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Em uma Equipe de Saúde da Família com 4.500 pessoas cadastradas, estima-se que 2/3 sejam adultos ou idosos (3.000 adultos). Com base nos dados do Vigitel 2011 para a cidade do Rio de Janeiro, a prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adultos com 18 anos ou mais é de 29,8%. Em janeiro de 2025, a equipe identificou 600 adultos já diagnosticados com HAS em seu território. Ao longo do ano de 2025, foram diagnosticados 90 novos casos de HAS entre os adultos sem diagnóstico prévio.
Considerando os conceitos epidemiológicos de prevalência e incidência, bem como os dados do Vigitel, assinale a interpretação correta.
A prevalência esperada segundo o Vigitel corresponde a aproximadamente 894 adultos hipertensos; a taxa de incidência em 2025 foi de 90/3.000, pois o denominador da incidência é a população adulta total.
A prevalência esperada segundo o Vigitel corresponde a aproximadamente 894 adultos hipertensos (29,8% de 3.000); a taxa de incidência em 2025 foi de 90/2.400, pois o denominador da incidência é a população em risco, excluindo os 600 adultos já diagnosticados.
A prevalência observada no território é de , inferior ao esperado pelo Vigitel, sugerindo possível subnotificação; a taxa de incidência foi de 90/3.000, pois o denominador da incidência é a população adulta total.
A prevalência esperada segundo o Vigitel corresponde a aproximadamente 894 adultos hipertensos; a taxa de incidência em 2025 foi de 90/3.900, pois o denominador da incidência é a população total cadastrada menos os casos já diagnosticados.
A prevalência esperada segundo o Vigitel corresponde a 29,8% de 4.500, ou seja, aproximadamente 1.341 pessoas; a taxa de incidência em 2025 foi de 90/3.900, pois o denominador da incidência exclui apenas os casos prévios do total cadastrado.
Uma mulher de 36 anos procura sua médica de família e comunidade para iniciar o acompanhamento pré-natal. Gestação desejada e esperada. É nulípara e chega com 12 semanas de idade gestacional.
Trouxe resultados de exames, solicitados previamente por um colega médico, com os seguintes resultados: VDRL não reagente, hemoglobina de 11g/dL, glicemia de jejum de 83mg/dL e HTLV não reagente. Nega comorbidades, uso de medicamentos diariamente e desconhece situação vacinal.
Ao exame, apresenta PA de 110 x 80 mmHg, peso 90kg, IMC 31.
A conduta para o caso é
iniciar suplementação de AAS 100mg/dia por risco de pré-eclâmpsia.
encaminhar para o pré-natal de alto risco por obesidade.
coletar exame de Streptococcus do Grupo B para rastreamento de infecção.
encaminhar para imunização para vacina de dtpa.
iniciar tratamento com sulfato ferroso 200mg/dia por anemia.
A abordagem da obesidade exige a articulação entre nutrição, atividade física e saúde mental, intervindo sobre os processos sociais produtores de hábitos não saudáveis. Com base na redação atual do Caderno 27 do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
A promoção da saúde deve aumentar a autonomia de sujeitos e coletividades na eleição de formas de vida saudáveis, desenvolvendo grupos participativos sobre necessidades alimentares específicas.
O manejo da obesidade deve priorizar a medicalização precoce com inibidores de apetite, sendo proibida a orientação sobre exercícios físicos ou o resgate de hábitos regionais saudáveis.
O suporte ao profissional é desnecessário no tratamento de pacientes obesos, visto que as dificuldades pessoais no trabalho não possuem relação com o amadurecimento das práticas coletivas da equipe.
A identificação de distúrbios nutricionais no território deve ser utilizada para rotular famílias negligentes, dispensando a realização de diagnóstico epidemiológico para planejamento.
O incentivo à prática de exercícios físicos em espaços públicos deve ser desestimulado, visando manter o isolamento de usuários com sobrepeso para evitar o reconhecimento social de sua condição.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, muito comum na prática da Medicina de Família. O manejo adequado envolve a avaliação contínua do controle da doença. De acordo com a Global Initiative for Asthma (GINA (Global Initiative for Asthma)), um paciente que relata sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, algum despertar noturno devido à asma, uso de medicação de resgate mais de duas vezes por semana e alguma limitação nas atividades diárias deve ser classificado quanto ao controle da asma. Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa CORRETA sobre a classificação do controle.
O paciente apresenta asma parcialmente controlada, pois, embora tenha sintomas, não houve relato de exacerbação grave que necessitasse de internação hospitalar na última semana.
O paciente apresenta asma em remissão clínica, visto que os sintomas relatados são esperados para a história natural da doença e não indicam necessidade de ajuste terapêutico.
O paciente apresenta asma não controlada, pois a presença de três ou quatro dos critérios citados (sintomas diurnos, despertar noturno, uso de resgate e limitação de atividades) indica falta de controle.
O paciente apresenta asma controlada, uma vez que o uso de medicação de resgate até três vezes na semana é considerado aceitável e não impacta na classificação de risco.
O paciente apresenta asma intermitente leve, classificação que se baseia exclusivamente na frequência dos sintomas, ignorando a limitação das atividades diárias e os despertares noturnos.
Durante consulta de rotina, uma médica de família realiza avaliação do estilo de vida de um paciente de 52 anos com sobrepeso, hábito sedentário, alimentação rica em gordura, uso eventual de charutos e exposição solar frequente e desprotegida.
Considerando as evidências disponíveis sobre fatores modificáveis associados à prevenção de câncer, a orientação com impacto preventivo mais respaldado cientificamente é
reduzir a ingestão de gordura, pois está diretamente associada à carcinogênese em tecidos como mama e cólon.
aumentar a atividade física regular, devido à associação robusta com redução do risco de cânceres como os de cólon e mama.
utilizar filtros solares com alta proteção UVB, pois diminuem comprovadamente o risco de melanoma e de câncer de pele espinocelular.
manter o consumo eventual de charutos, já que o uso esporádico não implica aumento significativo no risco de câncer.
reduzir o peso corporal para valores em torno de 25 kg/m2 , uma vez que o IMC elevado está consistentemente ligado a câncer de próstata.
Uma equipe multiprofissional de Atenção Primária acompanha um território de 10.000 pessoas. Durante a avaliação anual do território, identificam alta prevalência de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e baixo índice de adesão ao acompanhamento preventivo. O médico de família propõe reorganizar as ações com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade.
Qual das alternativas melhor representa a aplicação prática dos princípios da Medicina de Família e Comunidade neste contexto?
Desenvolver cuidado centrado na pessoa e na família, com atenção longitudinal, integral e contínua, incorporando prevenção, promoção da saúde, coordenação do cuidado e participação comunitária.
Priorizar ações curativas e protocolos padronizados para hipertensão e diabetes devido ao alto risco para esta população, sem considerar neste momento a singularidade de cada família ou a longitudinalidade do cuidado.
Atuar com foco em indicadores epidemiológicos, compreendendo o território e aplicando a abordagem comunitária, com participação social e intersetorialidade desconsiderando experiências subjetivas e contextos familiares neste momento.
Concentrar o trabalho apenas na clínica individual, favorecendo o acesso a demanda espontânea, visto que apresenta uma pressão assistencial muito alta, deixando para um segundo momento a integração comunitária e o conhecimento do território.
Em uma comunidade atendida por uma equipe de Atenção Primária à Saúde, observa-se elevada prevalência de doenças crônicas, baixo índice de adesão a tratamentos e pouca participação da população em atividades preventivas. A equipe decide implementar um projeto de Educação Popular em Saúde (EPS). Durante a primeira oficina, alguns participantes questionam os profissionais, afirmando que “eles sabem tudo sobre saúde e nós apenas precisamos seguir suas orientações”, enquanto outros sugerem debates sobre problemas de saúde do cotidiano, buscando soluções coletivas. Considerando os princípios da Educação Popular em Saúde e o papel da APS, assinale a alternativa correta.
A Educação Popular em Saúde é uma prática dialógica e participativa, que busca construção coletiva do conhecimento, fortalecendo a autonomia da comunidade.
A equipe deve manter postura hierárquica e transmissiva, fornecendo informações e orientações padronizadas, garantindo que a população siga corretamente as recomendações dos profissionais de saúde.
A equipe deve priorizar metas e protocolos técnicos, ignorando demandas da comunidade, para manter eficiência administrativa e favorecer empoderamento, corresponsabilidade e adesão às práticas de saúde.
Educação Popular em Saúde deve ser realizada através de palestras educativas e distribuição de material informativo, mas tomar cuidado para que os saberes locais não prejudiquem as condutas, visto que a tomada de decisão deve ser do médico.
Uma Equipe de Saúde da Família (ESF) acompanha J.S., 42 anos, pessoa com deficiência física adquirida após acidente vascular encefálico, com hemiparesia direita e dificuldades de mobilidade urbana.
J.S. reside em área adscrita com barreiras arquitetônicas importantes, relata dificuldade de acesso à Unidade Básica de Saúde (UBS) e que, em consultas recentes, profissionais decidiram por sua exclusão de grupos educativos sob a justificativa de “limitações funcionais”.
Diante dessa situação, a coordenação da UBS propõe revisar o plano de cuidado à luz da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD), do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e dos Princípios Fundamentais da Constituição Federal.
Considerando o ordenamento jurídico-sanitário brasileiro, qual conduta está mais adequada e juridicamente fundamentada para a Atenção Primária à Saúde nesse caso?
Priorizar o encaminhamento do usuário para serviços especializados de reabilitação, uma vez que a Atenção Primária não possui competência legal para coordenar o cuidado da pessoa com deficiência.
Condicionar a inclusão do usuário em atividades coletivas à avaliação pericial prévia de incapacidade funcional, conforme critérios biomédicos estritos definidos pela equipe multiprofissional.
Garantir o cuidado integral por meio da coordenação pela APS, promovendo acessibilidade física e comunicacional, participação social, cuidado compartilhado na Rede de Atenção à Saúde e respeito à dignidade humana.
Ofertar cuidados clínicos básicos, deixando ações de inclusão social, acessibilidade e participação comunitária sob responsabilidade exclusiva da assistência social municipal.
Paciente homem de 27 anos, vendedor ambulante, procura a UBS com febre alta há 3 dias, dor de cabeça (Unidade Básica de Saúde) intensa, dor retro orbitária, mialgia e artralgia. Refere também mal-estar geral, náusea leve e inapetência. O paciente relata que nos últimos dias vários vizinhos e colegas de trabalho apresentaram sintomas semelhantes, mas nega uso de medicamentos contínuos, comorbidades crônicas ou uso de AAS. Afirma consumo de álcool social nos finais de semana. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, hidratado, afebril no momento, sem sinais de hemorragia (sangramentos gengivais ou petéquias ausentes). Pressão arterial e frequência cardíaca normais. Ausência de dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou hepatomegalia.
Considerando o quadro clínico e a classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde, qual conduta inicial deve ser tomada?
Iniciar antibiótico de amplo espectro para prevenir complicações bacterianas.
Hidratação oral vigorosa, controle dos sintomas com paracetamol e vigilância dos sinais de alarme, com acompanhamento ambulatorial na UBS.
Prescrever AAS para dor e febre, pois melhora o desconforto articular.
Encaminhar imediatamente para internação hospitalar devido ao risco de complicações.
Solicitar exames laboratoriais apenas após 7 dias de febre e só então iniciar tratamento.
Um médico de família acompanha um paciente com doença pulmonar crônica, hipertensão e artrite, atendendo-o na UBS (Unidade Básica de Saúde). Para cada necessidade, ele articula encaminhamentos a especialistas, integra informações de exames laboratoriais e de imagem, mantém contato com enfermeiros e outros profissionais de saúde, e garante que todas as ações estejam alinhadas com o plano terapêutico do paciente, evitando redundâncias, conflitos ou lacunas no cuidado.
Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está descrito nessa situação?
Longitudinalidade.
Integralidade.
Coordenação do cuidado.
Equidade.
Fragmentação do cuidado.
Mulher de 34 anos, professora, tabagista leve (≈ 3 maços/ano), procura a APS por disfonia persistente há 3 (Atenção Primária à Saúde) semanas. Refere que a alteração vocal começou após quadro de IVAS (Infecção das Vias Aéreas Superiores) viral já resolvido. Nega febre, disfagia, odinofagia intensa, hemoptise, dispneia, perda ponderal ou história de lesões cervicais. Não utiliza medicações contínuas e nega alergias. Relata que a voz falha principalmente ao final do dia de trabalho. Ao exame físico: orofaringe sem alterações significativas, pescoço sem massas palpáveis, ausculta pulmonar normal. Sem sinais de alarme. A paciente questiona se já seria necessário encaminhamento ao otorrinolaringologista para videolaringoscopia.
Considerando as diretrizes de Atenção Primária, manejo de disfonia e critérios de encaminhamento precoce, a conduta mais adequada nesse momento é:
reforçar higiene vocal, otimizar hidratação, orientar suspensão completa do tabagismo, avaliar fatores irritativos (como refluxo) e acompanhar por até 4 semanas adicionais antes de encaminhar, caso não haja melhora.
encaminhar imediatamente para otorrinolaringologia para videolaringoscopia, independentemente de sinais de alarme, devido ao tabagismo.
prescrever corticosteroide sistêmico em curta duração para acelerar a recuperação da voz e reavaliar em 7 dias.
iniciar inibidor de bomba de prótons empiricamente por 8 semanas, pois a maioria dos casos de disfonia pós-viral é causada por refluxo laringofaríngeo.
solicitar laringoscopia indireta no próprio serviço de APS antes de qualquer abordagem terapêutica, para evitar atraso no diagnóstico.
Lucas, 10 anos, mora com a mãe e dois irmãos em uma comunidade urbana de baixa renda. A mãe, trabalhadora informal, relata rotina alimentar marcada por consumo elevado de alimentos ultraprocessados, devido à praticidade e ao preço mais acessível. Na escola, Lucas evita atividades físicas, prefere jogos eletrônicos e costuma consumir refrigerante diariamente. Na avaliação antropométrica: IMC > P97 para idade e sexo; PA no percentil 90. Exames laboratoriais mostram triglicerídeos e LDL-colesterol elevados.
Considerando os determinantes sociais da saúde, o Guia Alimentar da População Brasileira e as diretrizes da SBP, qual a conduta mais adequada para o manejo inicial deste pacirente?
Iniciar dieta hipocalórica restritiva e encaminhar para endocrinologia para avaliação medicamentosa precoce.
Recomendar substituição dos ultraprocessados por alimentos minimamente processados e organizar intervenções educativas com a família e a escola, promovendo atividade física e melhor acesso alimentar.
Prescrever suplemento de fibras e dietas com produtos “light” e “zero”, para reduzir ingestão calórica rapidamente.
Evitar abordar o tema alimentação e priorizar apenas o controle farmacológico dos fatores de risco cardiovascular.
Homem de 42 anos é atendido na Unidade Básica de Saúde por apresentar múltiplas lesões cutâneas hipocrômicas e eritematosas, mal delimitadas, com perda de sensibilidade térmica e dolorosa, além de espessamento do nervo ulnar bilateral. Ao exame dermatoneurológico, identificam-se mais de cinco lesões e comprometimento neural. A baciloscopia de raspado intradérmico encontra-se positiva.
Após a confirmação diagnóstica, a equipe da Atenção Primária qual seria o plano terapêutico mais adequado?
O paciente deve ser tratado com poliquimioterapia para hanseníase multibacilar por 12 meses, com dispensação supervisionada mensal na APS.
Pacientes com hanseníase multibacilar não devem ser acompanhados na APS devido ao risco de transmissão comunitária e a prevenção de incapacidades.
A positividade da baciloscopia indica necessidade de internação hospitalar e acompanhamento em serviço especializado até a negativação bacteriológica.
O tratamento da hanseníase deve ser interrompido temporariamente na presença de reações hansênicas, retomando-se após resolução completa do quadro inflamatório.
Um homem de 38 anos procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de azia e regurgitação ácida frequentes, principalmente após refeições copiosas ou à noite, há cerca de 6 meses. Refere tosse seca ocasional e sensação de “gosto amargo na boca” pela manhã. Nega disfagia, dor torácica intensa, vômitos ou perda de peso. O paciente possui sobrepeso, é tabagista e consome café diariamente. Nega comorbidades crônicas. Ao exame físico, sem alterações relevantes. Não há disponibilidade imediata de endoscopia na unidade.
Qual a conduta mais adequada para este paciente?
Solicitar endoscopia digestiva alta imediatamente devido aos fatores de risco e presença de sinais de alarme.
Prescrever antiácidos de uso intermitente, considerando que sintomas são leves e não requerem tratamento contínuo.
Encaminhar imediatamente para gastroenterologia, devido aos fatores de risco do paciente, para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Iniciar tratamento empírico com inibidor de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas, associar mudanças de estilo de vida e monitorar resposta clínica.
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Silva, residente em uma comunidade urbana com alto índice de transmissão de doenças respiratórias e infecções gastrointestinais. Durante visitas domiciliares, a equipe identifica:
• Uma criança de 7 anos com febre, tosse intensa e manchas vermelhas pelo corpo;
• Um adolescente com diarreia persistente e sinais de desidratação leve;
• Adultos da casa com tosse ocasional, mas sem febre;
• Condições sanitárias precárias, incluindo acúmulo de lixo e água parada;
• Baixo conhecimento da população sobre prevenção e transmissão de doenças.
A equipe deseja integrar vigilância em saúde e medidas de prevenção, considerando MCCP, abordagem familiar e notificação compulsória de doenças.
Considerando os fundamentos de epidemiologia, vigilância em saúde e notificação compulsória, assinale a alternativa correta.
A notificação compulsória deve ser realizada apenas quando houver confirmação laboratorial da doença, não sendo necessário notificar casos suspeitos ou contatos próximos, pois apenas casos confirmados são relevantes para vigilância.
A notificação compulsória é fundamental e imediata, mesmo diante de suspeitas clínicas, permitindo monitoramento epidemiológico, identificação de surtos, orientação de medidas preventivas e articulação com a comunidade.
As doenças de notificação compulsória só devem ser notificadas após o encerramento do episódio clínico, para não sobrecarregar a equipe de APS.
A equipe de APS deve se limitar a tratar os pacientes sintomáticos, sem notificar a doença, pois a vigilância epidemiológica é responsabilidade exclusiva do setor municipal de saúde.
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Santos, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, com condições precárias de moradia e histórico de casos de tuberculose (TB) na vizinhança.
A família é composta por:
• Mãe (38 anos): hipertensa e com tosse persistente há três semanas;
• Filho adolescente (16 anos): assintomático, mas mora em quarto compartilhado com a mãe;
• Filha (12 anos): baixa imunidade devido a desnutrição leve;
• Avó (65 anos): sobrevivente de TB tratada há 10 anos.
Durante a visita domiciliar, a equipe identifica:
• Dificuldade de ventilação adequada nos quartos;
• Falta de adesão à vacinação de rotina;
• Baixo conhecimento da família sobre transmissão e prevenção da TB;
• Medo e estigma relacionados à doença.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e notificação compulsória, qual a conduta mais adequada? Assinale a alternativa correta.
A decisão sobre rastreamento de contatos e medidas preventivas deve ser exclusivamente do médico, sem diálogo ou participação da família.
A notificação de TB deve ser realizada após confirmação laboratorial definitiva da mãe, e o acompanhamento dos contatos deve ser iniciado após a confirmação do resultado.
O manejo da TB deve se limitar à prescrição do tratamento da mãe, encaminhando para vigilância epidemiológica para realização de ações preventivas e visitas domiciliares.
A equipe deve realizar notificação compulsória imediata da TB, avaliar todos os membros da família, implementar medidas de controle ambiental e isolamento domiciliar quando necessário.
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Ferreira, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, marcada por alagamentos frequentes, acúmulo de lixo e casas com ventilação precária.
Durante visitas domiciliares, a equipe observa:
• Mãe (36 anos): tosse persistente há 2 semanas, febre baixa e cansaço;
• Filho adolescente (15 anos): febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo;
• Filha (10 anos): febre leve e dor muscular;
• Avó (65 anos): hipertensa, com histórico prévio de tuberculose tratada;
• Condições ambientais: água parada, lixo próximo às casas, risco de proliferação de roedores e mosquitos Aedes aegypti;
• Família: pouco conhecimento sobre prevenção, medo de doenças e dificuldades de adesão a tratamentos.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
A equipe deve realizar avaliação integral de todos os membros da família, identificar sinais suspeitos de tuberculose, dengue e leptospirose, notificar casos suspeitos à vigilância epidemiológica.
A equipe deve notificar apenas casos confirmados de tuberculose, dengue e leptospirose, aguardando resultados laboratoriais antes de qualquer ação de vigilância ou educação familiar, evitando alarme na comunidade.
O manejo deve priorizar apenas a doença mais evidente em cada paciente (por exemplo, dengue no adolescente e leptospirose na filha), para otimizar recursos da APS.
A equipe deve focar apenas nos casos clínicos individuais, tratando sintomas e prescrevendo medicações, sem orientar a família ou realizar ações preventivas no ambiente, pois a responsabilidade pelo controle de doenças é exclusiva do setor municipal de saúde.
Um Município pretende reduzir a mortalidade cardiovascular em adultos de meia-idade. Segundo a classificação clássica, qual das intervenções propostas abaixo caracteriza promoção da saúde?
Rastreamento de hipertensão arterial em adultos assintomáticos.
Prescrição de estatinas para indivíduos de alto risco cardiovascular.
Reabilitação cardíaca após infarto agudo do miocárdio.
Tratamento intensivo da síndrome metabólica em atenção especializada.
Implantação de políticas urbanas que estimulem deslocamento ativo.
No acompanhamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 na Atenção Primária, o médico da ESF deve adotar estratégias baseadas em metas terapêuticas individualizadas. Considerando diretrizes atuais, é correto afirmar que o controle glicêmico deve:
Ser padronizado com a mesma meta para todos os pacientes.
Priorizar exclusivamente o uso de insulina desde o diagnóstico.
Considerar idade, comorbidades, risco de hipoglicemia e expectativa de vida.
Basear-se apenas na glicemia de jejum.
Desconsiderar fatores psicossociais.
Uma equipe de Saúde da Família identifica que a principal causa de internação de idosos em seu território é por quedas, muitas delas ocorrendo em calçadas esburacadas e mal-iluminadas. A equipe articula uma reunião com a secretaria de obras do município para planejar a reforma das calçadas. Essa ação é um exemplo de
ação intersetorial.
clínica ampliada.
prevenção quaternária.
projeto terapêutico singular.
vigilância sanitária.