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No livro, “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire aponta condições necessárias ao processo de ensino, no qual o estímulo à curiosidade e à criticidade são fundamentais. De acordo com o autor:
Ensinar exige rigorosidade metódica, que consiste na aproximação do objeto cognoscível, com rigorosidade metódica, cujo tratamento ao objeto ou conteúdo viabilizam condições de aprender criticamente.
Ensinar exige pesquisa, apesar de ensino e pesquisa encontrarem-se em pólos distintos. A pesquisa deve ser pressuposto do ensino, que deve partir da realidade, suscitando a curiosidade ingênua do educando - que implica no respeito à pura experiência deste em relação com o mundo -, avançando à curiosidade metódica.
Ensinar não exige risco, mas aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, seja de raça, de classe, de gênero, visto que ofende a substantividade do ser humano e nega a democracia.
Ensinar exige o reconhecimento da identidade cultural, nas dimensões individual e de classe, sem a imposição de serem assumidas, porém, precipuamente, devem ser respeitadas.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática, pois a “aproximação” epistemológica da prática enquanto objeto de análise, deve dela “aproximá-lo” ao máximo, quanto melhor essa aproximação, mais inteligência ganha da prática em análise.
Segundo Paulo Freire, é preciso que compreendamos a leitura de mundo do educando, ou seja, considerar aquilo que ele traz consigo e que é revelado no seu cotidiano. O autor ressalta que respeitar essa leitura de mundo “significa torná-la um ponto de partida para a compreensão do papel da curiosidade, de modo geral, e da curiosidade humana, de modo especial, como um dos impulsos fundantes da produção de conhecimento” (Freire, 1996, p. 139). Assim, a educação possibilita que as crianças expressem seu entendimento com relação a coisas e acontecimentos que as cercam, ampliando sua criatividade e ________.
Preenche corretamente a lacuna:
Acomodação.
Subordinação.
Dependência.
Autonomia.
Paulo Freire foi um educador brasileiro que na década de 1950 promoveu um grande processo de alfabetização de adultos. Paulo Freire defendia uma educação humanizadora, libertária, que valorizasse o contexto social em que o estudante estava inserido, trabalhando com o ensino dialógico a partir dos temas geradores. Neste contexto Paulo Freire tecia fortes críticas ao ensino da época, o ensino tradicional, o qual ele denominava de:
Ensino libertador.
Ensino libertário.
Ensino bancário.
Ensino político.
Ensino dialógico.
A educação está presente em todas as sociedades e passa por diversas mudanças ao longo do tempo. A sociedade, de uma forma ou de outra, se educa - e a educação molda o homem e, a depender da finalidade dela na sociedade, pode ser utilizada como forma de dominação ou de libertação.
Nesse sentido que autor, referência da Tendência Pedagógica Progressista Libertadora, afirma que a educação como intervenção inspira mudanças radicais na sociedade, na economia, nas relações humanas e na busca dos direitos, ou seja, uma sociedade sem educação não evolui?
Fernando de Azevedo.
Paulo Freire.
John Dewey.
Anísio Teixeira.
Lourenço Filho.
Quem era considerado o mais célebre educador Brasileiro, autor do livro “Pedagogia do Oprimido” que defendia como objetivo a escola ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder transformá-lo?
Dermeval Saviani
Célestin Freinet
Rudolf Steiner
Maria Montessori
Paulo Freire
Segundo Paulo Freire, a teoria sem a prática vira "verbalismo", assim como a prática sem teoria vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade. Considerando as concepções do autor, julgue os itens em V (verdadeiro) ou F (Falso).
(__)A teoria explica e ilustra ações práticas enquanto a prática é a constituição da teoria, formulada em ações concretas, podendo ser modificada e modificar as teorias.
(__)A aproximação entre teoria e prática nos mostra novos horizontes possibilitando buscar novas práticas de ensino que facilitem a aprendizagem dos estudantes.
(__)A prática pode ser vista como um processo de aprendizagem por meio do qual os professores retraduzem sua formação e a adaptam à profissão.
(__)A teoria por si só se traduz em prática, pois esta deve seguir exatamente os pressupostos da teoria.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
V, V, V, F.
V, F, V, F.
F, V, V, F.
Analise as asserções sobre o pensamento de Freire (1996) e a relação proposta entre elas.
I - A solidariedade social e política de que precisamos para construir a sociedade menos feia e menos arestosa, em que podemos ser mais nós mesmos, tem na formação democrática uma prática de real importância
PORQUE
II - a aprendizagem da assunção do sujeito é incompatível com o treinamento pragmático ou com o elitismo autoritário dos que se pensam donos da verdade e do saber articulado.
A respeito das asserções, é correto afirmar que
as duas são falsas.
a primeira é falsa e a segunda, verdadeira.
a primeira é verdadeira e a segunda é falsa.
as duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
as duas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira.
Paulo Freire teve uma grande importância no campo da educação crítica. Seu “método de alfabetização” nada ortodoxo, realizado por meio de Círculos de Cultura, logo despertou grande interesse nacional e latino-americano, porque:
partia da leitura dos elementos gráficos até a leitura da totalidade das palavras.
utilizava do estudo da comunidade para gerar “palavras-chave” que deveriam ser trabalhadas nas salas de aula.
enfatizava a instrução fonética sistemática, o aprender a relação entre letras e sons.
privilegiava os blocos de construção da linguagem, os fonemas, que são as unidades básicas da linguagem falada.
aplicava os processos cognitivos envolvidos na tradução entre letras e sons automatizados e mais fluentes.
É considerado o brasileiro com mais títulos de doutorados honoris causa e é o escritor da terceira obra mais citada em trabalhos de ciências humanas do mundo: "Pedagogia do oprimido".
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima.
Cagliari.
Paulo Freire.
Ramon de Oliveira.
Piaget.
"É preciso compreender a importância do seu papel e trabalhar com severidade, pois "o professor que não leve a sério sua formação, que não estude, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe". Compreende-se, assim, que a formação do professor é sempre continua, é constante na busca por conhecimento.
O texto está ligado a um autor cujo pensamento tem orientado o desenvolvimento de práticas emancipatórias em diferentes campos de atuação. No campo da formação de educadores, sua produção teórica representa importante contribuição para o desenvolvimento de práticas educativas crítico-reflexivas.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o autor referido no trecho:
Vygotsky.
Piaget.
Paulo Freire.
Cagliari.
Segundo Paulo Freire, podemos entender a educação dialógica como um encontro de sujeitos, em que se busca o conhecimento. Para ele, a capacidade de estabelecer diálogos na educação é o que pode elevar o processo educacional a uma esfera libertadora para os sujeitos que dela fazem parte.
Uma prática pedagógica que assume uma lógica interativa e dialógica pressupõe que a comunicação e a aprendizagem ocorrem principalmente com:
liberdade de escolha entre “sim” ou “não”.
emissão de mensagem fechada.
recepção clássica da mensagem.
participação ativa dos alunos.
uso de tecnologias digitais.
Freire (1989), em seu livro A importância do ato de ler em três artigos que se completam, reflete sobre a experiência de alfabetização de adultos em São Tomé e Príncipe, após a libertação do país, participando da reconstrução nacional. Aborda o processo complexo de aprender a ler e a escrever palavras e textos, inseparável da leitura de mundo para compreender o contexto em que se vive, isto é, ir além da decodificação da palavra ou linguagem escrita. Ele relaciona, assim, leitura e escrita com o desenvolvimento da consciência que desvela as relações de opressão que os trabalhadores vivem e a necessidade de transformá-las, de re-escrever o mundo, na busca de igualdade entre todos. Freire ressalta que isso exige uma participação consciente, ação e pensamento, e os educandos precisam
pesquisar a cultura local.
realizar trabalho comunitário.
adquirir a neutralidade científica.
fazer uma leitura crítica da história.
aprender que alfabetizar-se é tarefa solitária.
Leia atentamente os excertos de "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, e depois responda o que for questionado.
"A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo." (FREIRE, 2008, p. 22).
"(...) quanto mais criticamente se exerça a capacidade de aprender tanto mais se constrói e desenvolve o que venho chamando "curiosidade epistemológica", sem a qual não alcançamos o conhecimento cabal do objeto." (FREIRE, 2008, p. 24-25).
"No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador." (FREIRE, 2008, p. 29).
A partir dos ensinamentos de Paulo Freire em "Pedagogia da Autonomia", assinale a alternativa INCORRETA:
Não há prática docente verdadeira que não seja ela mesma um ensaio estético e ético.
Ensinar não é transferir conhecimento.
Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.
Ensinar não exige a corporeificação das palavras pelo exemplo.
Há uma pedagogicidade indiscutível na materialidade do espaço.
Paulo Freire criou um método de alfabetização inovador. Nesse sentido, a partir da ideia de dialogismo, a proposta freireana pode ser dividida em três etapas principais:
Associação, exclusivismo e interação.
Pesquisa, análise e concordância.
Discussão, libertação e socialização.
Investigação, tematização e problematização.
Segundo Paulo Freire, “É preciso que a educação esteja – em seu conteúdo, em seus programas e em seus métodos – adaptada ao fim que se persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-se como pessoa, transformar o mundo, estabelecer com os outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a história […] uma educação que liberte, que não adapte, domestique ou subjugue” (2006, p. 45). Sancionada em dezembro de 2016, a Lei Federal n. 13.409/2016 é resultado de algumas décadas de lutas de movimentos sociais pela inclusão do negro em âmbito educacional e social. Apesar da Constituição Federal de 1988 repudiar, em seu terceiro artigo, inciso IV, “o preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outra forma de discriminação”, as ações afirmativas de âmbito educacional só ganharam força e espaço na agenda política brasileira em meados da década de 1990. Nesse contexto, são consideradas ações afirmativas aquelas que são voltadas para
as soluções temporárias de suprimento de vagas ociosas nas universidades públicas e no mercado de trabalho.
a democratização do ensino e dos conhecimentos acumulados pela sociedade como um todo.
as ações que estabeleçam mecanismos compensatórios e discriminatórios para atenuar a inclusão da população afro-brasileira nas universidades públicas e privadas.
um sistema de ensino voltado para o interesse do movimento negro brasileiro.
Paulo Freire considera que a educação tradicional é tomada por uma concepção bancária de educação, segundo a qual:
mulheres e homens aprendem a gerir seus recursos financeiros
as crianças são compreendidas como sujeitos econômicos
o saber é dialogicamente construído
o educador deposita conteúdos narrativos a serem memorizados passivamente pelos educandos
Sobre o pensamento de Paulo Freire, assinale a alternativa INCORRETA.
Paulo Freire era um defensor da educação bancária.
Paulo Freire acredita que a sala de aula era o local onde o estudante deveria desenvolver sua criticidade.
Paulo Freire entendia que os seres humanos se educam entre si mediados pelo mundo.
Paulo Freire preconizava que a cultura do estudante era a chave para o seu próprio processo educativo.
Um dos autores brasileiros na área da Educação mais conhecido é, sem dúvida, Paulo Freire.
Em sua obra intitulada 'Pedagogia do Oprimido', ele declara que sua obra é:
Mais do que um livro, sendo uma prática de amor ao ser humano, intitulada por ele de opção ético-pedagógica.
Apenas um livro, mais uma prática pedagógica que parte a favor do oprimido, intitulada por ele de opção ético-humanística.
Um livro para a criação de uma prática pedagógica que parte do amor ao ser humano, intitulada por ele de opção ético-pedagógica.
Mais do que um livro, sendo uma prática pedagógica que parte do amor ao ser humano, intitulada por ele de opção ético-humanística.
Para Paulo Freire, comunicação e educação são indissociáveis, e assim, esta deve acontecer por meio de diálogo, já que este processo não corresponde apenas a “transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados”.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 4. ed. Tradução Rosisca Darcy de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 69, com adaptações.
A respeito das práticas criativas, digitais e jogos, assinale a alternativa correta.
As tecnologias na educação e a educomunicação são amplamente conhecidas e apresentam forte potencial para aperfeiçoar e para ampliar as aulas, sendo que todos dos docentes alfabetizadores dominam e sabem lidar com tais ferramentas.
A utilização de tecnologias em sala de aula promove uma aprendizagem relacionada à práxis, permitindo que o conhecimento seja aplicado ao cotidiano, ao invés de apenas transmitido.
A alfabetização, como um dos aspectos centrais do processo de escolarização, foge às pressões da digitalização das práticas de ensino e aprendizagem, bem como da ludicidade na apropriação da leitura e da escrita.
As práticas lúdicas, em meio digital, devem acontecer desarticuladas das práticas culturais no respectivo entorno para favorecer a aprendizagem de conteúdos escolares.
A demanda pela ludicidade na educação prescinde da atualização dos processos educacionais e do acompanhamento das transformações tecnológicas na cultura digital.
Para Paulo Freire (1996), a neutralidade na educação corresponde a
uma posição desejável, pois o comprometimento docente é sobretudo com a autonomia do educando.
uma escolha em que equilibramos o mundo, suas necessidades e nossa individualidade.
uma visão progressista, na medida em que o exercício democrático é destinado à vida pública enquanto a escola promove a paixão de conhecer o mundo.
uma utopia necessária à educação como prática da liberdade, ainda que irrealizável.
um ponto de vista reacionário, pois exige uma impossível postura neutra voltada a treinar os alunos em práticas apolíticas.