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Segundo Freire (1996), “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” Se essas tendências forem consideradas pelo profissional pedagogo, no exercício de suas atividades pedagógicas, serão perceptíveis, no ambiente de trabalho,
memorização de conteúdos como uma forma de preservação da cultura letrada e do conhecimento.
diálogos que incentivem à busca pela aprendizagem e incentivos às trocas de experiências.
capacitações para mistificação da realidade e treinamentos para a resolução de problemas.
experiências compartilhadas com o objetivo de reforçar suas crenças e influenciar as atitudes dos outros.
rigorosidade metódica, no processo de aprendizagem, para limitar o pensamento crítico do educando.
Leia as afirmativas a seguir:
I. É assegurado à criança e ao adolescente o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.
II. É assegurado à criança e ao adolescente o direito de organização e participação em entidades estudantis.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Paulo Freire afirmava que a presença do professor não pode passar despercebida dos alunos na classe e na escola. Enquanto presença, o professor não pode ser omissão, mas um sujeito de ações. Portanto, o professor:
É uma presença em si política.
É uma presença em si neutra.
É uma presença em si dúbia.
É uma presença em si desafiadora.
Segundo Carlos Brandão, “[...] educação popular é educação das classes populares. É uma prática pedagógica politicamente a serviço das classes populares. Isto porque a operários, camponeses, lavradores sem terra e trabalhadores sem emprego, é atribuída a tarefa histórica de realização das transformações sociais a que deve servir a educação.”
Quando Paulo Freire nos orienta e ensina que uma Educação deve trazer elementos na sua essência que não estabeleça, com as mesmas ferramentas e instrumentos, os mecanismos de uma Educação opressora, pois deve, necessariamente, produzir, de forma dialética, novas categorias e paradigmas que reafirmem a condição de ser mais dos homens e das mulheres no mundo, está se referindo à Educação:
Popular.
Bancária.
Emancipadora.
Libertária.
Inclusiva.
A análise que Paulo Freire faz do processo de dominação em sua obra Pedagogia do oprimido, encontra-se fundamentada em uma crítica à escola tradicional e seu modelo de currículo, que ele sintetiza no conceito de “educação bancária”. Tendo por base a visão de Paulo Freire a respeito do currículo e da escola, assinale a alternativa correta:
A escola deve constituir-se em um aparelho ideológico central, atingindo toda a população por um período prolongado de tempo.
O ato de conhecer não é um ato isolado, individual, mas dialógico, coletivo, onde professores e alunos são sujeitos ativos na escola e no mundo.
A escola deve transmitir os conhecimentos universais que são considerados como patrimônio universal pelos professores aos alunos.
A escola deve transmitir os conhecimentos universais e inibir as possibilidades de crítica, por respeito ao trabalho do professor como detentor do conhecimento.
A escola deve valorizar o trabalho do professor dando-lhe todas as ferramentas para que este possa assumir o protagonismo do processo de ensino e de aprendizagem.
Paulo Freire acreditava que transformar os alunos em objetos receptores é uma tentativa de controlar o pensamento e a ação, leva homens e mulheres a ajustarem-se ao mundo e:
Estimula sua capacidade de emancipar-se.
Inibe o seu poder criativo.
Fomenta seu processo criativo.
Solapa seus detratores críticos.
Em termos de pedagogia, Freire é mais conhecido por seu ataque ao que chamou de conceito:
Bancário da educação.
Gregário da educação.
Didático agregado.
De insolvência pedagógica.
Pensador que se opunha a existência de uma educação caracterizada pela presença de um professor depositante e um aluno depositário da educação. Segundo ele, quem é educado assim torna-se alienado, incapaz de ler o mundo criticamente.
Jean Piaget
Abraham Maslow
Anísio Teixeira
Florestin Fernandes
Paulo Freire
Sobre o método de Paulo Freire:
I. O método que ele desenvolveu procurava estimular a alfabetização de adultos, discutindo suas experiências de vida entre si, usando palavras que existiam na realidade dos alunos, se era pedreiro, usava tijolo, cimento, se era trabalhador rural, usava inchada, terra.
II. Esse método foi dividido em três etapas. Primeira etapa de Investigação: professor e aluno buscam palavras com mais significado na vida do aluno, dentro de seu universo vocabular e da comunidade onde ele vive.
III. Segunda etapa de Tematização: tomam uma consciência do mundo, analisando os significados sociais dos temas e das palavras.
IV. Terceira etapa de Problematização: o educador desafia o aluno a superar a visão mágica do mundo e passar ter uma postura crítica e conscientizada.
São corretas:
II, III
I, III e IV
II, III e IV
I, II, III e IV
No modelo freiriano, o levantamento de problemas é concebido como “um processo mútuo para estudantes e professores questionarem o conhecimento existente, o poder e as condições”. Assim, uma comunidade de professores-pesquisadores, com estudantes como coinvestigadores, estabelece um processo democrático e centrado no aluno, por meio do qual o currículo é construído “de baixo para cima” em vez de ser construído “de cima para baixo”.
sócio-reconstrucionista - emancipatório ou transgressivo - ecológico crítico
filantrópica - socialista - historicista
filantrópica - comunista ou legitimador - ecológico crítico
sócio-reconstrucionista - emancipatório ou transgressivo - historicista
sócio-reconstrucionista - comunista ou legitimador - ecológico crítico
Sobre a relação ensino e aprendizagem, Freire (2003, p.47) afirma que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Para ele, há duas formas de se conceber a educação: bancária ou libertadora.
Associe corretamente as concepções de educação às suas respectivas características.
CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO
(1) Bancária
(2) Libertadora
CARACTERÍSTICAS
( ) Entende o ser humano como inconcluso.
( ) Relaciona-se ao paradigma do pensamento complexo.
( ) Há uma única via para explicar as situações relatadas pelos alunos.
( ) Assuntos ideológicos são desvelados e se constituem em objeto de pesquisa em sala de aula.
( ) Vivencia o ensino das respostas prontas e acabadas se acomodando a padrões pré-estabelecidos.
A sequência correta é
(1); (1); (2); (1); (2).
(1); (2); (1); (2); (1).
(2); (2); (1); (2); (1).
(2); (1); (2); (1); (2).
De acordo com Paulo Freire, assinale a alternativa que melhor leva o aluno a aprender a ler e escrever:
Fixar “palavras-chaves” nos textos e contextos lidos.
Rever várias vezes um texto.
Anotar toda e qualquer situação vivenciada.
Ao invés de memorizar, mecanicamente, a descrição do objeto, apreender a sua significação profunda.
Paulo Freire, em sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido, afirma que “quanto mais analisamos as relações educador e educando na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que essas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras” (FREIRE, 1987, p. 57). O autor afirma que há narração de que o educador é o sujeito que conduz o educando à memorização mecânica e os transforma em vasilhas. “Quanto mais vá enchendo os recipientes com seus depósitos, tanto melhor o educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores os educandos serão" (IDEM, p. 58).
As características das relações entre professor e aluno descritas por Freire são próprias do que o autor denomina “educação bancária”. Em oposição, o autor afirma que se deve priorizar a dialogicidade enquanto essência da educação como prática de liberdade.
Segundo o autor, para haver um diálogo em que se estabeleça uma relação horizontal, é necessário evitar:
Um profundo amor ao mundo e aos homens.
A humildade.
A autossuficiência.
A supressão da situação opressora.
A intensa fé nos homens.
“Falar da realidade como algo parado, estático, compartido e bem-comportado, quando não falar ou dissertar sobre algo completamente alheio à experiência existencial dos educandos vem sendo, realmente, a suprema inquietação da educação”. Ao analisar a citação de Freire (2005), podemos dizer que as intervenções profissionais devem:
propiciar a criação de setores especializados nas escolas para coordenar suas atividades.
como os escolanovistas acreditar na transformação da sociedade por meio da escola.
introduzir a cadeira moral e cívica com a intenção de reprimir os estudantes contra o governo.
respeitar a dinâmica da realidade dos espaços escolares.
ocasionar caos social e a presença de uma educação como “fantoche” dos governantes para auxiliar a afirmação do capitalismo.
A obra Pedagogia dos sonhos possíveis é uma coletânea de cartas, conferências, depoimentos, ensaios e entrevistas de Paulo Freire.
Em relação a essa obra, assinale a alternativa incorreta:
Ao realizar reflexões em torno da utopia, Paulo Freire destaca que a utopia é uma impossibilidade que, às vezes, pode dar certo. Por essa imprecisão, torna-se necessário o pragmatismo político e pedagógico.
Ao buscar dialogar com educadores, Paulo Freire apresenta a impossibilidade de separar a leitura da palavra da leitura de mundo, do mesmo modo, não é possível separar a leitura de mundo da escrita de mundo.
Ao problematizar sobre democracia e docência, Paulo Freire destaca que não é apenas a partir do que é realizado na sala de aula que um professor democrático será capaz de apoiar os alunos na reconstrução da posição deles no mundo.
Ao discutir sobre as possibilidades de mudança, Paulo Freire destaca que a educação não pode tudo, mas pode alguma coisa e, por isso, deve ser pensada com seriedade pela sociedade.
Leia a tirinha a seguir, vislumbrando a citação de Paulo Freire :”Ensinar exige curiosidade” (FREIRE, 2001).

A partir da leitura da obra Pedagogia da Autonomia assinale a alternativa que melhor explica a situação vivenciada pelo estudante da tirinha.
Ao silenciarmos a curiosidade do outro, negamos também a nossa curiosidade.
Com a curiosidade domesticada é possível alcançar a memorização mecânica do perfil deste ou daquele objeto, mas não a aprendizagem real ou o conhecimento cabal do objeto.
Não é possível de maneira alguma, nas relações político-pedagógicas com os grupos populares, desconsiderar seus saberes de experiência.
A autonomia se constitui na experiência de inúmeras decisões que vão sendo tomadas.
De acordo com Paulo Freire, na Pedagogia da Autonomia, é correto afirmar.
A educação é uma forma política de intervenção no mundo.
A dialogicidade deve negar momentos explicativos e narrativos, em que o professor expõe ou fala do objeto.
Somente com a curiosidade domesticada é possível alcançar o aprendizado real.
O professor deve se poupar de discussão sobre temas e análise de fatos que exponham sua posição face a uma decisão governamental.
Na pedagogia de Paulo Freire, os denominados “temas geradores” são extraídos:
Da cultura universal.
Dos livros didáticos oficiais.
Da prática de vida dos educandos.
Do Plano de Curso.
Pelo professor, de forma prévia.
“O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão. Uma de suas tarefas primordiais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com que devem se “aproximar” dos objetos cognoscíveis. E esta rigorosidade metódica não tem nada que ver com o discurso “bancário” meramente transferidor do perfil do objeto ou do conteúdo. É exatamente neste sentido que ensinar não se esgota no “tratamento” do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível. E essas condições implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível, a pressuposição por parte dos educandos de que o educador já teve ou continua tendo experiência da produção de certos saberes e que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos.” (Paulo Freire)
Para Paulo Freire, nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em:
pessoas competentes, hábeis, com conhecimentos, comportamento ou valores adquiridos ou modificados.
reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.
indivíduos com cultura, estudo, experiência, formação, autonomia, raciocínio e observação.
seres humanos moldados pelas relações interpessoais estabelecidas na escola entre os sujeitos que dela participam.
adultos conscientes de sua condição humana, atentos aos conhecimentos adquiridos via observação, identificação e pesquisa.
Segundo Paulo Freire (1989)."do ponto de vista crítico e democrático como ficou mais ou menos claro (...), o alfabetizando e não o analfabeto se insere num processo criador, de que ele é também sujeito". A proposição Freireana propõe que:
O professor é o centro do o processo de ensino e aprendizagem, visto que é o único responsável pelo ensino e aprendizagem.
Os educadores e educandos são produtores de cultura, ambos aprendem e ensinam, são sujeitos da educação e estão permanentemente em processo de aprendizagem.
Uma aula boa acontece quando o centro do conhecimento é professor e os aluno estão quietos e passivos.
O processo educativo se caracteriza somente pelo recebimento, por parte dos educandos, de conhecimentos científicos prontos e acabados.
Se o conteúdo é disponibilizado de maneira favorável ao aluno, não importa o que o aluno aprende.