

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um RN pré-termo de 30 semanas de idade gestacional, em seu segundo dia de vida, apresenta episódios de apneia da prematuridade e respiração superficial, resultando em hipercapnia persistente e aumento do esforço respiratório. Atualmente, o paciente está em uso de CPAP nasal e a equipe decide transitar para um modo de ventilação não invasiva que ofereça suporte inspiratório adicional para melhorar o volume corrente e a ventilação alveolar, além de aumentar a pressão média nas vias aéreas (PMVa). Acerca das definições de ventilação mecânica, é CORRETO afirmar, sobre as modalidades e parâmetros ventilatórios, que:
O modo BiPAP (Bilevel PAP) é indicado neste caso, pois utiliza ciclos entre uma Pressão Inspiratória (IPAP) mais alta e uma Pressão Expiratória (EPAP) mais baixa, auxiliando no volume corrente de pacientes com respiração superficial.
Na Ventilação Mandatória Contínua (CMV), o paciente regula todas as respirações e o tempo inspiratório, enquanto o ventilador apenas assiste os esforços espontâneos de forma intermitente.
O modo Ventilação Assistida Ajustada Neuralmente (NAVA) utiliza a queda na pressão de retorno no circuito do ventilador como o principal "trigger" (disparo) para iniciar a fase inspiratória.
A variável de ciclagem em ventilação mecânica convencional refere-se exclusivamente à forma como as respirações são iniciadas pelo esforço do paciente ou pelo tempo pré-definido.
A modalidade AVAPS (Average Volume-Assured Pressure Support) difere do BiPAP convencional por visar uma pressão inspiratória fixa e imutável, independentemente do volume corrente alvo definido.
A respeito das terapias dialíticas no recém-nascido enfermo, assinale a alternativa correta.
A presença de onfalocele, gastrosquise ou cirurgias abdominais recentes com colocação de telas é considerada indicação absoluta para o início imediato da diálise peritoneal, visando a reduzir a pressão intra-abdominal.
A diálise peritoneal é considerada a modalidade de escolha no período neonatal devido a sua simplicidade técnica, menor impacto hemodinâmico e dispensa de acesso vascular calibroso e anticoagulação sistêmica.
A hemodiálise convencional intermitente é superior à diálise peritoneal em recém-nascidos de muito baixo peso, pois permite uma ultrafiltração mais lenta e reduz o risco de oscilações bruscas na pressão intracraniana.
A utilização de cateteres de duplo lúmen em veia umbilical é a via preferencial para a realização de hemofiltração venovenosa contínua em neonatos asfixiados, devido ao baixo risco de trombose e à facilidade de inserção.
O suporte dialítico no neonato deve ser iniciado apenas quando os níveis de creatinina sérica ultrapassarem 5,0 mg/dL, independentemente da presença de distúrbios metabólicos ou sobrecarga de volume, devido à alta toxicidade dos banhos de diálise.
RN a termo (39 semanas), parto vaginal expulsivo sem mecônio, ocorrido em uma unidade de pronto atendimento. Nasce hipotônico e em apneia. Equipe inicia passos iniciais: aquecimento, posição neutra da cabeça, aspiração seletiva de secreções (boca/nariz), secagem vigorosa e estímulo tátil. Aos 45 s, FC está <100 bpm, há respiração irregular. Inicia-se ventilação com pressão positiva (VPP) com balão-máscara auto-inflável (ar ambiente, 30-60/min). Aos 90 s, expansão torácica adequada, FC está 92 bpm (bebê está monitorizado) e SatO2 83% (oxímetro pré-ductal).
Conforme o programa de Reanimação Neonatal vigente da Sociedade Brasileira de Pediatria, é correto afirmar que a conduta subsequente mais adequada é
realizar intubação orotraqueal imediata com aumento da Fi02 para 100% e início das compressões torácicas, em uma relação de 15 compressões para 2 ventilações.
aspirar VAS sob visualização direta, elevar FiO2 40% imediatamente, iniciar CPAP nasal se SatO2 permanecer baixa; não iniciar compressões torácicas.
checar técnica da VPP, manter FiO2 21% e intubar apenas se VPP mostrar-se ineficaz nas próximas reavaliações; compressões indicadas somente se FC <60 bpm após via aérea segura.
manter VPP, por mais 30 s, com aumento para FiO2 100%, associar compressões torácicas (técnica dos 2 polegares, relação 3 compressões: 1 ventilação), sem intubação por expansão torácica boa.
cessar a ventilação com pressão positiva, oferecer oxigênio inalatório, manter o bebê monitorizado e levá-lo ao contato da mãe, mantendo os cuidados de prevenção da hipotermia.
Um recém-nascido (RN) de 35 semanas de idade gestacional, pesando 2.200 g, nasce de parto vaginal após 20 horas de bolsa rota. A mãe apresentou febre periparto de 38 ºC e não recebeu antibioticoprofilaxia intraparto. O RN apresenta-se com boa vitalidade ao nascer, mas, com 4 horas de vida, desenvolve gemência leve e episódios de taquicardia persistente.
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Esse RN deve ser apenas observado em alojamento conjunto, uma vez que a gemência nas primeiras horas de vida é um achado fisiológico comum do processo de adaptação pulmonar, não configurando sinal de sepse.
O diagnóstico de sepse precoce é definido exclusivamente pela presença de leucopenia (< 5.000/mm³) e desvio à esquerda (relação I/T > 0,2) no hemograma colhido logo após o nascimento, sendo a hemocultura considerada apenas um exame de baixa especificidade.
O principal agente etiológico da sepse precoce no Brasil continua sendo o estreptococo resistente a meticilina, o que justifica o uso de vancomicina como primeira linha de tratamento empírico em substituição à ampicilina.
Por ser um RN pré-termo tardio e a mãe ter apresentado corioamnionite clínica (febre), a conduta imediata deve ser a coleta de hemograma e hemocultura, além de início de antibioticoterapia empírica com ampicilina e gentamicina, independentemente da estabilidade clínica inicial.
A coleta de líquido cefalorraquidiano (LCR) deve ser realizada rotineiramente em todos os RN com suspeita de sepse precoce, antes mesmo da primeira dose de antibiótico, mesmo na ausência de sinais clínicos neurológicos ou instabilidade hemodinâmica.
Recém-nascido (RN) de termo, com 12 horas de vida, apresenta cianose central progressiva (saturação de O2: 72%), que não melhora com a administração de oxigênio a 100%. O exame físico revela um precórdio calmo, sem sopros significativos, e a radiografia de tórax mostra uma silhueta cardíaca com aspecto de “ovo deitado” e trama vascular pulmonar aumentada.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o diagnóstico mais provável e a conduta imediata.
Tetralogia de Fallot; iniciar infusão de prostaglandina E1 para manter o canal arterial aberto e garantir o fluxo sanguíneo pulmonar, que está obstruído pela estenose infundibular.
Transposição das grandes artérias; iniciar infusão de prostaglandina E1 para promover a mistura de sangue entre as circulações em paralelo e considerar a atriosseptostomia por balão (rashkind) se a hipoxemia for grave.
Persistência do canal arterial; administrar indometacina ou ibuprofeno para promover o fechamento imediato do canal, visando a restaurar a circulação em série e eliminar o shunt direita-esquerda.
Drenagem anômala total de veias pulmonares (tipo obstrutivo); realizar intubação imediata e ventilação com alta pressão positiva, pois a prostaglandina E1 é contraindicada por aumentar o edema pulmonar nesses casos.
Atresia tricúspide: administrar oxigênio em altos fluxos e diuréticos de alça, uma vez que a cianose decorre do excesso de fluxo pulmonar através de um septo interventricular amplo.
De acordo com o Programa de Reanimação Neonatal da SBP, ao nascimento de um recém-nascido com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas, após o clampeamento imediato do cordão devido a apneia e hipotonia, quais são os passos iniciais que devem ser executados e finalizados dentro do “minuto de ouro”, caso a frequência cardíaca permaneça inferior a 100 bpm?
Realizar intubação orotraqueal imediata, administrar adrenalina e iniciar compressões torácicas.
Prover calor, posicionar a cabeça em leve extensão, aspirar vias aéreas (se necessário), secar e iniciar ventilação por pressão positiva (VPP).
Secar o recém-nascido, estimular o choro vigorosamente através de fricção dorsal e aplicar oxigênio inalatório a 100%.
Aspirar obrigatoriamente boca e narinas, realizar VPP e massagem cardíaca.
Prover calor, iniciar VPP com ar ambiente e massagem cardíaca.
A respeito do teste do coraçãozinho, assinale a alternativa correta.
Se a saturação de O2 estiver em 89% em um dos membros, deve-se repetir o teste após uma hora.
Se a saturação de O2 for maior ou igual a 95% tanto em MSD e MI e se a diferença de saturação entre MSD e MI for maior que 3%, considerar teste negativo.
Se a saturação de O2 estiver entre 90% e 94%, deve-se repetir o teste após uma hora e, se continuar nesse intervalo de saturação de O2, deve-se repeti-lo novamente após mais uma hora.
Se a saturação de O2 estiver entre 90% e 94%, deve-se repetir o teste após uma hora e, se continuar nessa saturação, deve-se acionar o cardiopediatra e fazer ecocardiograma.
O teste do coraçãozinho deve ser realizado em todos os recém-nascidos.
No cuidado ao recém-nascido (RN) no alojamento conjunto, a identificação precoce de alterações cardíacas é fundamental. Sobre o RN filho de mãe diabética (RNFMD) e/ou o RN com síndrome de Down (trissomia do 21), assinale a alternativa correta.
No RN com síndrome de Down, a cardiopatia congênita está presente em aproximadamente 10% dos casos, sendo a tetralogia de Fallot a malformação mais prevalente nessa população.
O RNFMD pode apresentar miocardiopatia hipertrófica, caracterizada especialmente pela hipertrofia do septo interventricular, que costuma ser transitória e regredir nos primeiros meses de vida.
No RNFMD com obstrução do fluxo de saída do ventrículo esquerdo por hipertrofia septal, o tratamento de escolha imediato deve incluir o uso de inotrópicos positivos, como a dopamina, para melhorar o débito cardíaco.
A alteração cardíaca mais comum no RNFMD é a comunicação interatrial (CIA) ostium secundum, decorrente do efeito teratogênico da hiperinsulinemia fetal no primeiro trimestre.
O defeito do septo atrioventricular (DSAV) total é a cardiopatia menos comum na síndrome de Down, ocorrendo em menos de 5% dos recém-nascidos afetados por essa trissomia.
Assinale a alternativa que lista corretamente as doenças triadas pelo Teste do Pezinho no âmbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Ministério da Saúde do Brasil.
Sífilis congênita, citomegalovírus, rubéola congênita, toxoplasmose congênita, HIV e hepatite B.
Estenose aórtica, estenose pulmonar crítica, coarctação da aorta crítica, tetralogia de Fallot e persistência do canal arterial.
Fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, toxoplasmose congênita, galactosemias, deficiências de aminoácidos e atrofia muscular espinhal.
Fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, hemoglobinopatias (incluindo doença falciforme), hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.
Mais de 50 doenças genéticas e metabólicas, incluindo imunodeficiências primárias e doenças lisossômicas, implementadas em todo o país desde 2022.
De acordo com as diretrizes brasileiras para a prevenção e abordagem da retinopatia da prematuridade (ROP), sobre os critérios para a triagem em RNPT, assinale a alternativa correta.
Examinar recém-nascidos com peso ao nascer ≤1.500 g e/ou idade gestacional ≤32 semanas.
Examinar todos os recém-nascidos com peso ao nascer acima de 2.000 g.
Realizar exame de triagem apenas em recém-nascidos com idade gestacional acima de 35 semanas.
A triagem deve ser realizada somente em casos de infecção neonatal confirmada.
O primeiro exame, realizado pelo oftalmologista, deve ser feito antes da alta hospitalar.
Sobre as necessidades nutricionais na nutrição parenteral total (NPT) para RNPT, é correto afirmar que:
A NPT deve fornecer nutrição adequada para manter o peso do recém-nascido sem considerar o crescimento acelerado necessário.
O balanço proteico durante a NPT deve ficar sempre positivo para garantir o crescimento e a recuperação do recém-nascido, independentemente da idade gestacional.
As altas necessidades nutricionais diárias dos RNPT tornam essencial o fornecimento adequado de proteínas, lipídios e carboidratos logo após o nascimento.
O uso de nutrição parenteral não é necessário se a alimentação enteral for iniciada precocemente, mesmo em volumes mínimos.
RNPT com idades gestacionais muito baixas requerem menos calorias e nutrientes em comparação com RNPT com idades gestacionais mais avançadas.
Sobre as complicações imunológicas associadas à transfusão de glóbulos vermelhos (RBC) em neonatos, assinale a alternativa correta.
Reações hemolíticas agudas são mais comuns em neonatos devido à formação precoce de anticorpos IgG.
A aloimunização a antígenos plaquetários é uma complicação frequentemente observada em neonatos após transfusões de RBC.
As reações transfusionais relacionadas à incompatibilidade do grupo sanguíneo ABO são raras em neonatos devido à ausência de anticorpos anti-A e anti-B nos primeiros meses de vida.
A imunomodulação relacionada à transfusão (TRIM) tem um papel amplamente estudado e é benéfica em neonatos para aumentar a resposta imunológica.
Transfusões de RBC são isentas de risco de reações alérgicas, já que neonatos não produzem anticorpos alérgicos durante os primeiros meses.
Sobre os passos iniciais da assistência ao recém-nascido em sala de parto, considerando os protocolos vigentes de assistência neonatal no SUS, é correto afirmar que
todo recém-nascido deve receber clampeamento imediato do cordão umbilical (<10 segundos).
a secagem vigorosa deve ser evitada para não aumentar a perda térmica.
a posição em “sniffing” deve ser adotada para otimizar a abertura das vias aéreas.
a avaliação inicial deve ocorrer aos 60 segundos de vida.
solicitar avaliação complementar apenas se houver persistência dos achados clínicos após o período de adaptação fisiológica neonatal.
A triagem neonatal no SUS é uma estratégia estruturante para o diagnóstico precoce de doenças raras. De acordo com a política nacional e a linha de cuidados vigente, assinale a alternativa correta.
O teste do pezinho é facultativo e restrito a maternidades de alta complexidade.
A triagem neonatal substitui a necessidade de acompanhamento clínico posterior na Atenção Primária.
Resultados alterados na triagem neonatal exigem regulação assistencial e encaminhamento oportuno à Atenção Especializada.
A ampliação do painel de triagem neonatal dispensa a necessidade de linhas de cuidado específicas.
A triagem neonatal é responsabilidade exclusiva da Atenção Especializada.
Recém-nascido de 32 semanas, peso 1.650 g, nasce com apneia e FC 70 bpm. Após posicionamento e VPP por máscara por 30 segundos, a ausculta revela estertores grosseiros e expansão torácica inadequada. A FC permanece em 70 bpm. Segundo as diretrizes AHA/AAP 2025, a próxima intervenção prioritária é
realizar os “MR SOPA” para corrigir a ventilação antes de outra medida.
trocar a máscara por via aérea alternativa apenas se houver piora clínica progressiva após compressões torácicas.
iniciar compressões torácicas em relação 3:1.
intubar e administrar surfactante.
iniciar epinefrina endovenosa.
Acerca da investigação de colestase neonatal, assinale a alternativa correta.
A avaliação de colestase deve ser iniciada apenas após 4 semanas de vida.
Bilirrubina direta ≥1 mg/dl é considerada normal em qualquer idade.
A presença de colúria e acolia não contribui para diferenciar hiperbilirrubinemia fisiológica de colestática.
Atraso no diagnóstico de atresia biliar está associado a pior prognóstico após Kasai.
A dosagem de GGT é irrelevante na investigação de colestase.
Durante plantão na UTI neonatal, nasce um RN a termo, parto vaginal sem intercorrências, Apgar 8/9, mas evolui com taquipneia persistente desde os primeiros minutos de vida. A ausculta é limpa, a perfusão está boa e a oximetria se mantém entre 94-96% em ar ambiente. Considerando os diagnósticos diferenciais dos distúrbios de transição neonatal, qual é a hipótese mais provável?
Síndrome do desconforto respiratório por deficiência de surfactante.
Hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido.
Taquipneia transitória do recém-nascido
Pneumonia congênita.
Malformação adenomatoide cística pulmonar.
Um RN de termo, com 15 dias de vida, apresenta diagnóstico de Comunicação Interventricular (CIV) de grande desembocadura. O paciente evolui com sinais de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC): taquipneia (FR: 75 irpm), sudorese às mamadas, hepatomegalia e baixo ganho ponderal (10g/dia). Durante a internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) para otimização clínica, a equipe planeja o manejo nutricional. Considerando as diretrizes da SBP e a dinâmica hemodinâmica do shunt esquerda-direita, assinale a alternativa CORRETA.
O estado metabólico do neonato com cardiopatia hiperfluxante é caracterizado por uma redução fisiológica do gasto energético basal, permitindo a utilização de fórmulas lácteas de densidade calórica convencional (67 kcal/100ml) para o alcance das metas ponderais.
A estratégia de oferta nutricional em cenários de baixo débito sistêmico ou "roubo de fluxo" deve priorizar o aumento progressivo e rápido do volume enteral, visando a maturação acelerada das vilosidades intestinais e a prevenção da translocação bacteriana.
A manifestação de distensão abdominal, resíduos gástricos persistentes ou sinais de desconforto pós-prandial constitui um indicador clínico de hipoperfusão mesentérica, refletindo o desequilíbrio entre a oferta de oxigênio e a demanda metabólica do trato gastrointestinal.
O planejamento calórico-proteico em pacientes com anasarca e insuficiência cardíaca deve ser estruturado com base no peso aferido diariamente (peso úmido), garantindo que a oferta de nutrientes seja proporcional ao volume de edema intersticial acumulado.
A prescrição de uma oferta hídrica liberal e volumosa é recomendada de forma universal para cardiopatas com shunt esquerda-direita, assegurando a estabilidade da pré-carga e a proteção da função renal contra a toxicidade de diuréticos de alça.
A Residência Médica (RM) em Pediatria, regulamentada pelo Decreto n.º 80.281/1977, é considerada o "padrão-ouro" da especialização médica no Brasil. Em relação às normatizações recentes e à organização curricular dessa especialidade, é CORRETO afirmar que:
A ampliação da Residência de Pediatria para três anos de duração foi definida pela Resolução n.º 1 da CNRM em 2016, estabelecendo o predomínio de atividades de atenção básica e secundária no primeiro ano (R1).
O certificado conferido pelos programas de RM, embora reconhecido pelo MEC, não possui validade como título de especialista, sendo obrigatória a aprovação em exame da sociedade de especialidade correspondente.
No novo currículo de três anos, o segundo e terceiro anos (R2 e R3) devem focar exclusivamente na atenção primária e puericultura, visando reduzir o uso de recursos invasivos.
A avaliação do residente deve manter seu caráter exclusivamente somativo e punitivo, evitando o uso de feedback construtivo para não comprometer a autoridade do preceptor.
Métodos de avaliação como o OSCE e o mini-Cex são restritos à graduação, sendo vedada sua aplicação no ambiente de pós-graduação lato sensu da Residência Médica.
M.R.S., recém-nascido do sexo masculino, nascido a termo (39 semanas) de parto vaginal sem intercorrências, com líquido amniótico claro, é avaliado na sala de parto. Ao nascimento, apresenta hipotonia, apneia e frequência cardíaca de 80 bpm. São realizados imediatamente os passos iniciais (aquecimento, posicionamento, secagem, estímulo), seguidos de ventilação com pressão positiva (VPP) em máscara facial com ar ambiente. Após 30 segundos de VPP com elevação torácica adequada, a frequência cardíaca cai para 50 bpm, confirmada por monitorização eletrocardiográfica.
Segundo as Diretrizes da American Heart Association para Ressuscitação Neonatal (2020), qual deve ser a próxima conduta imediata? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Iniciar compressões torácicas coordenadas com ventilação com oxigênio a 100%, idealmente após via aérea avançada, na proporção 3:1.
Continuar apenas a VPP por mais 60 segundos, sem compressões, observando evolução da frequência cardíaca.
Administrar epinefrina por via endotraqueal imediatamente, antes de iniciar compressões torácicas.
Realizar expansão volêmica empírica com cristaloide, mesmo sem evidência de hipovolemia.