exame: PA 100/70 mmHg, FC 108 bpm, T 38,4 °C, abdome tenso e doloroso difusamente. Paracentese revela 480 leucócitos/mm³ (80% neutrófilos) e cultura positiva para E. coli. Durante a internação, o paciente é entrevistado em uma pesquisa que comparava pessoas com e sem peritonite bacteriana espontânea (PBE) para investigar a associação entre uso de anti-inflamatórios e risco de infecção em cirróticos.

Após melhora clínica, relata incapacidade funcional persistente, permanecendo afastado das atividades por mais de três meses e solicitando relatório médico para requerimento previdenciário. Diante do exposto, analise as assertivas abaixo:


I. O tratamento da peritonite bacteriana espontânea inclui ceftriaxona 2 g/dia IV por 5 a 7 dias, associada à profilaxia secundária com norfloxacino 400 mg/dia VO, e a suspensão definitiva dos anti-inflamatórios não esteroidais devido ao risco de recidiva e lesão renal.

II. O estudo em que o paciente participou representa um delineamento observacional caso-controle, útil para medir associação entre exposição e desfecho, permitindo estimar odds ratio, mas não incidência nem risco relativo.

III. O afastamento por incapacidade superior a 15 dias garante ao segurado o auxílio-doença previdenciário, conforme Lei nº 8.213/91, sendo dever do médico assistente emitir relatório clínico completo, incluindo CID, limitação funcional e tempo estimado de reabilitação.


Considerando o conteúdo das assertivas acima, analise-as e marque a alternativa correta.


A

As três assertivas são verdadeiras e a terceira justifica a primeira.


B

As três assertivas são verdadeiras, mas a terceira justifica apenas parcialmente a primeira.


C

As três assertivas são verdadeiras e independentes entre si.


D

As duas primeiras são verdadeiras e a terceira é falsa.


E

As três assertivas são falsas.

O atendimento às vítimas de acidentes por animais peçonhentos constitui urgência médica. Diante da necessidade de diagnóstico clínico-epidemiológico e tratamento ágil, analise as afirmações abaixo:


I. O acidente crotálico (com cascavel) ocorre com intensa miotoxicidade e neurotoxicidade, podendo apresentar ptose palpebral (fácies miastênica) e evolução grave para insuficiência renal aguda secundária à rabdomiólise e mioglobinúria.

II. O acidente loxoscélico (com aranha-marrom) costuma ser indolor no momento da picada, evoluindo tardiamente para a forma cutânea com lesão em placa marmórea que pode progredir para necrose focal.

III. O acidente botrópico (com jararaca) caracteriza-se por ausência de dor ou edema no local da picada, com risco imediato focado na falência respiratória nas primeiras duas horas.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

Apenas I.


B

Apenas II e III.


C

Apenas I e II.


D

I, II e III.

Mulher de 47 anos, previamente hígida, procura atendimento por fraqueza muscular há 2 meses. Refere que os sintomas pioram ao longo do dia, especialmente após atividades repetitivas, como escovar os cabelos e mastigar alimentos, com melhora parcial após períodos de repouso. Relata episódios de visão dupla e dificuldade para manter os olhos abertos no final da tarde. Nega alterações sensitivas e déficits focais prévios. Ao exame físico, apresenta ptose palpebral bilateral, que se acentua após sustentação do olhar para cima por 30 segundos. Força muscular proximal discretamente reduzida. Reflexos normais e sensibilidade preservada. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é o tratamento inicial mais adequado?


A

Sulfassalazina.


B

Prednisona.


C

Piridostigmina.


D

Azatioprina.

Paciente de 42 anos, residente em área urbana, procura unidade básica de saúde com tosse há mais de 4 semanas, perda ponderal, sudorese noturna e febre vespertina. Não há comorbidades conhecidas. Segundo as recomendações para o SUS, qual é o exame inicial prioritário para investigação diagnóstica?


A

Tomografia computadorizada de tórax.


B

Cultura de escarro para micobactérias.


C

Teste rápido molecular para tuberculose em amostra de escarro.


D

Sorologia para Mycobacterium tuberculosis.


E

Radiografia de tórax isoladamente como critério diagnóstico definitivo.

O médico generalista frequentemente se depara com manifestações oculares de doenças sistêmicas. A Oftalmopatia de Graves é uma condição autoimune que pode ameaçar a visão. Acerca dessa patologia, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A proptose (exoftalmia) na Doença de Graves ocorre devido ao aumento de volume dos músculos extraoculares e gordura orbitária por deposição de glicosaminoglicanos e edema inflamatório, podendo causar diplopia e ceratite por exposição.

(__)A neuropatia óptica compressiva é uma emergência na oftalmopatia de Graves, manifestando-se por perda de visão, defeito pupilar aferente e alteração na visão de cores, exigindo descompressão orbitária (cirúrgica ou medicamentosa) imediata.

(__)O tratamento do hipertireoidismo com iodo radioativo é a terapia de escolha para pacientes com oftalmopatia ativa grave, pois a radiação reduz a inflamação orbitária concomitante à ablação tireoidiana.

(__)A retração palpebral superior é um sinal clínico comum, expondo a esclera acima do limbo corneano, e resulta da hiperatividade simpática do músculo de Müller e fibrose do elevador da pálpebra.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

V, V, F, V.


B

V, V, V, F.


C

V, F, V, V.


D

F, V, F, F.

O diagnóstico diferencial da dor abdominal na fossa ilíaca direita abrange diversas patologias. Em uma mulher jovem em idade fértil, a distinção entre apendicite aguda e Doença Inflamatória Pélvica (DIP) pode ser desafiadora. Assinale a alternativa que apresenta o achado clínico ou complementar que mais fortemente sugere DIP em detrimento de apendicite.


A

A presença de náuseas e vômitos precedendo a dor abdominal é a sequência cronológica clássica da DIP, enquanto na apendicite a dor invariavelmente precede os vômitos.


B

A presença de febre alta (> 39°C) e leucocitose com desvio à esquerda é exclusiva da apendicite aguda supurada, sendo rara em casos de salpingite aguda ou DIP, que cursam com temperatura normal.


C

O ultrassom pélvico demonstrando líquido livre na cavidade pélvica confirma o diagnóstico de apendicite aguda perfurada, descartando patologias ginecológicas que não produzem exsudato peritoneal.


D

O início dos sintomas coincidindo com a fase menstrual do ciclo e a presença de dor à mobilização do colo uterino (sinal de Chandelier) no exame pélvico bimanual favorecem fortemente o diagnóstico de DIP.

A Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução colônica aguda) afeta pacientes graves e pós-operatórios, caracterizando-se por dilatação massiva do cólon sem obstrução mecânica. Assinale a alternativa correta sobre o manejo desta condição.


A

A dilatação cecal até 9 cm é considerada crítica e indica laparotomia imediata, pois a Lei de Laplace prevê ruptura iminente com esse diâmetro em qualquer paciente.


B

A neostigmina intravenosa é o tratamento farmacológico de escolha para pacientes com Ogilvie que não respondem ao tratamento conservador e não têm contraindicações (bradicardia, broncoespasmo), agindo como inibidor da acetilcolinesterase para aumentar a motilidade colônica.


C

A colonoscopia descompressiva é contraindicada na Síndrome de Ogilvie devido ao risco excessivo de perfuração cecal pela insuflação de ar, sendo a cecostomia cirúrgica a primeira linha de tratamento intervencionista.


D

O uso de opióides é protetor na Síndrome de Ogilvie, pois reduz a dor e a descarga simpática, devendo ser mantido em doses plenas durante o tratamento conservador.

A avaliação hemodinâmica do paciente em choque permite classificar a etiologia e guiar o tratamento. Considerando os perfis hemodinâmicos clássicos obtidos por cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz) ou ecocardiografia, assinale a alternativa que correlaciona corretamente o tipo de choque com seus parâmetros (Débito Cardíaco - DC, Resistência Vascular Sistêmica - RVS e Pressão de Oclusão da Artéria Pulmonar - POAP/PCPE).


A

O Choque Séptico (fase hiperdinâmica) caracteriza-se por Débito Cardíaco (DC) elevado ou normal, Resistência Vascular Sistêmica (RVS) reduzida devido à vasodilatação periférica e POAP normal ou baixa (dependendo da volemia).


B

O Choque Hipovolêmico caracteriza-se por Débito Cardíaco (DC) reduzido, Resistência Vascular Sistêmica (RVS) elevada (vasoconstrição compensatória) e POAP elevada devido à venoconstrição central.


C

O Choque Cardiogênico apresenta Débito Cardíaco (DC) reduzido, Resistência Vascular Sistêmica (RVS) reduzida (vasodilatação compensatória) e POAP elevada devido à congestão pulmonar retrógrada.


D

O Choque Neurogênico apresenta Débito Cardíaco (DC) reduzido, Resistência Vascular Sistêmica (RVS) elevada devido à descarga simpática descontrolada e POAP normal.

Considerando o perfil clínico do paciente e que, após investigação complementar, não houve evidência de doença tromboembólica crônica ou doença pulmonar significativa, é correto afirmar que a estratégia terapêutica inicial é


A

a anticoagulação plena como terapia específica obrigatória.


B

a indicação imediata de transplante pulmonar.


C

a terapia combinada inicial com fármacos que atuam nas vias da endotelina e do óxido nítrico.


D

o uso isolado de diuréticos e acompanhamento clínico.


E

o uso exclusivo de betabloqueadores para controle de sintomas.

Mulher de 63 anos, com história de colecistectomia prévia há 5 anos, apresenta, há uma semana, icterícia progressiva e prurido cutâneo. Após as medidas iniciais, é solicitada colangiorressonância que demonstra estenose da via biliar extra-hepática proximal com dilatação intra-hepática; não há história de trauma cirúrgico recente. Paciente sem contraindicações clínicas à cirurgia de grande porte. Considerando estenose benigna de via biliar proximal sintomática, qual a conduta cirúrgica definitiva mais adequada?


A

Hepatojejunostomia em Y de Roux (derivação biliodigestiva).


B

Ressecção segmentar da estenose com anastomose término-terminal do colédoco.


C

Dilatação percutânea seriada com prótese interna temporária.


D

Colangiografia apenas e observação.


E

Hepatectomia parcial associada à reconstrução biliar imediata.

Familiares de mulher de 69 anos referem hemiparesia à direita e disartria identificados, há 3 horas, ao despertar. O último momento assintomático da paciente ocorreu há 8 horas. AP: HAS e DM2. Exame físico: hemiparesia direita e hemi-hipostesia direita, sem demais alterações. NIHSS: 8. RNM de encéfalo: DWI positivo em território de artéria cerebral média esquerda e FLAIR sem alterações correspondentes.


A partir dessas informações, é correto afirmar que a conduta adequada é


A

indicar realização de trombólise devido ao mismatch DWI-FLAIR.


B

indicar realização de trombólise devido a paciente manter-se na janela terapêutica menor que 4,5 horas.


C

não indicar trombólise, uma vez que a indicação terapêutica nessa situação seria a trombectomia mecânica.


D

não indicar trombólise, uma vez que o momento de início dos sintomas é desconhecido.


E

não indicar trombólise, devido ao valor de NIHSS.

Um homem de 55 anos, com história de consumo de álcool 60 g/dia durante 20 anos (atualmente abstinente há 6 meses), procura o Programa Saúde da Família (PSF) com queixa de ascite progressiva, edema de membros inferiores, icterícia leve. Exame físico: eritema palmar, telangectasia, hepatomegalia de borda dura. Laboratorial: AST 185 U/L, ALT 52 U/L, bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,1 mg/dL), albumina 2,8 g/dL, TP 18 seg (INR 1,8), plaquetas 95.000/μL. Ultrassom abdominal: fígado heterogêneo com arquitetura grosseira, ascite moderada, fluxo portal revertido. Com base no caso, a complicação mais provável em curto prazo e o achado clínico/laboratorial que sinaliza risco elevado é:


A

Síndrome hepatorrenal; o INR elevado e albumina baixa indicam fasciola hepática com risco de deterioração renal.


B

Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) em breve; ascite >500 mL com contagem de neutrófilos potencialmente ≥250/μL no líquido ascítico caracteriza PBE.


C

Hemorragia por varizes esofágicas; a presença de varizes esofágicas, trombocitopenia e ascite pode causar sangramento varicoso.


D

Encefalopatia hepática; o nível elevado de bilirrubina com albumina baixa sugere retenção de amônia e toxinas intestinais.

 
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