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A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, determinando aumento da morbidade e incapacidade ajustada pelos anos de vida. As dislipidemias representam importante fator de risco cardiovascular, sendo que a lipoproteína de baixa densidade colesterol (LDL-c) é considerado o mais relevante fator de risco modificável para doença arterial coronariana. Sobre tipos de gorduras alimentares e terapia nutricional para saúde cardiovascular, analise as afirmativas a seguir.
I. Os ácidos graxos monoinsaturados são mais resistentes ao estresse oxidativo; e uma dieta rica nestes ácidos graxos faz com que as partículas de LDL-c fiquem enriquecidas com eles e, por isso, menos suscetíveis à oxidação.
II. Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 exercem inúmeros efeitos sobre diferentes aspectos fisiológicos e do metabolismo que podem influenciar a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como melhora da função autonômica, antiarrítmico, diminuição da agregação plaquetária e da pressão arterial, melhora da função endotelial, estabilização da placa de ateroma.
III. O efeito dos ácidos graxos poli-insaturados ômega-6 sobre trigliceridemia se deve à ação desse ácido graxo na redução da síntese de APO-B e aumento do seu catabolismo; simultaneamente pode acelerar o catabolismo dos quilomícrons por estimular a atividade da enzima lipoproteína lipase.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
Homem com quadro de insuficiência cardíaca congestiva classe IV, decorrente de miocardiopatia dilatada idiopática, foi submetido a transplante cardíaco há menos de um mês. O tratamento nutricional adequado no pós-transplante imediato deve incluir como recomendação a oferta de:
proteínas de 0,8 a 1,0g/kg/dia
lipídeos até 30% das calorias não proteicas
carboidratos de 50% a 70% das calorias não proteicas
calorias correspondentes a 100% do gasto energético de repouso
Assinale a alternativa CORRETA sobre a Hipertensão Arterial, HA.
A restrição do sódio na alimentação tem um efeito redutor da PA, tendo sido demonstrado que uma redução de 1,75 g de sódio por dia (4,4 g de sal/dia) está associada a uma redução média de 4,2 e 2,1 mmHg na PA sistólica e na PA diastólica, respectivamente.
A Pressão Arterial, PA, em faixas etárias mais jovens, é mais elevada entre as mulheres.
Menor ingestão de potássio reduz os níveis pressóricos.
A diminuição do peso corpóreo promove a diminuição da PA apenas em indivíduos hipertensos.
Os padrões alimentares considerados saudáveis têm sido associados à redução da PA. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) foi capaz de reduzir a PA, sendo o efeito atribuído ao menor consumo de gorduras.
O transplante cardíaco é a única cura para a insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. Sobre os aspectos contemplados pelo tratamento nutricional clínico pré-transplante cardíaco, é correto afirmar que:
todos os pacientes devem receber a alimentação enteral por sonda para prevenir o catabolismo proteico induzido pelo estresse cirúrgico
os extremos de peso corporal (< 80% ou > 140% do peso corporal ideal) aumentam o risco de infecção, diabetes mellitus, morbidade e mortalidade
as recomendações incluem restringir o consumo de bebidas alcoólicas, perder peso, fazer exercícios, parar de fumar e ingerir dieta normossódica
as comorbidades pré-transplante, como hiperlipidemia e hipertensão arterial sistêmica, precisam ser manejadas, mas não interferem nas taxas de sobrevivência
A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue de maneira eficaz, resultando em uma série de sintomas que prejudicam a qualidade de vida, pode ser desencadeada por várias causas, como doenças cardíacas, pressão alta e outras condições subjacentes. Sobre esta condição clinica é correto afirmar que:
A desnutrição energético-proteica ocorre nos estágios avançados da doença, constitui importante fator preditivo de redução da sobrevida de pacientes.
A diminuição do gasto energético basal é observada em pacientes com insuficiência cardíaca de classe III e IV.
A hiperatividade do sistema nervoso simpático na insuficiência cardíaca, especialmente em fase avançada pode diminuir o metabolismo basal.
Em pacientes com insuficiência cardíaca ocorre a diminuição das concentrações plasmáticas de insulina, que dificulta a reabsorção de sódio e água pelos túbulos renais.
Na insuficiência cardíaca ocorre algumas alterações no trato digestório, como a compressão gástrica e congestão hepática, o que leva ao aumento da capacidade absortiva.
Estudos clínicos têm mostrado que um plano alimentar vem apresentando resultados muito bons na redução de dislipidemias, obesidade, hipertensão e diabetes. Ele traz uma proposta quantitativa, em função das porções de alimentos, que incentiva o consumo de frutas, verduras, laticínios desnatados, restringe sódio, carnes ricas em gordura saturada, colesterol e doces e incentiva o consumo de peixes, frango e grãos. Esse plano nutricional surgiu nos EUA para tratar hipertensão e recebeu o nome de DASH.
Certo
Errado
A formação da placa de ateroma na parede dos vasos sanguíneos, bem como suas consequências clínicas (infarto do miocárdio e Acidente Vascular Encefálico [AVE]) associam-se intimamente aos determinados fatores de risco cardiovascular, como hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, obesidade entre outros. Hoje se sabe que diferentes padrões dietéticos modulam diferentes aspectos do processo aterosclerótico e risco cardiovasculares, como níveis lipídicos no plasma, resistência à insulina e metabolismo glicídico, pressão etc. Logo, o padrão alimentar interfere na chance de eventos ateroscleróticos. As repercussões da ingestão de gordura, no entanto, não se restringem ao metabolismo lipídico; o tipo de gordura ingerida pode influenciar também outros fatores de risco, como a resistência à insulina e a pressão arterial, além da importância dos carboidratos (CH) na gênese da doença cardiovascular que deve ser destacada.
Certo
Errado
Sr. JM, sexo masculino, idoso, 78 anos, viúvo. Encontra-se internado em um hospital geral devido a crise de hipertensão arterial e insuficiencia cardiaca. Fo1 prescrito dieta com restrição no consumo de Sal. O nome da dieta prescrita é:
Dieta hipogordurosa.
Dieta leve.
Dieta branda.
Dieta hipossódica.
Dieta com resíduos.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível de origem multifatorial. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda modificação do estilo de vida como o principal adjuvante não medicamentoso no seu manejo e a modificação do padrão alimentar está incluída neste critério. Sobre tratamento nutricional na HAS, avalie as asserções:
I. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é padrão alimentar capaz de reduzir a pressão arterial. Ela enfatiza o aumento do consumo de frutas, vegetais, alimentos integrais, laticínios com baixo teor de gorduras, além do consumo moderado de oleaginosas e redução no consumo de gorduras, doces e bebidas com açúcar e carnes vermelhas.
NO ENTANTO,
II. Para o efeito hipotensor advindo da dieta DASH é mais importante o padrão da dieta (alto teor de potássio, cálcio, magnésio e fibras, com quantidades reduzidas de colesterol e gordura total e saturada) do que o consumo individual dos alimentos componentes da dieta.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
As asserções I e II são proposições falsas, e a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Sobre a HAS, analisar os itens abaixo:
I. Os valores de 140 mmHg para a pressão sistólica e de 90 mmHg para a pressão diastólica, empregados para diagnóstico de HAS, correspondem ao momento em que a duplicação de risco repercute de forma mais acentuada, pois já parte de riscos anteriores mais elevados.
II. Além do diagnóstico precoce, o acompanhamento efetivo dos casos pelas equipes da Atenção Básica é fundamental, pois o controle da pressão arterial (PA) reduz complicações cardiovasculares e desfechos como infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), problemas renais, entre outros.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a síndrome metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina. Os critérios diagnósticos para a SM descritos pelo Adult Treatment Panel III (ATP III) incluem valores anormais para
circunferência da cintura, pressão arterial, triglicerídeos, HDL-C e glicemia de jejum.
pressão arterial, colesterol total, triglicerídeos, HDL-C, LDL-C e glicemia de jejum.
pressão arterial, colesterol total, triglicerídeos, HDL-C e glicemia de jejum.
circunferência da cintura, pressão arterial, colesterol total, triglicerídeos, HDL-C, LDL-C e glicemia de jejum.
pressão arterial, colesterol total, triglicerídeos, HDL-C e LDL-C.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da Pressão Arterial (PA). Associa-se, frequentemente, a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares. Tem alta prevalência e baixas taxas de controle; é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis e um dos mais importantes problemas de saúde pública. Sobre o tratamento nutricional da HAS, analise as afirmativas a seguir.
I. A adição de potássio na dieta de forma suplementada, ou por meio de uma dieta com alimentos ricos nesse mineral, pode ser um adjuvante eficiente na terapia farmacológica anti-hipertensiva dos pacientes com hipertensão arterial.
II. O café, além de ser rico em cafeína, possui compostos bioativos como polifenóis, o magnésio e o potássio, que podem favorecer a redução da PA. A cafeína é capaz de elevar agudamente a PA, por mais de três horas, mas o consumo regular leva à tolerância. A ingestão de café a longo prazo não tem sido associada à maior incidência de HAS. Contudo, a Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que o consumo de café não exceda quantidades baixas a moderadas.
III. Os laticínios podem conter constituintes com potencial efeito benéfico, como a proteína do soro do leite (whey protein), o cálcio, o magnésio, os probióticos, dentre outros. Alguns ensaios clínicos randomizados sugerem efeito hipotensor modesto, em especial, os realizados com laticínios pobres em gordura e com proteínas do leite.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020, assinale a alternativa que apresenta a ingestão recomendada de sódio por indivíduos hipertensos e os tipos de alimentos que devem ser evitados.
1,0 g/dia, evitando-se temperos prontos e bacon.
1,5 g/dia, evitando-se queijos amarelos e molhos do tipo mostarda e maionese
1,5 g/dia, evitando-se enlatados e congelados.
2,0 g/dia, evitando-se carnes processadas e lanches industrializados.
2,5 g/dia, evitando-se todos os alimentos ultraprocessados.
Assinale a alternativa correta em relação ao recomendado pelo Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (2021), da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Limitar o consumo de ácidos graxos trans a 1% do valor energético total da dieta.
Suplementação de ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 de origem marinha para indivíduos com valores de colesterol associado a lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) acima de 200 mg/dL.
Estimular o consumo de ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 de origem vegetal como parte de uma dieta saudável, que pode ser recomendada para reduzir o risco cardiovascular.
Limitar o consumo de ácidos graxos saturados até 10% em indivíduos com risco cardiovascular aumentado, como os portadores de diabetes mellitus.
Orientar o consumo de óleo de coco.
Assinale a alternativa que contêm os fatores de risco modificáveis para doença cardiovascular.
Menopausa, sedentarismo, hiperglicemia e obesidade.
Etilismo, idade, hipertrigliceridemia e sobrepeso.
Tabagismo, sedentarismo, hipercolesterolemia e obesidade.
História familiar precoce, síndrome metabólica, idade e sobrepeso.
Tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, menopausa e sedentarismo.
Analise as afirmativas abaixo considerando as recomendações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020.
1. O papel da vitamina D no controle da pressão arterial está bem estabelecido. Portanto, para indivíduos com Hipertensão Arterial em estágio I, recomenda-se a suplementação diária de 2.000 UI de vitamina D.
2. O consumo de sódio deve ser restrito a 2 g/dia, com substituição de cloreto de sódio por cloreto de potássio, se não existirem restrições.
3. O peso corporal deve ser controlado para a manutenção de IMC < 25 kg/m2.
4. A dieta tipo DASH e semelhantes deve ser prescrita. Para tanto, deve-se restringir a ingestão de laticínios a uma porção por dia.
5. A ingestão de uma dieta rica em potássio (3,5 a 5g/dia) é uma intervenção recomendada para a prevenção da hipertensão arterial, pois tem potencial para reduzir a pressão arterial.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
O lipedema é uma doença vascular crônica que acomete principalmente as mulheres. Clinicamente, o quadro é caracterizado pela distribuição anormal do tecido adiposo, gerando um depósito de gordura nos membros inferiores. Dentre as formas de manejo da doença, o tratamento dietético pode ser um forte aliado no combate aos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Dentre as dietas relacionadas a seguir, qual NÃO é oportuna para tal condição?
Cetogênica.
Mediterrânea.
Fonte de fibras solúveis.
Fonte de ácidos graxos insaturados.
Hiperglicídica.
O número de mortes por doenças cardiovasculares tem aumentado nos últimos anos. Sabe-se que o acúmulo excessivo de gordura na região abdominal é um importante indicador de risco de doença cardiovascular. Em relação à faixa que apresenta risco para mulheres, marque a alternativa CORRETA:
acima de 70 cm e menor que 100 para mulheres;
acima de 94 cm e menor que 110 para mulheres;
acima de 88 cm e menor que 95 para mulheres;
acima de 80 cm para mulheres.
De acordo com a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2013), alguns alimentos são considerados fontes quase exclusivas de ômega-6, por exemplo
queijo prato.
óleo de fígado de bacalhau.
leite integral.
manteiga.
óleo de girassol.
Define-se cardiopatia congênita (CC) como uma anomalia estrutural do coração ou dos grandes vasos intratorácicos, presente desde o nascimento do indivíduo, que pode cursar com alterações funcionais e que, nos casos mais graves, torna-se incompatível com a sobrevida.
Uma importante repercussão nutricional decorrente da CC é
a obesidade.
as hipervitaminoses.
o acúmulo de ferro hepático.
a hipercolesterolemia.
o atraso de crescimento.