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Uma professora de espanhol da rede pública de ensino do Piauí decide trabalhar o tema meio ambiente em sala de aula, articulando conteúdos linguísticos, textos jornalísticos, vídeos e discussões críticas e relacionando a língua a outras áreas do saber.
Essa prática está alinhada com
a organização do currículo por conteúdos isolados, evitando relações entre a língua estrangeira e outros campos do saber.
o ensino globalizado da língua espanhola, articulado a temas sociais, diferentes linguagens e áreas do conhecimento escolar.
uma abordagem centrada prioritariamente no domínio das regras gramaticais, desvinculada de contextos reais de uso.
o ensino da língua baseado na repetição de estruturas gramaticais, sem articulação com temas sociais ou outras áreas do conhecimento.
uma metodologia tradicional que privilegia a transmissão de conteúdos pelo professor, com pouca participação crítica dos alunos.
A gamificação no ensino da língua espanhola, dentro de uma perspectiva metodológica ativa, caracteriza-se por
focar na recompensa externa, preterindo o processo de aprendizagem do aluno.
substituir o currículo formal por competições individuais baseadas em pontuação.
priorizar o uso de tecnologias digitais, mesmo que não contribuam para o desenvolvimento linguístico.
utilizar jogos como forma de descontração, sem relação direta com os objetivos pedagógicos.
aplicar elementos de jogos para estimular o engajamento, a colaboração e a aprendizagem significativa da língua.
Documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), orientam que o ensino da língua deve ser reflexivo, de modo que os alunos compreendam o funcionamento da língua em diferentes contextos e possam usá-la de forma crítica e competente, adaptando-se às necessidades comunicativas diversas. Tendo como referência o Texto 4, pode-se afirmar que uma das principais contribuições dos linguistas para o ensino reflexivo da língua é orientado pelo uso dos gêneros discursivos como
formas rígidas em que a língua se manifesta, o que é essencial para o saber linguístico dos alunos.
produtos invariáveis, o que permite um controle do modo como o aluno deve se portar nos eventos comunicativos.
tipos relativamente estáveis de enunciados, possibilitando ao aluno o contato com práticas sociais diversas.
modelos de funcionalidade prática das normas gramaticais, permitindo ao aluno memorizar tais regras.
“Capacidade de processar rapidamente mensagens linguísticas, de ordenar palavras e de dar sentido lógico às mensagens” (As inteligências múltiplas e seus estímulos - adaptado).
Conforme o referencial, a descrição acima se refere à inteligência:
Naturalista.
Cinestésica corporal.
Lógico-matemática.
Linguística.
Espacial.
O desenvolvimento da linguagem na criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta manifestações singulares durante a fase préescolar. É comum observar a repetição automática e estereotipada de palavras ou frases ouvidas anteriormente, seja de forma imediata ou tardia, muitas vezes sem função comunicativa aparente. Na terminologia clínica e educacional, esse fenômeno é denominado:
Dislalia.
Afasia.
Ecolalia.
Dislexia.
Mutismo.
Durante triagem aos 4 anos, a criança mantém fala com muitos processos fonológicos e inteligibilidade baixa para não familiares. Identifique a expectativa mais compatível para essa faixa etária:
Discurso telegráfico predominante.
Inteligibilidade elevada para a maioria dos interlocutores.
Ausência de uso de pronomes pessoais.
Predomínio de jargão com entonação.
Produção restrita a palavras isoladas.
A seguir, é apresentada a descrição de um dos campos de atuação do componente de Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental:
Trata-se, em relação a este Campo, de ampliar e qualificar a participação das crianças, adolescentes e jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, que estão no centro da esfera [...]. Para além de construir conhecimentos e desenvolver habilidades envolvidas na escuta, leitura e produção de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências que permitam desenvolver nos adolescentes e jovens a sensibilidade para que se interessem pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e afetam as vidas das pessoas, incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera [...] em diferentes fontes, veículos e mídias, e desenvolvam autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos e possam produzir textos [...] e participar de discussões e debates de forma ética e respeitosa (Brasil, 2028, p. 140).
A que campo de atuação esse trecho se refere?
Artístico-literário
Atuação na vida pública
Jornalístico-midiático
Práticas de estudo e pesquisa
Vida pessoal
Ao abordar o eixo dos conhecimentos linguísticos, a BNCC propõe uma reflexão que ultrapassa a simples identificação de formas corretas ou incorretas. A análise da língua é apresentada como uma oportunidade para questionar critérios de legitimidade e participação social. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a finalidade atribuída ao estudo linguístico.
A eliminação das variações linguísticas para favorecer a uniformidade comunicativa.
A investigação crítica dos usos da língua e de seus efeitos sociais e culturais.
A determinação de padrões universais de correção válidos para qualquer situação comunicativa.
A priorização da análise estrutural desvinculada das práticas sociais de linguagem.
A consolidação de modelos linguísticos considerados superiores em contextos internacionais.
A circulação de discursos em diferentes esferas produz rearranjos entre características tipológicas e finalidades socioculturais, exigindo do leitor reconhecer como escolhas linguísticas se alinham às intenções enunciativas. Assim, a distinção entre tipos textuais e gêneros revela não apenas organização estrutural, mas modos historicamente marcados de interação verbal. Diante desses fundamentos, pressupõe-se que:
Tipologias descrevem configurações temáticas, enquanto gêneros regulam conteúdos recorrentes, garantindo previsibilidade semântica entre textos de mesma categoria.
Tipologias organizam modos de construção dos textos, enquanto gêneros articulam práticas sociais, permitindo que estruturas linguísticas se relacionem a propósitos comunicativos situados.
Tipologias definem funções sociais dos textos, enquanto gêneros determinam padrões formais estáveis que orientam interpretação e produção independentemente do contexto.
Tipologias expressam intenções discursivas específicas, enquanto gêneros estabelecem encadeamentos estruturais fixos que direcionam sentidos de modo uniforme.
Tipologias asseguram continuidade lógica dos enunciados, enquanto gêneros restringem usos linguísticos, mantendo regularidade estilística nas diferentes esferas sociais.
Em que pese a coexistência de diferentes terminologias para designar o ensino da Língua Inglesa, bem como suas ênfases específicas, pontos de aproximação e eventuais sobreposições conceituais, o tratamento conferido a esse componente curricular desloca o foco de uma perspectiva estritamente normativa ou territorial. Nesse sentido, privilegia-se a compreensão do inglês a partir de sua função social e política, reconhecendo-o como meio de interação em contextos plurilíngues, interculturais e globalizados, o que conduz à sua abordagem no estatuto de:
Língua institucional
Língua materna
Língua franca
Língua instrumental
Língua literária
Nas séries iniciais, a linguagem oral e escrita são interligadas e fundamentais: a oralidade (fala, escuta, gestos) desenvolve a consciência linguística, vocabulário e pensamento, sendo a base para a alfabetização, enquanto a escrita é explorada em seu uso social através de práticas de leitura, escrita e letramento. No contexto da linguagem oral e escrita associe os conceitos (Coluna A) às características (Coluna B).
Coluna A
I.Oralidade
II.Escrita
III.Práticas sociais da linguagem
IV.Escuta ativa
V.Produção discursiva
Coluna B
A.Uso da linguagem em contextos reais.
B.Registro gráfico da língua
C. Construção de sentidos em interações comunicativas
D.Atenção e compreensão do discurso do outro
E.Organização de ideias para comunicação
Assinale a alternativa com a associação correta:
I.C, II.D, III.A, IV.E, V.B.
I.E, II.D, III.C, IV.B, V.A.
I.D, II.C, III.B, IV.A, V.E.
I.C, II.B, III.A, IV.D, V.E.
I.B, II.A, III.D, IV.C, V.E.
Considerando os pressupostos teóricos e históricos do ensino de literatura infantil no Brasil, assinale a alternativa que expressa uma compreensão adequada às perspectivas contemporâneas sobre a formação do leitor literário na escola.
O ensino de literatura infantil, ao preservar o contato dos alunos com narrativas fundadas em valores universais e intemporais, reafirma sua função primordial de transmissão de uma herança cultural homogênea, elemento essencial para o fortalecimento da identidade nacional.
O percurso histórico da literatura infantil no Brasil evidencia seu uso tradicional como mecanismo didático-moralizante, mas sua permanência no currículo escolar atual se justifica pela eficácia em promover habilidades linguísticas funcionais, como o reconhecimento de estruturas narrativas e o domínio vocabular.
A centralidade atribuída aos textos clássicos da literatura infantil nas práticas escolares modernas decorre de seu estatuto canônico e da segurança didática que proporcionam, dada sua previsibilidade narrativa e linguagem adaptada ao universo infantil, que os tornam ideais para o letramento inicial.
A literatura infantil, compreendida em sua dimensão simbólica, estética e discursiva, atua no processo formativo do sujeito leitor quando abordada por meio de práticas pedagógicas que ultrapassam o ensino mecânico de gêneros e valorizam a experiência sensível e interpretativa do texto literário.
O ensino de literatura infantil orientado por estratégias lúdico-afetivas tem como principal objetivo estimular o prazer pela leitura, devendo, por isso, evitar interpretações críticas, uma vez que estas poderiam distanciar o leitor em formação da fruição estética e emocional proporcionada pelo texto.
Suponha que a professora Rosangela esteja conversando com uma das crianças sobre seus registros. A criança, de 5 anos, indica à professora onde escreveu “tatu-bolinha” e, em outro local, “borboleta”, ambos representados por um conjunto de letras, aparentemente aleatórias. Pouco depois, Rosângela observa que essa mesma criança lê em voz alta para sua dupla de trabalho: “O tatu é cinza, e a borboleta voa”.
Com base no que defende Ferreiro (1985) a respeito da alfabetização na educação infantil, o episódio narrado indica que crianças da faixa etária entre 4 e 5 anos
tendem a estar imaturas para a atividade de registro espontâneo, como a solicitada pela professora, o que exige um redirecionamento de seu planejamento pedagógico.
necessitam de um ambiente lúdico e protegido de experiências de alfabetização e letramento, que devem ser iniciadas posteriormente, a partir do ensino fundamental.
pensam que só se pode escrever substantivos, mas que deles se pode ler uma oração completa, mesmo que nem todas as palavras que a compõem estejam representadas no papel.
realizam a correspondência entre som, fala e escrita, apresentando a prontidão necessária para um registro mais completo do que conjuntos de letras aleatorizadas.
supõem que as palavras já conhecidas oralmente possuem uma forma fixa no papel, sendo a produção descrita uma tentativa de reproduzir as palavras pela memória visual de textos vistos em aula.
No ensino de produção textual, os conhecimentos linguísticos participam das decisões relacionadas ao gênero, ao destinatário, à finalidade e à circulação do texto. Para concretizar essa abordagem, o trabalho pedagógico deve:
ensinar previamente classes gramaticais e regras ortográficas, aplicando depois uma produção destinada a verificar o domínio dos conteúdos estudados.
ler textos-modelo, reproduzir sua estrutura e realizar correção final pelo professor, com prioridade para a fidelidade ao formato apresentado.
propor escrita livre sobre tema familiar, revisar coletivamente a ortografia e publicar os textos que apresentarem maior clareza e correção formal.
analisar a situação comunicativa e textos do gênero, planejar, escrever, revisar, editar e refletir sobre escolhas linguísticas conforme os efeitos pretendidos.
solicitar produção individual, indicar desvios da norma e orientar a reescrita pela substituição das formas consideradas inadequadas pelo professor.
Uma prática pedagógica que considera oralidade e escrita como processos interdependentes demonstra que:
A escrita é superior à oralidade
São processos isolados
A oralidade deve ser eliminada
São práticas complementares
No CRMG, o ensino de Língua Portuguesa considera a linguagem como:
Uma prática social e interativa.
Um código neutro de comunicação.
Um sistema fixo de regras.
Um instrumento técnico.
A prática de análise linguística/semiótica, tal como concebida para os Anos Iniciais, distingue-se do ensino tradicional de gramática. Analise as afirmativas a seguir:
I.A análise linguística articula-se às práticas de leitura e de produção de textos, tomando o texto como unidade de ensino e a reflexão sobre a língua a serviço dos sentidos produzidos.
II.A reflexão sobre os recursos linguísticos e semióticos abrange aspectos notacionais e gramaticais, mas os subordina à compreensão e à produção de textos em situações reais de uso.
III.A análise linguística consiste na aplicação prévia das regras da norma-padrão a frases descontextualizadas, das quais o texto constitui posterior campo de exercício.
É correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I, II e III.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
No planejamento de atividades de Língua Inglesa para a educação básica, diferentes abordagens metodológicas atribuem funções distintas ao uso da oralidade em sala de aula. Em propostas voltadas à construção da competência comunicativa, a interação verbal assume papel relevante na negociação de sentidos e na utilização contextualizada da língua. Uma prática pedagógica alinhada a essa perspectiva consiste na
realização de tarefas interativas mediadas por objetivos comunicativos definidos.
organização de atividades centradas na identificação de categorias morfossintáticas isoladas.
priorização de exercícios estruturais de repetição para automatização de padrões linguísticos.
condução de análises contrastivas voltadas predominantemente à tradução de enunciados.
A professora do 5º ano de uma escola pública organiza a produção de cartas de reclamação destinadas ao mural da unidade escolar. Antes da escrita, define com a turma o gênero, o destinatário e a finalidade do texto, isto é, as _____ de produção. Recolhidas as primeiras versões, promove a leitura entre pares e a _____ do texto, etapa em que os próprios autores retomam o que escreveram para reorganizar ideias e trechos. Por fim, cuida da _____, ajustando o texto às convenções ortográficas e ao formato exigido pela circulação no mural.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem:
situações, edição, revisão
condições, correção, revisão
estratégias, revisão, correção
condições, revisão, edição
De acordo com Kátia Lomba Bräkling, a leitura compartilhada, caracteriza-se por:
Ler mais de um texto de uma só vez, estabelecendo comparações entre suas informações.
Alternar a leitura oral entre os estudantes, priorizando fluência, ritmo e entonação.
Realizar a leitura individual e confrontar, ao final, as respostas consideradas adequadas.
Acompanhar a leitura do professor e reproduzir os procedimentos demonstrados por ele.
Estudar coletivamente um texto, com mediação docente e socialização das estratégias de compreensão.