Questões de Concurso sobre Endocrinologia pediátrica

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
532 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Sobre a síndrome metabólica em crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Algumas de suas definições, com variados pontos de corte dos critérios utilizados, podem subestimar sua prevalência.


B

Crianças e adolescentes com Índice de Massa Corporal normal e aumento da adiposidade abdominal também representam risco para síndrome metabólica.


C

A doença hepática gordurosa não alcoólica é doença hepática rara em crianças e adolescentes, e costuma ser assintomática na fase de esteatose inicial.


D

A hiperuricemia é um achado frequente em pacientes com síndrome metabólica. O consumo elevado de frutose está associado ao aumento da produção de ácido úrico.


E

Há várias definições de síndrome metabólica e a maioria ainda considera a presença de obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia e alteração do metabolismo de carboidratos, embora outros fatores de risco têm sido associados a essa síndrome.

Em relação à organização das condutas assistenciais ambulatoriais e hospitalares em endocrinologia pediátrica, assinale a alternativa correta.


A

O cuidado hospitalar é sempre superior ao ambulatorial e deve ser a primeira escolha em casos de doenças endócrinas crônicas.


B

Condutas ambulatoriais estruturadas, com equipe multiprofissional, reduzem complicações e internações evitáveis em crianças com doenças endócrinas.


C

A atenção primária não tem papel relevante no seguimento de crianças com distúrbios endócrinos.


D

O uso de diretrizes e protocolos padronizados é reservado apenas a centros terciários de pesquisa.


E

A educação em saúde para família e paciente tem impacto mínimo no controle de doenças crônicas, como o diabetes tipo 1.

Em relação à organização estrutural e funcional do eixo hipotálamo-hipofisário, assinale a alternativa correta.


A

A hipófise anterior deriva do diencéfalo e a posterior deriva do ectoderma oral.


B

O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal depende exclusivamente de retroalimentação positiva pelo cortisol.


C

Neurônios secretores de TRH, CRH e GHRH estão presentes nos núcleos hipotalâmicos já entre a 10ª e 14ª semanas de gestação.


D

O desenvolvimento das células adeno-hipofisárias ocorre independentemente de sinais provenientes do hipotálamo.


E

As gonadotrofinas são secretadas de forma contínua desde a vida fetal até a adolescência.

Menino de 8 anos chega à emergência com:


• fadiga intensa, dor abdominal, vômitos;

• PA: 82/48 mmHg;

• hiperpigmentação difusa;

• Na: 125 mEq/L | K: 6,3 mEq/L | Glicemia: 58 mg/dL;

• ACTH: muito elevado;

• Cortisol basal: extremamente baixo;

• 17-OHP: normal;

• Antecedentes: desenvolvimento normal, sem história neonatal sugestiva de CAH.


O diagnóstico funcional mais compatível com esse caso é


A

CAH clássica por deficiência de 21-hidroxilase.


B

insuficiência adrenal primária autoimune (APS-1 ou APS-2).


C

deficiência de 11β-hidroxilase.


D

adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD).


E

hipoplasia adrenal congênita (NR0B1).

Quanto aos mecanismos fisiopatológicos que ligam obesidade infantil ao risco cardiometabólico, assinale a alternativa correta.


A

A infiltração de macrófagos no tecido adiposo reduz a resistência insulínica ao estimular adiponectina.


B

O aumento de citocinas como IL-6 e TNF-α contribui para resistência insulínica por afetar vias intracelulares.


C

O principal determinante de risco cardiometabólico é o IMC absoluto, independentemente de distribuição de gordura.


D

A inflamação subclínica não costuma estar presente em crianças obesas.


E

A obesidade infantil não está relacionada ao desenvolvimento precoce de NAFLD.

A respeito da definição e da classificação da cetoacidose diabética em crianças, assinale a alternativa correta.


A

DKA é definida apenas pela presença de hiperglicemia e cetonúria, independentemente do pH.


B

O critério diagnóstico inclui hiperglicemia >200 mg/dL, pH <7,3 ou bicarbonato <15 mEq/L e cetonemia/cetonúria.


C

A gravidade da DKA é determinada pelo grau de hiperglicemia.


D

Cetonemia não é necessária para diagnóstico, desde que haja acidose metabólica.


E

A presença de respiração de Kussmaul é obrigatória para confirmar DKA.

Menina de 7 anos e 2 meses apresenta:


• M2 → M3 em 3 meses;

• Velocidade de crescimento: 7,1 cm/ano;

• Idade óssea: 2 anos avançada;

• LH basal: 0,3 UI/L;

• LH pós-estímulo com GnRH: 7,5 UI/L;

• US pélvica: útero piriforme, volume ovariano aumentado (>1 cm³);

• Sem sinais neurológicos.


De acordo com o PCDT Puberdade Precoce Central (2022), qual conduta é a mais adequada?


A

Aguardar 6-12 meses, pois PPC entre 7 e 8 anos raramente é progressiva.


B

Suspender investigação porque LH basal é baixo.


C

Iniciar tratamento com agonista de GnRH, pois há critérios clínicos e laboratoriais de PPC progressiva.


D

Solicitar apenas tomografia de crânio para afastar tumor selar.


E

Iniciar bloqueio puberal apenas se a criança atingir Tanner M4 nas próximas avaliações.

Sobre a organização funcional dos principais eixos endócrinos durante a infância e a adolescência, assinale a alternativa que apresenta corretamente um conceito fisiológico fundamental.


A

O eixo hipotálamo-hipófise-tireoide permanece praticamente inativo até a adolescência.


B

O eixo GH/IGF-1 tem pouca importância no crescimento infantil, sendo ativado apenas próximo à puberdade.


C

O eixo HPG mantém secreção pulsátil intensa durante toda a infância, mas sem manifestações clínicas por baixa sensibilidade gonadal.


D

Na infância, múltiplos eixos endócrinos estão funcionantes (GH/IGF-1, HPA, tireoide, metabolismo glicêmico e mineral) e passam por ajustes maturacionais progressivos até a puberdade.


E

A secreção de GH é contínua durante a infância, adquirindo pulsos apenas na adolescência.

Adolescente de 15 anos com hipotireoidismo congênito está em seguimento desde a infância. Nos últimos 12 meses:


• Faltou a 3 consultas;

• Está usando levotiroxina de forma irregular (“esquece” vários dias);

• Queixa-se de cansaço, dificuldades escolares e sensação de “não dar conta”;

• A mãe relata conflitos frequentes sobre horários de medicação;

• Exames: TSH 18 mIU/L, T4L baixo, IMC em curva ascendente;

• Adolescente demonstra ansiedade elevada ao falar sobre assumir cuidados de saúde.


Qual é a conduta multiprofissional mais apropriada no momento?


A

Aumentar a dose de levotiroxina e marcar retorno apenas em 6 meses.


B

Priorizar autonomia: orientar que a responsabilidade do tratamento agora é exclusivamente do adolescente.


C

Solicitar avaliação psicológica, reforçar DSMES, reorganizar rotinas familiares e implementar plano estruturado de transição com participação conjunta da família.


D

Encaminhar imediatamente para endocrinologista de adultos por falta de adesão.


E

Prescrever antidepressivo e pedir que volte quando estiver emocionalmente mais estável.

Recém-nascido pré-termo tardio (34 semanas), em UTI neonatal, apresenta hipoglicemias recorrentes (glicemia 27 mg/dL) apesar de oferta adequada de glicose. Exames:


• Insulina: baixa;

• Cetonemia: ausente;

• Cortisol: baixo-normal;

• T4L discretamente reduzido;

• TSH normal;

• Sem história materna de diabetes.


Com base na fisiologia endócrina neonatal, qual diagnóstico funcional é mais compatível nesse caso?


A

Hipoglicemia fisiológica de adaptação pós-natal.


B

Hipotireoidismo congênito, responsável por inibir a gliconeogênese.


C

Deficiência de GH, causa comum e benigna de hipoglicemia neonatal.


D

Hiperinsulinismo neonatal transitório, mesmo com insulina baixa, pela supressão da cetogênese e aumento da utilização periférica de glicose.


E

Insuficiência adrenal primária neonatal, que explica ausência de cetogênese.

Sobre a fisiologia da determinação e da diferenciação sexual humanas, assinale a alternativa correta.


A

A ausência de SRY é suficiente, por si só, para que a gônada fetal se torne um ovário funcional, sem necessidade de outros genes.


B

A diferenciação testicular depende da ativação de SRY e SOX9, com produção subsequente de AMH pelas células de Sertoli e testosterona pelas células de Leydig.


C

Os ductos de Müller originam epidídimo, ducto deferente e vesículas seminais.


D

A testosterona promove a regressão dos ductos de Wolff e a manutenção dos ductos de Müller.


E

A diferenciação gonadal é determinada exclusivamente pelos cromossomos sexuais, sem participação de genes autossômicos.

Menina de 6 anos e 10 meses apresenta aumento mamário Tanner N2 há 3 meses, sem dor. Dados complementares:


• Crescimento no último ano: +9 cm;

• Idade óssea: +2 anos acima da cronológica;

• LH basal: indetectável;

• LH pós-análogo de GnRH: 8,1 mUI/mL;

• US pélvico: útero 38 mm, ovários multifoliculares;

• Sem exposição a esteroides, sem odor axilar ou pubarca;

• Sem cefaleia ou alterações neurológicas.


A avaliação funcional compatível com esse caso é


A

telarca prematura não progressiva.


B

puberdade precoce periférica por hiperestrogenismo independente de gonadotrofinas.


C

puberdade precoce central progressiva.


D

puberdade normal variante adiantada, sem relevância clínica.


E

aceleração de crescimento por obesidade, sem ativação do eixo HPG.

Adolescente de 15 anos apresenta poliúria, polidipsia, perda ponderal e glicemia de jejum de 280 mg/dL. De acordo com o caso, o diagnóstico CORRETO é:


A

Diabetes mellitus tipo 2, caracterizado por resistência insulínica, sem perda ponderal acentuada.


B

Hipoglicemia reativa, caracterizada por queda glicêmica pós-prandial.


C

Síndrome metabólica, caracterizada por obesidade central e resistência insulínica.


D

Hipotireoidismo, caracterizado por fadiga e ganho ponderal.


E

Diabetes mellitus tipo 1, caracterizado por destruição autoimune das células beta pancreáticas, exigindo insulinoterapia imediata.

Um pseudohipoparatireoidismo (PHP) é causado por resistência ao Hormônio Paratireoidiano (PTH). Qual é o defeito molecular subjacente à forma mais comum, o PHP tipo 1A?


A

Uma mutação inativadora no gene PTH1R, que codifica o receptor de PTH, causando resistência isolada ao PTH sem OHA.


B

Uma mutação inativadora heterozigótica no gene GNAS, de herança materna, que codifica a subunidade alfa estimuladora (Gsα) da proteína G, levando à resistência hormonal múltipla e ao fenótipo de Osteodistrofia Hereditária de Albright (OHA).


C

Uma mutação inativadora heterozigótica no gene GNAS, de herança paterna, causando o fenótipo de OHA, mas sem resistência hormonal (Pseudopseudohipoparatireoidismo).


D

Uma mutação no gene PDE4D, causando um aumento na degradação do Monofosfato de Adenosina cíclico (cAMP) e resistência ao PTH.

No exame genético solicitado para confirmação diagnóstica da síndrome de Prader-Willi, as alterações cromossômicas incluem:


A

Deleção materna no cromossomo 15q11.2-q13 em 70% dos casos, dissomia uniparental paterna em 25% e mutação no gene SNRPN em 5%, com herança autossômica dominante.


B

Dissomia uniparental paterna no cromossomo 15q11.2-q13 em 60% dos casos, deleção materna em 30% e defeito de imprinting em 10%, associada a fenótipo oposto de Angelman.


C

Deleção intersticial no cromossomo 7q11.23 em 80% dos casos, mutações no gene ELN em 15% e herança autossômica recessiva em 5%, característica da síndrome de Williams-Beuren.


D

Cariótipo 45, X em 50% dos casos, mosaicismos em 40% e deleções no gene SHOX em 10%, típico da disgenesia gonadal na síndrome de Turner.


E

Ausência de expressão de genes paternos no cromossomo 15q11.2-q13, devido à deleção paterna em 65-75% dos casos, dissomia uniparental materna em 20-30% e defeito no centro de imprinting em 1-3%.

Uma menina de 11 anos é avaliada por baixa estatura, com estatura 2,3 desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo nas curvas da Organização Mundial da Saúde, com velocidade de crescimento de 3,8 cm/ ano e idade óssea atrasada em 2 anos. Após exclusão de causas não endócrinas, realiza-se dosagem de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), baixa para idade e testes de estímulo para hormônio do crescimento (GH) com resposta inadequada.


A dosagem de IGF-1 nessa investigação é:


A

Confirmar diretamente a deficiência de GH sem necessidade de testes de estímulo, pois níveis baixos de IGF-1 isoladamente autorizam o início de reposição hormonal recombinante.


B

Avaliar a resistência primária ao GH, com níveis elevados de IGF-1 indicando necessidade de terapia com mecassermina em vez de GH recombinante.


C

Servir como exame de triagem sensível para deficiência de GH, refletindo a ação tecidual do hormônio, com indicação de prosseguir para testes de estímulo se os níveis estiverem abaixo do esperado para idade e sexo.


D

Monitorar a adesão ao tratamento com GH após o início da reposição, priorizando dosagens seriadas de IGF-1 para ajuste de dose sem avaliação da velocidade de crescimento.


E

Excluir causas genéticas como mutações no gene SHOX, com IGF-1 normal sugerindo displasias ósseas desproporcionais em vez de deficiência hormonal.

Uma adolescente de 15 anos, com desenvolvimento puberal Tanner 4, consulta o endocrinologista pediátrico por irregularidades menstruais e expressa desejo de iniciar vida sexual ativa, solicitando orientação sobre métodos contraceptivos. Não há sinais de violência ou coação, e a paciente demonstra capacidade de compreensão.


A conduta ética inicial do médico deve priorizar a/o:


A

Comunicação imediata aos pais ou responsáveis sobre o desejo da adolescente, priorizando o consentimento familiar para qualquer orientação sobre saúde sexual, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


B

Recusa em fornecer orientação sobre contracepção sem avaliação psicológica prévia, devido ao risco de imaturidade emocional em adolescentes, com foco exclusivo no tratamento das irregularidades menstruais.


C

Prescrição empírica de contraceptivos orais combinados sem discussão detalhada, enfatizando apenas a regularização do ciclo menstrual para evitar complicações endócrinas, sem menção a ISTs.


D

Encaminhamento obrigatório para serviço de saúde mental antes de qualquer orientação sexual, considerando o desejo de iniciar vida sexual como possível sinal de distúrbio comportamental associado à puberdade.


E

Orientação confidencial sobre métodos contraceptivos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e uso de preservativos para dupla proteção, respeitando a autonomia da adolescente sem juízo de valor ou quebra de sigilo, com encaminhamento multidisciplinar, se necessário.

Um lactente apresenta quadro de baixa estatura severa, hipotireoidismo central e hipoplasia hipofisária à ressonância magnética. A avaliação laboratorial revela deficiência combinada de Hormônio do Crescimento (GH), Prolactina (PRL) e Hormônio Tireoestimulante (TSH), com preservação inicial do eixo corticotrófico e gonadotrófico. O defeito molecular mais provável, considerando a ontogênese das linhagens celulares hipofisárias acometidas, envolve o fator de transcrição:


A

TPIT (T-box transcription factor).


B

SF-1 (Steroidogenic factor 1).


C

POU1F1 (anteriormente PIT-1).


D

DAX-1 (Dosage-sensitive sex reversal).


E

HESX1 (Homeobox gene expressed in ES cells).

O diabetes melito tipo 1 é uma das doenças crônicas mais prevalentes da infância. O diagnóstico precoce e as intervenções terapêuticas adequadas podem prevenir a cetoacidose diabética, a forma mais grave de descompensação da doença. No tratamento desse quadro, é imprescindível a reposição de:


A

Fosfato, para a melhora da oxigenação tecidual.


B

Bicarbonato, para correção da acidose metabólica.


C

Potássio, mesmo com os níveis plasmáticos normais.


D

Cálcio, através da infusão de fosfato de cálcio.


E

Magnésio, para tratar a hipomagnesemia associada.

A respeito do rastreamento neonatal de hipotireoidismo congênito (HC), assinale a alternativa correta.


A

O teste deve ser colhido idealmente antes de 24 horas de vida para evitar falso positivo.


B

Programas baseados apenas em TSH podem perder casos de hipotireoidismo central.


C

Recém-nascidos pré-termo têm maior risco de falso positivo por TSH elevado no nascimento.


D

Um TSH inicial normal exclui completamente o diagnóstico de HC, dispensando reavaliação.


E

O rastreamento com T4 total não permite identificar recém-nascidos com atraso de elevação de TSH.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado