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Lucas e André, estudantes do oitavo ano, entraram em conflito após o sumiço de trabalhos da turma expostos no pátio da escola. Lucas afirmava ter certeza de que André e seus amigos estavam por trás da desfeita e exigia providências sérias da direção. Tendo em vista a situação, assinale a alternativa correta a respeito do que discute Abramovay (2012) sobre a relação entre pares, especialmente quando pensamos os adolescentes nas escolas.
Muitos estudantes reconhecem o fato de que o convívio na escola produz, necessariamente, relações de amizade, sendo episódios de conflitos entre pares situações isoladas nessa faixa etária.
As discussões entre estudantes têm uma dinâmica específica e delimitada, distante do que se vê nas demais relações sociais fora do âmbito da escola, o que exige um olhar pedagógico cuidadoso.
É fundamental que o foco esteja em casos graves e dramáticos de conflitos e brigas, para que situações do cotidiano não acabem por pautar as discussões e decisões sobre políticas públicas voltadas para a vida da escola.
Ao manifestarem reprovação e desgosto em relação a seus pares, os jovens estabelecem limites entre eles, tornando-se, muitas vezes, mais críticos com seus próprios colegas do que com a escola.
As situações de desrespeito que comprometem o trabalho pedagógico exigem medidas punitivas da direção escolar para que os bons alunos não se desanimem ou se prejudiquem por aqueles desinteressados.
De acordo com Santos (2020), o estabelecimento de normas disciplinares em uma escola de gestão democrática deve incluir a representação do alunado neste processo, pelo fato desse modelo educativo considerar que os alunos devem:
ser passivos e calados para aprender a matéria dada
participar de tudo que é fundamental para a escola
ser reprimidos para se comportarem bem no recreio
aprender a se sujeitarem a todas as normas impostas
Ostetto (2000, p.193) destaca que “planejar na educação infantil é planejar em contexto educativo, envolvendo atividades e situações desafiadoras e significativas, que favoreçam a exploração, a descoberta e a apropriação de conhecimento sobre o mundo físico e social”. A autora afirma que para perceber essas situações significativas o educador deve ter como ponto de partida:
o levantamento dos conhecimentos prévios das crianças.
o registro individualizado de cada criança.
a observação das crianças.
as necessidades da escola e das famílias.
o conhecimento dos documentos legais e das suas atribuições profissionais.
Uma das ideias centrais nas obras de Vygotsky é a relação indivíduo/sociedade. Segundo o autor, as características tipicamente humanas nascem a partir da interação dialética do homem com o seu meio sociocultural (REGO, 1995). Nesse sentido, Vygotsky reforça a tese de que, sem as devidas interações com o meio sociocultural, apenas a exposição passiva do indivíduo ao meio externo não é suficiente para o desenvolvimento de suas funções psíquicas.
Levando em consideração as ideias de Vygotsky trazidas por Rego (1995), para que o aluno possa desenvolver as habilidades matemáticas, é necessário que ele:
seja exposto a uma grande quantidade de conteúdos matemáticos. Tal exposição é suficiente para causar a mudança em suas funções psíquicas e, consequentemente, em sua aprendizagem.
possa interagir com conteúdos matemáticos de maneira contextualizada, para que possa ser desafiado a criar as suas próprias modificações do pensamento.
seja apresentado à maior quantidade de conteúdos específicos possíveis, pois, sem a acumulação de conhecimentos prévios, não é possível modificar a sua estrutura do pensamento.
possua uma habilidade inata de pensamento matemático, que é suficiente para a associação e para o estímulo do desenvolvimento de suas funções psíquicas.
seja apenas estimulado pelos contextos de abstração e generalização, inerentes ao pensamento matemático, de forma rigorosa, formal e descritiva, sem a necessidade de compreender o contexto em que vive.
Jussara Hoffmann sugere a valorização da extensão social e política da avaliação por confiar que esta seja um método ajustado ou voltado para um ensino popular relacionado à democracia. Partindo-se desse ponto, a autora inicia uma discussão a respeito da compreensão de uma avaliação mediadora, voltada para uma atuação pedagógica repensada em todos os aspectos. Uma avaliação que observa e faz diagnóstico constante do processo de aprendizagem dos alunos para, assim, traçar metas que valorizem o contexto educacional visando uma maior produtividade do alunado.
Com bases nos estudos sobre avaliação, avalie as afirmações a seguir.
I - O ato de avaliar implica uma ação democrática e diferente entre os sujeitos de aprendizagem, tornando essa ação própria para cada estudante.
II - O ato de avaliar pressupõe uma qualificação a respeito do objeto em avaliação e a reflexão sobre a escolha de estratégias didáticas para os sujeitos.
III - O ato de avaliar é neutro, devendo evitar metas para o contexto educacional, com foco nos resultados.
Está correto apenas o que se afirma em
I.
II.
I e II.
I e III.
I, II e III.