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Em relação aos corantes utilizados na cromoscopia, analise as assertivas abaixo:
I - O lugol é um corante de contraste utilizado para diagnóstico de carcinoma epidermóide e lesões precursoras no esôfago em indivíduos com alto risco como tabagistas e etilistas crônicos.
II - O azul de metileno é um corante vital que não cora a mucosa gástrica e nem o epitélio escamoso pois é absorvido na presença de metaplasia intestinal
III - O índigo carmim é um corante de contraste que no estômago tem finalidade de realçar as alterações de relvo da mucosa.
IV – Os corantes químicos, como vermelho do congo e violeta cristal produzem uma reação química com epitélio específico, resultando em mudança de cor semelhante a um indicador de ph.
Assinale a alternativa CORRETA:
As assertivas I e II estão corretas.
As assertivas II e III estão corretas.
As assertivas III e IV estão corretas.
Todas as assertivas estão corretas.
A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método de escolha para a detecção de varizes. Sobre o tratamento endoscópico das varizes de esôfago, analise as afirmativas:
I - A escleroterapia deve ser utilizada na profilaxia primária da hemorragia digestiva alta por apresentar menores taxas de complicações.
II - A ligadura elástica é considerada o tratamento de escolha na hemorragia varicosa aguda.
III - Cerca de 3-5 dias após a realização da ligadura elástica ocorre o desprendimento do anel elástico junto com tecido necrótico, resultando por fim em uma úlcera rasa. IV - A escleroterapia apresenta menores taxas de ressangramento quando comparada a ligadura elástica.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas a assertiva I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas III e IV estão corretas
Todas as assertivas estão corretas.
A classificação de Yano classifica as lesões vasculares com base nos achados endoscópicos, sendo útil para determinar a conduta terapêutica. Em relação às lesões vasculares, assinale a alternativa CORRETA:
As lesões classificadas como do tipo 1 devem ser tratadas com clipes hemostáticos ou até mesmo cirurgia.
As lesões do tipo 2a são lesões puntiformes com sangramento pulsátil.
As lesões do tipo 2b apresentam uma protrusão vermelha pulsátil com dilatação venosa ao redor.
As lesões do tipo 3 apresentam uma protrusão vermelha pulsátil sem dilatação venosa ao redor.
A lesão do tipo Dieulafoy pode acometer qualquer segmento do tubo digestivo. Qual a localização menos frequente desta lesão:
No estômago, porção proximal
No duodeno
Anastomoses gástricas
Jejuno
A lesão de Dieulafoy é geralmente bem conduzida através de:
drogas vasoativas (vasopressina).
endoscopia digestiva com terapia esclerosante.
reposição volêmica e observação clínica.
arteriografia seletiva com embolizaçao.
tratamento cirúrgico.
São características endoscópicas da gastrite atrófica, EXCETO:
Maior visualização dos vasos da submucosa.
Mucosa com padrão em mosaico.
Adelgaçamento da mucosa gástrica.
Rarefação do pregueado mucoso do corpo.
São características endoscópicas das lesões subepiteliais, EXCETO:
Alteração do tamanho e/ou forma da lesão após mudança de decúbito ou de manobras palpatórias.
Sinal da prega em ponte.
Sinal da tenda.
A mucosa que recobre a lesão geralmente é semelhante à mucosa adjacente podendo apresentar erosões ou ulcerações.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações de acompanhamento por colonoscopia em pacientes após ressecção curativa de tumor colorretal.
Não há necessidade de colonoscopia pós-operatória se a lesão toda foi retirada e tiver comprovação anatomopatológica de margens livres.
Pacientes com ressecção curativa do câncer de colo ou reto deverão realizar colonoscopia cerca de 1 ano após a cirurgia.
Se a colonoscopia após 1 ano for normal, o exame deverá ser repetido anualmente até 5 anos.
Se a colonoscopia após 1 ano for normal, o exame deverá ser repetido a cada dois anos até completarmos 6 anos.
De acordo com a classificação de Kodsi é INCORRETO afirmar:
O grau I são pequenas placas esbranquiçadas (até 2 mm), esparsas, com hiperemia porém sem evidência de edema ou ulceração em mucosa.
O grau II se caracteriza por pequenas placas esbranquiçadas, menores que 2 mm com edema, hiperemia e ulcerações.
No grau III evidenciam-se placas esbranquiçadas, espessas, confluentes, lineares ou nodulares, com hiperemia e ulceração.
O grau IV é caracterizado pelos achados do grau III associado a friabilidade da mucosa e estenose esofágica.
A técnica de aspiração das lesões císticas pancreáticas pela Ecoendoscopia é similar àquela realizada nas massas pancreáticas, porém com algumas peculiaridades: marque a alternativa INCORRETA:
Uma vez que os cistos podem apresentar vazamentos do seu conteúdo após múltiplas aspirações com agulha, é importante aspirar um cisto com apenas uma perfuração.
É importante minimizar a transversalidade do tecido pancreático normal e isso pode ser obtido colocando-se a lesão-alvo bem próxima à parede gástrica ou duodenal.
Os cistoadenomas serosos são caracteristicamente microcísticos. São lesões malignas compostas por múltiplos pequenos compartimentos separados por septações grosseiras.
Deve-se evacuar todo o conteúdo do cisto para minimizar o risco de infecção, inclusive devendo-se evitar a não contaminação do conteúdo do cisto com sangue, pois atrapalhará a análise citológica (uso do Doppler para evitar passagem da agulha por vaso na parede do cisto).
Segundo a classificação de Paris a lesão superficial não polipóide plana é classificada como:
Paris 0-Is
Paris 0-IIa
Paris 0-IIb
Paris 0-IIc
Em alguns procedimentos endoscópicos estão indicados o uso de antibiótico profilático com objetivo de prevenir a ocorrência de translocação bacteriana e consequentemente o risco de infecção. Em qual das situações listadas abaixo não está indicada a antibioticoprofilaxia:
Punção por agulha fina das lesões císticas do trato gastrointestinal guiadas por ultrassom endoscópico.
Punção por agulha fina das lesões sólidas do trato gastrointestinal superior guiadas por ultrassom endoscópico.
Drenagem transmural da coleção pancreática com comunicação para o ducto.
CPRE com drenagem incompleta.
São indicações de tratamento endoscópico com prótese auto-expansíveis, EXCETO:
Presença de fístulas esôfago-respiratória.
Lesões obstrutivas completas.
Lesões de 1/3 médio com envolvimento circunferencial e de pequena extensão.
Lesões residuais pós-radioterapia.
A ecoendoscopia permite a obtenção de imagens de alta resolução de estruturas ao redor da parede do sistema digestório, incluindo a glândula pancreática e consegue detectar com relativa facilidade lesões entre 0,3 e 0,5 cm. Com relação aos Tumores Neuroendócrinos é CORRETO afirmar:
Na maioria dos casos os insulinomas são múltiplos.
Os gastrinomas se apresentam, quase sempre, como nódulos únicos.
Os tumores neuroendócrinos intrapancreáticos são habitualmente ecogênicos, com limites nítidos e presença de reforço posterior por causa de sua vascularização.
Após quimioterapia se tornam com aspecto ecoendoscópico anecóicos e hipoecogênicos em virtude da perda de calcificação.
Assinale a afirmativa CORRETA sobre a cromoendoscopia:
É uma técnica endoscópica utilizada há décadas, que consiste na aplicação tópica de um agente corante sobre o epitélio digestivo, visando a melhorar a caracterização de lesões.
É mais utilizada na procura de lesões malignas.
Os corantes de maior utilização para avaliação de patologias intestinais é o Lugol.
O índigo carmin é absorvido pelo epitélio gastrointestinal, realçando lesões pequenas ou planas, definindo irregularidades na superfície da mucosa, particularmente quando usadas com magnificação ou alta resolução endoscópica.
São consideradas complicações menores da gastrostomia endoscópica percutânea, EXCETO:
Migração do anteparo interno da sonda
Infecção da ferida
Sangramento
Pneumoperitôneo