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Freller, citada por Machado (Psicologia escolar: em busca de novos rumos, 2004, p.132), afirma que uma das formas para evitar o fracasso escolar, frequentemente observado entre as crianças de classes sociais menos favorecidas, é a adoção de práticas educativas que
valorizem a repetição contínua e sistemática dos conteúdos apresentados durante o processo de aprendizagem.
reprimam, com ações firmes, qualquer atitude diferente dos alunos, em relação às expectativas da escola.
responsabilizem os pais, por meio de reuniões frequentes, pelo processo de aprendizagem dos filhos.
criem espaços para que os alunos expressem seus sentimentos e os problemas que enfrentam no cotidiano escolar.
recorram a profissionais especialistas, tais como médicos e psicólogos, para diagnosticar o potencial dos alunos.
De acordo com a análise de Coll (Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia da educação escolar, 2004, p. 425-426), o caráter interativo das novas tecnologias de informação e comunicação
garante um conhecimento mais elaborado e uma aprendizagem mais significativa.
assegura a qualidade e solidez dos conhecimentos e aprendizagens realizados por um sujeito.
elimina a necessidade da atividade do aluno inserida numa prática educacional.
impede que os alunos tenham controle sobre o seu processo de aprendizagem.
contribui para reforçar o envolvimento do sujeito com o seu processo de aprendizagem.
A vice-diretora recebeu da professora uma criança com um histórico de vida familiar complexo, com o céu da boca machucado e que dizia ter sido o pai que a machucou. Diante do exposto e da legislação em vigor, a atitude da vice-diretora deve ser
chamar a mãe, expor o fato, registrar, solicitar ciência e adverti-la que é dever dela zelar pela dignidade da criança, pondo-a a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Solicitar um laudo médico para a frequência da criança.
socorrer a criança, comunicar a família e solicitar a participação desta, mesmo sendo conhecedora da falha do mecanismo familiar, e garantir a frequência. Na falha do mecanismo familiar, é dever do Estado garantir os direitos fundamentais de todas as crianças. O ECA não admite silêncio, de acordo com o artigo 13: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.”.
encaminhar o caso para a justiça e a segurança pública, pois a violência doméstica não pode ser tratada como um problema educacional, das instituições de ensino.
chamar a família, conversar sigilosamente respeitando a regra que em família prevalece a “lei do silêncio”. Os abusos que caracterizam violência contra crianças e adolescentes apresentam-se rotineiros, no geral, e não apenas em termos domésticos, sob forma de agressão física, sexual, psicológica ou mesmo como negligência.
Com relação ao currículo, de acordo com o Parecer CEB n.º 04/1998, a “construção da Base Nacional Comum passa pela constituição dos saberes integrados à ciência e à tecnologia, criados pela inteligência humana. Por mais instituinte e ousado, o saber terminará por fundar uma tradição, por criar uma referência.”. Assim sendo, de acordo com esse documento, é correto afirmar que a
relação com o passado deve ser evitada, porque não há outra forma de ampliar os saberes senão retirando-os da sua historicidade, isto é, eles têm de ser assumidos como algo atemporal e estático.
relação do instituído com o instituinte impossibilita a ampliação dos saberes, justamente porque o olhar para o passado torna-se um obstáculo para se seguir adiante.
nossa relação com o instituído deve pautar-se pelo desejo de cristalizá-lo, já que, pelo fato de o tempo ser algo linear e sequencial, nosso olhar sobre o instituído precisa ser de contemplação.
relação com o passado deve ser cultivada, pois, sem um olhar sobre o instituído, criamos lacunas, desfiguramos memórias e identidades, perdemos vínculo com a nossa história.
modernidade arquitetou-se a partir de uma completa ruptura com a tradição, as referências e os paradigmas seculares, porque, sem dar as costas ao passado, não é possível avançar.
Ao ler a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, João descobriu que a escola em que era gestor, apesar de ser privada, poderia receber dinheiro público, pois:
embora cobrasse mensalidades elevadas, tinha finalidade não lucrativa;
embora tivesse um dono, vinha aplicando todo seu lucro em educação;
estava localizada em uma comunidade muito pobre, sendo, portanto, comunitária;
todos que a frequentavam eram religiosos, sendo, portanto, confessional;
não possuía excedentes financeiros, sendo, portanto, filantrópica.