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A resolução CEB/CNEB Nº 3/2010 define que a idade mínima para matrícula em cursos de EJA de Ensino Médio e inscrição e realização de exames de conclusão de EJA do Ensino Médio é:
14 anos.
15 anos.
16 anos.
17 anos.
18 anos.
Durante uma visita a uma escola de Ensino Fundamental, a diretora perguntou à Carmen, orientadora pedagógica, sobre obrigatoriedade das aulas de educação física para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A orientadora respondeu, corretamente, que, em conformidade com a Lei nº 9.394/96, artigo 26,
a educação física é disciplina de matrícula facultativa na EJA para aqueles que comprovem a prática da atividade física em instituição autorizada de ensino, lazer ou esporte.
é obrigatória a oferta de educação física em todas as escolas públicas do país, mas a matrícula para os alunos maiores de dezesseis anos de idade nessa disciplina é facultativa.
a educação física é componente curricular obrigatório, sendo sua prática facultativa ao aluno maior de dezoito anos de idade que expresse o desejo de não frequentar a disciplina.
a prática da educação física na educação básica é facultativa para o aluno deficiente, para as mulheres maiores de vinte e dois anos e para os homens maiores de vinte e cinco anos.
a educação física é componente curricular obrigatório, sendo sua prática facultativa ao aluno que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas ou que tenha prole.
Como educadores da EJA precisamos conhecer os estudantes com os quais lidamos e valorizar conhecimentos, experiências e fazeres que devem compor nossa ação pedagógica.
No caso da apropriação da leitura e escrita, isso implica:
Organizar práticas de leitura e escrita para atender às necessidades dos estudantes e às funções sociais dos textos.
Considerar que os sujeitos jovens e adultos apresentam uma escolaridade marcada por dificuldades cognitivas, que não lhes permite aprender a ler e escrever.
Compreender que ler e escrever são capacidades complexas que exigem uma apropriação interligada.
Saber que a apropriação do código escrito faz parte de um processo mais amplo que não permite ao aluno de EJA alcançar, ainda que minimamente.
Desenvolver trabalho com textos de cartilha focando os conteúdos do ensino seriado (regular).
Trabalhar com as disciplinas de Geografia e da História, sobretudo com alunos Jovens e Adultos requer, dentre outras questões, reconhecer que:
São pessoas cujos os direitos têm sido negados.
A marginalização deste público requer atenção especial à autoestima.
Adequação da escola e do trabalho pedagógico do professor à vida e às necessidades dos alunos
São alunos capazes de aprender, de administrar suas vidas, sua sobrevivência pessoal e familiar.
Todas as alternativas acima estão corretas
Muitos alunos da EJA, veem a escola como espaço ideal para sua ressocialização, na medida em que constroem novos laços sociais e ampliam seu círculo de amizades. Essa possibilidade favorece a:
Novas experiências momentâneas.
Prejuízos ao processo ensino e aprendizagem, porque distraem os aluno, tirando-os do foco do ensino e aprendizagem.
Um ambiente de muitas conversas paralelas em sala de aula.
Autoestima dos alunos
Rigidez e liberdade
Considerada a prioridade de atendimento à escolarização obrigatória, para que haja oferta capaz de contemplar o pleno atendimento dos adolescentes, jovens e adultos na faixa dos 15 (quinze) anos ou mais, com defasagem idade/série, tanto na sequência do ensino regular, quanto em Educação de Jovens e Adultos, assim como nos cursos destinados à formação profissional, torna-se necessário:
I. Fazer a chamada ampliada dos estudantes em todas as modalidades do Ensino Fundamental.
II. Apoiar as redes e os sistemas de ensino a estabelecerem política própria para o atendimento desses estudantes, considerando as suas potencialidades, necessidades, expectativas em relação à vida, às culturas juvenis e ao mundo do trabalho, inclusive com programas de aceleração da aprendizagem, quando necessário.
III. Incentivar a oferta de Educação de Jovens e Adultos nos períodos diurno e noturno, com avaliação em processo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) considerando concepções metodológicas e práticas do ensino de Português nos Anos Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.
( ) Considerando que o aluno da Educação de Jovens e Adultos vem com algum conhecimento já sistematizado, na alfabetização, é preciso encontrar metodologias que busquem corrigir traços arraigados que marcam a oralidade do aluno. Só assim a escrita poderá ser internalizada.
( ) A metodologia para o ensino da Língua Portuguesa tem o compromisso de anular experiências traumáticas com os processos de aprendizagem da leitura e da produção de textos.
( ) É importante que se criem situações nas aulas de Língua Portuguesa para que os alunos possam acompanhar exposições e palestras, atuar em debates, entrevistas e assembleias, por exemplo, gêneros em que os usos da linguagem apresentam registros diferentes daqueles usados em situações cotidianas, ou seja, gêneros fortemente marcados pela escrita.
( ) Ensinar os alunos a ampliar seu domínio da modalidade oral em instâncias públicas é, acima de tudo, ensiná-lo a fazer discurso próprio, “dizer de forma certa” (de acordo com o padrão culto), aprender a falar em público e a monitorar sua fala em função da reação da plateia.
( ) A prática da análise linguística é necessária e deve estar vinculada ao estudo da língua em sua modalidade oral ou escrita. Uma abordagem descritiva seria a indicada, já que tal abordagem rompe com absolutismos nesse campo de estudo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • F • V
V • V • F • F • F
F • V • V • F • V
F • F • V • V • V
F • F • V • V • F
Sobre as identidades que configuram o sujeito da Educação de Jovens e Adultos (EJA), assinale a alternativa correta.
Adolescentes e adultos diferem-se de crianças no processo de aprender pelo modo como compreendem o objeto do conhecimento.
A EJA apresenta sujeitos vindos de um sistema escolar em que prepondera a organização linear do conhecimento, fator, dentre outros, que não favorece uma aprendizagem significativa.
O desafio dos professores de EJA é articular o conhecimento já apropriado pelos sujeitos nas suas atividades cotidianas com novos saberes do mundo letrado e com as formas sistematizadas de resolver os problemas. Para isso, é preciso desenvolver-se um trabalho funcional e restritamente utilitário, para motivar o aluno a aprender.
Os conteúdos do currículo EJA deverão envolver temáticas sociais e tratá-las sistematicamente a fim de provocar uma visão disciplinar e organizada que permita aos sujeitos a compreensão da totalidade concreta.
Na EJA, é preciso pensar em uma avaliação formativa. Melhorar a formação é valorizar a atribuição de notas e a recompensa por isso, já que o aluno foi excluído de um sistema que o punia por mau desempenho.
Os projetos de educação para cidadania: Cidadão do Futuro, Jovem Cidadão e Cidadania para Todos, promovidos pela Elegis DF, destinam-se respectivamente a
estudantes do ensino fundamental, do ensino médio e superior e a cidadãos da terceira idade.
estudantes da educação básica, do ensino superior e a não estudantes adultos moradores do DF.
estudantes do ensino médio e superior, jovens trabalhadores e eleitores do DF.
estudantes de cursos técnicos e profissionalizantes, estudantes do ensino fundamental e professores da rede pública do DF.
cidadãos da terceira idade, jovens aprendizes e estudantes do ensino fundamental e ensino médio.
Em consonância com a Resolução CNE/CEB nº 1, de 05/07/2000 (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos – EJA), assinale a alternativa incorreta:
Os estabelecimentos poderão aferir e reconhecer, mediante avaliação, conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extraescolares, de acordo com as normas dos respectivos sistemas e no âmbito de suas competências, inclusive para a educação profissional de nível técnico, obedecidas as respectivas diretrizes curriculares nacionais.
Os exames supletivos, para efeito de certificado formal de conclusão do ensino médio, quando autorizados e reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino, deverão observar os Art. 12 e 13 da LDB e as diretrizes curriculares nacionais do ensino médio.
Cabe aos sistemas de ensino regulamentar, além dos cursos, os procedimentos para a estrutura e a organização dos exames supletivos, em regime de colaboração e de acordo com suas competências.
Na organização curricular, competência dos sistemas, a língua estrangeira é de oferta obrigatória nos anos finais do ensino fundamental.
No caso de circulação entre as diferentes modalidades de ensino, a matrícula em qualquer ano das etapas do curso ou do ensino está subordinada às normas do respectivo sistema e de cada modalidade.
No ensino de História a narrativa tem sido apontada como um elemento relevante para a formação do pensamento histórico. Em se tratando de alunos da EJA é correto afirmar que:
As narrativas produzem uma proposta metodológica sem sentido pedagógico, pois se torna distante do universo dos alunos.
Os alunos de EJA pouco têm o que construir de suas narrativas, o tempo de vida não lhes trouxe vivências significativas.
As narrativas podem ser utilizadas metodologicamente pelo professor, mas não será possível relaciona-las a produção do conhecimento histórico.
Ao construir narrativas históricas, os estudantes podem dialogar com as narrativas históricas de outros sujeitos, inclusive com as narrativas de historiadores.
As narrativas podem estimular as identidades, valores sociais, culturais de forma muito restrita e limitada.
No caso específico da EJA, é de extrema relevância a necessidade de os professores perceberem que:
É preciso planejar as ações educativas de forma bastante sistemática e intencional com vistas às aprendizagens, tomando como base os conteúdos dos livros didáticos e a empregabilidade.
É preciso considerar o diálogo como essência do trabalho docente, em que há respeito pelo falar do outro. E a partir dele, se possam considerar os saberes de todos, em particular dos estudantes.
É importante ter o discernimento sobre as escolhas a serem feitas com relação ao conteúdo a ser trabalhado, aos procedimentos metodológicos e ao processo de avaliação.
É importante respeitar as especificidades e particularidades dos sujeitos com quem trabalhamos, sejam os colegas de profissão, sejam os estudantes.
É importante pensar o trabalho com a EJA como um campo de atuação muito rico pedagogicamente e que favorece, principalmente ao professor, a vivência de momentos gratificantes em seu salário.
As estratégias didáticas da EJA devem considerar a andragogia, que prioriza o trabalho com os saberes massificados pelo currículo ideal.
O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) articula o ensino regular com o profissionalizante.
Certo
Errado
Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional e Educação Especial, segundo a LDB, são
destinadas àqueles que não conseguem acompanhar o ensino regular.
modalidades de ensino.
níveis de ensino.
projetos específicos para aqueles que abandonaram a escola.
atividades de formação permanente.
A maioria dos alunos de EJA, consideram questões ambientais de modo simplificado. Por exemplo, jogam tudo no lixo, pois o lixeiro irá recolher, utilizam água a vontade, pois chove muito e o país tem numerosos rios.
Com a disciplina de Ciências Naturais é possível os estudantes jovens e adultos, repensem suas opiniões, promovendo atividades que:
Reflitam sobre o destino do lixo que foi recolhido, os problemas causados pelos depósitos de lixo às pessoas que moram próximas a eles, quais atividades sociais que na cidade e no campo utilizam água, e se ela é sempre suficiente.
Levem os alunos a perceber o caráter estático da natureza a sua volta, que o lixo e seu recolhimento faz parte da vida em sociedade, a água existe para ser utilizada.
Ajude-os entender que as ações humanas locais não estão associadas ao contexto social, econômico e político mais amplo.
Promova a concepção de que a natureza é fonte inesgotável e deve ser apropriada pelas ações humanas de forma sistemática.
Contribuam para uma consciência mais respeitosa para com o meio ambiente, fortalecendo a cultura do desperdício.
Em conformidade com o Parecer CNE/CEB nº 7/2010, a Educação de Jovens e Adultos, voltada para a garantia de formação integral, da alfabetização às diferentes etapas da escolarização ao longo da vida, inclusive àqueles em situação de privação de liberdade, é pautada pela inclusão e pela qualidade social e requer, entre outros:
I. Um processo de gestão e financiamento que lhe assegure isonomia em relação ao Ensino Fundamental regular.
II. Um modelo pedagógico próprio que permita a apropriação e a contextualização das Diretrizes Curriculares Nacionais.
III. A implantação de um sistema de monitoramento e avaliação.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas [...]. Não se pode considerar a EJA e o novo conceito que a orienta apenas como um processo inicial de alfabetização. A EJA busca formar e incentivar o leitor de livros e das múltiplas linguagens visuais juntamente com as dimensões do trabalho e da cidadania [...]; os desfavorecidos frente ao acesso e permanência na escola devem receber proporcionalmente maiores oportunidades que os outros. Por esta função, o indivíduo que teve sustada sua formação, qualquer que tenha sido a razão, busca restabelecer sua trajetória escolar de modo a readquirir a oportunidade de um ponto igualitário no jogo conflitual da sociedade.
(Parecer CNE/CEB no 11/00 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos)
A função da EJA referida no excerto é a
reparadora.
equalizadora.
qualificadora.
de igualdade.
de suprimento.
A educação de jovens e adultos foi durante anos entendida como reposição de uma escolaridade perdida. Para desconstruir essa afirmativa acima, um professor de Geografia, por exemplo, deve reconhecer que:
I – Os alunos da EJA também fazem e vivem a Geografia em suas jornadas de luta cotidiana.
II - Muitos dos alunos são trabalhadores rurais, que reconhecem a terra, sabem o período certo para plantar, as condições do tempo, isso é Geografia.
III – Uma outra grande parte de alunos da EJA são trabalhadores que saem às ruas todos os dias, acordam cedo, tomam ônibus, pagam supermercados, sobrevivem no mundo real. As pessoas vivem espacialidades e temporalidades o tempo todo.
Todos os itens estão corretos
Somente o item I está correto
Apenas I e II estão errados
Apenas o item III é falso
Todos os itens estão falsos
A Educação de Jovens e Adultos no Brasil, sofre grande influência do pensamento de Paulo Freire, sobretudo de que a alfabetização e a educação dessa modalidade de ensino devem ocorrer:
A partir de conteúdos socialmente valorizados, de modo a promover o acesso dos oprimidos às culturas hegemônicas.
A partir da educação bancária que tem no professor a verdade absoluta dos conteúdos a serem repassados.
A partir do trabalho com temas e palavras geradoras, extraídas das histórias de vida dos jovens e adultos, de modo a promover a consciência crítica em relação ao mundo.
De maneira coerente com os universos culturais dos educadores para que possam ser eficientes e conscientizadoras
De forma fragmentada e sem compromisso com os fatores externos, pois esse processo dialógico inexiste.