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ALN, 57 anos, procurou atendimento com mastologista devido a nódulo localizado em porção medial da mama, bem próximo ao osso esterno. Durante avaliação inicial, o médico identifica nódulo em QSM da mama esquerda, medindo cerca de 1,5 cm de diâmetro, distando 10 cm do mamilo. Para propedêutica adequada dessa paciente, é necessário que o médico mastologista solicite, além da mamografia convencional, a seguinte incidência para melhor visualização da lesão:
Clivagem.
Magnificação.
Projeção tangencial.
Crânio-caudal exagerada.
As lesões precursoras do câncer de mama compreendem entidades heterogêneas, com padrões variáveis de apresentação, morfologia e comportamento clínico. Sobre essas lesões, assinale a alternativa INCORRETA.
A adenose microglandular é caracterizada pela proliferação de pequenas glândulas com padrão infiltrativo, não apresentando a configuração lobular.
As citoqueratinas de alto peso, CK5/6 e CK14, são expressas apenas nas células mioepiteliais da hiperplasia ductal atípica e no Carcinoma Ductal In Situ (CLIS) de baixo grau.
Os carcinomas invasivos que surgem da adenose microglandular atípica geralmente são positivos para RE e RP e negativos para o oncogene HER2.
A Hiperplasia Lobular Atípica (HLA), conhecida também como neoplasia intralobular grau 1, e o CLIS são lesões mamárias que têm características morfológicas distintas e são consideradas como lesões de risco para o carcinoma lobular invasivo.
O CLIS é uma proliferação epitelial atípica semelhante citologicamente à Hiperplasia Ductal Atípica (HDA), mas com expansão de mais de 50% da unidade túbulo lobular terminal e dos lóbulos.
JCS, 47 anos, comparece à consulta com médico mastologista devido a diagnóstico de câncer de mama. Apresenta ao exame físico um nódulo medindo 2 cm na UQI da mama esquerda, sem alterações nas axilas. Realizou toda propedêutica mamária com diagnóstico de carcinoma invasor em mama esquerda, medindo 26 mm em seu maior diâmetro pelo ultrassom de mamas. Axilas sem alterações. A paciente possui mamas volumosas e ptosadas. Para o quadro descrito, assinale a melhor proposta cirúrgica.
Mastectomia nipple sparing + linfadenectomia axilar.
Mastectomia simples + biópsia de linfonodo sentinela em axila esquerda com uso do carvão.
Quadrantectomia de mama esquerda + reconstrução de mama com pedículo inferior + biópsia de linfonodo sentinela em axila esquerda com uso da linfocintilografia.
Quadrantectomia de mama esquerda + reconstrução de mama com pedículo súpero-medial + biópsia de linfonodo sentinela em axila esquerda com uso do contraste azul patente.
São reportados atrasos no diagnóstico do câncer de mama em gestantes de 5 a 15 meses a partir do início dos sintomas, o que leva ao diagnóstico em estádios mais avançados. Assinale a alternativa que descreve o principal motivo para esse atraso.
As mulheres têm outro foco durante a gestação e esquecem de cuidar da saúde das mamas.
A realização de exames nesse período exige alto custo operacional.
A impossibilidade de realizar qualquer exame de imagem durante a gestação.
As pacientes são resistentes à realização de exame físico das mamas nas consultas.
A tendência natural de engurgitamento mamário e o aumento da sensibilidade local durante a gestação e lactação podem retardar a detecção de pequenas massas e, consequentemente, do diagnóstico precoce.
Uma mulher de 45 anos, sem comorbidades conhecidas, procura atendimento após notar um nódulo indolor na mama direita. Ao exame físico, o nódulo é palpável, móvel, e mede cerca de 2 cm. A mamografia revela uma massa espiculada no quadrante superior externo da mama direita, com classificação BI-RADS 5. Qual é o próximo passo mais adequado na investigação desse caso?
Solicitar ressonância magnética de mamas.
Solicitar ultrassonografia mamária.
Solicitar biópsia por agulha grossa.
Solicitar nova mamografia em 6 meses
Encaminhar para tratamento cirúrgico conservador.
A incidência de mulheres com câncer de mama unilateral que optam por se submeter à mastectomia profilática contralateral está aumentando. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Os dados disponíveis em literatura e nas últimas revisões sobre o assunto apenas apoiam a realização de mastectomia profilática contralateral em pacientes com mutações do gene BRCA1/2.
São fatores que contribuem para o aumento da incidência de mastectomia profilática contralateral: idade da paciente, estágio da doença, biópsias mamárias anteriores, predisposição genética ou histórico familiar de CA de mama, medo de recorrência, preocupação com a simetria estética e recomendação médica.
A mutação CHEK2 está associada a um risco aumentado de câncer de mama bilateral em mais de 10 vezes. Por isso, considera-se mastectomia profilática contralateral para todas as pacientes portadoras dessa mutação.
As variantes mais comuns da mutação ATM podem exercer um efeito protetor e reduzir o risco de câncer de mama contralateral em comparação com as variantes mais raras.
O risco de câncer de mama contralateral em pacientes jovens é ainda mais elevado em subtipos com superexpressão de HER2 e triplo negativo.
A incidência do câncer de mama em jovens vem aumentando ao longo dos anos. Considerando essa população, assinale a alternativa correta.
Devido à alta densidade mamária nessa população, não está indicado realizar mamografia.
Pacientes jovens com mutação BRCA2, por geralmente se apresentarem com subtipo luminal, não se beneficiam de mamografia como rastreamento.
A mamografia tem alta sensibilidade para essa população.
O diagnóstico do câncer de mama nessa população não é mais um desafio, considerando o grande avanço tecnológico dos últimos tempos.
Pacientes jovens com mutação BRCA1, por geralmente se apresentarem com subtipo triplo negativo, se beneficiam de ressonância de mamas como rastreamento.
Paciente de 52 anos, G3P3, diagnosticada com carcinoma ductal invasivo da mama direita, com 1,8 cm de diâmetro (T1cN1M0), grau histológico II. O imunohistoquímico revelou receptor de estrogênio positivo (95%), receptor de progesterona positivo (80%), HER2 negativo e índice Ki-67 de 18%. A paciente foi submetida a cirurgia conservadora com pesquisa de linfonodo sentinela. Anatomo-patológico: carcinoma mamário invasivo, G3, 1,5 cm, margens livres, um linfonodo sentinela comprometido em 03. Qual a melhor conduta nesse caso?
Solicitar Oncotype DX para definir adjuvância.
Indicar quimioterapia adjuvante com antracíclios e taxanos.
Paciente sem indicação de quimioterapia adjuvante.
Indicado inibidor de aromatase com inibidor de ciclina.
Indicado tamoxifeno por 10 anos.
Durante a abordagem cirúrgica da axila, a identificação das estruturas anatômicas é de grande importância. Nessa abordagem, a artéria torácica lateral pode ser visualizada na maioria das vezes. Ela é ramo da artéria _____________, a qual pode ser dividida em três porções de acordo com o músculo ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
axilar – peitoral menor
subclávia – peitoral maior
subclávia – peitoral menor
axilar – peitoral maior
toracodorsal – serrátil anterior
Paciente de 42 anos, G2P2, diagnosticada com carcinoma ductal invasivo da mama esquerda, com 4,2 cm de diâmetro (T2N1M0), grau histológico III. O imunohistoquímico revelou receptor de estrogênio negativo, receptor de progesterona negativo, e HER2 negativo. Qual é o esquema de quimioterapia neoadjuvante mais indicado para essa paciente?
Doxorrubicina e ciclofosfamida dose-densa seguidos de paclitaxel semanal com carboplatina e pembrolizumabe.
Doxorrubicina e ciclofosfamida a cada 21 dias seguidos de paclitaxel semanal com carboplatina
Paclitaxel e carboplatina concomitantes por 4 ciclos seguidos de pembrolizumabe isolado.
Docetaxel, carboplatina e capecitabina com pembrolizumabe durante todo o tratamento.
Doxorrubicina, ciclofosfamida e paclitaxel semanal isolados sem imunoterapia.
O Clipe metálico deve ser utilizado em mamotomias
guiadas por ultrassonografia.
guiadas por estereotaxia.
quando for de microcalcificações.
quando a lesão for retirada completamente.
quando houver dúvida na retirada da lesão.
O acometimento da sífilis mamária ocorre
na forma primária.
na forma secundária.
na forma terciária.
apenas na forma terciária.
em qualquer das três formas.
Não é comum que homens apresentem câncer de mama, uma vez que suas mamas não possuem o mesmo desenvolvimento do sexo feminino. O câncer de mama em homens é uma doença rara, e leva em conta fatores de risco como:
Mutações no gene HER-2.
Mutações nos genes JAK2 ou EGR.
Mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2.
Mutações nos genes Ca125 ou Ca15-3.
A mamografia é o padrão-ouro para o rastreamento mamográfico, sendo importante na redução de mortalidade por câncer de mama nas mulheres de 50 a 69 anos. Sobre suas indicações, assinale a alternativa correta:
Deve ser iniciado o rastreamento com mamografia a partir dos 45 anos, anualmente, para mulheres da população geral. População de risco, com casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau devem iniciar 5 anos antes.
Deve ser iniciado o rastreamento com mamografia a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. População de risco, com casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau devem iniciar antes dos 25 anos.
Deve ser iniciado o rastreamento com mamografia a partir dos 45 anos, anualmente, para mulheres da população geral. População de risco, com casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau devem iniciar antes dos 25 anos.
Deve ser iniciado o rastreamento com mamografia a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. População de risco, com casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau devem iniciar 10 anos antes.
Sobre esteatonecrose da mama, é correto afirmar que
nunca tem expressão mamográfica.
é a mesma coisa que tumor filóide.
tem forte associação com carcinoma de mama.
é um processo inflamatório benigno, não supurativo.
Um recém-nascido do sexo masculino tem ao exame físico aumento das mamas e saída de secreção branca clara pela papila. A mãe, muito assustada, pede orientações.
Assinale a opção que apresenta a resposta adequada para essa mãe.
Essas alterações provavelmente irão sumir em poucas semanas.
Realizar citologia da secreção papilar para descartar malignidade.
Indicar exérese dos ductos terminais comprometidos bilateralmente.
Iniciar tratamento medicamentoso para suspender puberdade precoce.
Uma mulher realiza mamografia e ultrassonografia que evidenciam um nódulo que não é palpável ao exame físico. O seu mastologista indica uma ressecção cirúrgica desse nódulo.
Nesse caso, a melhor maneira de guia para fazer a marcação pré-cirúrgica é por:
estereotaxia.
ultrassonografia.
mamografia.
ressonância magnética.
Uma mulher de 35 anos tem história de episódios repetidos de processo inflamatório na mama esquerda, com drenagem espontânea na linha periareolar. A paciente não tem comorbidades e é tabagista.
O melhor tratamento para evitar novas recidivas futuras consiste em ressecção:
dos ductos comprometidos e suspensão do tabagismo.
segmentar da mama esquerda e uso de compressas mornas.
de quadrante mamário à esquerda e radioterapia.
dos ductos terminais e antibiótico profilático por seis meses.
Uma paciente com diagnóstico de câncer de mama teve o seguinte estadiamento: T1aN1M0.
Nesse caso, a melhor descrição para esse estadiamento é:
tumor maior que 0,1cm e não maior do que 0,5cm, linfonodo metastático homolateral, móvel e sem metástase a distância.
tumor maior que que 1,0cm e não maior que 5,0cm, linfonodos axilares fixos entre si e sem metástases a distância.
tumor maior que 1,0cm e menor que 2,0cm, linfonodos axilares homolaterais e móveis e sem metástases a distância.
tumor maior que 0,1cm e não maior que 1,0cm, linfonodos axilares fixos e presença de um foco de metástase a distância.
A avaliação do câncer de mama inclui diversas modalidades de imagem e testes diagnósticos para determinar a presença e o estágio da doença. Entre as ferramentas mais utilizadas, a mamografia é o método padrão de rastreamento, com eficácia comprovada na detecção precoce. Qual das seguintes técnicas de imagem é considerada a mais sensível para a detecção de câncer de mama em pacientes com mamas densas?
Mamografia.
Ultrassonografia.
Ressonância magnética.
Tomografia computadorizada.