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Um paciente idoso, no pós-operatório de tireiodectomia, foi orientado, no momento da alta hospitalar, a manter dieta pastosa no domicílio. Assim, alguns alimentos foram incluídos no cardápio do paciente, por exemplo,
batata chips.
mingau de amido de milho.
bisteca frita.
torrada integral.
maçã crua.
A cirurgia bariátrica é um procedimento recomendado para tratar casos de obesidade grave. Conhecida popularmente como "redução do estômago", essa intervenção altera a configuração original do órgão e reduz sua capacidade de receber alimentos, consequentemente, dificultando a absorção excessiva de calorias.
A respeito da cirurgia bariátrica é correto afirmar:
A síndrome de Dumping é um dos sinais e sintomas presentes em pacientes bariátricos.
A recomendação de proteínas para adultos com aporte energético adequado é de 0,6 g/kg.
A recomendação de energia é de 35-40 kcal/kg/dia para pacientes metabolicamente estáveis, baseado em idade, sexo, atividade física, estado nutricional, e comorbidades associadas.
A cirurgia bariátrica é indicada para qualquer paciente cujo Índice de Massa Corporal (IMC) seja superior a 25 kg/m2 ou para aqueles com IMC superior a 35 kg/m2, que já apresentem alguma comorbidade.
A cirurgia bariátrica é um tratamento cirúrgico de pacientes com obesidade grave, que preenchem critérios específicos. O objetivo da cirurgia é reduzir a capacidade gástrica e/ou redução da absorção de nutrientes. Em um ambiente ambulatorial, qual a melhor conduta nutricional para pacientes que passarão por essa cirurgia (pré-cirurgia)?
Dieta hipocalórica para emagrecimento de 5 a 10%, visando redução das complicações pós-cirurgicas;
Dieta rica em gorduras saturadas e monoinsaturadas;
Orientações nutricionais de dieta hiperproteica para o ganho de 5 a 10% de peso corporal total;
Dieta isenta de lactose e glúten para a redução de complicações durante a cirurgia;
Dieta livre de alimentos fermentáveis e desestímulo a perda de peso corporal;
Em relação a terapia nutricional pré-operatória, considere as afirmativas abaixo:
I. O objetivo é a melhora clínica e nutricional perioperatória, pré habilitando o paciente para a operação, prevenindo complicações pós-operatórias e aumento da morbimortalidade.
II. A terapia nutricional pré-operatória deve ser realizada de forma precoce, em pacientes em risco nutricional e candidatos à cirurgia de grande porte
III. Para o paciente em risco nutricional ou desnutrido e candidato a operação de médio grande porte, é recomendada uma fórmula hiperproteica com imunonutrientes (arginina, nucleotídeos e ômega 3).
Assinale a alternativa correta.
Somente a I está correta.
Somente a III está correta.
As afirmativas II e III estão corretas.
As afirmativas I e III estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Como deve ser a reintrodução da dieta no pós-operatório?
Deve ser iniciada após sete dia do processo operatório a fim de evitar uma realimentação precoce;
Deve ser planejada para imediatamente no pós-operatório, quando é possível prever que o paciente ficará por mais de quinze dias sem conseguir se alimentar ou se não conseguir ingerir 60% de suas necessidades por quinze a 20 dias.
Deve ser planejada para início precoce no pós-operatório, quando é possível prever que o paciente ficará por mais de sete dias sem conseguir se alimentar ou se não conseguir ingerir 60% de suas necessidades por sete a 10 dias.
Deve ser iniciada na primeira hora após o processo operatório, mesmo na presença de anastomose digestiva, priorizando-se pelo início com terapia nutricional parenteral.
Deve ser iniciada quando o paciente manifestar-se com desejo pela ingestão de alimentos e nutrientes, a fim de prevenir uma realimentação precoce associada a prevenção de complicações.
A cirurgia bariátrica tem indicação estrita, sendo permeada por cuidados antes, durante e pós procedimento cirúrgico. No pós-operatório, algumas complicações podem acontecer, portanto é fundamental acompanhamento multidisciplinar. A _____________ é uma das complicações caracterizada por esvaziamento gástrico acelerado causada pela diminuição volumétrica do estômago e pela chegada precoce de alimento no jejuno e íleo, decorrente do desvio intestinal realizado na operação.
A alternativa que preenche a lacuna acima, corretamente, é
Síndrome de West
Síndrome de Wells
Doença de Behçet
Síndrome de Dumping
Síndrome de Huntington
Um nutricionista em um hospital está trabalhando com um paciente de 60 anos que está prestes a passar por uma cirurgia abdominal eletiva. O paciente está preocupado com o jejum pré-operatório e tem dúvidas sobre o que pode ou não pode comer ou beber antes da cirurgia. Sendo assim, qual das seguintes orientações nutricionais é a mais apropriada para este paciente?
Recomendar que o paciente não consuma nenhum alimento ou líquido nas 12 horas antes da cirurgia para evitar complicações.
Permitir que o paciente consuma apenas água durante as 4 horas anteriores à cirurgia
Incentivar o paciente a consumir uma refeição leve de fácil digestão, como sopa e torradas, até 2 horas antes da cirurgia
Orientar o paciente a consumir uma grande refeição com alimentos ricos em fibras na noite anterior à cirurgia para evitar a constipação pós-operatória
Sugerir que o paciente tome um laxante 2 horas antes da cirurgia para limpar completamente o intestino
Uma das dietas prescritas no pós-operatório da cirurgia bariátrica é a dieta líquida restrita ou líquida de prova ou líquida clara. Assim, conforme citado no documento Cadernos de Atenção Básica – Estratégias para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica – Obesidade (Ministério da Saúde, 2014), é um alimento que pode compor essa dieta:
leite de vaca.
chá sem açúcar.
iogurte de soja.
sopa de feijão.
creme de abacate.
Algumas complicações podem ser observadas após a realização de gastrostomias. Dentre as complicações, quais são consideradas como de menor gravidade, conforme citado por Duarte (2007)?
Infecção de ferida pós-operatória e problemas anestésicos.
Hemorragia gástrica e pneumonia por aspiração.
Fístula e desnutrição energético proteica.
Extravasamento de conteúdo gástrico e granulomas.
O consumo de alimentos ricos em açúcar deve ser contraindicado para pacientes no pós-operatório de cirurgia bariátrica, já que podem provocar
hiperglicemia.
síndrome de dumping.
hipertrigliceridemia.
diarreia osmótica.
Considerando-se as deficiências nutricionais nos pacientes após cirurgia bariátrica que vão depender do tipo de operação realizada, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Deficiência de ferro.
(2) Deficiência de tiamina (vitamina B1).
(3) Deficiência de vitamina B12.
( ) É uma das deficiências mais comuns após a cirurgia de desvio gástrico. Ocorre em cerca de 1/3 dos pacientes após 1 ano de pós-cirúrgico, e existem vários mecanismos pelos quais os pacientes se tornam deficientes após o procedimento. Primeiramente, a quantidade de ácido e pepsina produzida na nova bolsa gástrica é inadequada para permitir sua liberação ligada a partir dos alimentos.
( ) É um dos déficits mais comuns após a cirurgia bariátrica, estimada em algo entre 30 e 50%. Esse déficit é particularmente prevalente nos pacientes após o procedimento secundário ao desvio de locais primários de absorção no duodeno e jejuno. A ingestão inadequada de substâncias alimentícias ricas nesse nutriente é também uma provável causa de deficiência.
( ) Sua deficiência sintomática é comum e pode ocorrer em até 18% dos pacientes após um desvio gástrico. O desenvolvimento de neuropatia periférica e encefalopatia de Wernicke secundária à sua deficiência tem sido relatado subsequentemente a todos os procedimentos bariátricos e parece ser mais comum em pacientes que apresentam vômito persistente ou perda de peso rápida após a cirurgia.
1 - 3 - 2.
3 - 1 - 2.
3 - 2 - 1.
2 - 1 - 3.
Homem com quadro de insuficiência cardíaca congestiva classe IV, decorrente de miocardiopatia dilatada idiopática, foi submetido a transplante cardíaco há menos de um mês. O tratamento nutricional adequado no pós-transplante imediato deve incluir como recomendação a oferta de:
proteínas de 0,8 a 1,0g/kg/dia
lipídeos até 30% das calorias não proteicas
carboidratos de 50% a 70% das calorias não proteicas
calorias correspondentes a 100% do gasto energético de repouso
As cirurgias do trato gastrointestinal atuam como um evento agudo com repercussões metabólicas e nutricionais que alteram a homeostase do organismo. Entre os principais aspectos relacionados às complicações no pós-operatório, é correto afirmar que a:
perda excessiva nas fezes é mais comum em indivíduos com ileostomia quando comparada à colostomia, por ser uma interrupção intestinal mais alta
morbidade cirúrgica está associada à extensão da doença primária e à natureza da operação efetuada, tendo pouca relação com o estado nutricional e com a má nutrição
hiperglicemia é um achado comum que exacerba o catabolismo relacionado ao estresse, com a indicação exclusiva de nutrição enteral via sonda por meio de fórmula especializada no controle glicêmico
incidência de fístulas enterocutâneas é maior entre sete e dez dias após a cirurgia, tendo como única indicação o uso de nutrição parenteral nesse período para a cicatrização e repouso do trato gastrointestinal
Em relação à terapia nutricional para cirurgias de grande porte, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A fórmula semielementar é indicada na terapia nutricional pré-operatória.
( ) A fórmula imunomoduladora é indicada para pacientes de cirurgias gastrointestinais de grande porte.
( ) Inúmeros estudos mostram que o reinício precoce da dieta não é seguro, pois acarreta deiscência de anastomose.
( ) Na cirurgia de gastrectomia total, a dieta deve ser por via nasoenteral ou de jejunostomia proximal à anastomose cirúrgica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – V.
F – V – F – F.
V – F – V – F.
F – V – F – V.
Avalie os itens sobre a atenção nutricional no período perioperatório, em procedimentos cirúrgicos em geral, sem considerar as exceções:
I. Não é recomendado jejum superior a 8 horas para sólidos e entre 2 a 6 horas para líquidos claros. II. Para casos de risco nutricional grave, recomenda-se o uso de terapia nutricional pré-operatória, por 7 a 14 dias, preferencialmente com imunonutrientes. III. No pós-operatório, recomenda-se a introdução precoce, entre 12 a 24 horas, da alimentação enteral. IV. No pós-operatório não é recomendado a administração de imunonutrientes. |
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas I e II estão corretos.
Apenas I, II e III estão corretos.
Apenas I, II e IV estão corretos.
Apenas II e IV estão corretos.
Apenas I e IV estão corretos.
O transplante cardíaco é a única cura para a insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. Sobre os aspectos contemplados pelo tratamento nutricional clínico pré-transplante cardíaco, é correto afirmar que:
todos os pacientes devem receber a alimentação enteral por sonda para prevenir o catabolismo proteico induzido pelo estresse cirúrgico
os extremos de peso corporal (< 80% ou > 140% do peso corporal ideal) aumentam o risco de infecção, diabetes mellitus, morbidade e mortalidade
as recomendações incluem restringir o consumo de bebidas alcoólicas, perder peso, fazer exercícios, parar de fumar e ingerir dieta normossódica
as comorbidades pré-transplante, como hiperlipidemia e hipertensão arterial sistêmica, precisam ser manejadas, mas não interferem nas taxas de sobrevivência
Leia o caso a seguir.
Paciente A.F.S, 38 anos, sexo feminino, no 12º dia de pósoperatório de cirurgia bariátrica.
Quais características a dieta dessa paciente deve ter hoje?
Branda, com frutas sem casca e sem arroz.
Líquida à pastosa, com proteínas até 70g/dia.
Líquida isenta de açúcar, lactose e cafeína.
Líquida com adição de leite de vaca ou soja.
Nos últimos anos a conduta do jejum prolongado vem sendo questionada, por se mostrar prejudicial ao paciente cirúrgico, podendo causar, EXCETO:
Aumento das repostas orgânica, endócrina e metabólica ao traumatismo operatório e a lesão tecidual que o segue.
Diminuição de glucagon.
Resistência a insulina, proteólise muscular e lipólise.
Aumento da produção de mediadores inflamatórios.
Franca resposta inflamatória sistêmica.

A cirurgia metabólica, também conhecida como cirurgia bariátrica, é um conjunto de procedimentos cirúrgicos destinados a tratar condições relacionadas à obesidade e suas complicações metabólicas. Além de promover perda de peso significativa, essas intervenções têm o objetivo de melhorar as condições associadas, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Diferentes técnicas podem ser utilizadas no procedimento, com diferentes consequências nutricionais. Com base nas imagens apresentadas, assinale a alternativa correta.
A cirurgia A é disabsortiva.
A cirurgia B é mista, principalmente disabsortiva.
Em operações de restrição gástrica, não há alterações no movimento dos nutrientes pelo trato gastrintestinal e, por isso, deficiências em vitaminas e minerais podem ser menos graves.
Em cirurgias do tipo A, a deficiência em ferro pode ocorrer principalmente em razão da secreção reduzida de ácido clorídrico.
A cirurgia bariátrica é uma forma aceitável de tratamento para obesidade mórbida ou grau 3 com o IMC maior ou igual a 40kg/m², ou maior ou igual a 35kg/m² com fatores de riscos associados. Uma das técnicas usadas é conhecida como Bypass gástrico, que envolve estômago e intestino, sendo uma técnica mista. Como o uso da parte inferior do estômago é excluído, o paciente submetido ao Bypass gástrico também pode desenvolver a síndrome de Dumping. Identifique a seguir, seus principais sintomas:
Magreza e carência de minerais.
Taquicardia, transpiração e dor abdominal.
Sobrepeso, anemia e xeroftalmia.
Dor abdominal e diabetes.
Dislipidemia e carência de vitaminas.