

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente de 22 anos de idade, vítima de acidente automobilístico, foi levado ao pronto-socorro com histórico de colisão frontal da face contra o painel do veículo. Não apresentou alterações significativas de seus sinais vitais. FR = 20 irpm, FC = 72 bpm, SatO2 = 98%. Por estar próximo de sua residência, considerou que não precisaria usar o cinto de segurança. Ao exame clínico, identificou-se mordida aberta anterior, sangramento nasal, edema no lábio superior e no nariz. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
A fratura maxilar Le Fort II pode estar presente e os exames de imagem apontariam a disjunção dos ossos da face em relação aos ossos do crânio, característicos deste tipo de lesão.
O diagnóstico mais provável seria fratura mandibular na região dos ângulos, causando a mordida aberta por tração para cima dos cotos fraturados pela alça pterigomassetérica.
Um possível diagnóstico seria a fratura de Le Fort I. A mordida aberta anterior pode ter ocorrido em decorrência da tração dos músculos pterigoides em direção posterior e inferior causando a desoclusão.
As fraturas naso-órbito-etmoidais podem ser descartadas ao longo do exame clínico caso seja encontrada rinorreia liquórica no paciente.
Fratura maxilar do tipo Le Fort III deve ser considerada caso os exames de imagem. mostrem a característica desse tipo de fratura que é o formato piramidal, sendo o vértice da pirâmide a sutura nasofrontal.
Com relação ao tratamento das fraturas maxilofaciais, analise as afirmativas a seguir.
I. Os dentes que se encontram no traço de fratura devem ser removidos, mesmo quando não apresentam interferência durante a redução e fixação da fratura.
II. O potencial de cicatrização das fraturas é favorecido em paciente pediátricos devido a uma rica irrigação sanguínea endosteal. Por isso, muitas fraturas mandibulares em crianças menores de 5 anos devem ser tratadas com técnicas conservadoras, sendo contraindicado o uso de fixação interna.
III. As fraturas cominutivas de mandíbula exigem fixação do tipo load-bearing.
Está correto o que se afirma em
I, somente.
I e II, somente.
I e III, somente.
II e III, somente.
III, somente.
A fratura do complexo zigomático representa uma das fraturas faciais mais frequentes. Sua elevada incidência, provavelmente, se relacione com a posição proeminente no esqueleto facial, ficando assim mais exposto a forças traumáticas. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
O deslocamento da posição natural do zigomático após traumas, não tem grande significado funcional, visto que esse osso está no esqueleto fixo da face.
A tomografia computadorizada é um importante exame de imagem na detecção de fraturas zigomáticas. Quando não for possível obtê-la, a radiografia convencional de escolha será a panorâmica dos maxilares.
Um sinal radiográfico comum é o velamento do seio maxilar do lado afetado demonstrando a presença de muco no seu interior.
Nas fraturas com deslocamento, mesmo que este seja de pequenas dimensões, o tratamento aberto com fixação interna rígida é necessário para evitar deformidades faciais.
Edema e hematoma nas pálpebras e áreas periorbitais constituem os sinais mais comuns seguido da fratura da borda orbital. E, a equimose pode estar tanto na pálpebra inferior e na área infraorbital, quanto em torno de toda a borda orbital.
São condições associadas às fraturas em placa cribiforme, EXCETO:
Eversão palpebral inferior.
Rinoliquorrreia (LCR).
Perda da função olfatória.
Trauma cerebral.
Uma colisão como a descrita gera três impactos: o impacto de dois objetos, o impacto dos passageiros dentro do veículo e o impacto dos órgãos vitais dentro dos passageiros. Sabendo que a segunda fase de morte associada ao trauma se dá em poucas horas após o evento e que a cabeça é a região do corpo mais afetada em pacientes com trauma multissistêmico, o cirurgiãobuco-maxilo-facial deve encaminhar a paciente imediatamente à sala de politraumatizados para avaliação da equipe médica.
Certo
Errado
Paciente de 33 anos, gênero masculino, melanoderma, sofreu lesão do nervo facial em decorrência de queda durante a prática esportiva de escalada. Após exames clínico e complementares, constatou-se paralisia periférica do nervo facial. Assinale a alternativa que apresenta característica desse tipo de paralisia.
Diminuição da sensibilidade gustativa do 1/3 posterior da língua.
Metade da face torna-se inexpressiva, com exceção do músculo orbicular do olho e do músculo frontal.
Diminuição do reflexo de piscar do lado afetado, tornando a conjuntiva ocular mais susceptível a infecções e ao ressecamento.
Queda da língua para o lado afetado.
Redução da visão, variando desde uma leve diminuição na acuidade visual até a perda completa da visão, do lado afetado.
Sobre a fisiopatologia das fraturas nasais, assinale a alternativa INCORRETA:
Lesões comuns de tecidos moles incluem laceração, equimoses e hematomas do nariz externo, assim como o interno.
Lesões ósseas correspondem a fraturas (cominutiva mais comum em pacientes idosos), desvios (mais comum em crianças) e fraturas-desvios.
Os impactos frontais provocam mais fraturas que os laterais. A pirâmide óssea nasal fratura mais, frequentemente, em zonas fracas estruturais do osso.
Os ossos nasais são espessos e rígidos em sua junção com o frontal e mais delgados na sua porção inferior, na articulação com as cartilagens laterais superiores. Assim, a maioria das fraturas ocorre na porção inferior dos ossos nasais.
Para o tratamento das fraturas internas da cabeça do côndilo, o acesso cirúrgico mais indicado poderá ser o:
acesso de Risdon.
acesso de Hinds.
acesso de Al-Kayat.
acesso para ritidectomia.
acesso de Weber-Ferguson.
Para a escolha do tipo de fixação interna rígida nos pacientes com traumatismos faciais, deve-se levar em consideração a quantidade de osso suficiente e o grau de cominuição das fraturas. A respeito dos materiais de fixação, pode-se afirmar que :
o sistema de fixação do tipo load-bearing responde ao compartilhamento de carga entre a placa e o osso.
o sistema de fixação do tipo load-sharing corresponde às placas e parafusos que suportam toda a carga.
o sistema de fixação do tipo load-bearing é indicado para as fraturas com grande cominuição óssea, com mínima ou nenhuma interface óssea devido aos múltiplos fragmentos de osso.
o sistema de fixação load-bearing é dependente de fragmentos ósseos adequados, de ambos os lados da fratura, para responder ao suporte de cargas.
as placas do sistema de fixação do tipo load-sharing são conhecidas como “placas de reconstrução”, enquanto as placas do sistema de fixação do tipo load-bearing são conhecidas como “miniplacas.
Em relação às lesões traumáticas de tecidos moles e duros em crianças portadoras de dentatura decídua, analise as afirmativas abaixo e identifique a correta:
Na concussão, ocorre uma lesão dos tecidos de suporte em que não há deslocamento do dente afetado, mas há mobilidade anormal.
Na abrasão, há um ferimento raso ou profundo resultante de dilaceração tecidual, produzido por objeto cortante.
Na luxação lateral, há o deslocamento dentário para alguma direção e pode ser acompanhada de fraturas.
Na trinca, ocorre uma fratura restrita ao esmalte com pequena perda de estrutura dental.
Na laceração, ocorre um ferimento por objeto sem corte contundente, causando extravasamento de sangue no interior dos tecidos moles.
Avaliar a movimentação da região ocular é parte fundamental no diagnóstico das fraturas de órbita.
Com relação à inervação da musculatura da região ocular, é correto afirmar que o nervo
troclear é responsável pela movimentação do músculo oblíquo lateral.
abducente é responsável pela movimentação do músculo reto medial.
facial é responsável pela movimentação de elevação da pálpebra superior e músculo orbicular do olho.
oculomotor é responsável pela movimentação dos músculos reto superior, reto inferior e oblíquo inferior.
Discrepâncias esqueléticas que impossibilitem a correção apenas pelo tratamento ortodôntico tornam necessário o reposicionamento cirúrgico das bases ósseas, a fim de estabelecer um equilíbrio estético e funcional. O procedimento de escolha para um paciente com mordida aberta anterior e má oclusão de classe III devido à rotação posteroinferior da mandíbula é a osteotomia
Le Fort I.
Le Fort II.
Le Fort III.
subapical mandibular total.
do côndilo.
Segundo a classificação do paciente em função do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA), um paciente acometido de doença sistêmica severa, que está sob constante risco de morte é classificado como:
ASA I.
ASA II.
ASA III.
ASA IV.
ASA V.
Assinale a alternativa que apresenta informação correta em relação às fraturas mandibulares múltiplas.
A fratura de um dos fragmentos ósseos é firmemente pressionada contra o outro fragmento, interpenetrando- se.
A fratura promove lesão significativa nos tecidos moles e estruturas adjacentes.
A linha de fratura está próxima a alguma articulação e com deslocamento importante.
A linha de fratura não inclui o osso inteiro.
As linhas de fratura no osso (duas ou mais) não apresentam comunicação entre elas.
A fixação transnasal com fio é realizada para o tratamento de fraturas do complexo naso-órbito-etmoidal envolvendo também as paredes internas da órbita. A opção que NÃO se encaixa nos objetivos desta técnica está melhor descrita em:
reconstrução da borda orbital medial.
reconstrução da parede orbital medial.
restabelecimento da distância intercantal pré-traumática.
recompor o volume orbital adequado.
reposicionar o ligamento cantal lateral.
Para exame da mandíbula em pacientes politraumatizados, em que a inclinação da cabeça é uma manobra de difícil execução, indica-se a modificação da técnica radiográfica extrabucal lateral conhecida como modificação de
Donovan.
Le Master.
Parma.
Miller-Winter.
Djian.
Acidentes envolvendo veículos motorizados são a principal causa de morte entre os jovens e mais de 6 milhões de pessoas são feridas nestes acidentes. Destas, 45% a 50% têm ferimentos torácicos e cerca de 150 mil dessas vítimas morrem. Além disso, lesões torácicas não fatais, como fraturas das costelas, pneumotórax e hemotórax, são frequentemente vistas entre as vítimas. A respeito do pneumotórax, é INCORRETO afirmar que:
trata-se de uma complicação comum de trauma torácico penetrante, causando um defeito na parede torácica que permite ao ar ser movido para dentro e para fora da cavidade pleural em cada respiração ou em um súbito aumento na pressão intratorácica.
o pneumotórax geralmente é unilateral, no entanto, também pode ser bilateral em 10% a 15% dos casos.
um equilíbrio desenvolve-se entre a pressão intratorácica e a pressão atmosférica, o que afeta a capacidade do pulmão em permanecer expandido.
o pulmão comprometido funciona normalmente na inspiração, realiza grande expansão na expiração e o ar inspirado é impedido de ser arrastado para fora da ferida da parede torácica.
o pneumotórax classifica-se em aberto ou fechado, bem como se define como simples ou complexo.
A fratura que ocorre ao nível da abertura piriforme e que envolve as paredes anterior e laterais do seio maxilar, paredes nasais laterais e, as porções pterigoides, é conhecida como fratura:
Le Fort II.
Le Fort III.
horizontal.
de lannelongue.
transversa.
No trauma facial, as fraturas do terço envolvem os ossos zigomáticos, a maxila e o complexo naso-órbito-etmoidal. Com relação a essas fraturas, assinale a alternativa correta.
A fratura de Le Fort I resulta de força vertical na maxila e estende-se desde a abertura piriforme até a sutura pterigomaxilar.
A fratura de Le Fort II é a separação da maxila e do complexo nasal aderidos das estruturas zigomáticas e nasais.
A fratura de Le Fort III provém de forças laterais na maxila e é conhecida como disjunção craniofacial.
A fratura isolada do arco zigomático é tratada com elevação, redução e uso de material para a osteossíntese.
A fratura isolada do zigoma é frequente no terço da face e prescinde de fixação interna estável.
As fraturas naso-orbito-etimoidais podem apresentar rompimento ou desinserção do ligamento cantal medial. Essa situação pode gerar sinais e sintomas específicos.
São sinais e sintomas específicos de ruptura do ligamento cantal medial, exceto
Epífora.
Oftalmoplegia.
aumento da distância intercantal.
arredondamento do sulco nasolacrimal.