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Testes laboratoriais não são indicados rotineiramente para pacientes submetidos a procedimentos endoscópicos eletivos. No entanto, em casos particulares, alguns exames são adequados quando se acredita que os resultados podem alterar a conduta, especialmente em exames que envolvem procedimentos terapêuticos, que têm maior duração e chance de complicações.
Eletrocardiograma.
Radiografia de Tórax.
Hemograma.
Coagulograma completo.
Ressonância Magnética Nuclear.
Os procedimentos endoscópicos gastrointestinais podem levar a quadros infecciosos em duas situações principais: (1) Na infecção local associada à violação de sítios estéreis (via biliar proximal, lesões císticas, parede abdominal); (2) Na infecção à distância (endocardite bacteriana, peritonite bacteriana, infecção de próteses sintéticas).
Ceftriaxona 1g, IV, 12/12h durante 7 dias.
Amoxicilina 2g, VO, 1h antes do procedimento, para adultos.
Cefazolina 1g, IV, 30 min. Antes do procedimento.
Cefotaxima 2g, IV, 30 min. Antes do procedimento.
Ampicilina 2g, 30 min. Antes do procedimento.
O aumento da obesidade entre os brasileiros já provoca reflexo, aumentando o índice de mortalidades, especialmente porque está intimamente relacionada às doenças coronarianas e cerebrovasculares. Dentre as medidas para a redução de peso, destacam-se as comportamentais, as cirúrgicas e as endoscópicas minimamente invasivas, entre as quais, o balão intragástrico figura como a mais relevante.
O BIG foi desenvolvido em 1985 e deve ser locado endoscopicamente no estômago para gerar saciedade.
O material do BIG é o silicone, um tipo deles é o “Heliosphere Bag” que possui um conteúdo gasoso.
Após a implantação do BIG, observa-se vários fatores, alguns deles são a intolerância inicial e pico de perda de peso.
O BIG originalmente era indicado para perda de peso em pacientes com índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30.
Mesmo se o paciente estiver acometido por úlcera péptica por infecção por H. pylori, não há contraindicação para aplicação do balão intragástrico.
No mercado, existem diversas drogas e substâncias químicas para uso em endoscopia digestiva, cada uma delas para situações específicas e que devem ser conhecidas pelos endoscopistas no diagnóstico, no estadiamento e no tratamento. Além de cumprir esses objetivos, o profissional deve conhecer perfeitamente o princípio de ação técnica, indicações, contraindicações e complicações das substâncias utilizadas.
O soro fisiológico é muito indicado no diagnóstico de lesões potencialmente infiltrativas.
A adrenalina é utilizada na hemostasia endoscópica nas hemorragias digestivas baixas.
O álcool é utilizado nas úlceras pépticas.
A hidroxipropilmetilcelulose é utilizada para estenoses refratárias à dilatação de etiologia química, péptica, actínica ou anastomótica.
O ácido acético é indicado ao esôfago para detecção de metaplasia intestinal no esôfago.
As orientações quanto ao preparo adequado para os exames endoscópicos têm como objetivo principal a realização de um exame completo, preciso e seguro. O preparo do paciente consiste não apenas no jejum e no preparo intestinal, mas também em orientações quanto ao modo de realização dos exames, alternativas existentes e possíveis complicações, além da indicação de exames complementares prévios.
Antes do procedimento, deve-se elaborar estratégias para minimizar os riscos ao paciente.
Durante o procedimento deve-se realizar a sedação e analgesia.
Durante o procedimento, deve-se ter acesso completo aos órgãos-alvo.
Durante o procedimento, deve-se reconhecer e manejar as complicações.
Após o procedimento, a recuperação deverá ser tranquila.
Sedação compreende um estado contínuo que inclui sedação mínima (ansiólise), sedação moderada (consciente), sedação profunda e anestesia geral.
Flumazenil.
Propofol.
Diazepam.
Midazolam.
Fentanil.
A ecoendoscopia (EE), também conhecida como ultrassonografia endoscópica, teve seus primórdios na década de 1980. A presença de um transdutor ultrassonográfico na ponta do aparelho permite que a EE avalie detalhadamente toda a superfície alcançada pelos endoscópios convencionais, permitindo, portanto, a avaliação de lesões epiteliais, subepiteliais e de estrutura adjacente.
Intestino delgado.
Intestino grosso.
Estômago.
Pâncreas.
Apêndice.
Nos casos de hemorragia digestiva alta varicosa, secundária a hipertensão portal, assinale a alternativa CORRETA em relação ao tratamento endoscópico:
Em relação à parada do sangramento, ressangramento e mortalidade nas varizes de esôfago, a combinação da ligadura elástica com a escleroterapia é superior a ligadura isolada.
A utilização da injeção intravaricosa de cianoacrilato é restrita aos pacientes Child-Pugh “C” com ruptura de varizes de fundo gástrico.
As complicações frequentes associadas à técnica de ligadura elástica incluem úlceras profundas e manifestações sistêmicas do tipo bacteremia.
O uso de vasoconstrictores esplâncnicos deve ser iniciado precocemente, antes da realização do exame endoscópico.
Na classificação de Forrest para doença ulcerosa péptica hemorrágica, a classificação IIa corresponde a:
Coágulo aderido
Cobertura plana de hematina
Sangramento ativo em lençol
Coto vascular visível
Paciente com dispepsia realiza uma endoscopia digestiva alta diagnóstica, que evidencia úlcera recoberta por fibrina, com margens levemente edemaciadas, discreta convergência das pregas medindo 8 mm de diâmetro e localizada na parede anterior do bulbo duodenal. Diante deste achado endoscópico, a classificação correta e a conduta mais adequada é:
A1 de Sakita, com indicação de biópsias da lesão e pesquisa de H. pylori.
A2 de Sakita, com indicação de biópsias de corpo e antro para pesquisa de H. pylori.
H1 de Sakita, com indicação de biópsias de corpo e antro para pesquisa de H. pylori.
H2 de Sakita, com indicação de biópsias de corpo e antro para pesquisa de H. pylori.
Em relação à coagulação pelo Plasma de Argônio é CORRETO afirmar que:
É isenta de risco de perfuração.
Tem o seu efeito tissular independente da distancia do eletrodo ao tecido.
Utiliza um gás não ionizável.
Representa uma modalidade de eletrocoagulação monopolar.
A endoscopia digestiva alta é utilizada no diagnóstico do paciente com suspeita de doença do refluxo gastroesofágico, podendo identificar e quantificar quando presente os graus de lesões esofágica, além de reconhecer uma possível complicação da doença.
A presença de estenose esofágica, em paciente com complicação da esofagite de refluxo, é classificada, de acordo com a classificação de Savary-Miller, em:
grau 1
grau 2
grau 3
grau 4
grau 5
A lesão de Dieulafoy é geralmente bem conduzida através de:
drogas vasoativas (vasopressina).
endoscopia digestiva com terapia esclerosante.
reposição volêmica e observação clínica.
arteriografia seletiva com embolizaçao.
tratamento cirúrgico.
São características endoscópicas da gastrite atrófica, EXCETO:
Maior visualização dos vasos da submucosa.
Mucosa com padrão em mosaico.
Adelgaçamento da mucosa gástrica.
Rarefação do pregueado mucoso do corpo.
São características endoscópicas das lesões subepiteliais, EXCETO:
Alteração do tamanho e/ou forma da lesão após mudança de decúbito ou de manobras palpatórias.
Sinal da prega em ponte.
Sinal da tenda.
A mucosa que recobre a lesão geralmente é semelhante à mucosa adjacente podendo apresentar erosões ou ulcerações.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações de acompanhamento por colonoscopia em pacientes após ressecção curativa de tumor colorretal.
Não há necessidade de colonoscopia pós-operatória se a lesão toda foi retirada e tiver comprovação anatomopatológica de margens livres.
Pacientes com ressecção curativa do câncer de colo ou reto deverão realizar colonoscopia cerca de 1 ano após a cirurgia.
Se a colonoscopia após 1 ano for normal, o exame deverá ser repetido anualmente até 5 anos.
Se a colonoscopia após 1 ano for normal, o exame deverá ser repetido a cada dois anos até completarmos 6 anos.
De acordo com a classificação de Kodsi é INCORRETO afirmar:
O grau I são pequenas placas esbranquiçadas (até 2 mm), esparsas, com hiperemia porém sem evidência de edema ou ulceração em mucosa.
O grau II se caracteriza por pequenas placas esbranquiçadas, menores que 2 mm com edema, hiperemia e ulcerações.
No grau III evidenciam-se placas esbranquiçadas, espessas, confluentes, lineares ou nodulares, com hiperemia e ulceração.
O grau IV é caracterizado pelos achados do grau III associado a friabilidade da mucosa e estenose esofágica.
A técnica de aspiração das lesões císticas pancreáticas pela Ecoendoscopia é similar àquela realizada nas massas pancreáticas, porém com algumas peculiaridades: marque a alternativa INCORRETA:
Uma vez que os cistos podem apresentar vazamentos do seu conteúdo após múltiplas aspirações com agulha, é importante aspirar um cisto com apenas uma perfuração.
É importante minimizar a transversalidade do tecido pancreático normal e isso pode ser obtido colocando-se a lesão-alvo bem próxima à parede gástrica ou duodenal.
Os cistoadenomas serosos são caracteristicamente microcísticos. São lesões malignas compostas por múltiplos pequenos compartimentos separados por septações grosseiras.
Deve-se evacuar todo o conteúdo do cisto para minimizar o risco de infecção, inclusive devendo-se evitar a não contaminação do conteúdo do cisto com sangue, pois atrapalhará a análise citológica (uso do Doppler para evitar passagem da agulha por vaso na parede do cisto).