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Na Odontologia, é considerado paciente com necessidade especial todo usuário que apresenta uma ou mais limitações, temporárias ou permanentes, de ordem mental, física, sensorial, emocional, de crescimento ou médica, que o impeça de ser submetido a uma situação odontológica convencional. As razões das necessidades especiais são inúmeras e vão desde doenças hereditárias, defeitos congênitos, até alterações que ocorrem durante a vida, como moléstias sistêmicas, alterações comportamentais, envelhecimento etc.
Esse conceito é amplo, abrangendo também as pessoas com deficiência. Sobre isso, analise as asserções a seguir:
I. O acesso desses usuários aos serviços de saúde bucal, por se tratar de uma especialidade, deve acontecer, preferencialmente, na atenção secundária.
II. A abordagem do usuário com deficiência física pela equipe de saúde bucal deve considerar manter-se sempre à frente para a pessoa com deficiência auditiva, sem máscara, quando for se comunicar.
III. Antes do referenciamento ao CEO, os profissionais da APS devem realizar, dentro das possibilidades de manejo da situação sistêmica e do comportamento, adequação do meio bucal e educação em saúde das pessoas com deficiência.
IV. A abordagem de manejo do comportamento para o tratamento odontológico do paciente com deficiência intelectual independe do nível de compreensão e colaboração do usuário. Deve-se, portanto, usar as técnicas de estabilização protetora em todos os níveis de deficiências, sejam elas leve, moderada, grave ou profunda.
Assinale a alternativa em que se contempla o quantitativo de afirmações CORRETAS.
Nenhuma
Uma
Duas
Três
Quatro
São consideradas causas de insucesso no atendimento de pacientes especiais, EXCETO:
Falta de conhecimento ou despreparo do cirurgião-dentista e de sua equipe de saúde bucal.
Dificuldade de acesso aos serviços de saúde bucal, bem como impossibilidade de tratamento.
Falta de interesse ou conhecimento em saúde oral por parte dos cuidadores ou dos responsáveis pelo paciente.
Apoio profissional e atendimento multidisciplinar efetivo, eficaz e seguro para os pacientes com condições excepcionais.
É importante que o cirurgião-dentista realize uma anamnese minuciosa para compreender plenamente as necessidades dos pacientes, o que é fundamental para o êxito dos tratamentos odontológicos, principalmente ao tratar de Pacientes com Necessidade Especiais (PCD). Em um paciente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), recomenda-se evitar a técnica:
dizer, mostrar, fazer
mão sobre a boca
controle de voz
reforço positivo
O transtorno do espectro autista (TEA) é um tipo relevante de transtorno do desenvolvimento neurológico caracterizado por promover alterações qualitativas na reciprocidade das interações sociais e nos padrões de comunicação, podendo também apresentar comportamento de forma restritiva, estereotipada e ou repetitiva. Esta condição até o momento é irreversível, com melhora dos sintomas através de intervenções e estímulos médico-terapêuticos precoces. Apesar de sua etiologia ainda ser desconhecida, alguns fatores de risco já foram descartados no seu desenvolvimento. Assinale abaixo a ÚNICA OPÇÃO que apresenta um possível fator de risco ao TEA, segundo Imparato et al. (2020):
Mercúrio e amálgama.
Baixo peso ao nascimento ou prematuridade.
Vacinas.
Glúten e caseína.
Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) abrange um conjunto de transtornos de desenvolvimento e características concentradas em dois domínios: a dificuldade na comunicação e interação, marcada por déficits na reciprocidade social, emocional e dificuldade de iniciar e manter relacionamentos, dificuldades no uso da comunicação não verbal; é marcado ainda por comportamentos esteriotipados e repetitivos, com interesses restritos, aliados a hiper e/ou hipossensibilidade sensorial. Níveis crescentes de gravidade são observados em pacientes com TEA baseados no déficit de comunicação social, nos interesses restritos e comportamentos. De acordo com essas características, pacientes com TEA Nível 1
podem ter o comportamento gerenciado com técnicas não farmacológicas para atendimento odontológico ambulatorial.
devem ter o tratamento odontológico a nível hospitalar com técnicas farmacológicas.
possuem características bucais patognomônicas desde a mais tenra idade.
podem ser sedados em nível ambulatorial sem assistência de profissional habilitado em anestesiologia.
Durante avaliação inicial de pacientes com necessidades especiais quanto ao cuidado à saúde, é fundamental conhecer sua história médica, tipo de dieta e o padrão de higienização bucodental. A manutenção da saúde bucal é fundamental na manutenção da saúde sistêmica, na prevenção da doença cárie e de alterações periodontais.
Nesse sentido, analise as afirmativas:
I. As escovas elétricas não são indicadas para pacientes com necessidades especiais, principalmente aqueles com deficiência neuromotora.
II. A higiene bucal diária deve ser feita com rigor e as escovas elétricas podem melhorar a aceitação do paciente.
III. Para pacientes que não estão aptos a realizar o bochecho ou que apresentam o risco de deglutir a solução de clorexidina, pode-se lançar mão de uma escova de dentes para aplicá-la.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se como um transtorno do desenvolvimento, em que as manifestações e características variam dependendo do nível do desenvolvimento e idade cronológica do indivíduo. As frequências relatadas do TEA fazem com que os cirurgiões-dentistas estejam mais atentos ao receber estes pacientes nas unidades públicas de saúde. Considerando os atendimentos clínicos, é importante:
Promover dessensibilização com o ambiente odontológico.
Atender os pacientes com equipes e horários diferentes a cada consulta.
Não contextualizar o perfil do paciente e a família para facilitar a atuação na clínica odontológica.
Realizar o atendimento clínico de forma individual, pois haverá pouca contribuição da equipe multiprofissional.
As características bucais de pacientes com anemia falciforme são:
palidez da mucosa, atraso de erupção dental, hipercementose, hipomineralização em esmalte e dentina, reabsorção externa radicular, taurodontia e calcificações da câmara pulpar.
palidez da mucosa, atraso de erupção dental, hipercementose, hipermineralização em esmalte e dentina, reabsorção externa radicular, taurodontia e língua pilosa.
palidez da mucosa, erupção dental precoce, hipercementose, hipomineralização em esmalte e dentina, reabsorção externa radicular, taurodontia e calcificações da câmara pulpar.
mucosa hipercorada, atraso de erupção dental, hipercementose, hipermineralização em esmalte e dentina, reabsorção interna radicular, taurodontia e calcificações da câmara pulpar.
É condição cardíaca de alto risco para Endocardite Infecciosa:
Arritmia cardíaca
Insuficiência Cardíaca Congestiva
Cardiopatia congênita cianogênica não corrigida
Infarto do miocárdio
Uma paciente comparece à UBS para realizar consulta odontológica de rotina e, durante a anamnese, relata sua condição de saúde atual para que o Cirurgião Dentista possa planejar o tratamento de acordo com as atuais diretrizes. A paciente, de 62 anos de idade, de raça negra, obesa e sedentária, relata que apresenta obstrução parcial da artéria coronária e que, quando está sob estresse ou alguma atividade física, refere dor toráxica, geralmente subesternal ou precordial, de intensidade variável, acompanhada por sudorese, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. A paciente relata, ainda, que o episódio da dor dura aproximadamente de dois a três minutos e irradia-se ao ombro esquerdo, face interna do braço, atingindo os dedos mínimo e anelar, e que faz uso de drogas vasodilatadoras administradas por via sublingual para alívio da dor (nitroglicerina). De acordo com a descrição do quadro clínico sistêmico, o cirurgião-dentista deverá correlacionar as características citadas com a patologia da paciente e planejar o atendimento de modo a oferecer os cuidados necessários para minimizar as intercorrências. Nesse caso, tem-se
provável quadro de taquicardia ventricular, e a consulta odontológica deverá ser curta, com indicação para protocolo de ansiólise, e ter acessível a nitroglicerina, caso a paciente entre em crise.
provável quadro de prolapso da válvula mitral, e a e a consulta odontológica deverá ser curta, com indicação para protocolo de ansiólise, e ter acessível a nitroglicerina, caso a paciente entre em crise.
provável quadro de Insuficiência ventricular, e a consulta odontológica deverá ser curta, com indicação para protocolo de ansiólise, e ter acessível a nitroglicerina, caso a paciente entre em crise.
provável diagnóstico de angina estável e a consulta odontológica deverá ser curta, com indicação para protocolo de ansiólise, e ter acessível a nitroglicerina, caso a paciente entre em crise.
A deficiência mental caracteriza-se por função intelectual subnormal que se origina durante o período de desenvolvimento e está associada ao retardo no aprendizado, na falta de curiosidade, no ajuste social e comportamento infantil em idade não apropriada. A deficiência mental pode surgir isoladamente ou associada a outras condições patológicas, como paralisia cerebral, anomalias congênitas e síndromes mal formativas.
Nesse sentido, analise:
I. A deficiência mental pode ser quantificada com o uso de testes psicológicos que definirão o quociente de inteligência (QI) do indivíduo.
II. O método de Bobath é um dos testes psicológicos mais utilizados para obtenção quantitativa do QI do indivíduo em relação a fatores ambientais, sociais, emocionais e de saúde.
III. A obtenção do valor quantitativo do QI de um indivíduo não é um método confiável para se confirmar ou não a deficiência mental em seus vários níveis.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A assistência odontológica a usuários com a Doença de Parkinson deve ser planejada e executada de maneira interdisciplinar, em conjunto com outros profissionais e a família, utilizando estratégias direcionadas, a fim de reduzir problemas bucais que possam interferir diretamente na saúde sistêmica dos pacientes.
De acordo com as orientações voltadas ao atendimento desses pacientes, é correto afirmar que
se deve inclinar a cadeira odontológica em ângulo maior do que 60° para facilitar a deglutição de saliva, evitando episódios de engasgo.
se orienta utilizar isolamento absoluto em procedimentos restauradores com sistema de sucção eficiente sob o lençol de borracha, para proteger a língua de traumas e reduzir os riscos de aspiração, visto que há diminuição do reflexo da tosse.
a utilização de abridores de boca é contraindicada, pois prejudica o relaxamento do usuário nas atividades de abertura bucal e pode provocar movimentos involuntários.
é indicado o uso do amálgama como material restaurador de eleição, por sua longa durabilidade, fator importante para esses pacientes que em geral apresentam baixo risco de desenvolvimento de cárie dentária.
mesmo em casos avançados da doença, nos quais o usuário não consegue cooperar, não devem ser utilizadas, para a realização do tratamento odontológico, a sedação oral ou a sedação endovenosa.
A gravidez causa mudanças hormonais, físicas e psicológicas que interferem na saúde da gestante. O atendimento odontológico nesse período demanda cuidados especiais.
Analise as afirmativas sobre o atendimento odontológico à gestante e assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A cadeira numa posição mais reclinada possível é a mais indicada para o atendimento da gestante.
( ) O exame radiográfico poderá ser realizado em gestantes, preferencialmente após o primeiro trimestre de gestação e em casos de urgência.
( ) A anestesia local mais indicada para gestantes é a lidocaína, tendo como vasoconstritor a adrenalina.
( ) O período mais seguro para realizar o tratamento odontológico é no terceiro trimestre de gestação.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
F, F, V, V.
F, V, V, F.
V, F, V, V.
V, V, F, F.
Cuidados paliativos e tratamento de suporte em Odontologia são dispensados a
crianças prematuras.
idosos.
pacientes terminais.
pacientes com câncer.
Em transplantes de medula óssea devido à imunossupressão e pancitopenia, consequentes à terapia de condicionamento do paciente, temos as seguintes manifestações bucais:
gengivite, xerostomia, mucosite, candidíase frequente, infecção por herpes simples e icterícia da mucosa bucal.
gengivite, xerostomia, mucosite, candidíase frequente, infecção por herpes simples e estomatite urêmica.
gengivite, xerostomia, mucosite, candidíase frequente, infecção por herpes simples e hiperplasia gengival.
gengivite, alteração das glândulas salivares, mucosite, candidíase frequente, infecção por herpes simples e língua pilosa.
Um dos maiores desafios para o cirurgião-dentista que atende pacientes com alterações motoras é o posicionamento na cadeira odontológica e a dificuldade para estabilização de movimentos involuntários. Além da espasticidade oral e cervical, que dificultam o bom posicionamento na cadeira odontológica, a disfagia orofaríngea pode favorecer o risco de fenômenos aspirativos quando do uso da alta rotação e da seringa tríplice. Reflexos primitivos que determinam a ação involuntária da mordida e os vômitos, além de hipersensibilidade bucal e quadros convulsivos que podem tornar-se uma intercorrência clínica importante para o cirurgião-dentista. Está associada às características acima descritas:
paralisia cerebral.
atrofia medular espinhal.
distrofia muscular de Duchenne.
síndrome de Down – T21.
Sobre a atenção à saúde bucal da pessoa com deficiência, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) O atendimento ao paciente com Transtorno do Espectro Autista é padronizado para todos os indivíduos, independentemente do seu nível de suporte.
( ) A restrição física é uma técnica de manejo não-farmacológica, que consiste em limitar os movimentos corporais do paciente para evitar que ele se machuque, e pode ser realizada por um auxiliar bem treinado e/ou cuidador ou responsável pelo paciente.
( ) Pessoas com lesões neurológicas, síndromes e transtorno de comportamento cujo manejo comportamental não obteve sucesso para o gerenciamento do atendimento em ambulatório possuem indicação para tratamento odontológico sob anestesia geral.
( ) Embora algumas pessoas com deficiência possam estar incluídas no grupo de pacientes com necessidades especiais, isso não implica, automaticamente, a necessidade de atendimento especializado em odontologia, devendo ser considerados o tipo e o grau de limitações vivenciadas pelo paciente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
F, V, V, V.
V, V, F, F.
F, V, V, F.
V, F, V, V.
O Art. 18 da Lei n°13.146/2015, dispõe sobre a atenção integral à saúde da pessoa com deficiência em todos os níveis de complexidade, por intermédio do SUS, garantindo acesso universal e igualitário.
Com relação ao direito à saúde da pessoa com deficiência, as ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência, analise os itens a seguir.
I. Diagnóstico e intervenção precoces, realizados por equipe multidisciplinar.
II. Atendimento domiciliar multidisciplinar, tratamento ambulatorial e internação.
III. Informação adequada e acessível à pessoa com deficiência e a seus familiares sobre sua condição de saúde.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
De acordo com a “Diretriz para a prática clínica odontológica na Atenção Primária à Saúde tratamento em gestantes” do Ministério da Saúde, analise as afirmativas a seguir.
I. Nas ações coletivas, o contato com a equipe de Saúde Bucal na APS pode ser realizado por meio do cirurgião-dentista e / ou profissional auxiliar / técnico em saúde bucal. O profissional de saúde bucal (cirurgião-dentista e / ou profissional auxiliar / técnico em saúde bucal) e todos os componentes da equipe multiprofissional devem estar atentos às recomendações adequadas sobre cada tópico.
II. Considerando o consumo de açúcares, é importante que a orientação durante a gestação contemple mãe e bebê. Para bebês de até dois anos de idade, a recomendação deve incluir os passos adequados da introdução alimentar, a partir dos seis meses de vida, e a alimentação sem açúcares adicionados, esclarecendo sobre os efeitos deletérios da ingestão de açúcares livres, considerando cárie dentária, obesidade e alterações de saúde na vida infantil e adulta.
III. Orientações sobre a saúde bucal infantil devem incluir o início da higiene bucal quando ocorre a erupção do primeiro dente decíduo. A higienização deve ser realizada diariamente com escova dental de tamanho adequado e incluir o uso de pasta de dentes fluoretada, em concentração de no mínimo 1.000 ppm de flúor, com atenção à quantidade de pasta dental recomendada para cada faixa-etária infantil.
IV. A gestante deve ser informada sobre os efeitos deletérios do uso de chupeta e mamadeira, como os possíveis impactos em oclusão, desenvolvimento fonético e da dentição decídua e permanente da criança, bem como a “confusão de bicos” e o desmame precoce. Também é papel do profissional de saúde estimular a amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê e após até, no mínimo, os dois anos de vida do bebê, de forma complementar à introdução alimentar.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I e II, apenas.
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
I, apenas.
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) abrange um conjunto de transtornos de desenvolvimento com causas biológicas e características concentradas em dois domínios: o primeiro deles é a dificuldade na comunicação e interação, marcada por déficits na reciprocidade social, emocional e dificuldade de iniciar e manter relacionamentos, dificuldades no uso da comunicação não-verbal; o segundo é marcado por comportamentos esteriotipados e repetitivos, com interesses restritos, aliados a hiper e/ou hipossensibilidade sensorial. Segundo o DSM-5, existem níveis de gravidade dos pacientes com TEA baseados no déficit de comunicação social, nos interesses restritos e comportamentos, representados, respectivamente, pelo
nível 1: necessita de apoio (leve); nível 2: necessita de apoio substancial (moderado) e nível 3: necessita de apoio muito substancial (grave).
nível 1: necessita de apoio; nível 2: necessita de apoio substancial; nível 3: necessita de apoio muito substancial e nível 4: síndrome de Asperger.
nível 1: síndrome de Aspeger; nível 2: leve; nível 3: moderado e nível 4: grave.
nível 1: autismo; nível 2: síndrome de Aspeger; nível 3: transtorno desintegrativo da infância e nível 4: síndrome de Rett.