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Em capítulo do livro Paulo Freire: política e pedagogia, Carlos Alberto Torres discute alguns princípios das proposições pedagógicas freirianas. Segundo o autor, é correto afirmar que, para Freire,
a educação não é capaz de melhorar a condição humana, pois a dominação, a agressão e a violência são intrínsecas à vida social.
a educação crítica voltada ao esclarecimento requer sobrevalorizar a ciência e desvalorizar o senso comum.
a separação entre teoria e prática é fundamental para garantir a diretividade e a não neutralidade da prática educativa.
os debates sobre educação e democracia devem distanciar-se da noção de utopia, aproximando-se da ideia de realismo.
política, poder e educação constituem uma unidade indissolúvel, sendo necessário que o educador assuma a política de sua prática.
As possibilidades de interferência do homem definiam-se e encontravam limitações no interior de uma realidade histórico-social determinada. Somente a formação e o desenvolvimento de uma consciência capaz de apreender criticamente as características dessa particular realidade possibilitariam sua ação livre e criadora. Assim, aquela humanização do homem, isto é, a plena realização do homem como criador de cultura e determinador de suas condições de existência passava, necessariamente, pela formação e pelo desenvolvimento da consciência crítica. Situavam-se exatamente aí as funções do processo educativo.
FÁVERO, Maria de Lourdes; BRITTO, Jader. Dicionário de educadores no Brasil. Rio de Janeiro, UFRJ, 1999, p. 442.
O trecho acima apresenta os fundamentos filosóficos do pensamento de Paulo Freire.
Considerando-se o texto, o papel social da educação, na perspectiva de Paulo Freire, é
privilegiar a formação acadêmica de conteúdos escolares capazes de promover a criticidade nos homens.
proporcionar a capacidade de o homem agir dentro das limitações impostas pela realidade.
promover a conscientização de que as realidades limitam as possibilidades de criação.
empreender uma educação humanizadora, capaz de gerar uma realidade verdadeira e não utópica.
construir uma educação libertadora, entendida como processo de conscientização crítica da realidade.
Analise as afirmativas.
Paulo Freire surge como inspirador e mentor da Tendência Progressista Libertadora onde:
I. a avaliação da prática vivenciada entre estudante e professor no grupo é reconhecida, bem como, a autoavaliação.
II. os conteúdos resultam da problematização da prática vivida pelos estudantes e são designados de temas geradores.
III. os trabalhos escritos e aulas expositivas são dispensados, sendo o “grupo de discussão” a forma de trabalho mais usada.
IV. os conteúdos tradicionais aceitos não emergem do saber popular e a instrução programada busca uma aprendizagem mais objetiva.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
II e IV.
II, III e IV.
I, II e III.
I e II.
II e III.
Freire (1996), em seu livro Pedagogia da Autonomia, procura mostrar caminhos para uma formação humana autônoma. Considerando o pensamento freiriano e as contribuições dessa obra em especial, analise as afirmativas a seguir e coloque V para as afirmativas e F, para as falsas.
-
( -) Freire enfatiza a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa, sem a qual a teoria pode se tornar apenas discurso e a prática uma reprodução alienada, sem questionamentos.
( -) O autor afirma que o professor deve também ensinar a pensar certo, sendo a prática educativa em si um testemunho rigoroso de decência e pureza.
( -) Freire enfatiza que o educador deve ser capaz de reconstruir constantemente a sua prática pedagógica, transmitindo aos educandos conhecimentos significativos para a vida.
( -) Para Freire, o educador não deve barrar a curiosidade do aluno, pois é de fundamental relevância o incentivo à sua imaginação, à intuição e ao senso investigativo.
-
Marque a alternativa CORRETA, considerando as afirmativas, de cima para baixo.
V, V, V, V
V, F, V, F.
F, V, F, V.
V, V, F, V.
F, F, V, V.
Para Paulo Freire (BEISIEGEL, Celso de Rui. Paulo Freire), a educação deve ser libertadora e, nesse sentido, o autor postula concepções muito definidas.
Com relação às ideias de Paula Freire, assinale a alternativa correta:
O educador é sempre o que educa: o educando, o que é educado. O educador é quem sabe; os educandos os que não sabem.
O educador é quem deve falar; os educandos são os que escutam docilmente.
O educador não educa somente, mas também é educado enquanto educa através do diálogo.
O educador é quem pensa, o sujeito do processo; os educandos são os objetos pensados.
A autonomia refere-se à capacidade de posicionar-se, elaborar projetos pessoais e participar enunciativa e cooperativamente de projetos coletivos, ter discernimento, organizar-se em função de metas eleitas, governar-se, participar da gestão de ações coletivas, estabelecer critérios e eleger princípios éticos. Isto é, a autonomia fala de uma relação emancipada, íntegra com as diferentes dimensões da vida, o que envolve aspectos intelectuais, morais, afetivos e sociopolíticos. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a autonomia é:
Motor de todo o planejamento do professor e condição última para a promoção do aluno.
Utopia preconizada nos currículos tradicionais, versão ultrapassada com a publicação dos PCNs.
Tomada ao mesmo tempo como capacidade a ser desenvolvida pelos alunos e como princípio didático geral, orientador das práticas pedagógicas.
Entendida como condição a ser conquistada quando os alunos ingressarem no mundo adulto, já que, durante a escolarização, atingem apenas a heteronomia.
De acordo com Freire (2009), a ação da criança, em cada fase, anuncia um tipo de jogo. Para o autor, a aquisição de uma nova forma de jogo não exclui as anteriores. Neste sentido, os jogos, na infância, se apresentam na seguinte ordem:
simbólico, de exercício, construção e de regras
de exercício, simbólico, construção e de regras
de construção, simbólico, de regras e de exercício
de regras, construção, simbólico e de exercício
Em conformidade com FREIRE, sobre a alfabetização e a leitura, analisar a sentença abaixo:
Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, em uma manipulação mecânica de palavras (1ª parte). A aprendizagem da leitura e a alfabetização são atos de educação, e educação é um ato fundamentalmente político (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Freire (2003, p. 47), em seu livro Pedagogia da Autonomia, persevera que “[...] ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção”. Nessa concepção de ensino, é exigido do professor comprometimento com a produção do conhecimento, o que requer:
I - Exposição do conteúdo pelo professor – elemento que favorece a melhor assimilação dos conceitos pelo aluno, sem levar em conta o seu conhecimento prévio.
II - Envolvimento do aluno no processo de aprendizagem – protagonista nas ações destinadas à produção do seu conhecimento.
III - Politicidade da educação – algo inerente à própria natureza pedagógica, como algo oposto à neutralidade frente aos acontecimentos da escola, da sociedade e da vida.
Assinale a alternativa que contém o(s) item(ns) CORRETO(S).
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
Em sua obra Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire (1996) apresenta uma reflexão sobre a prática educativo progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos e assim dispõe de reflexões acerca do ensinar. Segundo Paulo Freire o ensino exige:
I - Pesquisa.
II - Estética, ética e ensino bancário.
III - Reflexão crítica sobre a prática.
IV - Curiosidade.
V - Tomada consciente de decisões.
A alternativa INCORRETA que não expressa o pensamento de Paulo Freire acerca do ensino é:
III.
I.
II.
V.
IV.
De acordo com Paulo Freire, sobre práticas educacionais e no que concerne à educação "bancária":
a educação carece de um sistema "bancário", pois o professor, como detentor do saber, deve transmitir o conhecimento ao aluno, de modo que este deve absorvê-lo.
na educação bancária, há o princípio de "transferência" do conhecimento, enxergando o aluno como sujeito passivo, muito embora a aprendizagem seja ativa.
a educação bancária fornece um princípio de tecnicismo, para que o aluno saia da escola formado para a vida.
a transferência do conhecimento caracteriza-se em uma maneira ativa de conhecimento, colocando o aluno no centro da aprendizagem.
nesse tipo de aprendizagem, o aluno é o protagonista do próprio aprendizado.
O educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira (Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012), ficou conhecido por defender que a educação visa promover a emancipação, para que os sujeitos tenham condições de transformar sua realidade a partir da reflexão crítica. Nesse sentido, observe o seguinte fragmento:

(QUINO, 2003, p. 68)
Considerando os saberes necessários à prática educativa, indicados por Freire (1996), e sua relação com o exposto no fragmento, assinale a alternativa INCORRETA.
Ensinar não é transferir conhecimento.
Ensinar exige saber escutar.
Ensinar exige criticidade.
Ensinar exige abdicar da assunção da identidade cultural.
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.
Considerando o exposto no livro de Celso de Rui Beisiegel, intitulado "Paulo Freire", analise os itens abaixo para assinalar a alternativa que indica somente concepções defendidas pelo autor Paulo Freire:
I- Educação tradicional; Transferência de conhecimento; Assistencialização.
II - Diálogo; Reflexão crítica; Participação.
III - Deliberação coletiva; Democracia; Conscientização.
Somente I e II estão corretos.
Somente II e III estão corretos.
Todos estão errados.
l, II e III estão corretos.
Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática docente” de 1996, nos fala sobre a responsabilidade ética de professores e professoras no exercício da docência e acrescenta que, além da formação científica, são necessários outros pressupostos para a prática educativa, tais como: a correção ética, o respeito aos outros, a coerência, a capacidade de viver e de aprender com o diferente, dentre outros. Diz que, tão importante quanto o ensino dos conteúdos, é a postura ética do professor que deve ser coerente com o que pensa, faz, diz e escreve. O autor nos ensina, ainda, que o educador ético deve assumir suas posições com clareza, sem negar ou esconder sua postura diante dos alunos, sabendo e assumindo que ela pode ser até rejeitada. O educador deve, também, reconhecer que sua prática:
deverá ser apolítica, de modo a não inspirar tendências ideológicas.
nunca pode ser neutra, simplesmente porque a neutralidade não existe.
será sempre de transformador de padrões estabelecidos.
é balizada por instrumentos institucionais de organização pública.
não depende de influências externas porque tem autonomia irrestrita.
Em sua clássica obra "Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa", Paulo Freire considera que "ninguém é sujeito da autonomia de ninguém". Sobre o tema Construção da Autonomia do Aluno, indique a alternativa INCORRETA:
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.
Ensinar não exige consciência do inacabamento.
Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.
Não há docência sem discência.
Ensinar não é transferir conhecimento.
Segundo Madalena Freire, “o desafio de todo educador (e educando) é alimentar o espírito lúdico em nosso ensinar e aprender”. Acerca do papel do professor no processo ensino-aprendizagem, julgue os itens a seguir.
I. Avaliação, observação, planejamento e registro reflexivo são importantes instrumentos de trabalho do educador.
II. A formação do educador finaliza-se com a conclusão do curso superior de Pedagogia.
III. A responsabilidade do processo de ensino-aprendizagem é exclusiva do educador, que tem a formação adequada para o desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico.
Assinale a alternativa correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item II está certo.
Apenas o item III está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Todos os itens estão certos.
O educador Pedro, ao ver João explicando à amiga de turma como fazer a atividade, perguntou: “João, quando você crescer, quer ser professor como eu?” E o menino imediatamente respondeu: “Quando eu crescer não quero ser igual a você, quando crescer eu crescer vou ser igual a mim.” Pedro compreendeu que, apesar do menino ter apenas quatro anos, já sabia impor sua identidade pessoal, seu desejo, independência e acionar seus recursos pessoais na busca de ampliar mais a sua:
rebeldia
autonomia
limitação verbal
baixa autoestima
Leia o texto a seguir.
[...] uma coisa continua em mim, como pessoa e como educador, quer pensando a prática educativa quer fazendo a prática educativa, é um profundo respeito à figura do educando, ao gosto do educando e à formação do educando [...] E um grande respeito, também, pelo “saber só de experiências feito”, como diz Camões [...].
Fonte: FREIRE, Paulo. Pedagogia dos Sonhos Possíveis. São Paulo: Editora da UNESP, 2001. p. 232.
No excerto, Paulo Freire menciona o seu respeito aos saberes dos educandos, não aos saberes científicos, mas àqueles conquistados por meio da experiência. O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) toma essa perspectiva como referência, quando preconiza que
os cursos e programas do Proeja, sem exceção, devem prever a possibilidade de conclusão a qualquer tempo, mediante avaliação.
as áreas profissionais escolhidas para a estruturação dos cursos serão aquelas em maior sintonia com as demandas locais e regionais.
os cursos e programas oferecidos devem partir da construção prévia de um projeto político-pedagógico, envolvendo parcerias interinstitucionais e intergovernamentais.
as instituições ofertantes poderão reconhecer conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extraescolares.
Relacione as obras, na coluna II, aos seus respectivos autores, na coluna I.
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Coluna I
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1. Paulo Freire
2. Jean Piaget
3. Emilia Ferreiro
4. Moacir Gadotti
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Coluna II
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( ) A linguagem e o pensamento da criança
( ) Pedagogia do oprimido
( ) Reflexões sobre alfabetização
( ) Concepção dialética da educação: um estudo introdutório
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Marque a alternativa CORRETA, considerando a coluna II, de cima para baixo.
1, 2, 3, 4.
2, 1, 3, 4.
2, 1, 4, 3.
1, 2, 4, 3.
3, 1, 2, 4.
Naquela que é considerada a sua principal obra (Pedagogia dos Oprimidos), que terminou de escrever em 1968, ele defende a importância da educação para as camadas mais pobres da sociedade. Segundo o pedagogo, só com acesso à formação é possível libertar as pessoas mais vulneráveis das condições difíceis que o sistema impõe.
Marque a alternativa CORRETA relacionado ao pedagogo contextualizado acima:
Vygotsky.
Luiz Carlos Cagliari.
Paulo Freire.
Jean Piaget.