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Questões de Concurso sobre Nutrição e Cirurgia

 
 
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Leia o quadro a seguir.

Paciente

Caso clínico

A

J.A.Q, de 49 anos, do sexo masculino, IMC: 17,91 kg/m2, Nutritional Risk Screening = 6 pontos, câncer gastrointestinal invadindo Intestino grosso e reto, admitido hoje e com programação de ressecção do tumor em 5 dias.

B

A.L.G, de 32 anos, do sexo feminino, admitida hoje na unidade de terapia intensiva proveniente do centro cirúrgico onde realizou drenagem extensa de um hematoma após trauma grave na região do crânio.

C

M.M.T, de 55 anos, do sexo masculino, foi submetido à resseção de tumor na cabeça do pâncreas há 21 dias, teve alta, mas foi reinternado para resolução de uma fístula digestiva de alto débito.

De acordo com a ESPEN practical guideline: Clinical nutrition in surgery (Weimann et al., 2021), qual é a dietoterapia recomendada para os pacientes A, B e C, respectivamente?


A

Nutrição enteral precoce, terapia nutricional parenteral e terapia nutricional oral.


B

Terapia nutricional oral, nutricional enteral precoce e terapia nutricional parenteral.


C

Nutrição enteral precoce, terapia nutricional oral e terapia nutricional parenteral.


D

Terapia nutricional parenteral, terapia enteral precoce e terapia nutricional oral.

Paciente do sexo masculino, 65 anos de idade, aguarda transplante cardíaco. A equipe de nutrição foi acionada para a introdução de um suporte nutricional adequado para o paciente, que se alimenta por via oral com boa aceitação da dieta.


Dados antropométricos: Peso = 55 kg / Altura = 1,66 m / IMC = 20 kg/m2.


Em relação à conduta a ser tomada, assinale a alternativa correta.


A

Dieta hipossódica, hipercalórica e hiperproteica, a fim de preparar o paciente para cirurgia e fornecer nutrientes necessários para a cicatrização no pós-operatório.


B

Dieta hipossódica, normocalórica e normoproteica, e, após o procedimento cirúrgico, o aporte calórico e proteico seriam aumentados.


C

Mesmo com uma boa ingestão oral, sugerir pré-operatório com nutrição parenteral pelo menos sete dias antes da cirurgia.


D

Dieta normocalórica, normoproteica e normossódica, já que a dieta hipossódica pode ocasionar menor aceitação do paciente. Por isso, nessa fase, o sódio não deve ser restringido.

O trauma é responsável por um percentual elevado de internações hospitalares, intervenções cirúrgicas e dias de permanência em unidade de terapia intensiva. Considerando o manejo nutricional a ser realizado nesta condição clínica, é possível afirmar que


A

o objetivo primário da terapia nutricional é maximizar o catabolismo.


B

quanto menor o catabolismo proteico maior o necessidade proteica diária.


C

o fornecimento adequado de nutrientes e calorias é irrelevante para a evolução clínica.


D

a nutrição parenteral é a via de alimentação preferencial.


E

o catabolismo e a perda de tecido corporal magro aumentam as perdas de potássio, magnésio e ferro.

A Cirurgia Bariátrica é considerada um método efetivo para o controle da obesidade. Porém, as técnicas cirúrgicas podem incorrer em alterações nutricionais causadas por déficits na ingestão, digestão e absorção de macro e micronutrientes. Após a cirurgia, qual micronutriente deve ter sua deficiência avaliada nos pacientes que apresentam perda ou quebra de cabelo, lesões na pele e dificuldade de cicatrização de feridas?


A

Ferro.


B

Zinco.


C

Vitamina A.


D

Vitamina B12.

A cirurgia bariátrica, também conhecida como “redução de estômago”, é um procedimento que reúne técnicas destinadas ao tratamento da obesidade mórbida e/ou obesidade grave. A cirurgia bariátrica é recomendada para indivíduos obesos com Índice de Massa Corporal (IMC), independentemente da presença de comorbidades, acima de:


A

40.


B

35.


C

30.


D

25.


E

Nenhuma das alternativas anteriores.

Quanto ao perioperatório, podemos afirmar, EXCETO:


A

No perioperatório, a intenção é minimizar o período de jejum


B

Não é recomendado jejum superior a 6 a 8 horas para sólidos.


C

Não é recomendado jejum superior de 2 a 6 horas para líquidos claros, com exceções nos casos de obesidade mórbida, comprometimento do esvaziamento gástrico prévio e doenças do refluxo gástrico moderado a grave.


D

No pós-operatório, não é recomendado a reintrodução enteral precocemente entre 12 e 24 horas e quando possível utilizar vias alternativas de alimentação.


E

No caso de pacientes com risco nutricional grave ou candidatos a cirurgias eletivas de grande porte, recomenda – se o uso de terapia nutricional pré-operatória por 7 a 14 dias, preferencialmente com imunonutrientes que pode ser continuado por mais 5 a 7 dias no pós – operatório.

Sobre abreviação de jejum no pré-operatório, conforme a resolução do CFM nº2174/2018, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A dieta geral deve ser suspensa 8 horas antes do procedimento.


B

Os líquidos claros sem resíduos podem ser ofertados até duas horas antes do procedimento.


C

Não há restrição à utilização do leite materno até uma hora antes do procedimento cirúrgico devido à sua rápida absorção.


D

Leite não humano pode ser ofertado até seis horas de antecedência ao procedimento.


E

Refeições mais leves podem ser ofertadas com até seis horas de antecedência à cirurgia.

Na pré-habilitação de pacientes cirúrgicos NÃO é recomendado utilizar


A

suplementação nutricional.


B

probióticos/simbióticos.


C

líquidos contendo carboidratos (maltodextrina) até 2h antes da anestesia.


D

nutrição enteral e/ou parenteral.


E

jejum a partir da meia noite para as cirurgias eletivas.

Um paciente com diagnóstico de diverticulite perfurada passou por procedimento cirúrgico com ressecção da região sigmoide com anastomose primária. Após a cirurgia, ele foi encaminhado para a enfermaria lúcido e estável, do ponto de vista hemodinâmico.


Nessas condições, assinale a alternativa com a melhor conduta nutricional para esse paciente no pós-operatório.


A

Deve ser iniciada dieta oral precoce (nas primeiras 12 – 24 h), conforme tolerância do paciente.


B

O paciente deve ficar em dieta zero, para evitar a formação de fístula.


C

Deve ser iniciada a nutrição enteral, para diminuir o risco de deiscência da anastomose.


D

A dieta oral deve ser iniciada após retorno da função intestinal, evidenciado pela eliminação de fezes.


E

Deve ser iniciada a nutrição parenteral periférica, uma vez que a oferta entérica de nutrientes está contraindicada.

Segundo Rosa (2020), o acompanhamento nutricional no pós-operatório da cirurgia bariátrica é de extrema importância para gerenciamento do novo padrão alimentar. Assim, assinale a opção que apresenta uma conduta permitida do 1 ° para o 2° dia de pós-operatório.


A

Ingerir alimentos aos poucos ao longo do dia, conforme tolerância, se possível, chegar a 3 litros por dia.


B

Utilizar canudos para facilitar a ingestão.


C

Ingerir líquidos claros (sem açúcar, cafeína e bebidas não carbonatadas).


D

Priorizar consumo de alimentos proteicos (60 a 80g por dia), vegetais e frutas.


E

Consumir 4 a 6 refeições por dia, com volume aproximado de 250ml por refeição.

Sobre terapia nutricional no paciente cirúrgico, assinale a alternativa correta.


A

Os pacientes que desenvolvem complicações pós-operatórias não correm o risco de deterioração do estado nutricional.


B

A avaliação regular do estado nutricional durante a permanência em hospital é importante, assim como a continuação do suporte nutricional pós-alta.


C

A desnutrição não é considerada um fator importante que influencia o resultado em cirurgia de transplante de órgãos.


D

A nutrição parenteral é recomendada em cirurgia bariátrica não complicada.


E

A nutrição oral não deve ser iniciada, na maioria dos casos, imediatamente após a cirurgia.

Segundo Waitzberg (2017), o Projeto Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória (ACERTO) preconiza que a abreviação do jejum pré-operatório dar-se-á com:


A

a oferta de solução enriquecida de carboidratos até duas horas antes da cirurgia.


B

a oferta de solução de 20% de proteínas de alto valor biológico até uma hora antes da cirurgia.


C

a oferta de suco com uma colher de sopa de azeite em até duas horas antes da cirurgia.


D

a oferta de um café da manhã simples· com torrada, leite integral· e manteiga até duas horas antes do procedimento cirúrgico.


E

a oferta de um preparado de iogurte com geleia de frutas em até uma hora antes do procedimento cirúrgico.

O índice de trauma abdominal, apresentado por Shils et al. (2016), leva em consideração a magnitude da lesão orgânica produzida durante a cirurgia, para avaliar o risco de sepse. Considera-se um fator de risco baixo quando o trauma ocorre


A

no duodeno.


B

no estômago.


C

no fígado.


D

na vesícula biliar.


E

no pâncreas.

Em relação às recomendações nutricionais para pacientes cirúrgicos, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Pacientes que serão submetidos à cirurgia eletiva e que não têm risco específico de aspiração (refluxo, atraso do esvaziamento gástrico) devem beber líquidos claros contendo carboidratos até 2h antes da anestesia. Sólidos devem ser permitidos até 6h antes da anestesia.

( ) Recomenda-se avaliar o estado nutricional antes e após uma grande cirurgia.

( ) Para candidatos à cirurgia de câncer de cabeça/pescoço, estudos sugerem que a administração perioperatória de fórmula nutricional imunomoduladora contribuiu para a diminuição da taxa de complicações pós-operatórias.

( ) No pós-operatório, a nutrição enteral precoce (dentro de 24 horas) não é recomendada para pacientes nos quais a nutrição oral precoce não pode ser iniciada, mesmo em pacientes desnutridos submetidos à cirurgia de câncer do trato gastrointestinal, pois pode favorecer a deiscência de anastomoses.

( ) A nutrição parenteral pré-operatória deve ser administrada em pacientes com desnutrição ou risco nutricional grave em que a necessidade de energia não pode ser adequadamente atendida pela nutrição enteral por um período de 7 a 14 dias.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – V – F – F.


B

F – V – F – F – V.


C

V – V – V – F – V.


D

V – F – F – V – V.


E

F – F – V – F – F.

Os pacientes oncológicos que realizarão procedimentos cirúrgicos eletivos, com esvaziamento gástrico preservado e sem risco de broncoaspiração, devem ser submetidos à rotina de abreviação do tempo de jejum perioperatório. Sendo assim, recomenda-se que:


A

o tempo adequado de jejum pré-operatório seja de 2 a 3 horas


B

na noite anterior à cirurgia, seja oferecido 200mL, de fórmula líquida contendo 12,5% de dextrose


C

de 2 a 3 horas antes da anestesia, seja oferecido 400mL, de fórmula líquida contendo 12,5% de dextrose


D

a dieta deverá ser reiniciada nas primeiras 48 horas do pós-operatório, independente da via de alimentação

A Diretriz ACERTO de intervenções nutricionais no peri-operatório em cirurgia geral eletiva (de-Aguilar-Nascimento et al., 2017) recomenda, para a maioria dos pacientes em terapia nutricional enteral, nos primeiros dias de pós-operatório, aporte proteico diário aproximado de


A

1,0 g/kg de peso.


B

1,5 g/kg de peso.


C

2,0 g/kg de peso.


D

2,5 g/kg de peso.


E

3,0 g/kg de peso.

Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) e ACERTO (Aceleração da Recuperação Total pós-operatória) são exemplos de protocolos multimodais que têm como objetivo antecipar a recuperação dos pacientes após grandes cirurgias, evitando sequelas como depleção do estado nutricional. É uma conduta associada à melhora na recuperação de pacientes cirúrgicos:


A

Ingestão de líquidos claros até 2 a 3 horas antes da cirurgia.


B

Alimentação via sonda nasogástrica como rotina perioperatória.


C

Aumento na oferta de hidratação intravenosa no pós-operatório.


D

Padronização do início do jejum pré-operatório à meia noite.


E

Prevenção de vômitos e da motilidade gastrointestinal no pós-operatório.

Atualmente, diversas diretrizes recomendam a ingestão de bebidas contendo líquidos claros ou contendo carboidratos, horas antes de uma cirurgia eletiva, de forma a reduzir a resposta catabólica ao estresse cirúrgico, melhorando a recuperação pósoperatória.


De acordo com estas novas diretrizes, assinale a opção que apresenta o tempo adequado de jejum para esta ingestão.


A

2 horas.


B

6 horas.


C

8 horas.


D

12 horas.

Um dos objetivos do acompanhamento nutricional no préoperatório de pacientes que serão submetidos à cirurgia bariátrica é:


A

avaliar a ingestão habitual de alimentos utilizando inquéritos alimentares.


B

identificar a motivação e disponibilidade para mudança do padrão alimentar.


C

preparar o paciente para as modificações do padrão alimentar.


D

verificar os desequilíbrios metabólicos segundo os parâmetros laboratoriais.

O paciente cirúrgico pediátrico necessita de suporte nutricional para garantir o processo de cicatrização e o pós-operatório normais, além da manutenção do crescimento e desenvolvimento. Sempre que possível, o leite materno será a primeira opção, bem como a via oral, e, quando a via oral não for possível, a primeira escolha para suporte nutricional deverá ser a nutrição enteral. Entretanto, algumas vezes isso não será possível, sendo indicada a terapia nutricional parenteral (TNP). Malformações congênitas, tais como atresia de esôfago, volvo de intestino médio e íleo meconial, necessitam de suporte via TNP.

CAMPOS, Antonio Carlos Kigocki. Tratado de nutrição e metabolismo em cirurgia. 1. Ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2013, com adaptações.

Considerando as necessidades nutricionais, bem como a recomendação adequada, assinale a alternativa correta.


A

A necessidade proteica de bebês pré-termo é de 0,8 g/kg/dia a 1,0 g/kg/dia.


B

A necessidade energética de bebês pré-termo varia de 90 kcal/kg/dia a 120 kcal/kg/ dia.


C

A necessidade proteica de bebês de 8 meses de vida é de 1,0 g/kg/dia.


D

A necessidade energética de uma criança de 2 anos de idade varia de 25 kcal/kg/dia a 30 kcal/kg/ dia.


E

Um bebê de 1 ano e 6 meses de idade, com peso de 9 kg, deve receber 270 kcal por dia.

 
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