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Ao analisar as múltiplas linguagens na creche, Richter e Barbosa (2010) demonstram o desenvolvimento e a aprendizagem da criança de 0 a 3 anos. Dentro das ponderações apresentadas pelas autoras, assinale a alternativa que as contradiz.
A aprendizagem das crianças pequenas depende da adoção de uma pedagogia sustentada nas experiências lúdicas e nos resultados escolares individualizados, uma vez que cada criança tem seu próprio nível de desenvolvimento.
A função docente é coprodutora do currículo adotado.
Todas as vivências são educadoras nessa faixa etária.
O viver não pode ser previamente determinado.
As crianças, em suas culturas infantis, recompõem a cultura material e simbólica de uma sociedade.
Dentro da perspectiva de Gobbi e Pinazza (2014), é possível ter uma dimensão da infância e das linguagens carregadas de simbolismo presentes nessa etapa tão importante. “Arte, ciência, infância e suas linguagens constituem por sua vez desafios à nossa compreensão e ainda mais: provocações às práticas pedagógicas daqueles(as) que lidam com a infância [...]”. Assim, são verdadeiras as afirmativas a seguir, exceto:
As capacidades de transitar e transcriar inerentes aos seres humanos têm relação com a aptidão e a fase cronológica de cada indivíduo.
Ao contrário do que se possa inferir, a imaginação artística e/ou a fantasia são elementos que promovem o conhecimento científico.
A linguagem é responsável por intermediar as experiências de cada indivíduo com o mundo.
As crianças apresentam uma acurada percepção do mundo que as envolve demonstrada por meio das complexas elaborações feitas por elas.
A metáfora, o simbolismo e a alegoria revelam que o mundo é de um jeito, porém o olhar ou o sentir podem ser responsáveis por emergir outra concepção desse mesmo mundo.
Com base no texto de Jorge Luis Borges sobre a importância dos livros e sua relação com a memória e a imaginação, analise os recursos estilísticos nele presentes. A frase “[...] o livro é uma extensão da memória e da imaginação” foi construída por meio de:
Antítese, porque o autor utilizou palavras ou ideias opostas para criar contraste.
Hipérbole, que se trata de exagero intencional na descrição de algo para enfatizar uma característica.
Metonímia, pois houve substituição de uma palavra por outra com a qual se tem uma relação de proximidade.
Metáfora, uma vez que se realizou uma comparação implícita entre elementos diferentes, sem o uso de conectivos comparativos.
As múltiplas linguagens são de fundamental importância, pois contribuem no desenvolvimento integral da criança oportunizando a elas novas vivências, como se expressar melhor e explorar mais o ambiente no qual está inserida. Considerando esse contexto, podemos afirmar que, o trabalho com as múltiplas linguagens tem como objetivo:
I - Conectar o conteúdo de forma significativa e envolvente, ampliando o interesse e a motivação para aprender.
II - Priorizar a linguagem oral estabelecendo uma única forma padrão de comunicação e expressão.
III - Desenvolver a comunicação verbal, a interpretação visual, a expressão gráfica e a apreciação musical.
IV - Estimular a imaginação e o pensamento crítico através de diferentes linguagens artísticas e comunicativas.
V - Valorizar a linguagem musical no desenvolvimento das crianças, em detrimento da linguagem visual.
Está correto o que se afirma apenas em:
I, II e III.
I, III e IV.
II, III e V.
III, IV e V.
I, II e V.
Observe a seguinte postura docente: manejo dos recursos da linguagem (variar o tom de voz, falar com simplicidade sobre temas complexos); conhecer bem o nível de conhecimentos dos alunos; ter um bom plano de aula e objetivos claros; explicar aos alunos o que se espera deles em relação à assimilação da matéria. Ao assumir esse posicionamento, qual aspecto está sendo trabalho pelo professor?
Aspecto socioemocional
Disciplina
Aspecto psicossocial
Aspecto cognoscitivo
Empatia
Leia o texto a seguir.
Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. In: A importância do ato de ler. São Paulo: Ed Cortez, 1989. p. 20.
Partindo da perspectiva de ensino proposta por Paulo Freire,
a educação é um processo individual e único. O professor participa somente como uma figura ilustrativa desse processo.
o alfabetizador e o alfabetizando participam de forma indireta da construção do conhecimento que deve ser absorvido pelo estudante.
o alfabetizador e o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como laço agora com o que tenho entre os dedos, sentem o objeto, percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido.
a relação estática entre alfabetizador e alfabetizando é um dos aspectos centrais do processo de alfabetização.
o alfabetizando deve aprender com livros e excelentes referências, independente do trabalho desenvolvido pelo professor e pela escola.
Segundo as pesquisas desenvolvidas por Vygotsky, o processo de conquista da utilização da linguagem como instrumento de pensamento passa por estágios. Primeiro, a criança usa a fala como:
companhia para a ação, pois acontece durante a realização de uma atividade, ajudando a solucionar um problema
instrumento de reelaboração do pensamento; ocorre depois da realização de uma ação para avaliar seus resultados
discurso interior, quando a criança estabelece um diálogo consigo mesma; a fala precede a ação e funciona como auxílio de um plano já concebido, mas não executado
meio de comunicação, de estabelecimento de contato com outras pessoas; não é ainda utilizada como instrumento do pensamento, chamada, então, discurso socializado
No que se refere ao desenvolvimento da linguagem oral na criança, vista como fenômeno natural que decorre de um meio verbal e interação social (RIBEIRO, Tammy. Neurociência da linguagem. Curitiba: Contentus, 2020), é incorreta a proposição que se enuncia em uma das alternativas abaixo, assinale-a:
A comunicação não verbal nos bebês se manifesta desde o nascimento, através das contrações musculares, olhares e expressões faciais.
À medida que se desenvolvem, as crianças aprendem a produzir sons mais elaborados, desde a emissão de sons labiais no início até aprenderem a combinar fonemas nas sílabas.
As primeiras manifestações vocais realizadas pelo bebê são de balbucio, isto é, a articulação inteira das palavras, seguido depois pelos arrulhos.
De forma resumida, pode-se dizer que a linguagem oral é adquirida por meio da audição: ao ouvir, a criança identifica e discrimina os sons da fala, para em seguida compreendê-los e reproduzi-los.
As etapas de aquisição da linguagem oral constituem apenas um guia geral, haja vista que cada criança apresenta seu próprio ritmo de desenvolvimento.
"Os níveis de linguagem, ou níveis de fala, são os registros da linguagem utilizados pelos falantes, os quais são determinados por vários fatores de influência."
Considerando as declarações abaixo acerca da linguagem culta e da linguagem coloquial, identifique a INCORRETA:
A linguagem culta ou formal é aquela em que as pessoas falam de acordo com as regras gramaticais.
A linguagem culta é usada por qualquer pessoa num ambiente descontraído.
A língua culta e a coloquial compõem o mesmo sistema, mas com características particulares.
A linguagem coloquial há uma preocupação menor com as regras e com as palavras do discurso.
A descontração da linguagem coloquial pode dar abertura a algumas transgressões gramaticais, de onde podem surgir as variantes linguísticas e, em alguns casos, até pode surgir a linguagem vulgar.
Considerando-se que as linguagens oral e escrita visam estabelecer a comunicação em todos os âmbitos da sociedade, é correto afirmar que:
Considerando o uso de mensageiros instantâneos — como WhatsApp e Telegram -, atualmente, a linguagem escrita apresenta maior aproximação entre os interagentes, visto que as pessoas se comunicam escrevendo.
Para que a comunicação se efetive, a linguagem oral requer uma linearidade estrita, ou seja, um pensamento estruturado.
Para facilitar a comunicação, a linguagem escrita frequentemente emprega elementos e recursos paralinguísticos e cinésicos.
A linguagem oral pressupõe uma maior frequência da quebra de pensamento, possibilitando, assim, a ocorrência de rupturas e desvios no raciocínio.
A linguagem oral é mais efetiva que a linguagem escrita, visto que, atualmente, as pessoas não gostam de ler e que a interação entre elas se dá apenas por via da oralidade.
Processo linguístico que envolve a defesa de uma ideia ou ponto de vista, usada em diversas situações do cotidiano, como em debates formais ou informais ou mesmo em situações familiares.
O recurso da linguagem que estamos falando é:
Oposição.
Comparação.
Dissertação.
Exemplificação.
Argumentação.
Pesquisas recentes realizadas no Brasil apontam que o desenvolvimento da linguagem na primeira infância desempenha um papel crucial no crescimento e no progresso das crianças. É nessa fase que as bases para a comunicação são estabelecidas, e é essencial proporcionar um ambiente propício para que as habilidades linguísticas se desenvolvam adequadamente. No desenvolvimento da linguagem na primeira infância, é fundamental proporcionar atividades que estimulem e promovam o aprendizado das crianças. Essas atividades permitem que elas desenvolvam suas habilidades de comunicação, vocabulário, compreensão auditiva e expressão verbal, sendo uma delas
o manuseio de livros, com diferentes gêneros literários, a partir dos três anos de idade, dialogando sobre a diferenciação entre ilustrações e escrita.
o trabalho voltado para a linguagem oral, pois se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão.
as experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral; e experiências com a literatura infantil, pois contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo.
as rodas de conversa, a fim de orientar sobre os turnos de fala de cada criança (quando é sua vez de falar e quando deve ouvir o outro falar), bem como momentos de contação de história, evitando a leitura de textos, pois o vocabulário infantil ainda é restrito.
Para a criação de um ambiente de aprendizagem envolvente e eficaz deve se lançar mão de estratégias diversas que promovam o interesse e a proatividade das crianças para o aprender. O conceito de didática e ludicidade podem ser integrados, para que na sala de aula a aprendizagem ocorra de forma divertida e interessante para a criança com a utilização de:
métodos tradicionais de aula como colorir figuras e ler figuras nos livros de histórias.
atividades lúdicas somente durante o recreio com liberação dos brinquedos e jogos.
jogos eletrônicos diversos, mesmo aqueles que não há uma indicação educativa.
jogos, brincadeiras, música e dança para complementar os conteúdos curriculares.
A linguagem corporal é considerada muito importante na educação infantil, pois através das explorações que faz, do contato físico com outras pessoas, da observação daqueles com quem convive, a criança aprende sobre o mundo e sobre si mesma.
Errado, porque nem toda criança desenvolve a linguagem corporal.
Correto, a linguagem corporal contribui para que a criança faça a diferenciação do eu e do outro e da construção da identidade.
Parcialmente correto, pois, a BNCC desconsidera a linguagem corporal na educação infantil
Errado, já que a linguagem corporal não faz parte da aprendizagem da criança.
Sobre o planejamento na Educação Infantil, assinale a alternativa que apresenta o que é correto afirmar sobre os projetos de linguagens.
As intervenções educativas devem ser feitas com o objetivo de enriquecer seus trabalhos, ampliar o repertório e a linguagem pessoal das crianças.
Desenho, colagem, pintura, montagem de maquetes e de brinquedos não são exemplos de atividades que podem ser realizadas com as crianças.
A exposição dos trabalhos realizados não pode propiciar a apreciação dos objetos feitos pelas crianças e a valorização de suas produções.
Histórias, imagens significativas e fatos do cotidiano não podem fornecer temas para as crianças escolherem e trabalharem expressivamente.
Observe o diálogo a seguir:

https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201801/INTERATIVAS_2_0/AQUISICAO E DESENV OLVIMENTO DA LINGUAGEM/V1/LIVRO
O sexto estágio do desenvolvimento da linguagem ocorre quando a criança atinge os dois anos de idade, aproximadamente, e dura um ano. Quando chega aos dois anos, a criança possui um vocabulário de aproximadamente 400 palavras, mas não usa artigos (“o”, “a”) nem conjunções (“e”, “mas”). Ao final do segundo ano, terá um vocabulário de 900 palavras e já usará artigos e pronomes (“ele”, “ela”). Pelo diálogo, pode-se perceber que a criança:
compreende regras da linguagem e as emprega de forma constante, porém, naturalmente, ainda cometendo equívocos.
aprendeu que existem verbos irregulares, tais como trazer, fazer, entre outros, cuja formação do tempo passado é diferente dos verbos regulares, como comer, correr.
acerta a conjugação verbal, testando hipóteses para verificar se a regra aprendida se aplica a quaisquer outros verbos no passado.
reduz seu repertório produzindo velhas formas ouvidas, baseando-se na regularidade da língua.
testa sua hipótese e descobre que sua forma de empregar os verbos irregulares no tempo passado é igual à linguagem do adulto.
Muitas pessoas cometem o erro de presumir que todos os alunos surdos têm fluência em português. Essa suposição pode levar a mal-entendidos e prejudicar a comunicação.
Ao interagir com uma pessoa surda, por que é importante não presumir que ela entende a língua portuguesa?
Porque nem todas as pessoas surdas têm fluência em português.
Porque muitas pessoas gostam de ler lábios.
Porque é uma questão de cortesia.
Porque a língua portuguesa é difícil para qualquer pessoa.
Porque Libras é uma língua muito mais fácil.
Para Jean Piaget, é graças à linguagem que, entre outros aspectos, os objetivos e acontecimentos deixam de ser apenas alcançados na sua perceptiva imediatez, sendo inseridos em quadro conceitual e racional que enriquece proporcionalmente o conhecimento da criança. Porém seria impróprio concluir que a linguagem é a fonte do pensamento, afinal esta não é a única responsável pelas mudanças da inteligência produzidas a partir da sua aquisição. Neste prisma, uma criança pequena, menos socializada que a de 7-8 anos de idade, tem a necessidade de outro sistema de significantes, mais individual e “motivado” (PIAGET, 2017). Trata-se, portanto, do sistema
dos signos zodiacais.
dos ícones multirreferencias.
dos símbolos.
da afetividade.
O que são linguagens geradoras no contexto da educação infantil?
Métodos de avaliação.
Estratégias de disciplina.
Formas de comunicação e expressão.
Restrições ao uso da linguagem.
A Sociolinguística surgiu em reação a alguns princípios dos modelos dominantes da linguística do século XX. Através, especialmente, do trabalho de William Labov, foi possível demonstrar a regularidade na variação e mudança linguística. Além disso, ficou claro que o estudo dessa regularidade se beneficiaria ao considerar não apenas fatores internos à língua, mas também aspectos externos a ela.
Com base no nível de consciência que o falante tem sobre determinada variável, o autor distingue três tipos de elementos: Estereótipos, marcadores e indicadores. Assinale a alternativa que apresenta os "Estereótipos":
Correlacionam-se às estratificações sociais e estilísticas e podem ser diagnosticados em testes subjetivos.São traços linguísticos social e estilisticamente estratificados, que podem ser diagnosticados em certos teste de atitude/ avaliação, embora o julgamento social seja inconsciente.
São traços socialmente marcados de forma consciente. Alguns deles podem ser estigmatizados socialmente, o que pode conduzir à mudança linguística rápida e à extinção da forma estigmatizada.
São traços socialmente estratificados, mas não sujeitos à variação estilística, sem força avaliativa, com julgamentos sociais inconscientes.
São elementos linguísticos sobre os quais haveria pouca força de avaliação, podendo haver diferenciação social de uso dessas formas correlacionada à idade, à região ou ao grupo social, mas não quanto a motivações estilísticas.