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O Glossário Ceale afirma que a sequência didática (SD) “corresponde a um conjunto de atividades articuladas que são planejadas com a intenção de atingir determinado objetivo didático. É organizada em torno de um gênero textual (oral ou escrito) ou de um conteúdo específico, podendo envolver diferentes componentes curriculares. (...) A escolha do modelo de sequência didática a ser utilizado está relacionada aos objetivos que o docente pretende alcançar diante das necessidades dos alunos.”
(https://www.ceale.fae.ufmg.br/)
NÃO é princípio que embasa a SD:
Valorização dos conhecimentos prévios dos alunos.
Ensino centrado na interação e na sistematização dos saberes.
Ensino propedêutico, com ênfase na avaliação somativa.
Utilização de atividades diversificadas, desafiadoras e com possibilidade de progressão.
Na obra “Documentos de identidade: uma introdução as teorias do currículo” (2010), Tomaz Tadeu da Silva aponta inúmeras questões que estão no cerne das teorias do currículo.
Tendo isso em mente e considerando o exposto pelo autor na referida obra, relacione as colunas 1 e 2 abaixo.
Coluna 1 Teorias
1. Teorias tradicionais
2. Teorias críticas
3. Teorias pós-críticas
Coluna 2 Questões
( ) Como as formas de divisão da sociedade afetam o currículo? Como a forma como o currículo processa o conhecimento e as pessoas contribui, por sua vez, para reproduzir aquela divisão? Qual conhecimento – de quem – é privilegiado no currículo? Quais grupos se beneficiam e quais grupos são prejudicados pela forma como o currículo está organizado? Como se formam resistências e oposições ao currículo oficial?
( ) Como desconstruir o texto racial do currículo, como questionar as narrativas hegemônicas de identidade que constituem o currículo? Quais são os mecanismos de construção das identidades nacionais, raciais, étnicas? Como a construção da identidade e da diferença está vinculada a relações de poder? Como a identidade dominante tornou-se a referência invisível através da qual se constroem as outras identidades como subordinadas? Quais são os mecanismos institucionais responsáveis pela manutenção da posição subordinada de certos grupos étnicos e raciais?
( ) Como o currículo está implicado na formação das masculinidades? Que conexões existem entre as formas como o currículo produz e reproduz um tipo de masculinidade e as formas de violência, controle e domínio que caracterizam o mundo social mais amplo?
( ) Por que esses conhecimentos são selecionados e não outros? Quais conhecimentos guiaram a seleção desse conhecimento particular? Quais são as relações de poder envolvidas no processo de seleção que resultou nesse conhecimento particular? Por que se atribui mais prestígio a certas disciplinas do que a outras? Por que alguns currículos são caracterizados por uma rígida separação entre as diversas disciplinas enquanto outros permitem uma maior integração?
( ) Que objetivos educacionais deve a escola procurar atingir? Que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham a probabilidade de alcançar esses propósitos? Como organizar eficientemente essas experiências educacionais? Como podemos ter certeza de que esses objetivos estão sendo alcançados? Como ensinar? Dado que temos um conhecimento a ser transmitido, qual é a melhor forma de transmiti-lo?
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
2 • 3 • 3 • 1 • 2
2 • 3 • 3 • 2 • 1
3 • 2 • 2 • 3 • 1
3 • 2 • 3 • 1 • 2
3 • 2 • 3 • 2 • 1
O currículo escolar é o caminho que o aluno deve percorrer durante sua vida estudantil. O currículo expressa um conjunto de aprendizagens valorizadas socialmente. Carrega valores e princípios, permeado por lutas e ideologias políticas, com intenções educativas, expressando as relações de poder. Com relação ao currículo, assinale a alternativa correta.
As adaptações curriculares não são necessárias para responder as necessidades de cada aluno
Os alunos devem se adaptar ao currículo e não vice-versa. As escolas, não precisam fornecer oportunidades curriculares que correspondam às crianças com capacidades e interesses distintos
Os currículos devem adaptar-se às necessidades da criança e não vice-versa. As escolas, portanto, terão de fornecer oportunidades curriculares que correspondam às crianças com capacidades e interesses distintos
As adaptações curriculares são o suficiente para um currículo de uma escola inclusiva
O currículo em uma escola inclusiva não precisa levar em conta a diversidade
De acordo com Tomaz Tadeu da Silva (2010, p. 21-22), “as teorias educacionais e pedagógicas não são, estritamente falando, teorias sobre o currículo”. Apenas no início do século XX, especificamente em 1918, publica-se “o livro que iria ser considerado o marco no estabelecimento do currículo como campo especializado de estudos”.
A proposição dessa obra era de que a escola funcionasse da mesma forma que uma empresa, que os resultados esperados fossem especificados, os métodos para alcançá-los precisos, bem como os meios de mensurar os resultados, desenhando-se um modelo claramente voltado para a economia.
Esse livro inaugural das teorias do currículo foi escrito por qual autor?
Ralph Tyler
John Dewey
John Bobbitt
Robert Mager
Frederick Taylor
Neste tipo de teoria, o currículo é entendido com algo que gera uma referência de gêneros, colocando-se a favor do reconhecimento das formas culturais dos mais diversos grupos sociais. Estas teorias posicionam-se na busca por um currículo multicultural (identidade, alteridade e diferença), currículo este que implica a capacidade de entender, respeitar e apreciar a outra cultura mesmo esta sendo a cultura diferente. São teorias baseadas nas ideias de aceitação, de prestígio e familiaridade amigável entre e com as diversas culturas existentes. Tratam-se das teorias
críticas.
tradicionais.
pós-críticas.
convencionais.
construtivistas.
Ao discutir currículo, Tomaz Tadeu da Silva (1999) entende que as teorias críticas e pós-críticas
distinguem os conteúdos tradicionais, que já não fazem mais sentido na sociedade, e os conteúdos novos, orientados para os interesses dos estudantes, que devem ser priorizados.
reorientam o currículo para a promoção da ascensão social do alunado, alinhando seus conteúdos às demandas do mercado de trabalho.
assumem o dever da escola de promover um elevado nível de cultura em tempos de propagação indiscriminada da cultura de massas e o consequente empobrecimento do repertório dos estudantes.
criticam a existência dos currículos, propondo modelos educativos libertários que independam de estruturas pré-definidas.
articulam a seleção dos saberes e conteúdos com a promoção de certas identidades, que, por sua vez, revelam relações de poder em jogo na sociedade.
Conforme Appel (2002), “sempre existe uma política do conhecimento oficial, uma política que exprime o conflito em torno daquilo que alguns veem simplesmente como descrições neutras do mundo e outros, como concepções de elite que privilegiam determinados grupos e marginalizam outros” (A política do conhecimento oficial: faz sentido a ideia de um currículo nacional?). Tal reflexão está na base
do projeto Escola sem Partido.
das teorias críticas de currículo.
do projeto Escola Nova.
das teorias tradicionais de currículo.
O currículo organiza conhecimentos, culturas, valores e artes a que todos têm direito, e deve ser analisado conforme as experiências vividas pelos estudantes, nas quais se articulam os saberes, aprendidos por eles nas comunidades em que convivem, com os conhecimentos sistematizados que a escola deve lhes oferecer.
A partir dessa reflexão acerca do conceito de currículo, pode-se afirmar que:
A construção do currículo constitui um processo de seleção que deve colocar em vantagem determinados conteúdos culturais a que os estudantes não têm acesso nas suas comunidades.
O sistema educacional confere ao currículo organização e terminalidade, razão pela qual deve se garantir sua materialização total a cada ano letivo.
As teorias críticas reconhecem a existência de poderes diversos diluídos nas relações sociais, conferindo ao currículo a função de atuar nesses processos para promover a inclusão.
É dever da escola priorizar no currículo as experiências culturais mais valorizadas, que reproduzam estruturas da vida social em suas assimetrias e desigualdades, para preparar os estudantes para o futuro.
Nas relações entre os saberes dos estudantes e os conhecimentos oferecidos pela escola, deve ficar claro o que de fato é importante para o sucesso: dominar conteúdos socialmente valorizados.
Leia o excerto abaixo:
“(...). As lutas pela autonomia profissional avançaram nas últimas décadas junto com o crescimento do movimento docente. Autonomia e autorias que se chocam não apenas com os controles gestores, mas com a rigidez do ordenamento curricular” (ARROYO, 2011, p. 34).
De acordo com os estudos de Arroyo (2011) sobre as relações entre os docentes e os ordenamentos curriculares, é possível afirmar que:
Destacam-se a sociologia crítica do currículo e a pedagogia crítico-social dos conteúdos que apontaram na direção de desvendar os vínculos entre currículo, poder e acumulação.
As diretrizes e normas, os ordenamentos e as lógicas curriculares estão mais flexíveis, contrapondo- se à normatização, segmentação, sequenciação e avaliação.
As recentes políticas de avaliação descentralizada e qualitativa se dão por desempenhos, por etapas, mensurando progressos e sequências de ensino-aprendizagem.
É esperançador observar que as novas diretrizes curriculares manifestam as tensões entre a defesa da heteronomia docente e a transformação dos ordenamentos curriculares, a organização estruturante do sistema e do trabalho docente.
Segundo estudos contemporâneos a respeito do currículo, é possível dizer que ele pode ser dividido em três grandes categorias e estas enfatizam conceitos que organizam e estruturam nossa forma de ver a realidade. Relacione as colunas 1 e 2 abaixo, a partir dessas considerações.
Coluna 1 Teorias
1. Teorias Tradicionais
2. Teorias Críticas
3. Teorias Pós-Críticas
Coluna 2 Conceitos
( ) ideologia / reprodução cultural e social / poder / classe-social / capitalismo / relações sociais de produção / conscientização / emancipação e libertação / currículo oculto / resistência
( ) identidade, alteridade, diferença / subjetividade / significação e discurso / saber-poder / representação / cultura / gênero, raça, etnia, sexualidade / multiculturalismo
( ) ensino / aprendizagem / avaliação / metodologia / didática / organização / planejamento / eficiência / objetivos
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No documento Indagações sobre o Currículo, Caderno 1, Currículo e Desenvolvimento Humano, Lima (2008) afirma que a criança, a partir da sua ação e interação com o mundo (a natureza, as pessoas, os objetos) e das práticas culturais, constitui a possibilidade de representar, mentalmente, por símbolos, o que ela experiencia, sensivelmente, no real. A essa capacidade a autora denomina como
função simbólica.
imaginação.
plasticidade cerebral.
percepção.
memória.
Na história da educação brasileira, diferentes concepções pedagógicas foram surgindo, a partir dos ideais da formação do homem para a sociedade de cada época. Dentre essas concepções, a Pedagogia Histórico-Crítica, que tem como principal representante Demerval Saviani, concebe a educação enquanto:
Uma atividade mediadora que se encontra no centro da prática social global, voltada para a transformação social e a humanização.
Uma atividade que deve priorizar os conhecimentos históricos, como instrumentos de reprodução da realidade já estabelecida.
Uma atividade de reprodução social que atua enquanto aparelho ideológico do Estado.
Uma atividade que deve valorizar as diferenças individuais através das quais o sujeito alcança a ascensão social.
Moreira e Silva Junior (2017) colocam que “o conhecimento escolar presente no currículo deve ser significativo e relevante, para que os alunos por ele se interessem e o apreendam. Questionar o conhecimento poderoso, valorizar as experiências cotidianas e as vivências dos alunos, assim como considerar as diversas culturas na escola pode ajudar a introduzir novos discursos e novas perspectivas em relação à sala de aula. Pode, talvez, favorecer aos alunos conhecer e respeitar as diferentes lutas travadas durante o processo de constituição e produção desse conhecimento. Pode, ainda, desafiar o discurso hegemônico, tornando evidente que não há um conhecimento apenas, mas diversos discursos, proferidos por diversas vozes que contribuem para essa construção”. Segundo os autores, o currículo capaz de permitir que os estudantes atribuam um novo sentido ao mundo, propondo e desenvolvendo novas ações, podendo favorecer o surgimento de mais cidadãos engajados no processo de construção de uma nova sociedade, mais justa e democrática, é aquele organizado com base no conhecimento
pluriversal.
formal.
prático.
teórico.
informal.
Atualmente, os currículos escolares, em sua maioria, abordam questões de identidade, alteridade, diferenças, subjetividade e multiculturalismo. De acordo com as teorias de currículo, essas categorias estão incluídas nas teorias:
Analise as informações seguintes:
I. Esta corrente é contrária (antagonista) aos modelos educacionais tradicionais, uma resposta direta aos excessos da vertente tradicional, constituindo-se numa concepção pedagógica que inclui inúmeras correntes que, de certa forma, ligam-se ao movimento da escola nova ou escola ativa (escolanovismo).
II. A característica principal desta escola é a sua preocupação direcionada para as questões sociais, visando possibilitar uma maior participação do povo nos processos de formação de sua própria cultura. Do ponto de vista ideológico, apresenta tendência de elaborar síntese entre o Humanismo, o Existencialismo e o Marxismo. Nesta corrente o indivíduo é visto como sujeito ativo e participante na aquisição e construção do conhecimento no contexto histórico. O indivíduo é um ser práxis, que age e reflete sobre o mundo, com o claro e firme objetivo de transformá-lo.
As informações apresentam elementos que identificam respectiva e coerentemente as correntes:
Comportamental; Tradicional.
Tradicional; Tecnicista.
Tecnicista; Humanista.
Humanista; Tradicional.
Renovadora; Sociocultural.
O autor Tomaz Tadeu da Silva (1999), no livro Documentos de identidade, uma introdução às teorias do currículo, apresenta como forma útil distinguir as diferentes teorias do currículo, o exame dos diversos conceitos que cada uma delas emprega. O autor apresenta em um quadro o resumo das grandes categorias das teorias do currículo de acordo com os conceitos que elas enfatizam.
Assinale a alternativa que apresenta os conceitos defendidos pelas Teorias Críticas:
Ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, organização, planejamento, eficiência e objetivos.
Ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e libertação, currículo oculto e resistência.
Ideologia, diferença, subjetividade, conscientização, relações sociais de produção, significação e discurso, emancipação e libertação, currículo oculto e eficiência.
Identidade, alteridade, diferença, subjetividade, conscientização, significação e discurso, saber-poder, emancipação e libertação, multiculturalismo e resistência.
A década de 60 foi de grandes transformações em diversos âmbitos, em nível mundial. Não poderia ser diferente com a Educação. Importantes movimentos sociais e culturais tiveram aí sua gênese. Não por coincidência foi também nessa década que surgiram estudos que criticavam o pensamento e a estrutura educacional tradicionais.
Os modelos tradicionais de currículo restringiam-se à atividade técnica de como fazer o currículo. As teorias críticas sobre o currículo, em contraste, começam por colocar em questão, principalmente, os pressupostos dos presentes arranjos sociais e educacionais. (Tomaz Tadeu da Silva – Adaptado)
Para as teorias críticas, o importante não é desenvolver técnicas de como fazer o currículo, mas desenvolver conceitos que nos permitam compreender:
Para Ivor Goodson, estudioso da história do currículo, é importante pesquisar como o currículo adquiriu sua forma e conteúdos atuais e como as diferentes disciplinas vieram a conformar o currículo tal como o conhecemos hoje. Sobre esse campo de estudos, assinale a alternativa correta.
É preciso interpretar o currículo como resultado de um processo evolutivo, de contínuo aperfeiçoamento sempre em direção a formas melhores e mais adequadas.
A análise histórica do currículo deve captar os pontos de continuidade e evolução do conhecimento para atribuir significado a conteúdos e disciplinas escolares.
A história do currículo nos permite compreender o processo de seleção e organização do conhecimento escolar como um processo epistemológico em que acadêmicos, cientistas e educadores determinam aquilo que melhor convém ensinar a crianças, jovens e adultos.
A história do currículo nos ajuda a ver o conhecimento corporificado no currículo não como algo fixo, mas como um artefato social e histórico, sujeito a mudanças e flutuações.
O currículo é constituído por conhecimentos válidos, comprovados cientificamente, a partir de fatores lógicos e epistemológicos.
Fernando Hernández e Montserrat Ventura, no livro A organização do currículo por projetos de trabalho, mencionam que, para Jerome Bruner, o importante no planejamento de um currículo é captar a estrutura fundamental das matérias para, depois, ir desenvolvendo-as em seus diferentes níveis de complexidade, o que permite a generalização, desperta o interesse dos alunos e reduz a perda de memória. Nesse sentido, o acúmulo linear de informação seria substituído pela busca de inter-relações entre diferentes fontes e problemas que se conectam em torno de estruturas de conhecimento. Conforme apontam os autores, esse tipo de desenvolvimento de currículo está relacionado com a ideia de
ensino híbrido.
progressão continuada.
currículo em espiral.
rotação por estação de aprendizagens.
sala de aula invertida.
Nos estudos acerca do currículo escolar, a teoria pós-crítica relaciona-se às ideias de:
Aquisição crítica do saber historicamente produzido pela sociedade.
Conhecimento relacionado à identidade e poder.