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Considerando os conceitos fundantes da alfabetização e do letramento no âmbito da tendência pedagógica progressista, analise o excerto a seguir:
“Não basta saber ler ‘Eva viu a uva’. É preciso compreender qual posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho” (FREIRE, 1991).
Nesse excerto, Paulo Freire chama nossa atenção para o fato de que trabalhar a alfabetização na perspectiva do letramento é, portanto, uma opção
global.
política.
semântica.
tecnológica.
No texto “A reinvenção da alfabetização”, Magda Soares (2003) afirma que a alfabetização e o letramento são processos distintos:
Dissociáveis e independentes.
Indissociáveis e interdependentes.
Sendo a alfabetização pré-requisito para o letramento.
Que ocorrem em tempos diferentes, um antes do outro.
Simultâneos e dissociáveis.
No contexto atual, considerando os novos paradigmas de educação com vistas ao desenvolvimento integral do sujeito, o processo de alfabetização e letramento é entendido como
apropriação pela criança do sistema de escrita alfabética e das práticas sociais de leitura, escrita e oralidade, acrescida da tecnologia.
o ensino das habilidades de leitura e escrita em um sistema ortográfico, com base nas ciências cognitivas da leitura e literacia, apontando para a produção de textos.
codificação e decodificação de um código, relacionando, de modo restrito, os sons da fala às letras do sistema alfabético e o desenvolvimento de regras ortográficas e da consciência fonológica.
processo de natureza essencialmente indissociável, evidenciando a simultaneidade e a dependência, além do uso social da escrita e da tecnologia.
Sobre o processamento cognitivo da escrita, é possível afirmar apenas:
O processo de escrita é concretizado pela etapa final conhecida como grafomotricidade.
O cérebro é estimulado durante a escrita e exige um planejamento motor, um planejamento do som da letra, que a criança escute o som da letra e veja a representação da letra. Para que isso ocorra é acionado o lobo frontal do cérebro.
Para que a criança escreva corretamente as letras do alfabeto, é envolvido nesse processo observação, controle e coordenação manual, que demanda a memória motora que influencia na aprendizagem e precisa ocorrer nessa fase.
O primeiro elemento que se concretiza é a escrita, já que a leitura não é algo natural e precisa ser desenvolvida.
A leitura e a escrita ocorrem em períodos simultâneos.
Tendo como referência a Base Curricular da Rede Municipal de Ensino de Palhoça, em vigência, a alfabetização é um momento de trabalhar a:
Escrita linear.
Escrita mecânica.
Escrita cartesiana.
Consciência fonológica da criança.
Memorização de palavras simples (com duas sílabas).
O trabalho de alfabetização é uma tarefa de muitos modos exigente. Para ser realizada demanda o domínio dos recursos didático-pedagógicos que lhe correspondem e domínio dos métodos adequados. O método sintético é um deles. Em relação ao método sintético, este se define como aquele que
segue da parte para o todo, isto é, vai-se das unidades menores às maiores no processo de alfabetização, tal como se vai na apresentação da letra e seus sons, depois a silaba, a depois a palavra e a frase.
estabelece como princípio metodológico que a alfabetização se faz com a compreensão global das palavras junto às frases, pois assume como pressuposto que o trabalho com sentido é essencial ao processo de alfabetização do aluno.
segue a sequência da maior unidade da língua para a menor, isto é, segue do todo para a parte. No método sintético a frase é apresentada, depois a palavra, em seguida a sílaba e, por fim, letras e fonemas.
envolve o aprendizado da escrita e da leitura por intermédio de ações metodológicas que promovem a decomposição dos conteúdos estudados pelos alunos, favorecendo que estes estabeleçam uma relação de sentido com a língua.
Sobre o livro Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário, de Delia Lerner, observe as assertivas abaixo, assinalando a FALSA:
Ensinar a ler e escrever é um desafio que transcende amplamente a alfabetização em sentido estrito.
Segundo a autora, o desafio que muitas escolas enfrentam é incorporar todos os alunos à cultura do escrito.
Delia lerner usa a palavra “escritor” para se referir àquele que escreve profissionalmente e vende livros.
Delia lerner acredita que a aprendizagem da leitura e da escrita, na escola, se dá de um modo que afasta os alunos e alunas dos propósitos que leitores e escritores, perseguem fora dela.
Para o educador de berçário, cuidar de uma criança significa
promover a construção da dependência da criança em relação ao adulto de referência.
substituir de forma direta e interventiva as funções da família.
realizar uma ação instrumental e eficiente no atendimento às necessidades da criança.
reconhecer as crianças como sujeitos em desenvolvimento.
estabelecer com a criança uma relação prefixada de atividades pedagógicas diretivas.
O método alfabético de alfabetização é uma abordagem tradicional que ensina a leitura e a escrita por meio da memorização das letras do alfabeto e suas correspondentes sonoras. Nele, os alunos aprendem as letras de forma isolada, para depois formar sílabas e palavras, desenvolvendo a habilidade de decodificar os sons e grafias. Esse método enfatiza a associação entre o som e a letra, sendo uma das bases históricas da alfabetização. É correto afirmar que uma das principais críticas ao método alfabético de alfabetização é que:
Esse método é considerado cansativo devido à repetição de exercícios, além de não levar em conta os conhecimentos prévios dos alunos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais o recomendam como o método mais eficiente para alfabetização.
O método foca exclusivamente na leitura, sem ensinar a escrita de forma simultânea.
O método não utiliza cartilhas, o que dificulta a memorização das letras e sílabas pelas crianças.
Ele é amplamente adotado no Brasil devido à sua complexidade e às altas exigências para os professores.
Sobre o processo de alfabetização, o professor Artur Gomes de Morais, da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a escrita não é um processo de codificação e decodificação, ou seja, ela não orbita o código como o elemento central da escrita. Sobre essa realidade, o autor defende que o processo de alfabetização é baseado em um sistema
textual.
construtivista.
notacional.
discursivo.
Alfabetização e letramento se somam, e para atender à mudança ocorrida no processo de ensino e aprendizagem da língua escrita, a Escola Ativa baseia esse conhecimento em cinco eixos. São exemplos deles, EXCETO:
Representação de desenhos livres.
Apropriação do sistema de escrita.
Produção de textos escritos.
Leitura.
Compreensão e valorização da cultura escrita.
Qual dessas formas de alfabetização incorpora diferentes sentidos no processo de aprendizagem, como o tato e a audição, para fortalecer a conexão entre letras, sons e significados?
Método Construtivista.
Global Analítico.
Método Sociolinguístico.
Método Multissensorial.
Método Silábico.
Métodos de alfabetização têm um material pronto: cartazes, cartilhas, cadernos de exercício. A cartilha é um saber abstrato, pré-fabricado e imposto por meio do qual, um operário, depois de uma jornada de trabalho, na sala de aula e tem que repetir no meio da noite: “Eva viu a uva.” “A ave é do Ivo.” “Ivo vai na roça.” Já Paulo Freire pensou que um método de educação construído num diálogo entre educador e educando. Para os adeptos da concepção de Freire, a cartilha pode ser comparada a um(a):
espécie de roupa de tamanho único que serve para todo mundo e para ninguém.
chama de vela acesa que ilumina o caminho do aluno.
bússola que norteia o rumo a ser seguido pelos educandos.
fonte que jorra o saber puro e mata a sede de curiosidade dos alunos.
elástico que se flexibiliza de acordo com o saber acumulado pelo estudante.
A construção e o desenvolvimento da leitura e da escrita na alfabetização são processos fundamentais no desenvolvimento educacional das crianças, surgindo a partir do
reconhecimento que a alfabetização é um processo pontual. Desse modo, a abordagem deve ser adaptada às necessidades globais das crianças, proporcionando um ambiente rico em estímulos e em práticas significativas. Nesse sentido, nos estágios iniciais da alfabetização, a parceria entre a escola e a família se mostra facultativa, não sendo necessariamente eficaz para apoiar o desenvolvimento da leitura e da escrita.
planejamento de aulas voltadas para a identificação dos ruídos de comunicação — dado que os estudantes já sabem se comunicar, mas não são capazes, ainda, de classificar os tipos de ruídos e nem como evita-los.
monitoramento de abordagens diversificadas e personalizadas. Assim, os educadores devem criar um ambiente complexo ao desenvolvimento das habilidades de produção textual dos alunos, preparando-os para a comunicação eficaz da escrita.
desenvolvimento da capacidade de manipular e de reconhecer os sons da fala, fazer a associação entre letras e sons e adquirir fluência na leitura — sendo, a partir de então, que inicia a compreensão das convenções da escrita e da relação entre letras e sons para iniciar a escrita das primeiras palavras.
fortalecimento da ideia de que as habilidades sociais são comportamentos e competências que facilitam interações positivas e eficazes com outras pessoas. Desse modo, é essencial expressar pensamentos, sentimentos e ideias de maneira clara e compreensível por meio da fala e da escrita.
No campo das teorias de alfabetização, algumas abordagens enfatizam a importância do desenvolvimento da consciência fonológica como base para a leitura e a escrita. Qual das práticas abaixo está alinhada a essa teoria?
Propor atividades que envolvam a identificação e manipulação de sons em palavras, como rimas e segmentação silábica.
Priorizar a leitura de textos longos e complexos desde o início, sem introduzir atividades focadas em fonemas.
Ensinar a leitura exclusivamente por meio da memorização de textos, sem explorar a relação entre som e letra.
Incentivar os alunos a memorizar palavras inteiras sem focar nos sons das letras ou sílabas.
Leia o trecho a seguir.
As mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas a alfabetização inicial não se resolvem com um novo método de ensino, nem com novos testes de prontidão, nem com novos materiais didáticos. É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões.
Adaptado de: FERREIRO, Emília. Reflexões sobre a alfabetização, São Paulo: Cortez Editora, 2013, p.41.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente a interpretação da escrita inicial de acordo com a psicogênese da escrita, à exceção de uma. Assinale-a.
Compreende a escrita como um sistema de representação, que se materializa por meio da interação de quem aprende com sua realidade.
Compreende a escrita como um processo que excede os limites escolares, e que se materializa pela influência de concepções elaboradas por quem aprende.
Compreende a escrita como um objeto social, que se materializa por meio dos sistemas interpretativos criados por quem aprende.
Compreende a escrita como um processo de codificação mecânico do ponto de vista de quem aprende, que se materializa por meio da cópia objetiva da realidade.
Compreende a escrita como um objeto cultural que se materializa por meio de esforços iniciais, os quais não devem ser julgados em termos de certo ou errado.
A alfabetização é o processo fundamental pelo qual uma pessoa desenvolve as habilidades de leitura e escrita, essenciais para sua participação plena na sociedade. Qual é o principal objetivo da alfabetização digital para crianças?
Ensinar as crianças a usar tecnologias apenas de forma intuitiva.
Otimizar o uso das ferramentas tecnológicas para ampliar o aprendizado e o desenvolvimento de competências.
Substituir o aprendizado convencional por técnicas digitais.
Excluir o uso de tecnologias no ambiente escolar.
Magda Soares diz que ______________ é o processo pelo qual se adquire o domínio de um ____________ e das habilidades de utilizá-lo para ler e para escrever, ou seja: o domínio da tecnologia — do conjunto de técnicas — para exercer a arte e a ciência da escrita.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
alfabetização – código
letramento – símbolo
leitura – ensino
alfabetização – ensino
letramento – código
A promoção do desenvolvimento da linguagem e do letramento na Educação Infantil envolve a aplicação de atividades pedagógicas e lúdicas que estimulam o aprendizado de forma natural e prazerosa. Essas práticas são essenciais para a construção das habilidades linguísticas das crianças, proporcionando um ambiente que favorece a exploração da linguagem oral e escrita desde os primeiros anos de vida. Sobre as abordagens pedagógicas voltadas para o letramento infantil, assinale a alternativa correta:
A alfabetização espontânea deve ser evitada, pois é importante que a criança siga um cronograma rígido de ensino da escrita para evitar erros na aquisição da linguagem.
As atividades lúdicas, como contação de histórias, jogos de rima e brincadeiras com letras, são fundamentais para o desenvolvimento do letramento, pois estimulam a consciência fonológica e o interesse pela leitura e escrita de forma prazerosa.
O letramento na Educação Infantil pode ser dispensado até o Ensino Fundamental, pois o foco nessa fase deve estar apenas no desenvolvimento motor e social das crianças.
O uso de atividades exclusivamente voltadas para a repetição e cópia de palavras é o método mais eficaz para o desenvolvimento da escrita na Educação Infantil, garantindo que as crianças memorizem a forma correta das palavras.
Profissionais de Educação Infantil frequentemente recomendam que educadores adotem práticas que favoreçam o desenvolvimento da linguagem oral nos currículos, mas o mesmo não ocorre com a linguagem escrita, que embora também esteja presente no cotidiano das crianças, é majoritariamente assunto posposto e controverso. Essas posições frequentemente ignoram pesquisas recentes da Psicologia Cognitiva e das Neurociências que se dedicam ao estudo das relações entre o desenvolvimento cognitivo e da linguagem. Trata-se de análises que trazem novas explicações e abrem perspectivas para a prevenção de dificuldades e a preparação da alfabetização.
Discutindo-se algumas dessas contribuições voltadas para o entendimento dos processos cognitivos e mecanismos cerebrais presentes na aprendizagem da leitura e da escrita em sistemas alfabéticos, pode-se afirmar que
durante os seis primeiros anos de vida, as crianças aprendem muitas habilidades linguísticas e cognitivas importantes, pilares necessários para o sucesso escolar. É nesse período que a arquitetura cerebral se forma a partir da interação dos genes das crianças com as experiências, relacionamentos e o ambiente em que vivem.
as desvantagens existentes no período da Educação Infantil não perduram no processo de escolarização, pois no Brasil, as práticas de Educação Infantil têm historicamente evoluído a partir de um modelo fundamentado em métodos sistemáticos de ensino que preparem para a escolarização posterior.
as atividades desenvolvidas na Educação Infantil devem ser apenas instrutivas, garantindo o desenvolvimento de habilidades necessárias para os anos seguintes de escolarização, sem privar as crianças de outras vivências e aprendizagens comuns à Educação Infantil.
a complexidade dos estímulos linguísticos que as crianças recebem é um fator significativo no desenvolvimento de áreas do cérebro relacionadas à linguagem. As diferenças individuais das crianças na Educação Infantil podem cessar nos anos posteriores de escolarização, ampliando o sucesso na aprendizagem escolar.