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Mulher de 45 anos, sem histórico familiar significativo de câncer de mama, é submetida a uma mastectomia radical modificada devido a um diagnóstico de carcinoma ductal invasivo. Durante a cirurgia, o cirurgião foca na preservação dos nervos para minimizar os efeitos funcionais pós-operatórios. No entanto, existe preocupação sobre a integridade e o impacto funcional de certas estruturas nervosas.
Com base nesse cenário, qual das seguintes afirmações sobre a anatomia mamária está correta?
O nervo torácico longo define o limite lateral da dissecção axilar.
O ligamento costocoracoide é formado na parte tendinosa da borda inferior do músculo subclávio.
A inervação do músculo grande peitoral é realizada pelos nervos peitoral medial e lateral, ambos originados do plexo axilar.
A dissecção do nervo torácico longo pode resultar em defeitos funcionais significativos.
O nervo intercostobraquial é um ramo originado do plexo braquial.
Jovem de 25 anos apresenta-se à consulta relatando desconforto e inchaço periódico em uma massa localizada na região axilar esquerda, especialmente durante seus períodos menstruais. Ela nota que essa massa aumenta de tamanho e torna-se dolorida coincidindo com o ciclo menstrual. Não há história familiar de câncer de mama.
Considerando o caso apresentado, qual das seguintes afirmações é correta em relação à mama acessória?
O diagnóstico de mama acessória é predominantemente feito por exame físico e não requer confirmação por imagem.
A embriologia da mama acessória está relacionada à falha na regressão da crista mamária, que normalmente se estende da axila até a virilha durante o desenvolvimento fetal.
A conduta mais apropriada para a mama acessória com sintomas é a observação, pois raramente há complicações associadas.
As mamas acessórias são mais frequentemente localizadas na região peitoral e raramente são encontradas na axila.
O tratamento para mama acessória, quando sintomática, inclui terapia hormonal para reduzir o inchaço e a dor.
Mulher de 40 anos, com histórico pessoal de câncer de mama diagnosticado aos 35 anos, e com um forte histórico familiar de câncer, busca orientação sobre a possibilidade de realizar um painel genético para avaliação de risco hereditário. No histórico familiar, inclui-se a mãe diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos, e uma irmã diagnosticada com câncer de ovário aos 38 anos.
De acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) do Brasil para a solicitação de painel genético para câncer de mama, qual dos seguintes critérios justificaria a realização do exame?
Todos os familiares da paciente com câncer de mama foram diagnosticados após os 65 anos de idade.
A paciente deve ser portadora de câncer de mama bilateral com diagnóstico em qualquer idade.
A paciente possui um único caso de câncer de mama na família em idade avançada (acima de 60 anos).
A paciente foi diagnosticada com câncer de mama antes dos 50 anos e tem familiares de primeiro grau com câncer de mama ou ovário.
A paciente precisa apresentar sintomas ou sinais clínicos sugestivos de síndromes genéticas conhecidas.
Qual das seguintes opções está correta a respeito da prevenção do câncer de mama?
A mamografia é uma forma de prevenção primária, pois ajuda a prevenir o desenvolvimento do câncer de mama.
Dieta pobre em gorduras e carboidratos, e a mamografia são considerados como prevenção primária do câncer de mama.
A mamografia, assim como mudanças na dieta e estilo de vida, são todas formas de prevenção primária do câncer de mama.
A mamografia é uma forma de prevenção secundária, pois é usada para detectar o câncer de mama precocemente, não para prevenir sua ocorrência inicial.
Praticar exercícios físicos regularmente é uma forma de prevenção secundária.
Em pacientes com câncer de mama triplo negativo, a presença de linfócitos, infiltrando o estroma do tumor (TIL) na biópsia, pode ser interpretada como
sinal de pior prognóstico, refletindo uma sobrevida livre de doença reduzida.
indicativo de melhor prognóstico, associado a uma menor probabilidade de recorrência ou morte.
evidência de uma menor probabilidade de resposta patológica completa à terapia neoadjuvante.
indicador de maior probabilidade de mutação genética.
indício de uma resposta diminuída ao tratamento sistêmico convencional.
Após o tratamento inicial para câncer de mama, uma paciente de 50 anos está discutindo o plano de seguimento com seu oncologista. Com a doença em remissão, ela pergunta sobre a utilidade dos marcadores tumorais durante o acompanhamento pós-tratamento.
No contexto do seguimento de uma paciente após tratamento definitivo de câncer de mama, qual é o papel apropriado dos marcadores tumorais séricos?
O uso de marcadores tumorais séricos não é recomendado no acompanhamento rotineiro de pacientes assintomáticas após tratamento de câncer de mama.
Marcadores tumorais séricos devem ser usados rotineiramente a cada visita de acompanhamento para detectar recorrência precoce.
Marcadores tumorais séricos são úteis principalmente em pacientes sintomáticas para ajudar a confirmar a presença de doença metastática.
A determinação dos marcadores tumorais séricos é indicada para todas as pacientes antes da cirurgia e durante o seguimento para monitoramento da resposta ao tratamento.
Marcadores tumorais séricos são recomendados a cada três meses durante os primeiros três anos pós-tratamento para todas as pacientes, independentemente do estágio inicial.
Adolescente de 17 anos procura uma consulta com um mastologista devido ao que seus pais percebem o tamanho das mamas muito pequeno. A paciente possui um histórico de desenvolvimento puberal normal, com menarca aos 12 anos, mas com ciclos menstruais que são irregulares e menos frequentes. A avaliação física revela uma estatura normal, mas uma distribuição de gordura corporal com mais acúmulo na região abdominal. Testes hormonais indicam níveis normais de estrógeno e FSH, TSH e T4 livres mostram um hipotireoidismo e uma ultrassonografia pélvica mostra ovários menores que o normal.
Considerando o caso apresentado e os achados clínicos, qual das seguintes condições é a principal causa do desenvolvimento insuficiente das mamas nessa paciente?
Estados intersexuais.
Insuficência ovariana e hipofisária.
Síndrome adreno-genital.
Disgenesia gonadal.
Hiposensibilidade da resposta local ao estímulo hormonal.
Uma mulher de 37 anos, com diagnóstico recente de carcinoma ductal invasivo triplo-negativo da mama esquerda, apresenta uma lesão de 2,5 cm, sem linfonodos palpáveis na axila. O PET-CT não revela evidências de metástases à distância. Qual a melhor conduta inicial e justificativa.
Tratamento com cirurgia conservadora e biópsia de linfonodo sentinela, uma vez que o tamanho da lesão é pequeno, sem prejuízo no resultado estético.
Mastectomia Simples, com biópsia de linfonodo sentinela, devido a agressividade dos tumores triplo negativos.
Tratamento com cirurgia conservadora e linfadenectomia axilar, uma vez que o tamanho da lesão é pequeno, e todos os tumores triplo negativos são agressivos e a mastectomia tem melhor resultados de sobrevida.
Quimioterapia neoadjuvante, todos os tumores triplo negativos, devem ser submetidos a quimioterapia com imunoterapia.
Quimioterapia neoadjuvante, para redução no tumor com a finalidade de possibilitar uma cirurgia conservadora.
Em relação ao linfedema do membro superior, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A remoção cirúrgica dos linfonodos (linfadenectomia) e a radioterapia dos linfonodos são as principais causas de linfedema em pacientes com câncer de mama.
( ) O tratamento dessas pacientes inclui medidas gerais, exercícios e vestimentas compressivas.
( ) A medida da circunferência do braço fornece o diagnóstico mais preciso de linfedema, sem necessidade de analisar outros critérios.
( ) A obesidade não é considerada fator de risco para desenvolvimento de linfedema.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – F.
F – F – V – F.
V – F – F – V.
F – V – V – V.
V – V – V – F.
As taxas de incidência de câncer de mama em mulheres variam entre as diferentes regiões do planeta, com as maiores taxas nos países desenvolvidos. Sobre o rastreio dessa patologia, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) As mulheres devem ser fortemente incentivadas a proceder com um autoexame mensal das mamas.
( ) A mamografia de rastreamento – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama – é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos, segundo o Ministério da Saúde.
( ) Além da mamografia, devem ser solicitados os marcadores tumorais CA 15-3, CA 27-29 e CEA após os 50 anos de idade.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
O Carcinoma Inflamatório (CI) da mama é uma das formas de apresentação do câncer de mama mais rara e agressiva. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo:
I. Apesar de representar aproximadamente 1 a 2% dos carcinomas invasores da mama, é responsável por cerca de 40% das mortes por câncer de mama.
II. Por ter apresentação clínica como eritema, edema e endurecimento da mama, o CI é muitas vezes confundido com outras patologias da mama, como processos infecciosos (mastite e abscessos).
III. O CI tem incidência que aumenta com a idade, até alcançar uma estabilidade (plateau), aos 65 anos, e acomete mais a raça branca (3.0 casos por 100.000 mulheres).
IV. O tratamento padrão-ouro do CI da mama é realizado com quimioterapia neoadjuvante, cirurgia, radioterapia e tratamento adjuvante com hormonioterapia e terapia-alvo nos casos com indicação.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e IV.
Apenas II e IV.
I, II, III e IV.
A tuberculose é bastante incidente no nosso meio, tendo como diagnóstico diferencial o câncer de mama e mastite tuberculosa. Quanto à apresentação clínica, a que mais confunde é a forma
nodular e miliar aguda.
nodular disseminada.
miliar disseminada.
miliar obliterante.
esclerosante obliterante.
Assinale a alternativa correta com respeito às patologias benignas da mama.
As alterações Fibrocísticas não apresentam secreção mamilar.
As alterações Fibrocísticas apresentam textura irregular ou em forma de corda nas mamas e não têm relação com o ciclo menstrual.
Papilomas Intraductais frequentemente apresentam secreção papilar clara ou sanguinolenta.
O diagnóstico é frequentemente baseado na mamografia e ultrassom que mostram tecido denso com cistos.
As alterações Fibrocísticas apresentam dor ou desconforto nas mamas e não têm relação com o ciclo menstrual.
Sobre Ginecomastia, é correto afirmar:
Está sempre associada a fatores externos.
Nas mulheres, essa condição nunca é patológica.
Depois de consolidada, o único tratamento possível é a cirurgia.
É comum o retorno da ginecomastia após alguns anos de cirurgia.
Entre os perfis moleculares do câncer de mama, qual apresenta melhor prognóstico?
Luminal A.
Luminal B.
Basaloide.
HER-2 superexpresso.
Triplo-negativo.
Uma estrutura que NÃO faz parte da mama é o
ducto.
lóbulo.
nervo de Bell.
ligamento suspensor.
Paciente de 20 anos chega ao seu consultório com exame de ultrassonografia de mama, onde foi visto um nódulo de 1,5 x 1,0 x 0,5 cm, classificado como Birrads 3. Após examinar a paciente, o médico não consegue palpar o nódulo. Nesse caso, deve ser solicitada a
realização de mamografia.
retirada cirúrgica do nódulo.
punção por agulha fina do nódulo.
realização de nova ultrassonografia em 6 meses.
A entidade que representa o nódulo mais comum nas mamas é denominada de
Hamartoma.
Phylloides.
Ectasia ductal.
Fibroadenoma.
Constitui alto risco de câncer de mama, relacionado à predisposição hereditária:
Uso de contraceptivos orais.
Histórico de radioterapia supra diafragmática após os 36 anos.
Idade acima de 60 anos.
Consumo excessivo de álcool.
Um dos principais retalhos para reconstrução mamária é o TRAM, em que se usa o reto abdominal. A principal irrigação arterial desse retalho é a
ilíaca comum.
epigástrica superficial.
epigástrica profunda inferior.
epigástrica profunda superior.