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As cirurgias representam uma lesão ao corpo, o que leva à uma resposta metabólica inicial em direção ao catabolismo. O estado nutricional é um dos fatores que mais influencia no resultado pós-operatório em cirurgias eletivas, já que o paciente desnutrido apresenta menor resposta imunológica e menor resistência ao estresse. A prevalência de pacientes cirúrgicos desnutridos ou em risco de desnutrição é alta e na maioria das vezes não é reconhecida ou tratada adequadamente, por isso os exames para a detecção do risco nutricional são de suma importância.
Giovanna di Cola, disponível em:
https://www.sanarmed.com/nutricao-do-paciente-
cirurgico-colunistas
Qual das seguintes afirmações é correta em relação aos objetivos da terapia nutricional no pré e pós-operatório?
No pré-operatório, o foco principal é a recuperação pós-cirúrgica imediata, enquanto no pós-operatório, o foco principal é a otimização da composição corporal.
No pré-operatório, o objetivo é maximizar o consumo de fibras para facilitar a evacuação póscirúrgica, enquanto no pós-operatório, o objetivo é minimizar a ingestão de proteínas.
No pré-operatório, a ênfase está na ingestão de gorduras saturadas para fornecer energia durante a cirurgia, enquanto no pós-operatório, a ênfase está na hidratação adequada.
No período pré-operatório, a ênfase está na moderação dos carboidratos para evitar o ganho de peso excessivo, enquanto no pós-operatório, o foco é otimizar a nutrição para promover a cicatrização e a recuperação eficazes.
No pré-operatório, o foco principal é a ingestão de alimentos de alta caloria para aumentar a resistência do paciente à anestesia, enquanto no pós-operatório, o foco principal é a ingestão de líquidos claros.
Considerando-se a gestação após cirurgia bariátrica, analisar os itens abaixo:
I. Com o aumento da fertilidade após a cirurgia bariátrica, as pacientes tendem a engravidar mais facilmente, e, por isso, recomenda-se que evitem engravidar após doze meses do procedimento, sendo considerado esse o intervalo seguro entre a cirurgia bariátrica e a concepção, onde ocorre uma estabilização no organismo da mulher; com isso, a probabilidade de desenvolver complicações é muito menor.
II. Mulheres que engravidam após a cirurgia devem monitorar com mais frequência o ganho de peso, a suplementação nutricional e também a saúde fetal.
III. Quando a gestação ocorre muito próxima à cirurgia bariátrica pode acontecer uma série de efeitos adversos, tanto para a gestante pós-bariátrica quanto para seu feto, tais como parto prematuro, osteomalácia materna, baixo peso do bebê ao nascer ou, ainda, deficiência do desenvolvimento mental e defeitos do tubo neural do bebê.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente os itens I e II.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
Em relação à cirurgia bariátrica, o “Caderno de Estratégias para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica: Obesidade” orienta que:
I. A cirurgia bariátrica é indicada a indivíduos com IMC >32 kg/m2 e com comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico.
II. É contraindicada a cirurgia a pacientes que apresentem Síndrome de Cushing decorrente de hiperplasia na suprarrenal não tratada e tumores endócrinos.
III. Em relação às alterações absortivas, serão necessárias reposições com suplementos vitamínicos e minerais.
IV. Podem ocorrer complicações como desnutrição severa, deficiência proteica, anemia, colelitíase, oclusão intestinal e hérnias.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e IV.
Apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para tratar casos de obesidade grave em pacientes que não apresentam boa resposta ao tratamento clínico, por possibilitar redução do peso e manutenção do peso reduzido por longo tempo, melhora das comorbidades e redução das mortalidades em geral. A cirurgia bariátrica pode ser subdividida em 3 grupos de acordo com os mecanismos de ação. Assinale a alternativa correta sobre as subdivisões.
Restrição, disabsorção ou ambos.
Restrição, absorção e suplementação.
Absorção, restrição e depleção.
Disabsorção, absorção e catabolismo.
Absorção, disabsorção e metabolismo.
Um paciente de 37 anos de idade, encontra-se no terceiro mês de pós-operatório de cirurgia bariátrica (realizou técnica cirúrgica by-pass, a qual ocorre a gastrectromia parcial e desvio de parte do duodeno). Sua dieta já atingiu a consistência sólida, sobre a qual refere consumo de todos os grupos alimentares, apresentando algum desconforto quando consome alguns tipos de carne. Seus exames apontam para uma anemia ferropriva e hipocalcemia. Considerando os aspectos que interferem nas fases da nutrição (alimentação, digestão, absorção, metabolização e excreção de nutrientes), assinale a alternativa correta.
A intolerância à carne se deve ao fato de que a as proteínas animais têm melhor digestibilidade.
A anemia ferropriva e hipocalcemia justificam-se pela associação de fatores relacionados à alteração do pH gástrico, à redução da ingestão dos alimentos fontes desses nutrientes e ao desvio intestinal, que diminui a área de absorção.
A anemia ferropriva e hipocalcemia ocorreram principalmente pela insuficiência de consumo de alimentos fontes de cálcio e ferro, aliados à alta excreção urinária desses nutrientes.
Dieta líquida restrita resolveria o problema, pois os nutrientes estariam mais hidrolisados e, consequentemente, seriam melhor absorvidos.
A dieta ______ é indicada para pacientes na fase pós-operatória e no preparo de cirurgias do trato gastrintestinal. Alimentos como gelatina, suco de frutas e caldo de legumes podem ser incluídos nesse tipo de dieta, por outro lado, pão de forma, purês e hortaliças cruas ou cozidas não devem fazer parte desse tipo de dieta.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
pastosa
líquida
leve
branda
Paciente RGO, 35 anos, está em pós-operatório de cirurgia do trato gastrointestinal com indicação de dieta líquida completa. Diante disso, a dieta desse paciente NÃO pode conter:
Iogurte natural desnatado batido com fruta.
Frutas cozidas com casca.
Sopa de legumes, macarrão e carne liquidificada.
Proteína do soro do leite em pó diluída em água.
Canja de galinha liquidificada.
Considerando que a desnutrição e a subalimentação são fatores de risco para complicações pós-operatórias, a alimentação enteral precoce é especialmente relevante para qualquer paciente cirúrgico com risco nutricional, especialmente para aqueles submetidos à cirurgia gastrointestinal superior. Do ponto de vista metabólico e nutricional, os aspectos-chave dos cuidados perioperatórios incluem a integração da nutrição no tratamento global do paciente, tais como:
evitar alimentos leves no pré-operatório, restabelecer a alimentação oral o mais cedo possível após a cirurgia.
evitar longos períodos de jejum pré-operatório, restabelecer a alimentação oral o mais tardio se possível após a cirurgia.
evitar longos períodos de jejum pré-operatório, restabelecer a alimentação oral o mais cedo possível após a cirurgia.
evitar curtos períodos de jejum pré-operatório, restabelecer a alimentação enteral o mais cedo possível após a cirurgia.
evitar longos períodos de jejum pré-operatório, restabelecer a alimentação parenteral o mais cedo possível após a cirurgia
O déficit de vitamina B12 é notável em pacientes pós cirurgia bariátrica, desse modo há a necessidade de se fazer a suplementação, seja ela via oral ou intramuscular. Outro fator que proporciona essa deficiência é a idade, visto que idosos tendem a ter uma certa dificuldade de absorver a vitamina B12, pelo fato da absorção de nutrientes que contém a cobalamina ser menor. Para suprir esse déficit, a suplementação torna-se necessária. Dessa forma é correto afirmar que:
em pacientes recém-operados, não se recomenda a ingestão proteica de alimentos ricos em B12.
o fígado é o principal reservatório da vitamina B12, com o poder de armazenamento de 2 a 5 mg.
a vitamina B12 é disponibilizada em alimentos, sendo sua absorção no duodeno dependente da presença de fator intrínseco.
a vitamina B12 é hidrossolúvel, sintetizada pelo organismo humano.
Sobre indicações e contraindicações das cirurgias bariátricas, é correto afirmar que o procedimento é:
indicado para pacientes IMC ≥ 45 kg/m², sem comorbidades
indicado para pacientes com história recente de tentativa de suicídio por não aceitação do corpo
contraindicado para pacientes com capacidade intelectual limitada, sem compreensão do tratamento
indicado para pacientes com obesidade grau II, portadores de comorbidades desencadeadas ou agravadas pela obesidade, mesmo quando há doença grave descompensada
Em cirurgia, a preocupação com o estado nutricional e a intervenção nutricional ótima é capaz de modificar favoravelmente a evolução pós-operatória em operações de caráter eletivo, emergencial e trauma. São recomendações da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) na Diretriz Prática de Nutrição Clínica em Cirurgia (2021)
reintrodução da ingestão oral somente após 8 horas do término da cirurgia para a maioria dos pacientes.
adaptação da dieta de acordo com a tolerância individual e o tipo de cirurgia realizada.
terapia nutricional parenteral no pós-operatório de cirurgias do trato gastrointestinal.
uso de suplemento alimentar imunomodulador 7 dias antes da cirurgia para pacientes pediátricos.
jejum pré-operatório de 12 horas, principalmente em crianças.
A cirurgia bariátrica pode ser adotada no tratamento da obesidade severa. Entretanto, é preciso salientar que o tratamento da obesidade não se resume ao ato cirúrgico. Para se obter sucesso, é necessário que o paciente seja acompanhado por equipe multidisciplinar de forma continuada, pois devem ser aproveitadas as mudanças que decorrem naturalmente da cirurgia para introduzir novos hábitos alimentares. O indivíduo deve receber informações e material detalhado sobre os estágios dietéticos do pós-operatório, incluindo-se os alimentos que geralmente causam aversão ou intolerância, além de receitas nutritivas, cardápios simples com ênfase na adequação proteica e recomendações sobre suplementação de vitaminas e minerais.
Considerando a conduta dietoterápica para pessoas submetidas a cirurgia bariátrica, avalie as afirmações a seguir.
I. A deficiência de vitamina B12 deve ser monitorada em todos os pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, independentemente da modalidade cirúrgica e da presença de sintomas, sendo o ácido metilmalônico o parâmetro mais indicado para identificar a deficiência desta vitamina e definir sua suplementação, se necessária.
II. A suplementação de tiamina tem sido prescrita juntamente a outras vitaminas do complexo B, pois a deficiência grave de tiamina pode provocar a síndrome de Wernicke-Korsakoff, cujos sinais são oftalmoplegia, ataxia e distúrbios mentais e de consciência.
III. Entende-se consensualmente que deve haver evolução da consistência da dieta no pós-cirúrgico imediato, da seguinte maneira: é preconizada a introdução de dieta líquida após 72 horas; recomendam-se, na sequência, dieta pastosa e dieta branda; por fim, deve-se passar para a dieta regular ou normal.
IV. A deficiência de ferro é observada principalmente após bypass gástrico em Y-de-Roux (BGYR), podendo manifestar-se como anemia macrocítica, leucopenia, trombocitopenia, glossite ou medula megaloblástica.
V. Os cuidados nutricionais devem iniciar no pré-operatório, pois algumas deficiências nutricionais, como das vitaminas A e D e de zinco, estão concomitantemente presentes na obesidade.
É correto apenas o que se afirma em
I, II e IV.
I, II e V.
I, III e IV.
II, III e V.
III, IV e V.
Leia o caso a seguir:
Um paciente, de 65 anos, está hospitalizado há 15 dias devido a uma cirurgia gastrointestinal. Ele está recebendo nutrição enteral com uma fórmula de 1,5 kcal/ml. O objetivo é fornecer a ele 1.800 kcal por dia por meio de infusão contínua. Qual deve ser o gotejamento aproximado dessa dieta para alcançar a meta calórica diária?
30 ml/h
35 ml/h
40 ml/h
45 ml/h
50 ml/h
A cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz no tratamento e controle da obesidade. Com relação à nutrologia e cirurgia bariátrica, analise as afirmativas abaixo.
I. Entre os principais benefícios da cirurgia bariátrica destacam-se a perda e manutenção do peso a longo prazo e melhora ou controle das doenças associadas.
II. No pós-operatório imediato da cirurgia bariátrica, após a liberação do jejum, inicia-se a dieta líquida em uma fase de adaptação, com introdução gradativa de alimentos, tais como: água, chás, sucos, sopas e leite.
III. A avaliação pré-operatória para cirurgia bariátrica é feita exclusivamente pela equipe médica, incluindo médico nutrólogo, que deve coletar informações sobre o tempo de obesidade e tratamentos prévios.
IV. Algumas técnicas cirúrgicas apresentam particularidades no acompanhamento pósoperatório. A técnica de Fobi-Capella geralmente cursa com síndrome de dumping, tornando assim desaconselhável a ingestão de alimentos ricos em açúcares simples e proteínas.
Assinale a alternativa correta.
I apenas
I e II apenas
II e III apenas
III e IV apenas
II e IV apenas
Em um pré-operatório, a terapia nutricional é indicada por um período de sete a 14 dias para o paciente com risco nutricional grave indicado a operações eletivas de médio e grande porte. Quais são os principais marcadores de presença de risco nutricional no paciente?
Ganho de peso > 10% em 6 meses, IMC <18,5 kg/m², Avaliação Global Subjetiva = C, ou lipídio sérico < 3 mg/dL (sem evidencia de disfunção hepática e renal).
Perda de peso < 6% em 6 meses, IMC <18,5 kg/m², Avaliação Global Subjetiva = C, ou creatinina sérica < 3 mg/dL (sem evidencia de disfunção hepática e renal).
Ganho de peso > 6% em 6 meses, IMC <18,5 kg/m², Avaliação Global Subjetiva = C, ou cianocobalamina sérica < 3 mg/dL (sem evidencia de disfunção hepática e renal).
Perda de peso > 6% em 12 meses, IMC <18,5 kg/m², Avaliação Global Subjetiva = C, ou albumina sérica < 3 mg/dL (sem evidencia de disfunção hepática e renal).
Perda de peso > 10% em 6 meses, IMC <18,5 kg/m², Avaliação Global Subjetiva = C, ou albumina sérica < 3 mg/dL (sem evidencia de disfunção hepática e renal).
Considerando as características específicas das fases de resposta orgânica ao trauma cirúrgico, apresentadas por Shils et al. (2016), associe as colunas abaixo:
(1) Fase de efluxo
(2) Fase de fluxo
( ) diminuição de insulina
( ) aumento do débito cardíaco
( ) diminuição da temperatura central
( ) aumento do consumo de oxigênio
A sequência correta é
1, 1, 2, 1.
1, 1, 2, 2.
1, 2, 1, 1.
1, 2, 1, 2.
2, 2, 1, 1.
Paciente feminina, 39 anos, há 2 anos submetida à cirurgia capela, chega ao consultório com queixa de fraqueza, tontura e nistagmo. Refere vômitos de repetição. Está em uso regular de polivitamínicos em dose de suplementação. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Deficiência de zinco.
Deficiência de piridoxina.
Deficiência de tiamina.
Deficiência de riboflavina.
Hipocalemia.
A cirurgia bariátrica em pacientes com obesidade é considerada atualmente a terapia mais eficaz para induzir perda de peso a longo prazo e para reduzir a carga de comorbidades e mortalidade extrema. Dentre as diversas técnicas cirúrgicas realizadas, a gastrectomia vertical (Sleeve) está relacionada a quais deficiências nutricionais?
Ferro e B¹².
Vitamina D e K.
Vitaminas lipossolúveis e Cálcio.
Vitamina B6 e Potássio.
A resposta hipermetabólica ao estresse, sepse, trauma, ou cirurgia de grande porte é complexa e envolve muitas vias metabólicas. Considerando esse cenário, assinale a opção correta.
A resposta à sepse envolve, tipicamente, fases de choque (ebb) e de fluxo. A fase de choque (ebb), ocorrida imediatamente após a lesão, associa-se a hipovolemia, choque e hipóxia tecidual. Na fase de fluxo, ocorre aumento do débito cardíaco, temperatura corporal, gasto de energia e catabolismo proteico.
O objetivo da terapia nutricional é minimizar o catabolismo, atender a demanda energética, mas sem hiperalimentação e nestes casos, o uso da calorimetria indireta é contraindicado.
Na fase de choque (ebb), ocorre aumento da produção de glicose, da liberação de AGL, das concentrações de insulina, de catecolaminas, de glucagon e de cortisol.
Não existe associação entre a magnitude da resposta hormonal e a intensidade da lesão.
A coletitíase ou litíase biliar é caracterizada pela presença de cálculos na vesícula, uma doença comum e, na maioria dos casos, é assintomática. A cirurgia de remoção da vesícula e de cálculos é chamada de colecistectomia. Sobre tal patologia, seus fatores de risco e terapia nutricional após cirurgia, analise as afirmativas a seguir.
I. São fatores de risco para a formação de cálculos biliares: sexo masculino, idade avançada, história familiar, excesso de peso, Diabetes mellitus, hipertensão arterial e doença intestinal inflamatória.
II. As dietas vegetarianas podem reduzir o risco de colelitíase.
III. Após a cirurgia de remoção da vesícula biliar, a bile é secretada diretamente pelo fígado no intestino. O sistema biliar sofre dilatação, formando uma bolsa com o decorrer do tempo, de modo a permitir que a bile fique retida de modo semelhante à vesícula biliar original, permitindo, assim, a alimentação oral evoluir para uma dieta regular.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.