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A relação entre leitura, tecnologia e formação cidadã constitui uma das preocupações centrais da educação contemporânea no Brasil. Estudos recentes indicam transformações significativas nos hábitos de leitura e na compreensão de textos, fenômeno que demanda reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas e as políticas educacionais. Nesse contexto, considerando a complexidade das dinâmicas entre leitura, tecnologia digital e desenvolvimento de competências para a cidadania plena, analise as seguintes afirmativas:
I.A deterioração dos hábitos de leitura entre os brasileiros está correlacionada a fatores de pobreza de tempo percebido e excesso de estímulos visuais de baixa complexidade em redes sociais. Uma resposta pedagógica efetiva seria intensificar programas de obrigatoriedade de leitura em sala de aula, estabelecendo controles avaliativos rigorosos sobre compreensão textual, pois a compulsão regulada pelo sistema escolar compensaria a falta de incentivo familiar e a ausência de hábito doméstico de leitura.
II.A formação de leitores proficientes depende de múltiplas dimensões que incluem a disponibilidade de espaços de acesso (como bibliotecas bem estruturadas), a transformação de concepções sobre leitura como experiência viva e emocional, e a mediação crítica dos professores que influenciam significativamente esse processo.
III.A integração responsável de plataformas interativas, jogos narrativos e recursos digitais às metodologias de ensino pode ampliar as possibilidades de compreensão textual e despertar interesse pela leitura, particularmente entre jovens imersos em ambientes de múltiplos estímulos e comunicação instantânea.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
I e III, apenas.
“Os linguistas nunca preconizaram a substituição do português padrão por qualquer forma de português não padrão como língua-alvo da escola: defenderam, o que é muito diferente, 1) que as variedades não padrão são línguas de pleno direito, no plano estrutural e até mesmo estético (...); 2) que as variedades não padrão podem ser utilizadas como um fator positivo no ensino, e até por esse motivo devem ser tratadas com respeito e 3) que a representação do português padrão que se pode retirar das gramáticas normativas é extremamente pobre.” (ILARI, Rodolfo. Por que (não) ensinar gramática na escola, p. 177)
Com base no excerto acima, assinale a afirmativa correta.
A escola deve ensinar as variedades não padrão da língua, mas sem descartar a variedade padrão, que inclusive é mais rica do que aquelas.
A escola deve ensinar a variedade padrão da língua, mas sem descartar as variedades não padrão, que são inclusive muito ricas.
O papel da escola é aceitar qualquer variedade da língua como correta, inclusive não apresentando nenhuma distinção entre as variedades.
A discussão entre variedade padrão e não padrão da língua não cabe à escola; uma vez que a comunicação se efetive, tudo é válido em termos de linguagem.
A gramática normativa trata das variedades não padrão da língua; por isso todas elas devem ser ensinadas na escola, pois todas exercem papel comunicativo.
A aquisição da linguagem oral, desde o nascimento, inicia-se com as primeiras interações da criança com o seu entorno social. Na Educação Infantil, a progressiva apropriação da língua materna como veículo privilegiado de interação se dá pelo constante:
Foco na correção fonológica e sintática da fala do adulto.
Aumento e enriquecimento do vocabulário e dos recursos de expressão.
Estímulo à leitura de textos narrativos e contos.
Segmentação da fala em sílabas e fonemas para a alfabetização inicial.
Treinamento de estruturas gramaticais e de articulação fonética.
O componente curricular de Língua Inglesa no Ensmo Fundamental - Anos Finais está organizado em cinco eixos. O eixo que se concentra nas práticas de linguagem decorrentes da interação com o texto escrito, utilizando pistas verbais e não verbais para a construção de significados e reflexão crítica, é o de:
Oralidade.
Escrita.
Conhecimentos Linguísticos.
Dimensão Intercultural.
Leitura.
A oralidade, quando utilizada como proposta didática para o trabalho escolar com a língua materna, tem sido um tema recorrente na interface entre linguagem e educação nos últimos anos. Apesar da produção acadêmica ainda ser limitada em comparação com as práticas de escrita, a oralidade tem sido destacada como um fator relevante para a socialização e para a participação cidadã. Nesse sentido, ampliar as capacidades linguísticas dos alunos na oralidade constitui um dos objetivos centrais da educação linguística (Bagno; Rangel, 2005).
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
A oralidade desenvolve habilidades de comunicação necessárias para a atuação social e cidadã, permitindo ao aluno interagir de forma ética e responsável em diferentes contextos sociais.
O trabalho com retextualização parte da premissa de que a escrita se sobrepõe à fala, ainda que ambas integrem o mesmo sistema linguístico e apresentem características próprias. Assim, reafirma-se a superioridade da modalidade escrita em relação à oral.
Os gêneros orais ampliam a capacidade de interação e expressão em contextos formais e informais.
O aluno reflete sobre sua própria fala e sobre normas de prestígio, favorecendo a análise e sistematização de conhecimento linguístico.
Textos totalmente orais ou totalmente escritos não existem, pois as modalidades se complementam no uso real da língua, variando conforme a situação comunicativa.
O domínio da língua inglesa é indispensável para compreender o mercado de entretenimento e a cultura global. Além de ampliar as oportunidades profissionais, a fluência no idioma possibilita um acesso mais amplo a diferentes culturas, visto que o inglês é uma língua globalizada e utilizada por grande parte dos países, ainda que não seja oficial em muitos deles. Assim, valorizar e investir na aprendizagem do inglês significa investir em um futuro com oportunidades mais amplas e qualificadas.
Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.
I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.
É correto o que se afirma em:
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I e II, apenas.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o desenvolvimento da linguagem escrita, da oralidade e da leitura não deve ser compreendido como processos estanques, mas como práticas comunicativas em constante articulação, profundamente atravessadas por fatores culturais, afetivos e cognitivos. A complexidade dessa construção exige que o professor vá além da reprodução de modelos linguísticos formais, promovendo experiências significativas que desafiem o aluno a compreender, usar e transformar a linguagem em seus diversos contextos de uso.
Com base nessas considerações e nas contribuições teóricas de autores como Paulo Freire, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, assinale a alternativa correta:
O desenvolvimento da oralidade escolar pressupõe a correção sistemática de desvios linguísticos, uma vez que a escola tem por função garantir o domínio da norma padrão antes do uso da escrita.
A aquisição da leitura, por demandar habilidades perceptuais visuais e auditivas, deve preceder o desenvolvimento da oralidade e da produção textual, garantindo a fixação fonológica dos signos.
O ensino da escrita, por seu caráter gráfico-representacional, deve ocorrer em momentos apartados das práticas de leitura e oralidade, a fim de evitar interferências na assimilação estrutural da língua.
A oralidade, a leitura e a escrita se constituem como práticas sociais interdependentes, que devem ser promovidas de forma integrada desde os anos iniciais, com vistas à ampliação da competência discursiva e à emancipação do sujeito leitor.
De acordo com a BNCC — Língua Inglesa, sobre a unidade temática do 7º ano “Estudo do léxico”, tem-se como objetos de conhecimento:
Produção de textos escritos, em formatos diversos, com mediação do professor.
Construção de repertório lexical, pronúncia e polissemia.
Compreensão geral e específica: leitura rápida (skimming, scanning).
Leitura de textos digitais para estudo.
Analise o texto abaixo:
Estratégias de ensino e aprendizagem de língua inglesa.
Para que o aprendizado de inglês seja eficaz, integre-o na sua rotina diária, praticando as quatro habilidades (ouvir, falar, ler e escrever) de forma .............................. . O uso de recursos .............................., como filmes e podcasts, a prática regular de conversação, a leitura de livros em inglês e o uso de aplicativos de idiomas para a .............................. da língua.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
interligada • multimeios • prática
inserida • analógicos • expressão
entreposta • multimodais • aprendizagem
alternada • analógicos • ampliação
intercalada • multimídia • aquisição
A leitura e a compreensão crítica dos textos são fundamentais para a autonomia e o protagonismo social dos estudantes. Nessa perspectiva, o professor deve
avaliar o desempenho dos estudantes por meio de provas objetivas e estandardizadas, priorizando a correção técnica-formal.
organizar atividades focadas na memorização de regras gramaticais e na repetição mecânica de exercícios da norma culta.
transmitir conteúdos de forma rígida e predominantemente expositiva, sem explorar diferentes gêneros textuais e seus determinantes sociais.
promover o conhecimento linguístico e literário, incentivando a reflexão, a análise e a interpretação dos textos em diferentes contextos.
Com base nos estudos sobre aquisição de segunda língua e, mais especificamente, sobre a análise contrastiva entre o português e o espanhol, qual é a estratégia pedagógica adequada ao contexto apresentado que pode contribuir para combater preconceitos linguísticos como o descrito no texto?
Desenvolver tarefas de produção oral em espanhol para favorecer a inteligibilidade sem reforçar estigmas. O professor pode explicar que a troca da consoante alveolar vozeada pela palatoalveolar desvozeada é comum, pois em espanhol não há oposição entre esses sons em posição intervocálica.
Realizar exercícios de transcrição fonética para favorecer a inteligibilidade sem reforçar estigmas. O professor pode explicar que a troca da fricativa velar vozeada pela consoante não vozeada com mesmo ponto e modo de articulação é observada, pois em espanhol não há oposição entre esses sons em posição intervocálica.
Trabalhar nomenclaturas fonológicas para favorecer a inteligibilidade sem reforçar estigmas. O professor pode explicar que a troca da oclusiva velar vozeada pela fricativa velar não vozeada acontece, já que em espanhol não há oposição entre esses sons em posição intervocálica.
Promover atividades de audição e consciência fonológica para auxiliar na inteligibilidade sem reforçar estigmas. O professor pode explicar que a troca da fricativa alveolar vozeada pela consoante não vozeada com mesmo ponto e modo de articulação ocorre, já que em espanhol não há oposição entre esses sons em posição intervocálica.
O ensino de ortografia a alunos com deficiência visual apresenta desafios próprios, especialmente quando se trata da aprendizagem por meio do Sistema Braille. Considerando o texto e a discussão sobre o tema, assinale a alternativa correta:
O ensino de ortografia em Braille apresenta as mesmas condições que o ensino para alunos que enxergam, pois o acesso aos materiais transcritos já está universalizado no Brasil.
A ortografia tem menor relevância para pessoas com deficiência visual, uma vez que os recursos tecnológicos de leitura substituem integralmente a escrita em Braille.
O ensino de ortografia para alunos cegos deve restringir-se ao Braille, sem considerar as concepções de linguagem discutidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
As variações dialetais não interferem no processo de ensino de língua portuguesa para alunos cegos, pois o Braille garante automaticamente o domínio da norma culta.
A dificuldade de alunos cegos na aprendizagem da ortografia está relacionada, entre outros fatores, ao pouco contato com o Braille e à preferência por recursos alternativos, como áudios ou ledores.
No 2º ano do Ensino Fundamental, uma escola municipal decidiu integrar práticas de alfabetização digital às rotinas de leitura e escrita. A coordenação pedagógica propôs três frentes:
I. exploração de textos multimodais (reportagens curtas com infográficos e pequenos vídeos sem som);
II. atividades guiadas de busca por informações simples em ambiente escolar seguro (catálogo digital da biblioteca e repositório de objetos de aprendizagem) e;
III. rodas de conversa sobre segurança, etiqueta e respeito no uso de tablets compartilhados. O objetivo é desenvolver a habilidade de localizar informações relevantes, avaliar sua pertinência e produzir pequenos textos e imagens com propósito comunicativo claro.
Considerando concepções atuais de alfabetização digital nos primeiros anos, assinale a alternativa que traduz corretamente a natureza dessas práticas.
Alfabetização digital consiste predominantemente em treinar o uso de softwares de escritório e atalhos do teclado.
A introdução de telas substitui com vantagem o letramento impresso e torna desnecessário o trabalho com livros físicos.
Alfabetização digital envolve orientar a criança a buscar, avaliar e produzir informações com ética e segurança em ambientes digitais, articulando leitura, escrita e multimodalidade.
O foco principal deve ser a velocidade de digitação para garantir desempenho futuro em avaliações externas.
O desenvolvimento dessas competências deve ser postergado para depois do 5º ano, a fim de evitar distrações.
Um Professor Bilíngue acompanha o desenvolvimento linguístico de estudante de 8 anos, falante nativo de português, que iniciou a aprendizagem formal de inglês há dois anos. O professor observa que o estudante demonstra boa fluência em conversações cotidianas, porém apresenta dificuldades significativas em atividades acadêmicas que exigem linguagem mais complexa e abstrata em inglês. Com base na distinção proposta por Cummins entre diferentes dimensões da proficiência linguística, essa situação pode ser explicada pelo fato de que:
A discrepância observada indica que o estudante atingiu um platô de fossilização, sendo improvável progresso adicional na proficiência em inglês sem imersão total no país de origem da língua.
O desenvolvimento da fluência conversacional necessariamente precede e impede temporariamente o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, devendo o professor aguardar a consolidação completa da oralidade antes de introduzir demandas cognitivo-acadêmicas.
A situação descrita caracteriza bilinguismo subtrativo, no qual o desenvolvimento do inglês está comprometendo as habilidades acadêmicas previamente desenvolvidas em português.
O estudante apresenta atraso global no desenvolvimento linguístico em L2, indicando necessidade de intervenção fonoaudiológica especializada antes da continuidade do programa bilíngue.
O estudante desenvolveu adequadamente as habilidades comunicativas interpessoais básicas (BICS), que se manifestam em contextos comunicativos cotidianos com suporte contextual, porém ainda não desenvolveu plenamente a proficiência linguística cognitivo-acadêmica (CALP), necessária para tarefas descontextualizadas e cognitivamente exigentes.
À luz dos fundamentos teóricos que orientam os estudos sobre linguagem, especialmente no que tange às práticas de leitura, oralidade e escrita como fenômenos discursivos e pedagógicos, examine criticamente as proposições a seguir:
I.A leitura deve ser compreendida como um processo intersubjetivo no qual o leitor, situado historicamente, atribui sentidos que decorrem tanto da materialidade linguística quanto das condições discursivas de produção e recepção do texto.
II.A escrita, enquanto processo de significação, demanda do produtor textual o domínio das formas linguísticas, mas não condiciona sua eficácia à adequação a um regime de intencionalidade discursiva ou ao reconhecimento das condições de interlocução.
III.A oralidade, entendida em sua dimensão textual, articula-se a uma lógica de construção de sentidos que não depende da linearidade sintática, mas da interação entre os sujeitos, o que a torna inapropriada como objeto de descrição formal no ensino de língua.
É correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Considerando a teoria das Inteligências Múltiplas, analise a situação descrita a seguir e assinale a alternativa que completa corretamente o enunciado: um estudante demonstra facilidade em compreender mapas, gráficos, esquemas visuais e em perceber relações espaciais com precisão, evidenciando predominantemente a inteligência __________.
Lógico-matemática.
Interpessoal.
Linguística.
Espacial.
No contexto da formação da pessoa leitora, a respeito da responsabilidade da escola e da docência, é correto afirmar que:
A escola deve priorizar somente leituras utilitárias e técnicas, deixando a literatura e outras leituras formativas para atividades extracurriculares e práticas de boa convivência e cidadania.
A formação da pessoa leitora ocorre de maneira espontânea, não exigindo intervenções pedagógicas intencionais por parte dos docentes, uma vez que as pessoas potencialmente leitoras possuem acesso a bibliotecas.
A responsabilidade pela formação leitora é exclusivamente da família, cabendo à escola apenas avaliar o desempenho dos alunos e ampliar repertório de referências significativas.
Cabe à escola e a docentes criar condições de acesso, mediação e continuidade das práticas de leitura, promovendo experiências que ampliem a competência leitora dos estudantes.
O papel do professor limita-se a indicar livros obrigatórios, sem necessidade de mediação ou acompanhamento das práticas de leitura, uma vez que a relação com a literatura deve ser autônoma.
Pesquisas recentes no campo da linguagem indicam que os conceitos de língua, ensino da língua, alfabetização e letramento não podem ser compreendidos como categorias estanques ou tecnicamente neutras, pois estão historicamente marcados por disputas de sentido, ideologias linguísticas e projetos de sociedade. Assim, compreender língua como prática social implica reconhecer a pluralidade dos usos linguísticos, a diversidade de sujeitos e contextos e os múltiplos modos de apropriação da escrita. Tendo em vista tais premissas, é epistemologicamente coerente afirmar que:
A concepção de língua como sistema de signos autônomos sustenta um modelo de alfabetização que prioriza o ensino explícito da estrutura morfossintática e da ortografia, elementos essenciais para garantir o domínio técnico do código e a inserção funcional do indivíduo no universo letrado.
As práticas de letramento, ao articularem oralidade, leitura e escrita em contextos reais de uso, reconhecem que o domínio da língua não se limita à codificação do alfabeto, mas se constitui na capacidade de produzir sentidos em situações historicamente situadas de interlocução.
O ensino da língua, quando orientado pela perspectiva da variação e da heterogeneidade linguística, compromete a construção de um padrão de referência estável, necessário para o exercício pleno da cidadania e para a valorização da norma culta como expressão do capital cultural coletivo.
Os processos de alfabetização devem ser conduzidos de maneira progressiva e linear, uma vez que a aquisição do código é condição necessária para o letramento, cujo desenvolvimento se dá apenas após a fixação das correspondências entre sons e letras.
O gênero textual oral é uma forma de comunicação que se baseia na oralidade, ou seja, na fala. É um tipo de gênero que se diferencia dos gêneros escritos, como textos literários, artigos científicos e cartas, por exemplo.
São exemplos de Gêneros Textuais Orais, EXCETO:
Entrevista de Emprego.
Discursos.
Artigo de Opinião.
Debates.
Assembleia.
Ao refletir sobre o ler e o escrever na escola, Lerner (2002) propõe uma série de desafios para transformar o ensino.
Um deles, condizente com a perspectiva defendida ao longo de sua obra, é
consolidar as aprendizagens de leitura e escrita em torno das convenções gramaticais e ortográficas, priorizando o domínio do sistema de escrita.
formar praticantes da leitura e da escrita, e não apenas sujeitos que possam “decifrar” o sistema de escrita.
revalorizar a leitura oral como principal ferramenta para a compreensão fonética e do ler e escrever na escola, e não apenas a leitura silenciosa.
investir na educação por meio de campanhas salariais robustas, que atraiam mão de obra altamente qualificada para a docência.
adotar o sistema de ciclos, com progressão automática assegurada, para que o fracasso escolar deixe de ser um problema do aluno e passe a ser da escola.