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No recém-nascido pré-termo (RNPT) sob nutrição parenteral prolongada (NPP), a fisiopatologia das complicações hepatobiliares e metabólicas é multifatorial.
Considerando as diretrizes da SBP e as evidências discutidas no tratado de Polin, assinale a alternativa correta.
A colestase induzida pela NP deve-se exclusivamente à toxicidade direta dos aminoácidos sintéticos, que inibem o transportador de ânions orgânicos multiespecíficos (MOAT) na membrana sinusoidal do hepatócito.
Na doença metabólica óssea do prematuro sob NPP, a fisiopatologia principal é a deficiência primária de vitamina D, uma vez que a solubilidade do cálcio e do fósforo nas soluções de NP modernas é sempre suficiente para atingir as taxas de deposição fetal de terceiro trimestre.
O uso de emulsões lipídicas de primeira geração (ricas em óleo de soja) é protetor contra a lesão hepática, pois o alto teor de fitosteróis atua como agonista dos receptores farnesoides X (FXR), estimulando o fluxo biliar.
A redução da carga de alumínio nas soluções de NP, embora recomendada, não possui relação fisiopatológica comprovada com a osteopenia da prematuridade ou com a colestase neonatal, sendo uma preocupação puramente teórica.
A ausência de estímulo enteral contribui para a colestase ao reduzir a secreção de hormônios gastrointestinais (como a colecistoquinina) e promover a estase biliar, além de favorecer o supercrescimento bacteriano e a translocação de endotoxinas que ativam células de Kupffer.
Recém-nascido (RN) com 16 dias de vida, do sexo feminino, apresenta-se em REG, corado, levemente desidratado, choroso, irritado, com tônus flácido, baixo ganho ponderal, em aleitamento materno exclusivo e com icterícia zona IV, desde o décimo dia de vida. A mãe refere diurese às trocas de fraldas e evacuações amareladas, três vezes ao dia. Pré-natal sem intercorrências. Sem doenças familiares. Tipagem sanguínea da mãe: O negativo, Coombs indireto: negativo, VDRL: negativo, HIV: negativo. Peso do RN ao nascimento: 3.000 g, tipagem sanguínea: B positivo, Coombs direto: negativo.
Diante do quadro clínico e laboratorial, a conduta seguinte mais imediata e correta para o diagnóstico desse RN é dosar
bilirrubinas totais e frações, além de realizar curva de fragilidade osmótica da hemoglobina.
hemoglobina, hematócrito, reticulócitos, bilirrubinas totais e frações, G6PD.
hemograma e bilirrubinas totais e frações.
glucuroniltransferase.
bilirrubinas totais e frações, além de checar o exame do pezinho.
Um recém-nascido pré-termo (30 semanas de idade gestacional), pesando 1.200 g e apresentando síndrome do desconforto respiratório (SDR), está sendo preparado para transporte aeromédico inter-hospitalar em aeronave de asa fixa não pressurizada para realização de cirurgia cardíaca (persistência do canal arterial sintomática). No momento da estabilização pré-transporte, apresenta-se intubado, em ventilação mecânica convencional, com acesso venoso central e recebendo infusão de dopamina (5 µg/kg/min).
Com base nas normas de transporte da SBP e na fisiologia do transporte, assinale a alternativa correta.
A Lei de Boyle-Mariotte prevê que, com o aumento da altitude e a redução da pressão barométrica, os volumes gasosos em cavidades fechadas se expandem. Portanto, em caso de pneumotórax não drenado, o transporte aeromédico é formalmente contraindicado até a drenagem torácica, devido ao risco de tamponamento gasoso e desvio de mediastino.
Para garantir a segurança hemodinâmica durante o trajeto, a SBP recomenda que a PAM (pressão arterial média) seja mantida, no mínimo, 10 mmHg acima da idade gestacional em semanas, utilizando-se preferencialmente bólus intermitentes de solução salina isotônica (20 mL/kg) em vez de ajuste de drogas vasoativas.
De acordo com a Lei de Henry, a solubilidade do oxigênio no plasma aumenta em altitudes elevadas. Dessa forma, recém-nascidos (RN) com cardiopatia congênita dependente de canal devem ter sua FiO2 reduzida para valores abaixo de 25% durante a decolagem para evitar o fechamento ductal prematuro.
O mnemônico STABLE indica que a estabilização laboratorial deve focar exclusivamente na gasometria arterial; outros exames, como hemograma e triagem infecciosa, devem ser postergados para o hospital de destino a fim de otimizar o “tempo de resposta” (golden hour) do transporte.
No transporte de longa distância de RN de muito baixo peso, o uso de incubadoras de parede dupla é opcional se o RN estiver em berço aquecido com colchão térmico químico, uma vez que a perda de calor por radiação é desprezível dentro de ambulâncias ou aeronaves climatizadas.
Um recém-nascido (RN) a termo (39 semanas), após parto vaginal complicado por descolamento prematuro de placenta, nasce com apneia, bradicárdico e hipotônico. Após manobras de reanimação neonatal, incluindo ventilação com pressão positiva (VPP) e intubação em sala de parto, o RN apresenta Apgar 2 no 1º minuto e 5 no 5º minuto. A gasometria de cordão umbilical revela pH de 6,85 e déficit de bases (BE) de –18 mmol/L.
Com base no Programa de Reanimação Neonatal da SBP e no manejo da asfixia, assinale a alternativa correta.
Para esse RN, a hipotermia terapêutica está contraindicada, uma vez que o índice de Apgar no 5º minuto foi superior a 3, indicando uma recuperação rápida, que anula o risco de encefalopatia moderada a grave.
A fisiopatologia da lesão cerebral na asfixia é dividida em duas fases: a fase primária, marcada por falha energética e necrose celular imediata, e a fase secundária (reperfusão), que ocorre após seis a doze horas, sendo esta última a principal janela de oportunidade para a neuroproteção via hipotermia.
Segundo a SBP, a hipotermia terapêutica deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras doze horas de vida, visando a manter a temperatura central (retal ou esofágica) entre 32 ºC e 33 ºC por um período de 48 horas.
A acidose metabólica grave apresentada (pH < 7,0 e BE < –16) é um critério isolado e suficiente para o diagnóstico definitivo de paralisia cerebral, dispensando-se a realização de exames de imagem ou avaliação neurológica seriada para a condução do prognóstico.
Durante a fase de reaquecimento pós-hipotermia, a temperatura deve ser elevada rapidamente (1 ºC por hora) para evitar a persistência da bradicardia sinusal, que é uma complicação metabólica frequente e deletéria do tratamento.
Em um recém-nascido (RN) de 35 semanas de idade gestacional, internado na UTI neonatal por sepse, observam-se sinais clínicos de choque (palidez persistente, pulsos débeis).
Nesse caso, de acordo com as diretrizes da SBP, deve-se fornecer uma expansão volêmica constituída por
sangue total O negativo, na dose de 5 mL/kg, por via venosa umbilical, em 20 minutos.
solução de ringer lactato, na dose de 20 mL/kg, por via intraperitoneal, imediatamente.
solução fisiológica (NaCl 0,9%), na dose de 10 mL/kg, por via endovenosa, em 5 a 10 minutos.
soro glicosado 5%, na dose de 20 mL/kg, por via endovenosa, em 30 minutos.
solução fisiológica (NaCl 0,9%), na dose de 20 mL/kg, por via endotraqueal, em bólus único.
No manejo nutricional do recém-nascido prematuro de extremo baixo peso, o uso do leite humano é imperativo, porém apresenta desafios fisiológicos únicos.
Considerando a bioquímica do leite de mães de prematuros, assinale a alternativa correta.
A composição lipídica do leite materno é independente da dieta materna; assim, o teor de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, como o ácido docosa-hexaenoico (DHA), permanece constante mesmo em mães com dietas restritivas em ômega-3.
O leite humano é rico em ácidos graxos de cadeia curta, mas pobre em ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, como o DHA e o ARA. Por essa razão, recomenda-se que a mãe de prematuro receba suplementação de óleo de canola, garantindo que o aporte desses lipídios no leite seja suficiente para a mielinização axonal e a maturação retiniana.
A atividade da lipase estimulada por sais biliares, presente no leite materno cru, é um mecanismo compensatório essencial para o prematuro, cuja produção endógena de lipase pancreática e reserva de sais biliares são fisiologicamente limitadas.
O leite humano de doadora, proveniente de bancos de leite humano, é equivalente ao leite da própria mãe em termos de biodisponibilidade de gorduras, uma vez que o processo de pasteurização preserva a atividade da lipase estimulada por sais biliares, essencial para a digestão lipídica no prematuro.
O leite produzido por mães de bebês prematuros nas primeiras semanas após o parto apresenta uma densidade calórica e proteica fixa, que mimetiza perfeitamente a taxa de transferência placentária de aminoácidos observada no terceiro trimestre de gestação.
Recém-nascido (RN), com 39 semanas de idade gestacional, nasceu de parto vaginal sem intercorrências, pesando 3.100 g. A mãe realizou pré-natal, tendo sido diagnosticada com sífilis no terceiro trimestre (VDRL: 1:32). Recebeu tratamento com três doses de penicilina benzatina 2.400.000 UI, finalizando a última dose 32 dias antes do parto. No momento da admissão para o parto, o teste não treponêmico materno (TNT) era de 1:4. O RN não apresentou alterações ao exame físico, e o TNT dele foi de 1:8.
Considerando o caso apresentado e as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, assinale a alternativa correta.
Deve-se colher hemograma completo do RN, liquor e realizar raio-X de ossos longos. Se alterados, deve-se iniciar tratamento com penicilina G.
O RN é exposto à sífilis, pois o tratamento materno foi adequado. Como é assintomático ao exame físico e o TNT tem apenas uma titulação maior que o materno, deve-se dar alta e encaminhá-lo ao seguimento ambulatorial.
Deve-se administrar ao RN penicilina G procaína IM por 10 dias, pois o TNT do RN é maior que o materno.
O RN é exposto à sífilis, pois o tratamento materno foi adequado. Como é assintomático ao exame físico e o TNT tem apenas uma titulação maior que o materno, deve-se fazer dose única de penicilina benzatina para dar alta hospitalar.
O tratamento materno é considerado inadequado pelo intervalo entre a última dose e o parto. A conduta correta é administrar penicilina G por 10 dias ao RN, independentemente dos achados laboratoriais.
Recém-nascido de 12 dias, do sexo feminino, é levado ao pronto atendimento por vômitos, dificuldade de sucção e perda ponderal progressiva. Ao exame físico, apresenta desidratação, hiperpigmentação genital e ambiguidade genital com hipertrofia de clitóris. Os exames laboratoriais mostram sódio = 122 mEq/L, potássio = 6,8 mEq/L e glicemia = 58 mg/dL. Com base no quadro clínico, assinale a alternativa correta.
O defeito enzimático mais frequentemente associado ao quadro é a deficiência da 21-hidroxilase.
A principal alteração hormonal esperada é redução importante da produção de ACTH.
A presença de genitália ambígua exclui a possibilidade de perda salina neonatal.
O tratamento inicial deve restringir-se à correção cirúrgica precoce da genitália externa.
A avaliação do recém-nascido na sala de parto e durante as primeiras horas de vida exige do pediatra o domínio sobre a fisiologia da transição extrauterina e a identificação de sinais sutis de malformações ou disfunções orgânicas. Diante da sistematização do exame físico neonatal e da importância das manobras de triagem para a segurança do paciente, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
A manobra de Ortolani consiste na abdução das coxas com pressão anterior sobre o grande trocanter, sendo considerada positiva quando ocorre a percepção de um clunk/ressalto que indica a redução da cabeça femoral no acetábulo.
A presença de uma artéria umbilical no cordão relaciona-se fisiopatologicamente com a ocorrência de atresia de esôfago e fístula traqueoesofágica, exigindo a passagem imediata de sonda orogástrica para a aferição da permeabilidade.
O teste do reflexo vermelho deve ser realizado na propedêutica inicial para identificar a presença de catarata congênita, sendo que a visualização de uma mancha escura ou opacidade central confirma o diagnóstico de glaucoma infantil.
O clampeamento tardio do cordão umbilical deve ser realizado entre sessenta e cento e vinte segundos em recém-nascidos a termo e vigorosos, promovendo o aumento das reservas de ferro e a redução do risco de icterícia neonatal precoce.
O diagnóstico diferencial de icterícia no período neonatal exige a compreensão dos processos fisiológicos e patológicos da bilirrubina. Analise as afirmativas a seguir sobre a icterícia neonatal e doenças infectocontagiosas infantis:
I.A icterícia fisiológica surge geralmente após as primeiras 24 horas de vida, apresentando níveis de bilirrubina indireta que não ultrapassam os limites de tratamento para fototerapia na curva de Buthani.
II.A incompatibilidade sanguínea pelo sistema Rh (Rhesus) manifesta-se tipicamente com icterícia precoce (nas primeiras 24 horas), anemia hemolítica e teste de Coombs direto positivo no recém-nascido.
III.O Sarampo, doença exantemática febril aguda, apresenta como sinal patognomônico inicial as manchas de Koplik na mucosa oral, precedendo o exantema maculopapular morbiliforme de progressão cefalocaudal.
Está correto o que se afirma em:
II e III apenas.
II apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
I e III apenas.
De acordo com a termorregulação neonatal e a fisiologia do recém-nascido, é correto afirmar que:
A temperatura do feto é geralmente inferior à da mãe, o que facilita a troca de calor.
O recém-nascido perde calor predominantemente pela pele para o líquido amniótico durante a transição para o ambiente extrauterino.
O grau de oxigenação do recém-nascido não influencia a termogênese química.
A termogênese química é o principal mecanismo de produção de calor no recém-nascido e depende da gordura marrom.
A temperatura cutânea do recém-nascido não muda significativamente durante o primeiro minuto após o nascimento.
Em relação à sepse neonatal precoce (EONS), assinale a alternativa correta.
A maioria dos casos ocorre após 72 horas de vida.
O agente mais comum em países de alta renda continua sendo Streptococcus agalactiae (GBS).
Os principais fatores de risco incluem ruptura de membranas < 12h e ausência de corioamnionite.
O uso de antibioticoterapia materna intraparto aumenta o risco de EONS por GBS.
Hemocultura negativa exclui sepse precoce quando coletada após 2 horas de antibiótico neonatal.
A respeito da prevenção dos defeitos de tubo neural (DTN), assinale a alternativa correta.
A suplementação de ácido fólico deve ser iniciada apenas após a confirmação da gestação.
A dose padrão recomendada para prevenção primária de DTN é 4 mg/dia para todas as gestantes.
Mulheres que usam anticonvulsivantes como valproato devem receber doses maiores de ácido fólico na pré-concepção.
A fortificação alimentar com ácido fólico não reduz a incidência de anencefalia.
A suplementação de folato não tem impacto na recorrência de DTN em gestações subsequentes.
Recém-nascido prematuro extremo (27 semanas, 890 g), D3 de vida, ventilação mecânica, em NPT desde D0, encontra-se estável hemodinamicamente. A equipe questiona avanço de dieta enteral e segurança de aditivos no leite humano. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta a conduta está mais adequada nesse caso.
Manter jejum até D7 para reduzir risco de NEC.
Iniciar dieta mínima (< 10 ml/kg/dia) apenas após resolução completa da instabilidade respiratória.
Iniciar enteral precoce com leite humano e avançar progressivamente, evitando uso rotineiro de resíduos gástricos para interromper dieta.
Adicionar fortificador e vitaminas nos primeiros 1- 2 dias para garantir aporte proteico.
Misturar medicamentos diretamente ao leite humano fortificado, pois isso reduz osmolalidade.
A respeito do aleitamento materno em prematuros, assinale a alternativa correta
O leite humano, mesmo sem fortificação, supre integralmente as necessidades proteicas de pré-termos < 1500 g.
O uso de leite humano reduz risco de NEC e sepse tardia em pré-termos.
Leite humano de doadora não apresenta benefícios sobre fórmula na prevenção de enterocolite necrosante.
A coleta de colostro deve iniciar após 24-48 h para evitar aumento de osmolalidade.
Fórmulas pré-termo possuem propriedades imunológicas equivalentes às do leite humano.
Acerca das triagens neonatais (metabólica, auditiva, ocular, cardíaca e genética), assinale a alternativa correta.
A triagem auditiva universal com OAE é suficiente para detectar perda auditiva neural.
O teste do coraçãozinho é considerado normal quando a saturação é ≥ 95% em ambas as medidas e a diferença é ≤ 3%.
A triagem metabólica ampliada por metabolômica já substituiu completamente os testes tradicionais por espectrometria de massa.
A triagem metabólica ampliada, por incluir um maior número de doenças, deve ser realizada preferencialmente antes da alta hospitalar, independentemente da idade pós-natal do recémnascido.
Triagem genética genômica (sequenciamento) já é recomendada universalmente como política pública.
Segundo os princípios éticos discutidos por Janvier et al. (2022) sobre Family Integrated Care (FiCare), qual deve ser o enfoque central ao integrar pais no cuidado do recém-nascido na UTI neonatal?
Garantir que todos os pais desempenhem tarefas clínicas, independentemente de desejo ou disponibilidade.
Priorizar metas homogêneas, buscando que todos os pais participem igualmente das mesmas atividades.
Adaptar o nível de envolvimento às preferências, capacidades e limites de cada família, evitando pressões ou sentimento de culpa.
Autorizar apenas mães biológicas a realizar cuidados não médicos, visando padronização.
Manter os pais afastados durante procedimentos, para evitar sobrecarga emocional.
Recém-nascido com 25 semanas, 420 g, múltiplas disfunções orgânicas persistentes, hemorragia intraventricular grau IV bilateral e ventilação de alta frequência sem estabilidade. Pais perguntam sobre “limites terapêuticos” e se é possível transitar para cuidados de conforto. Segundo as recomendações atuais de cuidados paliativos neonatais, qual conduta é mais adequada?
Manter suporte máximo até a falência cardiorrespiratória, pois a retirada de suporte configura eutanásia.
Informar que decisões sobre limitação terapêutica devem ser tomadas exclusivamente pela equipe, sem participação da família.
Suspender imediatamente toda forma de suporte ventilatório, independentemente da opinião dos pais.
Iniciar abordagem paliativa estruturada, com comunicação compartilhada, foco em controle de sintomas e possibilidade de retirada proporcional de suportes fúteis.
Oferecer apenas analgesia, mantendo todas as intervenções invasivas previamente indicadas.
Sobre anemia neonatal, assinale a alternativa correta.
A anemia fisiológica do prematuro ocorre mais tardiamente que nos recém-nascidos a termo.
O pinçamento tardio do cordão umbilical aumenta o risco de anemia nas primeiras semanas.
A transfusão deve ser baseada apenas no valor absoluto de hemoglobina.
Anemia por perda sanguínea aguda pode cursar com hemoglobina normal nas primeiras horas.
Recém-nascidos de mães com anemia grave apresentam menor risco de anemia neonatal.
L.A.C., recém-nascido do sexo masculino, prematuro de 30 semanas de idade gestacional, com peso ao nascer de 1.250 g, encontra-se internado há sete dias em unidade de terapia neonatal. Apresenta ventilação espontânea em CPAP nasal, sem sinais de instabilidade hemodinâmica, infecção ou intolerância alimentar. A mãe deseja iniciar o método canguru, e a equipe discute a elegibilidade clínica para início da estratégia de cuidado.
Segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (2022) para o cuidado do recém-nascido prematuro ou de baixo peso, qual conduta está formalmente indicada neste contexto? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Iniciar método canguru contínuo assim que o recém-nascido estiver clinicamente estável, independentemente do peso e da ventilação não invasiva.
Postergar o início do método canguru até que o peso seja ≥ 1.800 g, mesmo que clinicamente estável.
Permitir contato pele a pele apenas em sessões curtas, inferiores a 30 minutos por dia, para evitar instabilidade.
Contraindicar o método canguru em recém-nascidos em uso de CPAP nasal, independentemente da estabilidade clínica.