

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
No diagnóstico da sepse tardia em recém-nascidos, é correto afirmar que a procalcitonina (PCT):
É um marcador altamente específico, com especificidade de 90%.
Tem uma meia-vida prolongada de 15 a 20 horas, o que limita sua utilização no monitoramento da resposta ao tratamento.
Isoladamente, é um bom marcador para o diagnóstico de infecção em recém-nascidos.
Pode ser detectada precocemente, entre 2 e 4 horas após o início da infecção.
Atinge seu pico de concentração em 48 horas após o início dos sintomas de sepse.
Qual é o principal fator de virulência associado à E. coli que causa meningite em recém-nascidos?
Antígeno K1.
Esfingolipídios.
Fatores de adesão.
Toxinas exotóxicas.
Bacteriocinas.
No diagnóstico e manejo da sepse tardia em recém-nascidos, é correto afirmar que a proteína C-reativa (PCR):
É um biomarcador altamente específico e precoce em todos os casos de sepse neonatal.
É útil como teste isolado para o diagnóstico de infecções em recém-nascidos.
Apresenta alta sensibilidade nas primeiras 24 horas após o início da sepse, sendo positiva em 92% dos casos.
É mais útil para a exclusão da infecção se for persistentemente negativa e no monitoramento da resposta ao tratamento.
Tem o seu pico máximo de concentração imediatamente após o início dos sintomas de sepse.
Recém-nascido de 31 semanas, 1.180 g, PIG, com 6 horas de vida apresenta: temperatura 36,0 °C, glicemia 32 mg/dl e dificuldade de sucção. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Iniciar aleitamento direto ao seio imediatamente e reavaliar glicemia após 2 horas.
Realizar glicose EV em bolus, monitorar temperatura e postergar alimentação por 24h.
Evitar glicose EV por risco de flutuações glicêmicas e ofertar fórmula em volume padrão.
Aquecer o RN, corrigir a hipoglicemia com glicose EV e iniciar dieta mínima trófica conforme tolerância.
Manter jejum por 12-24h devido ao risco aumentado de NEC em SGA.
Recém-nascido pré-termo de 32 semanas, clinicamente estável em CPAP nasofaringe, ganhando peso, sem cateter umbilical e sem drogas vasoativas. A família pergunta se já pode iniciar o Método Canguru. Segundo a Portaria GM/MS nº 1.683/2007 e evidências recentes, a conduta mais adequada nesse caso é
aguardar até o RN atingir 2 kg; o Método Canguru só pode ser iniciado após peso mínimo.
iniciar apenas no 2º estágio do Método Canguru, após transferência para alojamento conjunto.
pode iniciar contato pele a pele ainda na UTI, desde que o RN esteja clinicamente estável e haja capacitação da equipe.
evitar o contato pele a pele em RN em CPAP, pois existe contraindicação formal.
aguardar 48h sem episódios de apneia antes de permitir o primeiro contato pele a pele.
Segundo as diretrizes AHA/AAP 2023-2025, qual dos seguintes critérios indica início imediato de ventilação com pressão positiva (VPP) em sala de parto?
Saturação pré-ductal de 60% no primeiro minuto.
Frequência cardíaca entre 100 e 120 bpm com respiração regular.
Apneia ou gasping, mesmo com FC >100 bpm.
Cianose central isolada.
Tônus aumentado, porém sem choro.
Sobre a taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN), assinale a alternativa correta.
É causada principalmente por deficiência de surfactante, sendo mais comum em prematuros extremos.
As radiografias costumam mostrar padrão em “vidro fosco” difuso, semelhante ao da SDR.
Fatores de risco incluem parto cesáreo, diabetes materna, sexo masculino e asma materna.
O quadro geralmente se inicia após 12 horas de vida e evolui com piora nas primeiras 48 horas.
O tratamento inclui surfactante exógeno precoce em todos os casos para reduzir o tempo de internação.
Recém-nascido de 18 dias, prematuro tardio, em casa, evolui com irritabilidade, recusa alimentar e fontanela abaulada. Apresenta temperatura de 38,6 ºC, hemocultura positiva para E. coli, líquor: glicose baixa, proteínas elevadas e pleocitose. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Tratar por 21 dias com cefalosporina de terceira geração e repetir LCR 24–48h após início.
Tratar meningite gram-negativa por 14 dias com ampicilina isolada.
Tratar por 7 dias com ampicilina + gentamicina.
Tratar por 10 dias com oxacilina + gentamicina.
Tratar por 5 dias e suspender se houver melhora clínica.
Prematuro 28 semanas, D4 de vida, em NCPAP 6 cmH₂O, FiO₂ 0,40, evolui com PaCO₂ 72 mmHg, pH 7,22 e atelectasias basais no RX. Sem apneias. Segundo evidências atuais, a conduta mais adequada nesse caso é
aumentar apenas FiO₂, pois a hipercapnia não influencia decisão ventilatória.
manter CPAP e aguardar; hipercapnia permissiva sempre é aceitável até PaCO₂ 80.
trocar CPAP por NIPPV sincronizado, que reduz falha de CPAP e melhora CO₂.
intubar imediatamente, pois PaCO₂ acima de 60 sempre exige VM invasiva.
migrar para cânula de alto fluxo (HFNC), pois melhora o clearance de CO₂.
Sobre a indicação de hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica (HIE), assinale a alternativa correta.
Deve ser iniciada apenas após confirmação por ressonância magnética.
O início ideal é entre 12 e 18 horas de vida para maximizar benefícios.
É indicada em recém-nascidos com encefalopatia de moderada a grave, dentro de 6 horas após o insulto hipóxico.
A hipotermia terapêutica reduz mortalidade somente em recém-nascidos pré-termo tardios.
A presença de convulsões contraindica o início de hipotermia.
Acerca de ventilação mecânica em recém-nascidos, assinale a alternativa correta.
A estratégia protetora recomenda volumes correntes > 8 ml/kg para reduzir atelectrauma.
A ventilação de alta frequência (VAFO) é contraindicada em escape aéreo (pneumotórax).
Pressões inspiratórias mais baixas e PEEP adequada reduzem volutrauma e atelectrauma.
Frequências respiratórias muito altas sempre reduzem a PaCO₂ em neonatos.
A relação I:E deve ser invertida rotineiramente para melhorar oxigenação.
No período neonatal, a icterícia pode representar desde uma adaptação fisiológica até manifestações de doenças potencialmente graves. Considerando os critérios clínicos e laboratoriais utilizados para diferenciar os principais tipos de icterícia neonatal, assinale a alternativa correta.
A icterícia fisiológica caracteriza-se por elevação precoce da bilirrubina direta, com pico nas primeiras 24 horas de vida.
A presença de bilirrubina direta elevada indica colestase e deve motivar investigação etiológica, independentemente do valor da bilirrubina total.
A icterícia hemolítica manifesta-se tipicamente após a segunda semana de vida, com predomínio de bilirrubina conjugada.
A icterícia associada ao leite materno decorre de falha hepática na excreção da bilirrubina conjugada, com alteração de enzimas hepáticas.
A icterícia colestática neonatal é frequente e geralmente autolimitada, com resolução espontânea nas primeiras semanas de vida.
Recém-nascido termo, Apgar 2/4/6, necessidade de ventilação em sala, pH arterial 6,95, BE –18 e convulsões nas primeiras 2 horas. Exame neurológico indica encefalopatia moderada. Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada?
Iniciar hipotermia terapêutica dentro das primeiras 6 horas.
Evitar hipotermia, pois convulsões são contraindicação formal.
Adiar hipotermia até completar 24 horas para avaliação neurológica completa.
Iniciar hipotermia apenas após RM confirmar lesão isquêmica.
Evitar hipotermia pois o pH < 7,0 contraindica seu uso.
Recém-nascido de 36 horas de vida, assintomático, saturação 94% em MSD e 97% em pé, repetida após 1h com os mesmos valores. Triagem auditiva com OAE falha bilateral. Teste do olhinho normal. Triagem metabólica pendente.
Diante desses resultados, qual é a conduta mais adequada?
Repetir o teste do coraçãozinho em 24 horas, pois diferenças ≥ 3% sempre indicam resultado normal.
Considerar o coraçãozinho normal e aguardar apenas a triagem metabólica.
Solicitar AABR (PEATE automático) devido à falha na OAE e encaminhar para avaliação cardiológica pelo resultado suspeito no CCHD.
Indicar alta, pois falha em OAE isolada não exige investigação.
Iniciar triagem genética ampliada imediatamente, pois há forte suspeita de síndrome genética.
Recém-nascido a termo, 12 horas de vida, parto vaginal, bom estado geral. Mãe em uso de varfarina por válvula mecânica durante toda a gestação. O RN apresenta sangramento em punção de calcâneo e equimoses difusas. TAP e TTPa estão muito prolongados. Diante desse quadro, qual é o diagnóstico mais provável?
Hemofilia A.
Doença hemorrágica tardia do RN.
CIVD neonatal precoce por sepse.
Plaquetopenia aloimune neonatal.
Coagulopatia por deficiência de vitamina K secundária a antagonistas maternos.
Recém-nascido termo apresenta massa lombossacra com placa neural exposta, vazamento de líquido claro e ausência de sensibilidade abaixo da lesão. Mãe relata uso de valproato durante o primeiro trimestre. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada nas primeiras horas de vida desse paciente.
Cobrir a lesão com gaze seca e aguardar avaliação de neurocirurgia em 48 horas.
Aguardar RM para definir se o caso é cirúrgico.
Punção lombar imediata para avaliar risco de meningite.
Iniciar antibióticos e realizar fechamento cirúrgico idealmente nas primeiras 24-48 horas.
Corrigir imediatamente hidrocefalia com derivação ventriculoperitoneal no mesmo ato.
RN de 15 dias de vida é levado à consulta de rotina. A mãe relata que, desde o nascimento, percebeu uma pequena tumoração na linha média do pescoço, logo acima da cartilagem tireoide. Ao exame físico, o neonatologista observa uma lesão cística de aproximadamente 1,5 cm, indolor, que não se move durante a protrusão da língua (reflexo de sucção) e apresenta aderência à pele sobrejacente. A ultrassonografia revela conteúdo heterogêneo sugestivo de material sebáceo. Diante do quadro clínico, assinale a alternativa que indica o diagnóstico e a orientação CORRETA.
Cisto de tireoglosso; deve-se solicitar cintilografia imediatamente para descartar tireoide ectópica antes da cirurgia de urgência.
Rânula; o tratamento consiste em marsupialização imediata, pois há risco iminente de obstrução de vias aéreas superiores.
Cisto dermoide; o diagnóstico baseia-se na imobilidade à manobra lingual e o tratamento é cirúrgico eletivo.
Torcicolo congênito; a tumoração no músculo esternocleidomastóideo indica necessidade de cirurgia para secção muscular antes do 1º mês.
Resto de segundo arco branquial; a localização na linha média é patognomônica e exige antibioticoterapia profilática contínua.
As recomendações atuais para ressuscitação neonatal consideram que o clampeamento do cordão deve ser adiado por pelo menos 30 a 60 segundos para os recém-nascidos a termo e prematuros mais vigorosos. Nos casos em que a circulação placentária esteja comprometida (descolamento da placenta, compressão ou avulsão do cordão umbilical), o cordão umbilical deve ser clampeado imediatamente e iniciadas as etapas de reanimação. Durante a reanimação neonatal em sala de parto, é uma conduta CORRETA de acordo com as recomendações:
Estimular suavemente o recém-nascido apneico antes de iniciar a ventilação, realizando estimulação tátil com fricção nas costas.
Iniciar a ventilação com bolsa e máscara utilizando sempre oxigênio a 100%, independentemente da idade gestacional e condição inicial.
Clampear o cordão imediatamente em todos os recém-nascidos, para agilizar a Ventilação com Pressão Positiva (VPP).
Utilizar oxímetro de pulso na mão esquerda para monitorar saturação pré-ductal.
Iniciar compressões torácicas quando a frequência cardíaca estiver abaixo de 100 bpm após estimulação tátil.
Um RN a termo, sem intercorrências no pré-natal, nasce por parto vaginal. Após o nascimento, o pediatra observa que o RN apresenta respiração regular e bom tônus muscular. De acordo com as recomendações atuais da AHA para o manejo inicial e as prioridades na ressuscitação neonatal, assinale a alternativa CORRETA:
O clampeamento do cordão umbilical deve ser imediato (menos de 15 segundos) em todos os RNs a termo, independentemente da vitalidade, para agilizar a monitoração por oximetria de pulso.
A ventilação eficaz dos pulmões é considerada a prioridade absoluta nos recém-nascidos que não realizam a transição respiratória adequada e precisam de ressuscitação.
Caso o recém-nascido apresente frequência cardíaca menor que 100 bpm, as compressões torácicas devem ser iniciadas imediatamente, antes de qualquer tentativa de ventilação.
O uso de vias aéreas alternativas, como a máscara laríngea, é formalmente contraindicado como etapa corretiva de ventilação, devendo-se priorizar sempre a intubação orotraqueal em qualquer cenário.
O contato pele a pele com os pais deve ser evitado durante os primeiros 60 minutos de vida para garantir que a temperatura do RN seja mantida exclusivamente em berço aquecido.
Um RN de 36 semanas de idade gestacional nasce de parto vaginal, após rotura prematura de membranas. Ao nascimento, o neonato apresenta-se não vigoroso (esforço respiratório ineficaz e tônus muscular diminuído), porém com frequência cardíaca de 110 bpm. Diante das recomendações da AHA 2025 para o manejo do cordão umbilical e considerando a idade gestacional e o estado clínico do paciente, é CORRETO afirmar que:
O clampeamento deve ser imediato (antes de 15 segundos), uma vez que o recém-nascido não é vigoroso e a reanimação neonatal em mesa aquecida é a prioridade absoluta.
A ordenha do cordão umbilical é a conduta de escolha recomendada pela AHA para todos os prematuros com menos de 35 semanas de gestação que necessitam de ressuscitação imediata.
O clampeamento tardio por pelo menos 60 segundos é mandatório para todos os recém-nascidos não vigorosos, independentemente da idade gestacional, antes de iniciar qualquer etapa de estabilização.
Para este recém-nascido pré-termo tardio não vigoroso, a ordenha do cordão umbilical intacto pode ser considerada uma conduta aceitável em comparação ao clampeamento imediato.
O clampeamento tardio é indicado apenas para recém-nascidos a termo; para qualquer recém-nascido com menos de 37 semanas, o clampeamento deve ser sempre realizado em menos de 30 segundos.