Questões de Concurso sobre Traumatismo Bucomaxilofacial

 
 
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É mandatório a fixação do tipo carga suportada ou Load Bearing no caso de fratura:


A

de côndilo.


B

cominutiva de mandíbula.


C

de mandíbula em criança.


D

bilateral de mandíbula.

Um paciente de 54 anos, diabetes tipo II descompensado, em uso de glifage e insulina. O paciente apresenta necessidade de extrações dentárias e precisa de planejamento pré-operatório. De acordo com o quadro descrito, qual a classificação deste paciente de acordo com a Sociedade Americana do Anestesiologistas (ASA)?


A

ASA II


B

ASA III


C

ASA IV


D

ASA V

A síndrome que pode ser um gatilho desencadeante da paralisia de Bell é conhecida como síndrome de


A

Sturge-Weber.


B

Gardner.


C

Saethre-Chotzen.


D

Melkersson-Rosenthal.

A fratura do osso zigomático é uma lesão facial comum, representando a fratura facial mais usual ou a segunda em frequência, após as fraturas nasais.

Entre as técnicas para sua redução está a abordagem por meio do sulco vestibular da maxila, que é conhecida como


A

abordagem de Gillies.


B

técnica de Keen.


C

abordagem percutânea.


D

técnica de Carroll-Girard.


E

abordagem de Dingman.

Paciente sofreu um acidente automobilístico e foi socorrido. Ao avaliar neurologicamente, o paciente abre os olhos espontaneamente, dá respostas confusas e obedece a comandos. Com essas informações, é possível afirmar que o escore na escala de Glasgow desse paciente é de:


A

10


B

2


C

6


D

14

A interpretação radiográfica é fundamental para o correto atendimento de um determinado paciente. Mesmo com a inserção cada vez maior da tomografia computadorizada, o uso de exames bidimensionais, como as radiografias ainda possuem indicações bem estabelecidas. A incidência (projeção) de Towne e projeção submento vértice (SMV) são indicadas, respectivamente:


A

Fraturas palatinas e fraturas em órbitas.


B

Fraturas em arco zigomático e palatinas.


C

Fraturas subcondilares e fraturas em órbitas.


D

Fraturas subcondilares e fraturas em arco zigomático.

Assinale a alternativa que completa a sequência corretamente: "A fratura Le Fort _________ é uma fratura mais alta, em que ocorre disjunção completa entre o viscerocrânio e o neurocrânio. Todos os pilares de sustentação da maxila são fraturados na base do crânio. Essa fratura segue pelas paredes medial e lateral da órbita, passando pela sutura frontozigomática. Fraturam-se, ainda, o arco zigomático e os processos pterigoides e o septo nasal na base do crânio."


A

III


B

V


C

I


D

II

A lesão tecidual da cavidade oral pode ser causada por condições patológicas ou eventos traumáticos, sendo que as lesões traumáticas podem ser causadas por injúrias físicas ou químicas. São injúrias químicas aos tecidos as causadas por, EXCETO:


A

Agentes com tonicidade não fisiológica.


B

Agentes trombogênicos.


C

Irradiação.


D

Proteases.


E

Vasoconstritores.

Num paciente politraumatizado, após acidente automobilístico em via de alta velocidade, a presença de trauma crânio encefálico (TCE), com rebaixamento sensorial, associada a fratura de face em terço médio e inferior, envolvendo ossos nasais, zigomático, maxila, mandíbula e laringe, com comprometimento completo das vias aéreas, o manejo das vias aéreas é relevante e deve ser garantido. Tendo em vista o caso relatado, assinale o item correto, considerando a via aérea de escolha para o paciente.


A

A entubação por via oral deve ser realizada, com uso de aspiradores para auxiliar na visualização da epiglote, que é referência para a entubação.


B

A via aérea através da Cricotirotomia deve ser escolhida pela necessidade de agilidade na realização da manobra cirúrgica, garantindo a via aérea mais rapidamente para o paciente.


C

A entubação por via nasal deve ser escolhida pois permite a liberação da oclusão do paciente durante a cirurgia de emergência, o que permite o bloqueio maxilomandibular no transcirúrgico.


D

A traqueostomia deve ser realizada pois o rebaixamento sensorial do paciente sinaliza necessidade de tempo para a recuperação do TCE do paciente, sendo essa manobra mais segura com relação aos riscos de pneumonia nosocomial.

Como para todas as lesões, a atenção inicial deve ser dirigida para o estabelecimento de uma via respiratória e o controle da hemorragia. As fraturas de maxila podem ser divididas em Lefort nível I, nível II e nível III. A causa mais frequente de hemorragia em fraturas Le Fort nível I e a conduta indicada para tratamento são:


A

Fraturas dentoalveolares associadas/ contenções semirrígidas.


B

Septo nasal fraturado/ Compressa nasal com gaze – tamponamento nasal anterior.


C

Fratura e deslocamento do pilar zigomaticomaxilar bilateral/ fixação interna rígida imediata.


D

Rompimento das placas pterigóideas/ embolização bilateral das artérias palatinas descendentes.

O traumatismo ocular, comum em fraturas do complexo zigomático-maxilar, pode resultar em sangramento na câmara anterior – a área entre a córnea clara e a íris colorida conhecida como hifema traumático. Os objetivos do tratamento são prevenção de novos episódios de sangramento e manutenção da pressão intraocular normal. As condutas mais indicadas para o tratamento do hifema são:


A

Intervenção cirúrgica oftalmológica.


B

Reparação de fraturas associadas em momento precoce.


C

Curativo compressivo no olho ferido, elevação da cabeceira da cama, uso de ciclopégicos tópicos e corticoides.


D

Manejo cirúrgico associado ao uso de anti-inflamatórios não estereoidais, analgésicos de ação central e colírios.

No trauma maxilofacial, a região da órbita é sempre um desafio para o cirurgião bucomaxilofacial. Várias alterações oculares podem estar presentes em uma fratura do terço médio da face. Dentre essas alterações, a diferença de tamanho das pupilas pode ser um achado clínico importante para um diagnóstico preciso. Qual é o nome dessa alteração?


A

Anosmia.


B

Quemose.


C

Anisocoria.


D

Hifema.

As fraturas zigomático orbitais podem envolver a porção lateral e inferior da margem orbital, produzindo aumento do volume da órbita e apresentar variáveis níveis de gravidade. De aspecto quadrangular, articula-se com os ossos frontal, maxilar, temporal, e com a asa maior do esfenoide, compondo o complexo zigomático-maxilar. Notando-se a importância anatômica desta estrutura, torna-se essencial o conhecimento desde a etiologia as formas de abordagem terapêuticas. Dentro desta temática, assinale a alternativa CORRETA.


A

Para auxiliar no planejamento do tratamento a ser instituído nas fraturas faciais e o prognóstico, na literatura científica da área de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, podem ser encontradas algumas classificações. Assim, em 1961, Knight e North classificaram as fraturas do complexo zigomático em seis grupos, onde no Grupo V – Fraturas do corpo com rotação lateral – a fratura pode se apresentar acima da margem infraorbital ou para fora da sutura zigomático-frontal.


B

Focado na abordagem cirúrgica Jackson, em 1989, publicou uma classificação simplificada das fraturas zigomáticas relacionando o tipo de deslocamento e tratamento. Assim a do tipo II caracteriza-se por fratura segmentada no rebordo infraorbitário que requer exposição, redução e fixação interna rígida (FIR).


C

Em uma abordagem do paciente com trauma de face, é imperativa uma anamnese e um exame clínico perfeito apesar da apresentação clínica, dor e principalmente o nível de consciência poderem influenciar. Apesar de o exame clínico não tornar possível a avaliação da órbita interna, sinais como enoftalmo – que resulta de uma discrepância entre o conteúdo orbitário e o volume ósseo da órbita; e o deslocamento vertical do globo ocular os quais indicam sério dano na órbita interna, são quadros que não podem passar desapercebidos na avaliação inicial.


D

Para o tratamento das fraturas incluídas dentro do complexo zigomático orbital, a técnica de Gilies para fratura do arco zigomático consiste em um acesso por via intrabucal pelo sulco gengivogeniano na região do pilar zigomático do lado fraturado, onde existe a mobilização lateral do arco fraturado e consequente redução. Já a técnica de Keen se dá pela via temporal onde o instrumento é inserido em sentido superior, entre a fáscia e o músculo temporal, até atingir a face proximal do arco zigomático, permitindo a redução da fratura.


E

Quando a opção é um tratamento cruento, o tipo de acesso deve ser baseado no tipo de fratura e nos pontos a serem abordados para a fixação. O acesso subtarsal permite a exposição da região ínfero-lateral da órbita, e a incisão é localizada 1mm abaixo da margem ciliar, tendo como possíveis complicações o ectrópio e exposição da esclera; no acesso subciliar a incisão está 4 a 6 mm abaixo da margem ciliar, podendo apresentar como complicação o ectrópio, eversão do cílio, necrose da pele, hematoma e exposição da esclera.

Reparo secundário de uma fratura ocorre quando não há a redução correta e/ou estabilização de uma fratura completa. Apesar disto, mesmo em reparo por “calo ósseo” o osso retornará a ter sua arquitetura original reestabelecida. A sequência de eventos do reparo ósseo é:


A

Estágio de remodelação, estágio de calo ósseo, estágio cartilaginoso, inflamação final;


B

Estágio cartilaginoso, inflamatório; estágio de remodelação;


C

Estágio inflamatório, estágio cartilaginoso, estágio de calo ósseo; estágio de remodelação;


D

Estágio de calo ósseo, estágio cartilaginoso, inflamação final, estágio de remodelação.

Com relação ao trauma em face, é correto afirmar:


A

Trauma contuso por bola de beisebol causa fratura blow-in do assoalho de órbita, com os fragmentos ósseos e os conteúdos orbitários deslocados para o interior do seio maxilar;


B

Radiografia de Water´s é a melhor indicação para visualizar fratura de arco zigomático;


C

As estruturas ósseas do esqueleto facial fornecem o suporte primário nos sentidos vertical e anteroposterior. Três pilares existem bilateralmente, formando o suporte vertical da face, sendo barra frontal, o arco zigomático e o complexo zigomático, os alvéolos maxilares e o palato e o segmento basal da mandíbula;


D

As fraturas do terço médio da face incluem aquelas que afetam a maxila, o zigoma e o complexo naso-órbito-etmoidal.

Indique a opção que apresenta o padrão de fixação interna que deve ser utilizado numa fratura cominutiva de mandíbula.


A

Placas de compressão na área da cominução.


B

Miniplaca para simplificação da fratura e fixação do tipo load bearing preferencialmento com travamento (tipo locking).


C

Fixação do tipo load bearing para simplificação e Placa 2.0 na basilar.


D

Somente uma placa longa do tipo load sharing.

O grupo de Osteossintese Strasbourg desenvolveu uma classificação das fraturas condilares com o intuito de simplificar e categorizar as fraturas da cabeça da mandíbula baseadas na relevância clínica e anatômica. Segundo Fonseca (2013), uma fratura com deslocamento moderado significa:


A

deslocamento moderado definido como o deslocamento de 10 a 45 graus.


B

deslocamento moderado definido como o deslocamento de 15 a 45 graus e encurtamento de 2 mm da altura do ramo mandibular.


C

deslocamento moderado definido como o deslocamento de 15 a 40 graus e encurtamento de 2 mm da altura do ramo mandibular.


D

deslocamento moderado definido como o deslocamento de 10 a 45 graus e encurtamento de 10 mm da altura do ramo mandibular.

Grande atenção tem sido dada nos últimos anos à fixação das fraturas mandibulares com sistemas de placas de menor perfil e parafusos monocorticais. Contudo, a fixação com esses sistemas, apesar de facilitar a cirurgia e diminuir sua morbidade, falha por vezes em superar a previsibilidade da fixação rígida com sistemas de reconstrução. A fixação com o uso de uma miniplaca com parafusos monocorticais de 2,0 mm é classificada como


A

Fixação rígida.


B

Fixação compressiva.


C

Fixação Lag screw.


D

Fixação semirrígida.


E

Fixação funcionalmente estável.

As fraturas da cavidade orbitária podem resultar em compressão da fissura orbitária superior, ocasionando um quadro clínico caracterizado por


A

amaurose.


B

liquorreia.


C

distúrbio sensorial do V1 do trigêmeo.


D

epífora.


E

exoftalmia.

   
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