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A maxila pode ser acessada por meio de uma variedade de incisões, porém, a maior parte dela pode ser exposta com uma incisão realizada dentro da cavidade bucal. O acesso vestibular maxilar é realizado na mucosa do fundo de vestíbulo da maxila e permite um acesso ao esqueleto do terço médio da face. A área de incisão deve ser realizada acima da junção mucogengival, em aproximadamente:
1 a 2mm.
2 a 4mm.
3 a 5mm.
6 a 8mm.
10mm.
Dependendo do tipo de lesão, da direção e da força do impacto, as fraturas de mandíbula geralmente ocorrem em diversas localizações. Região anatômica em que fraturas mandibulares ocorrem com maior frequência é no
processo coronoide.
ramo.
côndilo.
processo alveolar.
corpo.
Com o avanço das fixações internas estáveis, o tratamento aberto é o tratamento de escolha para as fraturas mandibulares, ficando o tratamento fechado restrito a alguns poucos casos.
Apesar de ser o tratamento de escolha, em alguns casos o tratamento aberto é contraindicado, como, por exemplo,
fraturas mandibulares associadas com fratura do terço médio.
fraturas mandibulares associadas com fraturas condilares.
fratura cominutiva e impossibilidade de boa fixação estável.
fraturas instáveis com fragmentos deslocados.
fratura mandibular diante de maxila desdentada.
Com relação às fraturas, incluindo-se as mandibulares, é de fundamental importância estabelecer uma classificação para facilitar a discussão entre profissionais e o planejamento dos tratamentos dos casos.
Assinale a alternativa que apresenta a descrição da fratura impactada.
Fratura em que um lado do osso está fraturado e o outro não.
Fratura próxima a alguma articulação e com deslocamento importante.
Fratura que ocorre em um local distante do impacto.
Fratura em que um dos fragmentos entra no interior de outro fragmento.
Fratura que tem uma tendência a se deslocar após a redução.
A respeito do tratamento das fraturas zigomáticas, é correto afirmar:
As fraturas cominutivas apresentam perda dos pilares anteriores, dificultando a redução anatômica.
As fraturas do arco zigomático isoladas com pequenos deslocamentos requerem fixação interna rígida.
As fraturas de baixa energia do complexo zigomático apresentam como complicação a exoftalmia.
As fraturas de média energia do zigoma podem ser acompanhadas clinicamente e dispensam o uso de fixação.
As fraturas de alta energia são tratadas com a segmentação do arco para controle do pilar posterior.
As fraturas do terço médio da face podem causar situações clínicas muito específicas como a hemorragia retrobulbar.
Sobre essa situação clínica, é correto afirmar que
o sangramento ocorre pela ruptura das artérias etmoidais.
apesar de grave, não se trata de uma emergência oftálmica.
a queixa de perda progressiva da visão é associada à enoftalmia.
a hemorragia arterial pode levar ao comprometimento da função do nervo óptico e obstrução da artéria central da retina.
A fratura que pode apresentar risco de morte aos pacientes acometidos pelo trauma mandibular é a
fratura de sínfise.
bilateral de ângulo mandibular.
bilateral de côndilo mandibular.
bilateral de parassínfise.
bilateral de corpo mandibular.
Com relação às fraturas de processo alveolar, é correto afirmar:
os locais onde há menor probabilidade de ocorrer fratura óssea são na lâmina cortical vestibular na altura do canino superior, na lâmina cortical vestibular na altura dos molares superiores (especialmente do primeiro), em porções do assoalho do seio maxilar associadas aos molares superiores, na tuberosidade maxilar e no osso vestibular dos incisivos inferiores.
a causa menos provável de fratura do processo alveolar é o uso de força excessiva com o fórceps.
quando se observa que existe grande probabilidade de fratura óssea, não se deve considerar extração por meio de técnica cirúrgica, pois, com esse método, o cirurgião pode remover maior e menos controlada quantidade de osso.
o principal método para evitar essas fraturas é executar um cuidadoso exame clínico e radiográfico pré-operatório. Os cirurgiões devem avaliar a morfologia da raiz do dente a ser removido, bem como a proximidade das raízes com o seio maxilar, além da espessura da lâmina cortical vestibular sobre o dente a ser extraído.
a idade é fator a ser considerado, pois o osso dos pacientes mais idosos é em geral mais maleável e, portanto, menos sujeito a ser fraturado que se expandir.
Analise as assertivas abaixo sobre as urgências traumatológicas:
I. Considerando a necessidade de que testes de sensibilidade pulpar devem ser realizados durante todo o período do acompanhamento do traumatismo e que, frequentemente, há respostas negativas logo após traumas fortes, esse procedimento pode ser opcional no atendimento de urgência.
II. No tratamento da concussão, indica-se proservação em função da idade do paciente e, em caso de dentição decídua, acompanha-se o processo de reabsorção radicular; caso a dentição seja permanente, é possível realizar desgaste seletivo, havendo contato prematuro.
III. No tratamento da intrusão, indica-se recolocação do dente imediatamente em seu alvéolo, alinhando ao nível dos demais dentes; prescrevem-se analgésicos e bochechos com clorexidina sem álcool.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
A estrutura encontrada na área da incisura pré-massetérica e que serve de alerta para a presença da artéria facial durante o acesso de Risdon para o tratamento de fraturas e patologias da mandíbula é:
nódulo de Stahr.
plexo de Kiesselbach.
glândula sublingual.
veia retromandibular.
nervo mandibular marginal.
Paciente do sexo masculino, 30 anos, vítima de acidente de trabalho, compareceu ao serviço de urgência apresentando lacerações em terço médio de face com exposição óssea na região do complexo zigomático-orbitário do lado esquerdo, presença de corpos estranhos, e sem sinais evidentes de fratura. Qual a medida a ser tomada durante o manejo dos tecidos moles da vítima do referido caso?
O tratamento desses ferimentos envolve a irrigação copiosa e visa a minimizar a flora bacteriana da ferida e remover quaisquer corpos estranhos. O peróxido de hidrogênio favorece a reparação das feridas e tem boa atividade bactericida.
Bloqueios nervosos regionais podem minimizar a quantidade de anestesia local necessária, mas a infiltração dentro da ferida quando importantes marcos anatômicos estão presentes é importante para a excisão dos tecidos desvitalizados.
A limpeza adequada e a boa técnica cirúrgica são fundamentais para minimizar as infecções. Escova e sabão detergente podem ser necessários para remover materiais estranhos incorporados. Um fechamento em camadas quase sempre é necessário e elimina o espaço morto.
Uma avaliação minuciosa do sétimo nervo craniano deve ser realizada antes da injeção do anestésico ou da administração de uma anestesia geral. Injetar anestésico local antes de limpar a ferida dificultará uma preparação mais eficaz. Anestésicos locais com epinefrina devem ser evitados.
Paciente do sexo feminino, de vinte e três anos, vítima de acidente motociclístico, sem uso de capacete, apresentando fraturas múltiplas do 1/3 médio da face, com grande deslocamento, fratura do corpo mandibular bilateral e TCE. Apresenta hemorragia grave pela cavidade bucal e epistaxe severa. A via mais adequada para oferecer oxigênio para essa paciente é por meio da
traqueostomia.
entubação nasotraqueal.
entubação orotraqueal.
entubação orotraqueal com derivação submentoneana
Com relação à classificação de fraturas da maxila, analise as afirmativas abaixo:
I – Le fort I: Ocorre transversalmente na maxila acima dos ápices dentários.
II – Le fort II: Cruza a porção inferior dos ossos nasais, do processo frontal da maxila até o osso lacrimal, rebordo infraorbital, na junção da maxila e osso zigomático de forma oblíqua, e vai até a fissura pterigomaxilar.
III – Le fort III: Percorrem os ossos nasais, porção superior dos ossos lacrimais, parede medial da órbita, células etmoidais e o canal óptico.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
Nenhuma das alternativas.
De acordo com Kight e North (1961), um paciente vítima de trauma facial com fratura zigomática com rotação mediai do arco apresenta uma fratura:
Tipo I
Tipo II
Tipo III
Tipo IV
O tratamento do paciente politraumatizado pode ser resumido em exame primário, reanimação das funções vitais, exame secundário e cuidados definitivos. A sequência lógica deste processo constitui o ABCDE do trauma (A – via aérea, B – respiração e ventilação, C – circulação, D – estado neurológico, E – exposição). Segundo Fonseca (2013), que atenção deve ser dada a pacientes pediátricos, gestantes e idosos?
Desconsiderar o tratamento das condições que ameaçam a vida.
Evitar tratar simultaneamente diferentes condições durante o exame primário.
Realizar exame secundário antes da estabilização do paciente.
Levar em consideração as diferenças na fisiologia, no metabolismo e na resposta ao trauma.
A principal complicação pós-traumática irreversível de um paciente com fratura da lâmina crivosa do osso etmoide é chamada de
diplopia.
epistaxe.
anosmia.
amaurose.
A Equipe de Saúde Bucal deve estar atenta aos casos de traumatismo bucal. Segundo o Fluxograma para o atendimento com classificação de risco e vulnerabilidade do paciente que procura atendimento devido a traumatismo bucal, do Ministério da Saúde, quando o paciente referir ou apresentar perda de consciência, náusea, vômitos, dores de cabeça ou distúrbios da visão que possam indicar traumatismo craniano, ele será classificado pela cor:
Amarela.
Azul.
Verde.
Vermelha.
Preta.
A abrasão no lábio superior atinge
o músculo levantador do lábio superior.
o músculo orbicular da boca.
a glândula parótida.
as camadas epitelial e papilar da pele.
o nervo palatino maior.
Nas hemorragias traumáticas da face, um local muito envolvido é o plexo de Kiesselbach, localizado no
palato mole.
septo nasal.
espaço ptérigo maxilar.
seio maxilar.
Paciente do sexo masculino, de vinte e quatro anos, vítima de acidente motociclístico com trauma facial severo, deu entrada na sala de emergência com quadro de hemorragia de Classe II. São características clínicas presentes nessa hemorragia:
taquicardia, taquipneia e diminuição da pressão de pulso.
bradicardia, taquipneia e aumento da pressão de pulso.
bradicardia, taquipneia e diminuição da pressão de pulso.
taquicardia, taquipneia e sem alteração da pressão de pulso.