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O atendimento a pacientes com cardiopatias é um assunto relevante na Odontologia. Indique a quantidade máxima de tubetes de lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000 que podem ser administradas nesses pacientes por sessão.
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Um paciente de 35 anos com hemofilia A (deficiência de fator VIII) é encaminhado ao consultório odontológico para a extração de um molar superior devido à presença de uma cárie extensa e infecção periapical. O paciente relata ter histórico de hemorragias prolongadas após pequenos traumas e já realizou transfusões de fator VIII em procedimentos anteriores. Sobre o manejo do caso, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__)O paciente recebe uma dose de fator VIII durante três dias antes do procedimento para garantir que seus níveis de coagulação estejam adequados.
(__)Durante a extração do dente, devem ser aplicados agentes hemostáticos locais, como esponjas de gelatina e suturas para ajudar a controlar o sangramento.
(__)Para evitar infecções e auxiliar no controle do sangramento, deve ser prescrito ao paciente ácido tranexâmico, um medicamento antifibrinolítico que ajuda a estabilizar o coágulo.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
F − F − V.
V − F − F.
F − F − F.
F − V − V.
A utilização de alguns fármacos pode representar uma preocupação no manejo do paciente hepatopata, esbarrando na dificuldade de desintoxicar o organismo. Qual dos antibióticos abaixo não é metabolizado primariamente no fígado?
Eritromicina
Tetraciclina
Azitromicina
Clindamicina
Observe o caso clínico a seguir.
Um paciente adulto, de 35 anos, com paralisia cerebral, será submetido a um tratamento odontológico eletivo sob anestesia geral para realização de raspagem e algumas restaurações. Durante a avaliação pré-operatória, os seguintes resultados laboratoriais são obtidos: glicemia em jejum de 273 mg/dL, creatinina 1,4 mg/dL, plaquetas 180.000/mm³, tempo de protrombina (TP) 12 segundos (controle de 12 segundos), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) 34 segundos (controle de 35 segundos).
Qual será a conduta do cirurgião-dentista neste contexto?
Adiar o procedimento até que a glicemia esteja controlada, pois o nível de glicose elevado aumenta o risco de infecção e complicações pós-operatórias.
Consultar o médico nefrologista sobre a possibilidade de uma alteração na função renal, devido ao nível elevado de creatinina, e proceder com ajustes na anestesia.
Solicitar uma transfusão de plaquetas antes do procedimento, pois a contagem de plaquetas está insuficiente para garantir uma coagulação adequada durante a cirurgia.
Realizar o procedimento sem preocupações, pois todos os exames estão dentro dos parâmetros aceitáveis para cirurgia.
Com relação ao atendimento odontológico à pessoa com transtorno do espectro autista, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) As reações de repulsa, medo ou desconfiança, podem ser desencadeadas pelos ruídos gerados pelos equipamentos utilizados para realização do tratamento, bem como sabores desagradáveis dos medicamentos.
( ) A abordagem odontológica, em casos de urgência, precisa ser cuidadosa, acaba por ser prejudicada, tornando o paciente com transtorno do espectro autista, arredio e distante, dificultando a comunicação e o entendimento, sendo necessário, muitas vezes, o uso de estabilizadores específicos.
( ) Os pacientes com transtorno do espectro autista sempre reagem bem a estímulos sensoriais (visuais, auditivos, olfativos, vestibulares e proprioceptivos) sem interferência no tratamento odontológico.
As afirmativas são, respectivamente,
F – V – F.
V – V – F.
F – F – V.
V – F – V.
As gestantes são pacientes especiais devido ao risco aumentado de doenças bucais e às alterações hormonais que afetam a saúde bucal. Caso seja necessário intervir, durante a gestação, o período ideal e mais seguro para o tratamento odontológico é o:
primeiro trimestre
segundo trimestre
terceiro trimestre
completamente contraindicado qualquer intervenção em mulheres grávidas, independente do problema
A Síndrome de Down é uma alteração genética causada por
Trissomia do Cromossoma 18.
Translocação do Cromossoma 13.
Trissomia do Cromossoma 21.
Duplicação do Cromossoma 16.
A Síndrorme de Treacher-Collins é uma anomalia genética autossômica dominante no cromossoma 5 de expressividade pouco variável. Essa condição
é confundida clinicamente com a Síndrorme de Cruzon pela displasia ectodérmica ou com a Síndrome de Down por causa da prega epicântica nos olhos, porém ela é uma entidade distinta.
apresenta como característica clínica hipoplasia maxilar e mandibular, coloboma da pálpebra inferior com ausência parcial ou completa de cílios, malformação dos pavilhões auriculares.
apresenta como característica clínica a ausência de dentes decíduos e permanentes na área afetada, mas as estruturas mandibulares são preservadas, bem como os pavilhões auriculares.
revela, ao exame radiográfico, espaçamentos medulares aumentados, com aspecto de raio de bicicleta, resultando em uma aparência radiolúcida característica em que as suturas cranianas estão aumentadas.
Leia o caso a seguir.
Paciente com diagnóstico de mieloma múltiplo e em uso de ácido zoledrônico apresenta exposição óssea de parte da mandíbula, acompanhada de fístula bucal e cutânea, com drenagem de secreção purulenta, algia, desconforto e dificuldade mastigatória.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A história clínica condiz com um quadro de
gengivite ulcerativa necrosante.
osteonecrose induzida por medicamentos.
mucosite induzida por medicamentos.
osteoradionecrose.
O atendimento odontológico de pacientes com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) exige do Cirurgião Dentista muito além de técnicas odontológicas bem apuradas. Exige, também, conhecimento de questões relacionadas à Farmacologia, à Fisiologia e à Patologia Geral e Bucal, e sobre intercorrências médicas que possam acontecer. Além de todo aparato dos equipamentos e medicamentos para esse fim, é necessário que o profissional esteja apto a reconhecer as alterações sistêmicas nos quadros de emergências médicas. No caso específico da diabetes mellitus, existem dois quadros de intercorrências que podem acontecer durante o atendimento odontológico: a hiperglicemia e a hipoglicemia. Esta última é mais rápida e exige uma identificação e um manejo imediato. Considerando-se o paciente com diabetes mellitus, é correto afirmar:
Durante uma intercorrência com hipoglicemia, o CD deve agir de forma rápida, ofertando substâncias contendo glicose, como a dextrose ou alimentos açucarados para minimizar o risco de desmaios e inconsciência.
A hiperglicemia é o resultado de um aumento de glicose na corrente sanguínea que acontece de forma rápida e que pode ser detectada com o uso do glicosímetro. Nos casos de emergência, o profissional deverá administrar substâncias contendo glicose e ofertar oxigênio para controle do quadro.
Quando não detectada no início do episódio, a hiperglicemia pode evoluir para um quadro de desmaio e inconsciência, e o tratamento deverá ser feito com a glicose por via endovenosa.
São características de uma hipoglicemia os quadros de glicose acima de 200mg/dl no sangue e os sinais clínicos polidipsia, poliúria, o hálito cetônico e o ressecamento da boca. Nesses casos, pode-se aplicar a insulina que o paciente usa.
O paciente com esquizofrenia pode apresentar dificuldade de cooperar com o tratamento odontológico. Efeitos colaterais importantes da medição usada são comumente encontrados. Algumas recomendações devem ser seguidas, dentre elas
agendar consultas no final do dia.
realizar procedimentos odontológicos eletivos, mesmo se o paciente não estiver sob controle médico especializado.
evitar atitudes confrontantes e autoritárias.
orientar os cuidadores que o paciente é apto a realizar sua higiene bucal sozinho.
O uso da toxina botulínica, em casos específicos, tem apresentado bons resultados na prevenção de deformidades secundárias à espasticidade, modificando a qualidade de vida das crianças com paralisia cerebral. Existem diversos tipos de toxina botulínica, sendo a do tipo A a mais conhecida e utilizada para fins terapêuticos. A dose é calculada de acordo com o peso da criança e o tamanho do músculo em que a toxina botulínica será aplicada. A eficácia pode ser observada entre:
48 e 72 horas e o efeito desejado se mantém por dois a quatro meses.
5 a 10 dias e o efeito desejado se mantém por seis a oito meses.
15 a 20 dias e o efeito desejado se mantém por dois a quatro meses.
24 a 48 horas e o efeito se mantém por dez a vinte semanas.
15 a 20 dias e o efeito se mantém por seis a oito meses.
Na organização do cuidado à saúde bucal da pessoa com deficiência, é recomendado que as unidades básicas de saúde, além da assistência odontológica preventiva-curativa nas unidades de saúde da família, realizem a articulação com os outros pontos de atenção da rede de atenção à saúde, e atuem junto às equipes de referência e ao Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica. Com relação a organização do cuidado à saúde bucal da pessoa com deficiência, analise os itens a seguir.
I. Fazer o encaminhamento para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), quando houver necessidade.
II. Delegar a responsabilidade pela detecção das necessidades, dos encaminhamentos, evolução e reabilitação para os centros de especialidade odontológica.
III. Planejar o atendimento na clínica de forma a reduzir os fatores de estresse, como: atendimentos com hora marcada (tempo de espera mínimo); redução de ruídos no ambiente ambulatorial; e presença do cuidador ou responsável (previamente instruído), quando necessário, durante o manejo do comportamento e os procedimentos operatórios, pedindo auxílio para o posicionamento na cadeira odontológica e a comunicação com o usuário.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
A evolução da cárie dentária e da doença periodontal em pacientes com Deficiência Intelectual (DI) depende de diversos fatores, dentre os quais NÃO inclui:
Idade e nível da deficiência.
Comprometimento e neuropsicomotor, qualidade da higienização bucal.
Dificuldade de assimilar as técnicas e falta de concentração no momento da escovação.
Meio ambiente e cultural em que estão inseridos.
Falta de colaboração e pouca destreza manual.
São considerados pacientes com necessidades especiais e classificados por Santos e Haddad como portadores de patologias de distúrbios comportamentais, EXCETO:
bulimia
autismo
miastenia gravis
anorexia
As DCNTs (Doenças crônico não transmissíveis) estão cada vez mais presentes na população em geral, e o cirurgião dentista deve estar apto para prestar atendimento à população que apresenta comprometimento sistêmico, como a Diabetes Melitus. Um paciente do sexo feminino, de 52 anos, buscou atendimento na UBS para exodontia dos elementos 11 e 21 que apresentavam fístula e mobilidade grau 2. Durante anamnese, a paciente relatou ter Diabetes Melitus Tipo I e estar em hemodiálise há 1 ano, decorrente de uma nefropatia diabética. Os exames complementares apontavam para uma anemia grave (Hemoglobina de 3.8), glicemia em jejum de 110mg/dl e a hemoglobina glicada de 12%. Sabendo-se que o quadro de infecção bucal presente poderia contribuir para a piora do quadro sistêmico da paciente, o cirurgião dentista precisou traçar um planejamento para minimizar os riscos de intercorrências durante o tratamento odontológico. Considerando-se esse caso, o planejamento do tratamento da paciente está corretamente posto em:
Como a anemia está relacionada a um aumento no sangramento pós exodontia, o CD precisa ter o cuidado de prescrever medicações para o controle do sangramento associado ao antibiótico sistêmico, além de considerar uma hemostasia local efetiva.
Diante do quadro da imunossupressão, causado pela diabetes, e pelo quadro de anemia observado nos exames, o cirurgião-dentista (CD) deve prescrever previamente uma medicação antimicrobiana de uso interno para minimizar o risco de infecções locais e facilitar o reparo da loja cirúrgica.
O melhor momento para a realização do procedimento odontológico é logo após a realização da hemodiálise, uma vez que o paciente passou pelo processo de eliminação dos compostos nitrogenados e terá melhor absorção do anestésico local.
Em virtude da gravidade do quadro da paciente, o CD deverá encaminhar para que o tratamento seja realizado no ambiente hospitalar, pelo risco do sangramento causado pelo uso da heparina durante o procedimento da hemodiálise.
São características secundárias de estruturas bucais de pacientes portadores da Síndrome de Down, exceto:
lábio inferior evertido e proeminente.
crescimento maxilar reduzido.
mordida aberta anterior.
hipoplasia do terço médio da face.
O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) deve ser estabelecido pela identificação da hiperglicemia. Assinale a alternativa que indica corretamente uma conduta adequada do cirurgião-dentista durante o atendimento desse público.
A prescrição de antibióticos profiláticos deve ser realizada como rotina para o atendimento da pessoa com diabetes.
A Hemoglobina glicada é o teste que deve ser solicitado para avaliar a eficácia do controle terapêutico do diabetes e o risco de complicações.
O paciente deve estar em jejum para ser submetido ao atendimento odontológico eletivo.
O uso de vasoconstritor adrenérgico é contraindicado para pessoas com diabetes, tanto em quadros controlados, quanto não controlados.
O cirurgião dentista do Centro de Especialidades de Odontologia de um município do interior de São Paulo, recebe um paciente de 15 anos, que durante a anamnese junto a família informa que o mesmo possui o diagnóstico de Hemofilia A e faz uso regular apenas do sulfato ferroso. Os pais desejam uma consulta preventiva para sanar duvidas e também realizar profilaxia e polimento coronário, além da aplicação de flúor.
Sobre o caso descrito, poderíamos destacar como atitude assertiva do profissional:
a consulta deve ser rápida para evitar a dessaturação do paciente e, por se tratar de consulta preventiva, não deve-se ter nenhum cuidado específico.
aproveitar o momento para informar aos pais que, quando necessário, a anestesia deverá ser sem vasoconstritor para prevenção de efeitos isquêmicos locais e repercussões tromboembolísticas.
a raspagem supragengival e polimento coronário será realizada sem a reposição de fatores de coagulação, com bochechos pré e pós com 500 mg de ácido tranexâmico, dissolvido em 10 ml de água, por 4 a 5 minutos.
avaliar a oclusão do paciente e informar aos pais que o tratamento ortodôntico convencional, com brackets metálicos, é contraindicado pelo risco de traumas à mucosa e ocorrência de hemorragia em mucosa.
encaminhar o jovem para atendimento hospitalar, uma vez que, na hemofilia A, a ausência do fator VIII contra indica o tratamento ambulatorial pelo risco de hemorragia e formação de trombos.
Wannmacher e Rösing (2023) relatam que, para pacientes diabéticos, hipertensos e com coronariopatas sob controle médico e medicamentoso, recomenda-se:
Utilização de dose máxima de 6 tubetes de lidocaína a 2% com epinefrina 1:100 para pacientes com aproximadamente 70 kg.
Procedimentos odontológicos de no máximo 5 horas em pacientes tratados com insulina e bem controlados, que apresentam glicemia de jejum entre 70 mg/dl e 99 mg/dl e inferior a 140 mg/dl.
Em pacientes diabéticos que necessitaram de colocação de prótese valvar com stents, não é necessária a profilaxia com antibiótico antes da realização de biópsia ou raspagem subgengival.
Se estiverem com medo ou ansiedade, está indicada a prescrição de um ansiolítico, tal como Diazepam 5 mg, que pode ser ajustado em conjunto com o médico.