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Caso hipotético: mulher de 32 anos procura a Atenção Primária à Saúde (APS) relatando dor torácica leve a moderada, palpitações e sensação de falta de ar há 3 meses. Exames prévios (ECG, radiografia de tórax, hemograma, eletrólitos, TSH) foram normais. Ela descreve piora dos sintomas em situações de conflito familiar e refere múltiplas consultas médicas anteriores. Nega perda ponderal, síncope, febre ou uso de drogas.
Considerando o manejo de sintomas somáticos persistentes e sem explicação médica orgânica evidente no atendimento, qual a condução mais adequada?
Suspender imediatamente todas as atividades profissionais da paciente até que se esclareça a causa dos sintomas.
Solicitar investigação extensa com tomografia de tórax, teste ergométrico e avaliação cardiológica urgente.
Reforçar que os sintomas “não são nada” e que ela deve evitar pensar sobre eles para não piorar.
Encaminhar imediatamente para Psiquiatria sem iniciar nenhum manejo na APS.
Estabelecer acompanhamento longitudinal, validar o sofrimento, evitar exames repetitivos desnecessários e iniciar intervenção breve focada em estratégias de enfrentamento.
Caso hipotético: homem de 29 anos relata sangramento vermelho vivo ao evacuar, com dor anal aguda. Sem perda ponderal, febre, alteração do hábito intestinal ou história familiar relevante para neoplasia. Ao exame: fissura anal posterior.
Diante do quadro, a conduta inicial mais adequada no contexto de Atenção Primária à Saúde (APS) é:
encaminhamento cirúrgico urgente para esfincterotomia.
solicitar colonoscopia imediata devido a risco elevado de neoplasia.
iniciar antibiótico sistêmico de amplo espectro por risco de abscesso.
manter jejum e hidratação venosa por possível diverticulite.
tratamento conservador com medidas de higiene, fibras, banhos de assento e analgesia tópica.
A avaliação física do abdome requer uma sequência sistemática para evitar a alteração dos ruídos hidroaéreos e a indução de defesas musculares voluntárias. Durante a palpação profunda, o Enfermeiro da Família pode utilizar manobras específicas para identificar a presença de ascite ou inflamação da vesícula biliar. Acerca dos sinais semiológicos e técnicas de exame físico abdominal, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O sinal de Murphy é caracterizado pela interrupção súbita da inspiração profunda durante a palpação do ponto cístico, sugerindo o diagnóstico clínico de colecistite aguda.
(__)A manobra de Shifting Dullness (Maçantez Móvel) permite detectar a presença de líquido livre na cavidade peritoneal através da mudança do som maciço para timpânico conforme o decúbito do paciente.
(__)O sinal de Jobert é definido pela presença de som timpânico sobre a região de macicez hepática, indicando a ocorrência de pneumoperitônio decorrente de perfuração de víscera oca.
(__)A ausculta abdominal deve ser realizada obrigatoriamente após a palpação profunda para garantir que o peristaltismo esteja em sua frequência máxima de sessenta ruídos por minuto.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
V, V, V, F.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
F, F, V, V.
Um adolescente de 16 anos comparece em primeira consulta acompanhado da mãe, que se mostra preocupada com o fato de o filho insistir em sair sozinho com amigos da escola. Ela acredita que o mundo está perigoso e deseja proteger o filho de más influências.
Nesse caso, cabe ao médico de família e comunidade
identificar fatores de vulnerabilidade individualmente com o adolescente para sinalizá-los à mãe.
apoiar a mãe em suas preocupações e encorajar o desprendimento funcional do adolescente.
identificar fatores de resiliência do adolescente para tranquilizar a mãe que não precisa se preocupar.
orientar a mãe e o adolescente que ainda não é o momento adequado para sair sozinho.
solicitar ao agente comunitário de saúde informações sobre a rotina do adolescente para identificar situações de risco.
Um homem com 45 anos de idade, hipertenso e sedentário, comparece à consulta com queixa de dificuldade de ereção peniana. Relata que passou por outro médico antes, quando recebeu prescrição de Sildenafila 25mg para tomar 1 hora antes da atividade sexual. Se sente frustrado pois já tomou por duas vezes e não percebeu diferença.
A conduta mais adequada para esse caso é
trocar para Tadalafila 5mg e orientar atividade física.
trocar para Tadalafila 5mg e melhorar o controle pressórico.
aumentar a Sildenafil para 50mg e orientar atividade física.
manter a Sildenafil 25mg e melhorar o controle pressórico.
manter a Sildenafil 25mg e orientar atividade física.
De acordo com a Política Nacional de Atenção Primária (PNAB), participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, manter atualizado o cadastramento das famílias e dos indivíduos no sistema de informação e realizar ações de atenção à saúde, são atribuições descritas para
médicos.
enfermeiros.
técnicos de Enfermagem.
Agentes Comunitários de Saúde.
toda a equipe.
Homem de 32 anos apresenta, há cerca de 3 meses, quadro de pirose, náuseas e dificuldade para engolir certos alimentos, mas nega perda de peso, hematêmese, hematoquezia e melena.
Já recebeu prescrição de omeprazol anteriormente na unidade, mas diz que o utilizou sem jejum e de forma intermitente, sem melhoras. É tabagista, sedentário e tem diagnóstico de cefaleia tensional crônica, o que o faz utilizar ibuprofeno regularmente.
A conduta prioritária para o caso é
a prescrição de inibidor de bomba de prótons em dose plena.
orientar a cessação de tabagismo e suspensão do anti-inflamatório não esteroidal.
prescrever o tratamento empírico para erradicação de H. pylori.
realizar endoscopia digestiva alta.
encaminhar para gastroenterologista.
Adolescente de 14 anos, feminina, procura a Unidade Básica de Saúde, relata relação sexual desprotegida na véspera e solicita a inserção de implante subdérmico de etonogestrel (Implanon). Nunca fez uso de método contraceptivo. Apresenta ciclos menstruais irregulares desde a menarca. Relata DUM há 14 dias.
Ao exame: presença de nódulos mamários avaliados em ultrassonografia há 3 meses como BIRADs 3.
Com base nesses dados, a conduta médica adequada em relação à contracepção será
inserir o Implanon, já que não há na história contraindicações absolutas ao seu uso e por se tratar de um método hormonal progestágeno, assim como o levonorgestrel, pode ser usado como contraceptivo de emergência.
convocar responsáveis maiores de idade, já que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente é exigida a presença de um adulto para consulta de aconselhamento e assinatura para a inserção de um método contraceptivo de longa duração.
prescrever a pílula do dia seguinte para contracepção de emergência e orientar retorno no primeiro dia da próxima menstruação que corresponde ao melhor dia para início de métodos contraceptivos hormonais.
contraindicar a inserção do dispositivo pois trata-se de um método hormonal e a adolescente está em acompanhamento para nódulos BIRADs 3, além de apresentar ciclos menstruais irregulares que representam risco aumentado para dismenorreia.
solicitar um TIG e, em caso de resultado negativo, apresentar também o dispositivo intrauterino (DIU de cobre) como alternativa eficaz, tanto para contracepção de emergência, quanto para contracepção de longo prazo.
Homem de 58 anos gostaria de retomar seu tratamento, pois refere que, há vários meses, tem sentido dificuldade em acompanhar sua esposa de mesma idade quando caminham, mesmo em terrenos planos; ele necessita de pausas breves após andar algumas quadras para recuperar o fôlego. Ele possui diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 2 anos, sem outras comorbidades, não tendo necessitado de atendimento em serviços de saúde por eventos agudos nos últimos 12 meses.
O tratamento inalatório mais apropriado para o caso, de acordo com o diagnóstico recebido e baseando-se na classificação GOLD dos grupos ABE, é
beta-agonista de curta duração.
beta-agonista de longa duração.
beta-agonista de longa duração + corticosteroide inalatório.
beta-agonista de longa duração + antagonistas muscarínicos de longa ação.
beta-agonista de longa duração + antagonistas muscarínicos de longa ação + corticosteroide inalatório.
O programa Agora Tem Especialistas prevê a criação de ofertas de cuidado integrados, um conjunto de exames, procedimentos e consultas em áreas como cardiologia, ginecologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e cirurgia.
Assinale a afirmativa correta a respeito dos atributos desse programa.
A coordenação do cuidado passa a ser feita pela atenção secundária com a instituição do núcleo gestor de regulação, garantindo o tempo oportuno de cuidado.
O princípio de ordenamento da rede se mantém pela APS e a coordenação do cuidado é garantida pela eficiência do núcleo gestor de cuidado.
Dentro da normativa do programa um dos atributos é a elaboração de plano compartilhado com o usuário dentro da atenção secundária.
O núcleo gestor de regulação garante que o trajeto do usuário seja percorrido de forma adequada e eventualmente aciona a APS para busca ativa
É um programa que favorece o cuidado centrado na doença, na medida em que não se relaciona com a APS.
Após registrar diversas reclamações de usuários que não conseguiram atendimento em suas unidades de referência, a Secretaria de Saúde decide testar o modelo de acesso avançado.
Assinale a opção que apresenta corretamente características desse modelo de organização da agenda.
Cerca de 25% das vagas da agenda devem estar completamente abertas, sendo que esses horários serão preenchidos no decorrer do dia.
Não existem consultas marcadas. Os usuários chegam à unidade e aguardam até serem atendidos.
Todas as consultas são disponibilizadas para o mesmo dia. Se a agenda lotar, o usuário é orientado a tentar novamente no dia seguinte.
A demanda do dia é resolvida no dia, ou em até 2 dias, sem que a maioria das vagas da agenda fique reservada previamente.
Garante-se uma proporção de aproximadamente 50% das vagas para a demanda espontânea, mantendo o restante para agendamentos programados.
Em consulta na UBS, um homem de 35 anos, informa que, após falecimento de seu pai, há 5 anos, aumentou de forma considerável o seu consumo de álcool. Nos últimos meses, apresenta-se mais irritado, com tremor nas mãos pela manhã, e com insônia.
Sobre o tratamento medicamentoso do uso abusivo de álcool na APS, assinale a afirmativa mais adequada.
O médico de família deve tratar as complicações e não falar da causa base do problema para evitar gatilhos e piora no consumo de álcool.
A pelagra é uma complicação do uso crônico de álcool e sua prevenção ocorre com uso de 1 grama de vitamina C durante 3 meses.
Os benzodiazepínicos são usados para alívio dos sintomas de abstinência e na prevenção de convulsões devido a síndrome de abstinência.
Benzodiazepínicos interagem menos com o álcool do que os anticonvulsivantes como o topiramato, mas têm melhor efeito no tratamento.
Naltrexona e dissulfiram são de fácil acesso na APS e, portanto, podem ser um grande apoio ao médico de família nesse tipo de tratamento.
Uma equipe de saúde da família tem observado aumento significativo da busca pela unidade básica de saúde por usuários com demandas espontâneas. Situação que tem prejudicado o atendimento das demandas programadas.
Assinale a opção que melhor descreve o que essa equipe precisa fazer para organizar o acolhimento aos usuários na unidade.
Diagnóstico comunitário, estudo da demanda e da capacidade de oferta e estabelecer classificação de risco.
Diagnóstico comunitário, estudo da demanda e da capacidade da oferta e organizar a agenda por grupos de atenção.
Estudo epidemiológico, estudo da demanda e da capacidade de oferta e organizar a agenda por grupos de atenção.
Estudo epidemiológico, estudo da demanda, reunião de equipe e definir horários específicos para o acolhimento.
Diagnóstico comunitário, estudo da demanda, reunião de equipe e estabelecimento de classificação de risco.
Uma equipe de Saúde da Família recebe uma notificação da escola de uma criança de sete anos, relatando a identificação de algumas lesões corporais suspeitas e mudanças comportamentais como retraimento e atraso no desenvolvimento escolar.
A conduta correta a ser adotada pela equipe, considerando os sintomas e a prevalência do fenômeno é
agendar uma visita domiciliar de forma não programada, para verificar a veracidade da denúncia.
solicitar uma reunião com os pais na unidade para obter informações, a fim de esclarecer o ocorrido, antes de outra medida.
notificar compulsoriamente o caso aos órgãos de proteção e realizar o registro do atendimento no prontuário, visando o acompanhamento longitudinal da criança.
orientar a escola a solicitar que os pais tragam a criança para uma consulta de rotina, evitando a exposição da família e o não prejuízo ao vínculo com os responsáveis.
encaminhar a criança para um hospital de referência, solicitando que a equipe de pronto atendimento realize a denúncia de forma mais objetiva, a partir da constatação dos tipos de lesão.
Durante o acompanhamento de uma família em que a filha adolescente foi diagnosticada com transtorno alimentar, o Médico de Família e Comunidade, além de coletar dados objetivos sobre sintomas e hábitos, convida a paciente e os familiares a contarem, com suas próprias palavras, a história de como o problema surgiu e como cada um o vivencia no cotidiano familiar. O médico, por meio da escuta ativa, presta atenção especial à forma como o problema é nomeado pela família, quais significados são atribuídos ao problema e como essa narrativa influencia os papéis assumidos por cada membro.
Assinale a afirmativa correta a respeito do fundamento técnico para essa abordagem baseada na narrativa.
A abordagem narrativa pode substituir a necessidade de avaliação clínica do transtorno alimentar, uma vez que os sintomas emocionais relatados pela família são suficientes para determinar a conduta terapêutica.
A narrativa é empregada como estratégia de vínculo inicial, servindo preponderantemente para deixar a família confortável antes que o profissional conduza a real investigação clínica por meio de perguntas mais objetivas e protocolares.
A narrativa associada a uma escuta ativa permite compreender como a família constrói e atribui sentido ao adoecimento, possibilitando, por meio da re-narração, a construção de significados mais funcionais para o enfrentamento do problema.
A técnica narrativa é utilizada para reconstituir, com precisão factual, a sequência cronológica dos eventos que desencadearam o transtorno, permitindo estabelecer uma relação causal entre um evento traumático específico e o quadro atual.
Ao escutar a narrativa da família, o objetivo do profissional é identificar distorções no relato dos membros para verificar possíveis contradições gerando diagnósticos equivocados para o caso e permitindo, dessa forma, maior acurácia no diagnóstico.
Assinale a opção que melhor discorre sobre o Projeto (ou Plano) Terapêutico Singular (PTS) e seu processo de elaboração.
A singularidade é elemento central para sua articulação, pois diagnósticos de patologias tendem a igualar os sujeitos e minimizar as diferenças.
Alguns autores preferem o nome Plano Terapêutico Individual (PTI) pois é um instrumento de articulação que trabalha no nível individual.
O diagnóstico etiológico é um dos momentos mais importantes, pois a definição da doença do paciente é o ponto de partida para a definição das metas do plano.
Foi bastante desenvolvido em serviços de saúde mental como forma de propiciar uma atuação integrada para aumentar a adesão dos pacientes aos medicamentos.
A elaboração de um PTS para cada paciente cadastrado nas equipes de saúde da família é uma prática recomendada para se obter uma melhor coordenação do cuidado.
Durante uma reunião com a gestão, a equipe médica da Atenção Primária à Saúde (APS) alertou sobre a dificuldade de comunicação com o núcleo gestor de cuidado após a criação das novas ofertas de cuidado integrado.
A partir da análise do problema apresentado, o atributo da APS em fragilidade é a
descentralização.
orientação familiar.
advocacia pelo usuário.
equidade.
coordenação do cuidado.
Um indivíduo com consumo nocivo de substâncias psicoativas é trazido à consulta na Unidade Básica de Saúde, por pressão da família. Durante a entrevista inicial, ele afirma o seguinte: "Não percebo por que razão toda a gente faz tanto drama. Eu consumo apenas quando preciso relaxar e controlo bem a situação. Os problemas no trabalho e na família não têm nada a ver com isto."
Assinale a conduta profissional mais adequada para a abordagem neste momento, visando a mudança do comportamento nocivo.
A ação profissional deve focar-se na exploração da ambivalência e na descoberta dos motivos internos para a mudança.
A ação profissional deve focar-se no fortalecimento da autoeficácia e no planeamento de estratégias de prevenção de futuras recaídas.
A ação profissional deve focar-se na elevação da consciência sobre os riscos e na identificação de dúvidas e preocupações, evitando confrontações diretas.
A ação profissional deve focar-se, desde já, no apoio ao desenvolvimento de um plano de ação estruturado e no treino de estratégias de recusa da substância.
A ação profissional deve focar-se no estabelecimento de uma data para a cessação do uso e na identificação de familiares e amigos como fontes potenciais de apoio social.
O familiograma a seguir foi realizado em consulta no mês de março de 2026 e registrado através do aplicativo “Álbum de Família” – NESCON/UFMG. Siglas: AVC (Acidente Vascular Cerebral), DEFFIS (Deficiência Física - sequela de AVC); DROG (História de uso de drogas).
Com base nesse familiograma, identifique: 1- Pessoa índice; 2- Quantidade de pessoas que moram na mesma casa; 3- relação descrita com a última pessoa cônjuge; 4- Nomes das pessoas com quem tem mais proximidade.
Os itens 1, 2, 3 e 4 correspondem, respectivamente, a
Josélia; 10 pessoas; conflito; Eduarda e Madalena.
Josélia; 7 pessoas; violência; Eduarda e Madalena.
Adalberto; 7 pessoas; desavença; Márcio e Carlos.
Adalberto, 9 pessoas; conflito; Joana, Jozilda e José.
Luz; 2 pessoas, dependência, Marcela e José.
Após consulta de uma criança de 11 anos levada em consulta pelos pais, a médica de família observou o ECOMAPA resultante abaixo.
A partir do Ecomapa, depreende-se que
a relação da criança com a mãe é estressante, assim como com a escola.
a relação da mãe da criança com o posto de saúde é forte e compensadora.
a relação da criança com o pai é forte, amalgamada e compensadora.
a relação da criança com o tio paterno é fraca, equilibrada e compensadora.
a relação da criança com a escola é forte, mas não compensadora.