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Em 1943, Pfeiffer foi o primeiro a revisar uma série de casos e propôs um possível mecanismo de fratura de assoalho orbitário. Em 195 , Smith e Regan reproduziram fraturas “blow-out” experimentalmente em cadáveres. Converse e Smith introduziram os conceitos de fratura “blow-out” pura, na qual somente o assoalho da órbita é envolvido. É sinal cl nico de fratura “blow-out”:
A enoftalmia.
A parestesia do nervo supraorbitário.
A poliplopia.
A ptose palpebral.
O sinal de olecrano.
A maioria das fraturas da mandíbula é tratada por meio de fixação interna. Os sistemas de fixação interna fornecem estabilidade funcional de duas maneiras: estabilidade com compartilhamento de carga e estabilidade com suporte de carga.
A fixação com compartilhamento de carga é indicada em casos de fratura
com segmentos avulsionados ou ausentes.
de mandíbulas atróficas.
sem a presença de defeitos ósseos e quando as corticais ósseas intactas se opõem uma à outra após a redução da fratura.
com segmentos cominutivos em áreas dentadas.
com segmentos cominutivos em áreas edêntulas.
Paciente do sexo masculino, 23 anos de idade, vítima de acidente motociclístico sem capacete, procurou atendimento apresentando diversas alterações clínicas como: telecanto traumático, enoftalmia e distopia, além de parestesia dos nervos infraorbitários e supraorbitário direito.

Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 3)
De acordo com a imagem relatada assinale qual a conduta correta com relação à sequência de tratamento cirúrgico do paciente.
Iniciar a fixação pelo frontal, depois o zigomático, depois o nariz, depois a mandíbula e, por último, a maxila.
Iniciar a fixação pelo frontal, depois o nariz, depois o osso zigomático, depois a maxila e, por último, a mandíbula.
Iniciar a fixação pela maxila, depois a mandíbula, depois o nariz, depois o frontal e, por último, o osso zigomático.
Iniciar a fixação das fraturas pela mandíbula, depois a maxila, depois o zigomático, depois o nariz e por último o osso frontal.
Paciente do sexo feminino, 75 anos e edêntula, foi vítima de queda da própria altura há 3 dias e compareceu ao ambulatório de odontologia da polícia militar do estado de Goiás queixando-se de dor na mandíbula. Ao exame clínico, observouse equimose em assoalho e boca do lado direito e abertura normal da boca. Com base nessas informações, quais são a principal hipótese diagnóstica e o melhor exame a ser solicitado?
Fratura de corpo mandibular direito; Radiografia panorâmica.
Fratura de ângulo mandibular direito; Lateral oblíqua de mandíbula direita.
Fratura de côndilo mandibular esquerdo; Towne reversa.
Fratura de parasínfise mandibular esquerda; Tomografia computadorizada.
Fratura de corpo mandibular direito; Towne reversa.
Traumas na região maxilomandibular podem causar obstrução das vias aéreas. Nessas situações de risco ao paciente, a observação clínica por parte do cirurgião-dentista é importante para que se possa evitar o agravo do quadro.
Assinale a alternativa correta com relação ao reconhecimento e à abordagem do profissional em situação de pacientes traumatizados com dificuldades de respiração.
Pacientes com comprometimento das vias aéreas tendem a ficar em posição supina.
A obnubilação é sinal patognomômico de obstrução da orofaringe.
A avaliação das vias aéreas deve ser feita após a avaliação circulatória com controle de hemorragias.
Um teste rápido para avaliar se as vias aéreas estão pérvias é pedir para que o paciente descreva como foi o trauma.
Criar via aérea cirurgicamente é a primeira opção quando o paciente está inconsciente.
Os grandes traumas faciais produzem os mais variados tipos de fraturas, envolvendo a mandíbula como osso móvel da face e demais ossos componentes do complexo maxilo-facial.
Com esse entendimento, assinale a alternativa que determina o grau de assertividade do tema.
O edema e a equimose orbitária são resultantes da perda de conexão entre os tecidos que formam o globo ocular e a periórbita, sendo sinais raros encontrados nas fraturas zigomático orbitárias. A sensibilidade dolorosa normalmente é intensa nesse tipo de fratura.
A fratura do corpo mandibular compreende a região delimitada anteriormente pela linha horizontal do canino até a interseção do músculo masseter.
As fraturas do grupo IV da classificação de Knight e North referem-se a fraturas fragmentadas, causadas por traumatismo de alta energia, razão pela qual requerem ampla exposição e fixação em vários pontos para reconstrução tridimensional correta.
O tipo de fratura nasal mais comum é aquele que ocorre entre a transição da porção lateral dos ossos nasais, mais espessa e firmemente presa à órbita, e a porção inferior, mais delgada, geralmente com deslocamento medial e fratura septal concomitante.
O acesso coronal expõe todo a região esquelética do terço médio e superior da face. Inclusive os arcos zigomáticos e a articulação têmporo-mandibular. Entretanto acontecem várias complicações importantes, entre elas, lesão no trajeto do nervo infraorbitário, trauma ântero-nasal com lesão no plexo de Kiesselbach.
O trauma à orbita óssea frequentemente afeta estruturas vizinhas associadas.
Sobre as injurias associadas às fraturas orbitárias, é correto afirmar que
a síndrome da fissura orbitária superior se dá por hematoma na órbita anterior ou fratura da grande asa do esfenoide deslocada.
caso ocorra fratura da grande asa do esfenoide deslocada, pode resultar em compressão da fissura orbitária superior com disfunção do III, IV, V e VII pares cranianos.
alguns sintomas clínicos da síndrome da fissura orbitária superior são: dor anterobulbar, oftalmoplegia externa e ptose da pálpebra superior.
a combinação da síndrome da fissura orbitária superior com o envolvimento do nervo óptico, denomina-se síndrome do ápice orbitário.
fraturas naso-orbito-etmoidais são mais frequentemente associadas com injúrias à mandíbula.
É alta a frequência de traumatismos dentários em crianças e adolescentes. Indivíduos que apresentam selamento labial inadequado e que possuem protrusão da maxila maior que 5mm em relação à mandíbula são mais suscetíveis à essa ocorrência. Qual a melhor conduta a ser realizada em paciente com luxação lateral acompanhado de fratura parcial do esmalte e dentina sem envolvimento da polpa?
O elemento dental deve ser armazenado imediatamente em água gelada para melhor conservação dos ligamentos.
Reposicionamento dental e contenção rígida. Pode ser necessária a realização do tratamento endodôntico.
Extração do elemento dental.
Reposicionamento do elemento dental e necessidade de contenção semirrígida por quatro semanas. O elemento fraturado deve ser armazenado em soro fisiológico para colagem ou realizar a restauração direta se não for encontrado o fragmento.
Esperar ocorrer a re-erupção dental.
Acerca do tratamento de fraturas faciais em crianças, é correto afirmar que
a reestruturação óssea se faz mais lentamente.
a atenção inicial deverá ser dada a partes moles e estruturas nobres, como globo ocular, nervo facial, glândulas salivares e seus ductos.
o uso de antibioticoterapia no tratamento das lesões faciais aumenta o risco de osteomielite.
se deve aplicar o bloqueio maxilomandibular como método de tratamento e está contraindicado o uso de goteiras de acrílico por apresentar risco de avulsão iatrogênica em dentição decídua e mista.
As fraturas faciais devem ser diagnosticadas e tratadas o mais rapidamente possível para que não haja sequelas futuras decorrentes desses quadros.
Quanto à classificação que descreve fraturas mandibulares de acordo com a condição dos fragmentos ósseos remanescentes e suas comunicações com o meio externo, é correto afirmar:
Fratura em galho verde é aquela em que o traço de fratura está incompleto e é mais comum de acontecer em ossos mais flexíveis.
Fratura simples é aquela que é incompleta e ocorre em ossos menos flexíveis.
Fratura composta ocorre quando não há comunicação da região fraturada com o meio externo.
Em uma fratura favorável, a tração muscular resultará em deslocamento dos fragmentos fraturados.
Durante a osteotomia Le Fort I, trabalhamos próximo, mas a uma distância segura do foramen oval. Qual estrutura emerge deste foramen:
Nervo trigêmeo;
Artéria Carótida;
Veia Jugular;
Artéria temporal.
Indique a opção que representa uma indicação relativa de tratamento cirúrgico aberto nas fraturas de côndilo.
Fraturas condilares bilaterais associadas a fraturas cominutivas do terço médio.
Fratura da fossa craniana média.
Corpo estranho dentro da cápsula articular.
Impedimento mecânico ao movimento mandibular.
Quando uma força aplicada à mandíbula desloca o côndilo mandibular posteriormente, a porção interna horizontal de um dos seus ligamentos torna-se rígida e impede o côndilo de se movimentar para dentro da região posterior da fossa mandibular, protegendo os tecidos retrodiscais nessa situação. Dentre as opções abaixo, qual a que se refere a esse ligamento em específico?
Ligamento temporomandibular.
Ligamento esfenomandibular.
Ligamento discal medial.
Ligamento capsular.
No que concerne à avaliação clínica da área facial nos traumatismos bucomaxilofaciais, assinale a alternativa correta.
Equimoses no assoalho da boca usualmente indicam fratura bilateral de mandíbula em região posterior.
Equimoses localizadas atrás da orelha ou sinal de Battle sugerem fraturas do arco zigomático.
A avaliação da área facial deverá ser aleatória, buscando priorizar apenas as possíveis fraturas ósseas.
Equimose periorbitária, especialmente associada à hemorragia subconjuntival, costuma ser indicativa de fratura orbitária ou do complexo zigomático.
Raramente as lesões naso-orbito-etmoidais causam cominução dos ossos nasais e deslocamento dos ligamentos cantais mesiais, resultando em telecanto traumático por diminuição da distância intercantal.
As fraturas naso-orbito-etmoidais podem resultar em lesão do ligamento cantal medial, provocando o surgimento do telecanto traumático. Quando optado pela cantopexia transnasal, o vetor de fixação do ligamento cantal medial deve ser direcionado para
posterior e superior.
posterior e inferior.
posterior e lateral.
medial e inferior.
inferior e lateral.
Os exames laboratoriais são complementos importantes no auxílio ao diagnóstico. É primordial que o profissional possa, além de indicar exames corretamente, interpretá-los apropriadamente.
Em relação aos exames laboratoriais, assinale a alternativa que contém informação correta.
Os indivíduos com hematócrito superior a 30% e valor de hemoglobina acima de 10 g/dL, ou com histórico de anemia e hematócrito normal, são considerados de baixo risco para procedimentos invasivos e podem apresentar-se assintomáticos.
A policitemia deve ser considerada quando há aumento dos níveis de hemoglobina maior que 12 g/dL para homens e maior que 10 g/dL para mulheres e presença de hematócrito maior que 25% para homens maior que e 20% para mulheres.
O hematócrito corresponde à concentração de hemoglobina dentro da hemácia e ajuda a diferenciar os vários tipos de anemia.
A quantidade de plaquetas entre 600000 e 1 milhão de células/mm3, demonstra que o paciente possui trombocitopenia e, neste caso, aumenta-se o risco de hemorragia.
O linfócito é o tipo de leucócito em maior número no sangue e representa de 50% a 80% dos leucócitos circulantes; são as células responsáveis pelo combate às bactérias.
Tendo em vista traumatismos crânio-faciais e a avaliação clínica do paciente, o fenômeno de Cushing se refere a
bradicardia e hipotensão com pressão intracraniana crescente.
bradicardia e hipotensão, com pressão intracraniana decrescente.
bradicardia e hipertensão, com pressão intracraniana decrescente.
bradicardia e hipertensão, com pressão intracraniana crescente.
bradicardia e hipertensão, com pressão intracraniana dentro dos valores normais.
Inúmeros estudos relatam a mandíbula como o local de maior frequência das fraturas faciais. Sobre o diagnóstico e tratamento das fraturas mandibulares, é correto afirmar:
Todos os dentes presentes na linha de fratura devem ser removidos.
O tratamento das fraturas em mandíbulas atróficas requer o uso de placas mais robustas e parafusos bicorticais.
A técnica denominada de “lag screw” é indicada no tratamento das fraturas cominutas de mandíbula.
São acessos cirúrgicos utilizados para tratamento das fraturas mandibulares: transcervical (submandibular), transbucal (vestibular), retromaxilar.
O ramo marginal mandibular do nervo facial não interfere na localização do acesso submandibular.
O atendimento primário do paciente vítima de politraumatismo de face é realizado de forma sistemática. Sobre a abordagem das vias aéreas durante o atendimento primário, é correto afirmar:
A hipóxia pode causar tanto agitação quanto rebaixamento do nível de consciência.
O estridor é um som agudo típico de obstrução das vias aéreas inferiores.
A partir da pontuação 13 na Escala de Coma de Glasgow já se indica a intubação endotraqueal.
A técnica de traqueostomia é a primeira opção cirúrgica no manejo emergencial das vias aéreas.
A técnica de cricotireoidostomia está indicada em pacientes menores de 12 anos, na vigência de uma obstrução baixa de vias aéreas.
Assinale a alternativa correspondente à denominação da fratura complexa da maxila, que se caracteriza por ocorrer na região anterior da face e ser composta por uma fratura vertical bilateral na região de caninos até a sutura frontonasal, associada a uma fratura horizontal na altura dessa sutura.
Le Fort II
Huet
Walther
Le Fort III
Bessareau