

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A BNCC para o ensino de Língua Portuguesa estabelece diretrizes que não se limitam ao domínio técnico da língua, mas se voltam ao uso social e crítico da linguagem. Nesse contexto, os eixos de integração articulam práticas consolidadas em documentos curriculares anteriores, entre os quais se destaca o eixo da leitura.
No que se refere ao eixo da leitura, identifique a alternativa CORRETA.
O Eixo Leitura envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas de composição dos textos, determinadas pelos gêneros.
O Eixo da Leitura, restringe-se ao processo de decodificação de palavras e frases, sem considerar os contextos sociais, culturais e críticos em que os textos são produzidos e interpretados.
O Eixo Leitura compreende as práticas de linguagem que decorrem da interação ativa do leitor/ ouvinte/ espectador com os textos escritos, orais e multissemióticos e de sua interpretação.
O Eixo Leitura compreende as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral, como aula dialogada, webconferência, mensagem gravada, spot de campanha, jingle, seminário, debate, programa de rádio e entrevista.
O domínio da língua oral e escrita é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes linguísticos necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos. (BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997.)
Sobre a linguagem e o ensino da língua portuguesa nos PCNs dos anos iniciais do ensino fundamental, analise as afirmativas a seguir.
I. A língua é um sistema de signos histórico e social, que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade.
II. A linguagem verbal possibilita ao homem representar a realidade física e social.
III. A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente, segundo as demandas sociais de cada momento.
IV. A língua portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais; portanto, a criança deve aprender a forma correta de falar e escrever na escola.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir, especialmente considerando a internet. Nesse contexto, a viralização de conteúdos/publicações fomenta fenômenos em que as opiniões importam mais do que os fatos em si, torna-se menos importante checar/verificar se algo aconteceu do que simplesmente acreditar que aconteceu e as fronteiras entre o público e o privado são recolocadas. A partir dessa perspectiva das novas práticas de linguagem e do papel da escola na formação dos estudantes, analise as assertivas que seguem e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Compete à escola impor a tradição a qualquer custo, mas a partir da reflexão sobre as redefinições desses limites.
(__)É necessário, no contexto escolar, desenvolver habilidades para o trato com essas mudanças, inclusive refletindo sobre questões envolvendo o excesso de exposição nas redes sociais.
(__)Compete à escola garantir o trato, cada vez mais necessário, com a diversidade e com a diferença.
(__)É necessário que a escola contemple de forma crítica as novas práticas de linguagem e produções, a fim de atender às muitas demandas sociais que convergem para um uso qualificado e ético das tecnologias digitais de informação e comunicação.
(__)Cabe à escola fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos, uma vez que é preciso saber reconhecer os discursos de ódio, refletir sobre os limites entre liberdade de expressão e ataque a direitos, aprender a debater ideias, considerando posições e argumentos contrários.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V − F − F − V − V.
F − F − V − F − V.
F − V − F − F − F.
F − V − V − V − V.
V − F − V − F − F.
O processo de apropriação da linguagem escrita ultrapassa a dimensão técnico-instrumental da codificação, envolvendo operações simbólicas, cognitivas e sociais que articulam sujeito, texto e cultura, pois à luz das teorias da psicogênese da língua escrita, da abordagem enunciativo-discursiva e das concepções socioculturais da escrita como prática social, é correto afirmar que:
O ensino da leitura, se orientado por situações comunicativas autênticas, não garante, por si, a compreensão da natureza do sistema de escrita, sendo necessário que o sujeito elabore hipóteses sobre o funcionamento gráfico da linguagem, em contextos nos quais o texto seja simultaneamente objeto de uso e de análise.
O fracasso escolar em leitura e escrita decorre majoritariamente da dissociação entre fonologia e ortografia nos anos iniciais, uma vez que a ausência de consciência fonêmica impede a aquisição de fluência, sendo a valorização da cultura escrita um fator relevante apenas nos estágios mais avançados de escolarização.
Embora a reflexão metalinguística contribua para o avanço da consciência fonológica, a aprendizagem do sistema alfabético se dá prioritariamente por exposição sequencial a modelos de textualidade estáveis, o que torna secundária a atuação do sujeito enquanto produtor de linguagem no processo inicial da alfabetização.
A plena inserção do sujeito na cultura escrita, no contexto da alfabetização, depende da antecipação metodológica das correspondências fonema-grafema, uma vez que o fracasso em dominar tal aspecto no início compromete a construção de sentidos e impede o desenvolvimento autônomo de estratégias de leitura.
A psicogênese da língua escrita, pesquisada por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, identifica hipóteses conceituais que as crianças constroem sobre o sistema alfabético. A hipótese silábica caracteriza-se pela correspondência entre letra e sílaba oral.
A hipótese na qual a criança utiliza uma letra para representar cada sílaba, mas ainda sem valor sonoro convencional, é denominada silábica:
Alfabética.
Quantitativa.
Qualitativa.
Pré-silábica.
Em uma turma do 6º ano do ensino fundamental a professora identifica que determinado estudante apresenta um baixo rendimento escolar na matéria de Língua Portuguesa (escrita e leitura) em função de metodologias inadequadas e falta de apoio da família. Pode se afirmar que este estudante apresenta:
um quadro de dislexia.
um transtorno do espectro autista.
um transtorno específico de aprendizagem.
possui uma deficiência intelectual.
uma dificuldade de aprendizagem.
No livro As cem linguagens da criança (2015), Edwards, Gandini e Forman destacam que a abordagem de Reggio Emília valoriza
a uniformização das atividades para garantir a igualdade de resultados.
a separação entre corpo e mente no processo de aprendizagem.
o foco que a linguagem verbal tem como meio de aprendizagem.
a eliminação do brincar espontâneo em favor de atividades dirigidas.
a multiplicidade de formas de expressão e comunicação das crianças.
Leia o trecho a seguir.
A compreensão leitora é o processo por meio do qual são postas em funcionamento as estratégias cognitivas e as habilidades necessárias para compreender, que permitem que o leitor extraia e construa significados do texto, simultaneamente, para fazer sentido da língua escrita. É um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimentos prévios e deve ser favorecido em ambiente escolar. Podemos ensinar a compreensão? Podemos ensinar um processo cognitivo? Evidentemente, não. O papel do professor nesse contexto é criar oportunidades que permitam o desenvolvimento desse processo cognitivo.
Adaptado de KLEIMAN, A. Texto e leitor. Aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2004, p. 7-10.
A respeito do conceito de compreensão leitora, analise as afirmativas a seguir.
I. A compreensão leitora é uma faculdade manifestada por um “leitor” (indivíduo portador de saberes, experiências e capacidades) em relação a um “texto”, entendido como objeto linguístico e cultural portador de um significado.
II. A compreensão leitora envolve uma “situação comunicativa” de interação entre leitor e autor mediante o texto escrito, a qual determina em grande parte o que e como se compreende.
III. A compreensão leitora implica uma “atividade de leitura”, realizada em ambiente e tempo específicos, com objetivos e propósitos determinados, visando alcançar determinados resultados.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Por meio das alternativas abaixo, foram destacadas algumas das características dos gêneros discursivos. Analise cada alternativa e assinale a que foi elaborada de forma INCORRETA.
Ampliam o letramento pela progressiva incorporação de estratégias de produção de textos.
Envolvem a língua e as modalidades da linguagem.
São estáticos e suas mudanças ao longo do tempo não precisam ser consideradas.
A diversidade de gêneros deve orientar a organização/progressão curricular.
Podem ser hipermidiáticos, próprios da cultura digital e das culturas juvenis.
Em um programa de atendimento psicopedagógico, observou-se que diversos estudantes apresentavam obstáculos continuados na percepção e produção de enunciados orais, resultando em comprometimento na interpretação de discursos em sala de aula. Nesse contexto, e considerando a psicolinguística, assinale a alternativa que apresenta uma estratégia que propicia a superação dessas limitações.
Organizar sessões de transmissão expositiva, reiterando sequências sintáticas de forma estática, por presumir que a reprodução é capaz de suprir lacunas na compreensão discursiva.
Concentrar o trabalho em exercícios de leitura, desvinculados do contexto interacional, negligenciando a função pragmática e a intenção comunicativa que permeiam a produção oral.
Enfocar as intervenções em aspectos emocionais, considerando que os fatores estruturais e semânticos implicados na formulação oral, partindo da suposição de que uma linguagem emerge espontaneamente sem suporte formal.
Elaborar práticas que relacionem a estrutura linguística ao uso eficaz da linguagem em situações comunicativas, promovendo metalinguística e reflexões sobre a intencionalidade do enunciado, assim como ajustes graduais no modo de falar.
"Em um contexto de ensino de língua inglesa como língua estrangeira no Brasil, qual estratégia pedagógica é mais eficaz para promover a integração entre as habilidades de leitura, escrita, fala e escuta em uma abordagem comunicativa?"
Planejar atividades que simulem interações reais, como debates e elaboração de e-mails em inglês.
Propor a tradução literal de textos para consolidar a compreensão gramatical.
Priorizar exercícios repetitivos de gramática e vocabulário de forma isolada.
Utilizar exclusivamente áudios e vídeos autênticos, sem atividades complementares de leitura ou escrita.
A LDB destaca que o ensino de línguas estrangeiras deve respeitar a diversidade cultural. No ensino de inglês, isso significa:
Priorizar apenas a cultura britânica e americana.
Explorar diferentes variações da língua inglesa e suas influências culturais.
Ensinar inglês sem levar em conta o contexto sociocultural dos alunos.
Restringir o ensino a expressões e vocabulários formais.
A respeito do eixo Leitura, de acordo com a BNCC — Língua Inglesa, analisar a sentença.
Aborda práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor com o texto escrito, especialmente sob o foco da construção de significados (1ª parte). Nessas práticas, que articulam aspectos diversos das linguagens para além do verbal (tais como o visual, o sonoro, o gestual e o tátil), os estudantes terão oportunidades de vivência e reflexão sobre os usos orais/oralizados da língua inglesa (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Em relação ao trabalho de iniciação da língua escrita na Educação Infantil, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Precisa envolver situações de interesse das crianças, apresentando sentido para as situações da língua escrita.
( ) Deve partir da experiência da criança, levando em consideração o que a criança já sabe sobre a língua escrita quando chega à escola.
( ) Deve estar à margem dos aspectos comunicativos da língua, com foco na aquisição de elementos preparatórios para a alfabetização.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Segundo Cagliari, o fato de alguém ler o que está escrito surgiu da necessidade do homem em expressar e registrar seus pensamentos e sentimentos. Portanto, a escrita tem como objetivo:
A leitura.
A produção.
A expressão.
A linguagem.
Leia o texto a seguir sobre um aspecto por vezes negligenciado na relação entre ensino e aprendizagem.
Ensinar é também estimular o desejo de saber. Só se pode desejar saber ler, calcular de cabeça, falar alemão ou compreender o ciclo da água, quando se concebem esses conhecimentos e seus usos. De um ponto de vista cognitivo, uma criança de quatro anos não compreende exatamente o que significa ler, mas, às vezes, já tem uma representação da leitura e dos poderes que ela confere. Uma relação com o saber depende sempre de uma representação das práticas sociais das quais ele é revestido.
Adaptado de PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a posição defendida pela autora.
A exposição contínua a informações é o fator decisivo para despertar o interesse pelo aprendizado.
O aprendiz pode desejar o conhecimento ao perceber nele um sentido reconhecível na própria realidade.
A familiaridade adquirida com um determinado saber leva à percepção de sua importância na vida cotidiana.
O desejo de aprender surge de forma natural a partir do amadurecimento das capacidades cognitivas.
A motivação para aprender ocorre quando o que se ensina já faz parte do repertório de conhecimentos do aluno.
Com base nas discussões sobre variação linguística no contexto escolar, marque a alternativa que melhor exemplifica uma prática docente alinhada à visão sociolinguística crítica, como defendida por autores como Marcos Bagno (2001), BortoniRicardo (2004) e Carlos Alberto Faraco (2008).
O professor trabalha com gêneros formais e informais, comparando diferentes variedades linguísticas e explicando aos alunos que todas são legítimas, mas que cada uma se adequa a contextos específicos.
O professor afirma que a linguagem padrão é a única correta e valoriza alunos que falam “bem”, incentivando que os outros imitem esse modelo, mesmo que isso signifique desvalorizar sua cultura de origem.
O professor ensina as regras gramaticais tradicionais, cobrando a memorização de termos técnicos como “sujeito indeterminado” e “adjunto adverbial”, sem relacionar infimamente os conceitos ao uso da linguagem.
O professor corrige toda fala ou escrita dos alunos que contenha traços da variedade popular, explicando que a norma culta deve ser usada o tempo todo na escola, em qualquer situação comunicativa.
De acordo com a BNCC — Língua Inglesa, ensinar inglês tem, para o currículo, três implicações importantes. Com base nessas implicações, analisar a sentença.
A primeira é que esse caráter formativo obriga a rever as relações entre língua, território e cultura, na medida em que os falantes de inglês já não se encontram apenas nos países em que essa é a língua oficial (1ª parte). A segunda implicação diz respeito à ampliação da visão de letramento, ou melhor, dos multiletramentos, concebida também nas práticas sociais do mundo digital — no qual saber a língua inglesa potencializa as possibilidades de participação e circulação — que aproximam e entrelaçam diferentes semioses e linguagens em um contínuo processo de significação contextualizado, dialógico e ideológico (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Adulto analfabeto deve ser considerado adulto sem cultura.
Certo
Errado
Considerando os transtornos da fala e da linguagem, analisar o quadro a seguir.
• É um distúrbio que ocorre na temporização da fala, afetando, portanto, a comunicação e fluência.
• É comum acontecer prolongamento de sílabas, palavras, sons e repetição, assim como dúvidas frequentes e pausas que atrapalham o fluxo rítmico da fala.
• Os sintomas podem estar relacionados ao estado emocional da criança.
• É comum crianças apresentarem este transtorno da fala e linguagem até os 5 anos de idade, cessando após o seu desenvolvimento.
Após leitura e análise do quadro acima, pode-se relacioná-lo com qual transtorno da fala e da linguagem?
Disfemia.
Dislalia.
Apraxia da fala.
Afasia.