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Para desenvolver a competência leitora, a BNCC enfatiza o trabalho com diferentes gêneros textuais. A Professora Carla, do 3º ano, quer trabalhar com o gênero "Receita Culinária" (ex: Bolo de Fubá). Qual é o objetivo pedagógico principal ao se trabalhar com este gênero textual específico?
Avaliar a capacidade dos alunos de memorizar as quantidades exatas (ex: 2 xícaras de açúcar) e a ortografia de palavras difíceis (ex: "fermento").
Exercitar a leitura para fins puramente estéticos e de fruição, como se faz com um poema ou um conto de fadas.
Desenvolver a habilidade de seguir instruções precisas, compreender a estrutura de um texto instrucional (ingredientes, modo de preparo) e sua função social (orientar uma ação).
Usar o tema "bolo" como pretexto para uma aula de matemática sobre frações (ex: 1/2 xícara), ignorando a estrutura do texto em si.
Ao apresentar o trabalho com narrativas digitais, Almeida e Valente (2012) entendem que elas ajudam a explicitar conceitos, passando a ser uma “janela na mente” do aluno. Um propósito explicitado pelos autores e coerente com sua perspectiva a respeito desse tipo de trabalho é que o professor possa entender e identificar
os conhecimentos do senso comum do aluno, intervindo para que este atinja um novo patamar de compreensão do conhecimento científico.
os seus próprios erros didáticos na hora de transmitir conteúdos, corrigindo-os para garantir a precisão do conteúdo no processo de transmissão e assimilação.
os conteúdos previamente ensinados em sala de aula, organizando-os de forma cronológica para facilitar a memorização dos conceitos apresentados.
a maneira como o aluno se apropria de informações externas, reforçando a repetição como estratégia de consolidação do saber escolar.
as habilidades técnicas do aluno na utilização de recursos digitais, promovendo o domínio das ferramentas como principal objetivo da aprendizagem.
Softwares leitores de tela, como o NVDA, são exemplos de:
Softwares de autoria.
Tecnologias assistivas.
Ferramentas de design gráfico.
Ambientes virtuais de aprendizagem.
Editores multimídia.
Durante uma atividade de leitura em voz alta, um aluno lê fluentemente, mas não consegue explicar o sentido do texto. A coordenadora questiona a professora sobre a pertinência de manter a mesma metodologia de ensino da leitura. Nessa situação, o enfoque adequado para superar o problema se apoia em:
Valorizar a leitura como prática social, integrando atividades que permitam ao aluno atribuir significados ao texto a partir de sua realidade e de seus saberes prévios.
Insistir em práticas de decodificação repetitiva, pois a automatização da leitura levará, com o tempo, à compreensão.
Centralizar a intervenção na análise gramatical detalhada, já que a estrutura linguística garante a construção de sentido.
Trabalhar com textos mais curtos e simplificados, evitando que o aluno enfrente desafios interpretativos que possam frustrá-lo.
Seguindo os documentos oficiais que o fundamentam, o Currículo Base da Educação Josefense (2020) afirma que a aprendizagem do código escrito tem como objetivo maior:
Alfabetizar os estudantes, sobretudo para introduzi-los no mercado de trabalho.
O domínio mecânico da leitura e da escrita, sem considerar os usos sociais da língua.
A alfabetização para o exercício pleno da cidadania.
A preparação prioritária para avaliações externas, como SAEB, PISA e ENEM.
O desenvolvimento exclusivo de habilidades cognitivas, sem integrar aspectos sociais, culturais e afetivos.
Leia o trecho a seguir.
Não apenas um romance, ou uma notícia, ou um verbete de enciclopédia são textos; um crachá, uma placa, um desenho também são textos. Do mesmo modo, são também textos uma aula, uma fofoca entre amigos, um recado oral. Podemos definir um texto como o produto do uso de uma linguagem, que ganha sentido em determinadas circunstâncias, num determinado contexto histórico e social. Um texto nasce do trabalho mental de organizar e elaborar nossas experiências, de construir nosso pensamento.
Adaptado de COSTA VAL, Maria da Graça. Produção de textos escritos na alfabetização. Belo Horizonte: UFMG / FaE / Ceale, 2018, p. 15.
Com base na descrição, observe as imagens a seguir.

Assinale a opção que indica as imagens que são textos.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas
I, II, III e IV.
O processo educativo, entendido como prática intencional e intersubjetiva, articula dimensões cognitivas, éticas e comunicativas na constituição dos sujeitos e dos saberes. A escola, nesse horizonte, ultrapassa a função de transmitir conteúdos, assumindo a responsabilidade de criar condições para que o conhecimento se torne objeto de reflexão e ação. Inerente a esses fundamentos, pressupõe-se que:
A escola, ao buscar integrar saberes e valores, deve preservar a estabilidade dos métodos e procedimentos de ensino, garantindo que a mediação docente se concentre na manutenção da coerência entre as formas instituídas de conhecimento e suas finalidades sociais.
A função mediadora do professor consiste em favorecer a apropriação progressiva dos sistemas simbólicos e discursivos, articulando o saber formal às experiências de aprendizagem, de modo que o conhecimento se converta em instrumento de compreensão e intervenção na realidade.
O ensino da leitura, ao mobilizar práticas discursivas e cognitivas, encontra seu potencial formativo no exercício de reconhecimento dos sentidos produzidos socialmente, sendo a reflexão crítica um desdobramento eventual do contato com a diversidade textual.
A interação pedagógica, ainda que se constitua no campo do diálogo e da escuta, requer neutralidade axiológica, de modo que o professor evite intervir no percurso interpretativo do estudante, assegurando a autonomia cognitiva na construção dos significados.
Qual sequência de atividades didáticas integra tecnologias digitais e ensino de literatura conforme a discussão presente no texto?
Criar um webpoema multimodal, inserir hiperlinks com conteúdos relacionados ao excerto, publicar no blog da turma e comentar, em fórum on-line, o processo de intensificação da linguagem cotidiana.
Compartilhar o excerto integral em aplicativo de mensagens, solicitar reações dos colegas, analisar as diferenças de linguagem entre o excerto e os comentários, e apresentar os resultados em planilha on-line.
Comparar um poema e uma notícia em ambiente digital, produzir podcasts sobre seus conteúdos, divulgá-los para a turma e registrar, em mural virtual, comentários sobre diferenças de linguagem.
Converter o excerto teórico em infográfico digital, adicionar ícones explicativos com legenda, imprimir pôster coletivo e apresentar, oralmente em sala, os conceitos de linguagem ficcional.
No campo dos estudos sobre alfabetização, diferentes abordagens epistemológicas disputam a centralidade dos fundamentos que devem orientar a ação pedagógica no ciclo de alfabetização. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao propor o trabalho articulado entre alfabetização e letramento, tensiona concepções historicamente consolidadas, exigindo do docente leitura crítica e atuação contextualizada.
Considerando essa perspectiva bem como uma compreensão teoricamente consistente com a abordagem atual da alfabetização na educação básica, conforme os debates mais exigentes do campo, é correto afirmar que:
A alfabetização crítica, ao reconhecer a criança como produtora de hipóteses sobre o funcionamento da escrita, articula o domínio do sistema alfabético às práticas sociais de linguagem, sem hierarquizar artificialmente habilidades técnicas e discursivas.
A perspectiva psicogenética da alfabetização valoriza os saberes espontâneos da criança, mas exige que sua aplicação seja rigidamente acompanhada de avaliações formais periódicas, como forma de garantir alinhamento às diretrizes nacionais de desempenho mínimo.
A alfabetização deve ocorrer sob uma lógica sequencial de amadurecimento neurocognitivo, cuja progressão está atrelada ao domínio sucessivo das relações grafema-fonema, respeitando a estabilidade fonológica como pré-requisito para práticas textuais mais complexas.
A incorporação de textos sociais no processo de alfabetização deve se subordinar à fluência técnica do código alfabético, pois o uso discursivo da língua escrita demanda que o aluno possua domínio prévio das estruturas fonológicas elementares.
Sobre estratégias de mediação de leitura utilizando recursos teatrais e expressivos, é correto afirmar que:
O uso de teatro ou fantoches tem função recreativa e não contribui para a compreensão do texto ou para o desenvolvimento da leitura, tornando a leitura mais envolvente para a audiência.
Recursos como teatro de animação, teatralização dos personagens e teatro de sombras estimulam a imaginação e podem tornar a leitura mais significativa e envolvente para as crianças.
A musicalização e os elementos visuais devem ser evitados, pois desviam a atenção da criança do texto escrito e a competência leitora é sempre primordial na relação literária com as obras impressas.
Estratégias de mediação baseadas em expressividade corporal não influenciam a formação leitora, sendo recomendadas apenas como atividades extracurriculares que auxiliam no processo de aquisição da linguagem.
O teatro de sombras e a teatralização dos personagens são adequados apenas para apresentações externas e não para atividades de leitura em sala de aula, uma vez que elas separam a pessoa leitora do acesso à textualidade.
A literatura infantil é um espaço de descobertas e encantamento que estimula a imaginação, a sensibilidade e o pensamento crítico da criança. Por meio das narrativas, ela possibilita a construção da identidade, o desenvolvimento emocional e o prazer pela leitura, contribuindo para formar leitores sensíveis, criativos e conscientes do mundo ao seu redor.
Inerente a estes fundamentos, pressupõe-se que:
A literatura para a infância tem sua função social ampliada quando se orienta por critérios de representatividade e diversidade, pois sua eficácia estética e formativa depende do potencial de identificação do leitor com as personagens e das temáticas de relevância contemporânea.
O texto literário infantil atua como espaço de experimentação simbólica e linguística, em que o imaginário e o estético possibilitam à criança construir sentidos próprios sobre o mundo. Sua dimensão educativa se realiza na experiência sensível e não na intenção pedagógica, sendo o significado sempre uma abertura e não uma imposição.
A literatura infantil, por destinar-se a um público em formação, deve articular linguagem acessível e estrutura narrativa coerente, de modo que a complexidade simbólica não inviabilize a apreensão estética nem dificulte a mediação cultural promovida pelo adulto-leitor.
A literatura infantil, ao constituir-se como discurso estético, exerce sua função formadora quando a narrativa consegue integrar a fantasia ao real, oferecendo à criança representações simbólicas que favorecem a internalização de valores universais sem comprometer a liberdade interpretativa.
Em um texto sobre ecologia, a aluna Juliana, desafiada a explicar um termo que lhe era desconhecido, definiu a palavra “desmatamento” como des-matar, no sentido de tornar vivo novamente. Assim, a aluna interpretou o termo de modo análogo a “despentear” ou “desarrumar”, em vez de compreendê-lo no sentido usual que ele tem relacionado à retirada da mata ou floresta de um local.
Na perspectiva defendida por Hoffmann (2018), esse tipo de erro representa
uma falha na aprendizagem de Juliana, pois ela desconhecer o termo “desmatamento” mostra que não está acompanhando bem as discussões sobre ecologia.
uma lacuna no ensino de Juliana, pois ela deveria ter sido informada pelo professor de modo a compreender os vocábulos básicos no campo de estudo.
um ato inteligente de Juliana, pois ela buscou o estabelecimento de relações com outras palavras do seu vocabulário, o que revela seu erro como construtivo.
uma expressão estética de Juliana, pois ela recriou o termo poeticamente com a finalidade de evocar maior sensibilização para a causa.
a necessidade de se priorizar o ensino da língua portuguesa frente aos demais componentes curriculares para combater o atraso educacional no país.
Na transição entre o 2º e o 3º ano, a equipe pedagógica percebe que estudantes com bom repertório oral avançam mais rápido na leitura, enquanto outros tropeçam em palavras derivadas e flexionadas. Assinale a alternativa correta sobre fatores linguísticos e psicossociais na aquisição da leitura e da escrita.
O avanço na leitura depende principalmente do vocabulário oral, pois a criança reconhece palavras por significado e contexto, e a decodificação surgiria como habilidade posterior por exposição a textos.
A aquisição da escrita se explica pela consciência fonológica isolada, de modo que treino intenso de rimas e segmentação sonora garante progresso regular, independentemente de compreensão e de práticas sociais.
Fatores psicossociais atuam como pano de fundo discreto, pois o domínio do princípio alfabético se define por maturação individual e por exercícios de correspondência sonora ao longo do ano.
O percurso de leitura se estabiliza pela memorização visual de palavras frequentes, e dificuldades com flexões e derivações se resolvem com repetição de listas, priorizando velocidade e reconhecimento global.
O desenvolvimento envolve integração de consciência fonêmica, vocabulário, morfologia e ortografia, articulada a práticas de letramento e expectativas de sucesso, para que sentido e reflexão linguística avancem juntos.
A ampliação do repertório vocabular na pré-escola ocorre através de experiências significativas e contextualizadas com a linguagem oral e escrita. A exposição a diferentes gêneros textuais enriquece o vocabulário infantil. A prática pedagógica que mais contribui para ampliação vocabular é a leitura diária de histórias seguida de:
Cópias.
Ditados.
Conversas.
Silabação.
São consideradas estratégias de leitura e compreensão do texto:
I. Reconhecer e determinar as ideias principais.
II. Sumariar a informação.
III. Efetuar inferências sobre o texto
IV. Gerar questões sobre o texto.
V. Monitorar a compreensão (metacognição).
Estão CORRETAS:
I, II, III, IV, V.
III, IV, apenas.
I, III, IV, V, apenas.
I, II, III, apenas.
I, IV, V, apenas.
Um professor percebe que um aluno do 6º ano apresenta dificuldades persistentes na interpretação de textos e na resolução de problemas matemáticos, apesar das estratégias convencionais. A melhor abordagem para apoiar esse aluno seria:
Aplicar exercícios repetitivos até que o aluno consiga alcançar o desempenho esperado.
Utilizar estratégias diversificadas, como ensino multisensorial, acompanhamento individualizado e atividades adaptadas.
Encaminhar o aluno diretamente para um programa de recuperação, sem necessidade de adaptação pedagógica.
Manter a mesma abordagem didática, pois dificuldades de aprendizagem fazem parte do processo
No que se refere aos aspectos essenciais para desenvolvimento da fluência em leitura, analisar os itens.
I. A boa precisão leitora é resultado do pleno domínio do princípio alfabético e da competência para articular combinações de sons.
II. Prosódia diz respeito à rapidez com que a leitura é efetuada, à leitura automática do texto e que não se atenta aos pormenores do texto.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Em ambos os itens.
Em nenhum dos itens.
A prática pedagógica da língua inglesa, para ser efetiva, deve incluir elementos da cultura e da sociedade do estudante, possibilitando um aprendizado significativo.
Certo
Errado
Nos anos iniciais do ensino fundamental, aprofundam-se as experiências com a língua oral e escrita já iniciadas na família e na educação infantil.
Certo
Errado
Formar leitores proficientes é um dos principais objetivos do ensino de língua portuguesa, e uma proposta de alfabetização com vistas aos multiletramentos deve considerar o caráter multimodal dos textos e a multiplicidade de sua significação.
Certo
Errado