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Segundo Adélia Socorro de Simões Almeida (2010), a mediação, como estratégia judiciária de resolução de conflitos, tem ganhado importância para os Tribunais de Justiça, a partir da década de 1990, no Brasil. Isso ocorre devido a várias causas, entre as quais não se pode citar que:
o Poder Judiciário, em sua maneira tradicional de atuar, torna-se cada vez mais moroso, sobrecarregado e impessoal.
o número cada vez maior de processos impede uma aproximação dos envolvidos no conflito com o juiz, aquele que vai ouvir as demandas da parte e tomar decisões para resolvê-lo.
o grande número de disputas judiciais faz com que o juiz muitas vezes tome decisões superficiais e de fácil descumprimento, no transcurso do processo.
a mediação é de grande valia social, pois permite àqueles que argumentam melhor celebrar acordos que são vantajosos para si.
a mediação faz com que a impessoalidade jurídica seja superada, levando o mediador a se colocar de forma mais humana, conhecendo mais profundamente os problemas dos litigantes.
Após a evolução das pesquisas na área da psicologia jurídica, é possível afirmar a existência de uma personalidade criminal.
Certo
Errado
De acordo com os conceitos de Silva, Oro e Bossardi (2021), a violência doméstica pode ser configurada em quatro modalidades. Qual das alternativas abaixo NÃO é uma dessas modalidades?
Física.
Sexual.
Psicológica.
Ideológica.
Negligência.
As técnicas de intervenção psicológica preveem o trabalho do psicólogo no: “estágio de convivência que é acompanhado pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e da Juventude, com a colaboração dos profissionais de acolhimento.” (Cartilha Adoção Internacional no Estado de Minas Gerais, p. 15). A partir do exposto, assinale a alternativa incorreta levando-se em consideração a referida Cartilha.
A função da equipe interprofissional é, sobretudo, a de facilitadora diante das dificuldades de interação entre pais e filhos
A intervenção tem caráter preventivo com relação a eventuais fracassos
Para que o estágio de convivência transcorra sem graves dificuldades, é fundamental evitar qualquer interferência da família de origem
Para que a readaptação da criança ou do adolescente ocorra a um novo ambiente social e escolar, faz-se necessário o desligamento progressivo de sua rotina
O relatório técnico psicológico e/ou social, ao final do estágio de convivência, atesta o estabelecimento das relações familiares e não pode ser, em nenhum caso, acompanhado de fotografias
Quando se observa a violência transgeracional presente nos conflitos conjugais, pode-se ponderar que os papéis sexuais estereotipados, herdados das experiências de infância de cada cônjuge,
dificilmente serão modificados por fatores de proteção externa, como a rede de apoio.
poderão se modificar apenas por intervenções da Justiça que coíbam condutas violentas.
só se modificarão a partir de fatores internos do casal, como a resiliência individual.
poderão levar à naturalização da violência como forma de negociação na relação conjugal.
tenderão a mudar naturalmente à medida que a relação do casal desenvolver sua própria história.
Um psicólogo, ao entrevistar uma criança pequena particularmente resistente ao contato, como parte de uma avaliação pericial, acaba por deixar de anotar o que a criança diz ou faz e centrar sua atenção somente na relação com a criança. Tal decisão do psicólogo, segundo B. Cattani (em Hutz et al., 2020), é
pouco relevante, porque manter um rapport adequado é mais importante do que o registro das informações no contexto pericial.
incorreta, porque ele deveria, antes, inquirir a criança se o fato de ele fazer anotações a estava deixando nervosa.
acertada, porque posteriormente ele poderá indagar a mãe da criança sobre informações que lhe pareçam duvidosas.
questionável, porque ele poderia fazer anotações de forma discreta, sem prejudicar necessariamente o rapport.
recomendável, porque de modo geral fazer anotações em contextos avaliativos compromete o rapport.
Sobre o contexto do ato infracional cometido pelo adolescente, analise as informações abaixo:
I. O aumento dos problemas sociais e o avanço dos índices de atos infracionais praticado por adolescentes revelam uma necessidade de programas de prevenção à violência juvenil, precisando o adolescente ser reconhecido como um protagonista e não, como um problema.
II. Não é a pobreza, mas as condições estruturais, visíveis pela desigualdade social, pela falta de oportunidades e expectativas sociais e pelas dificuldades, que uma parcela da população tem de acessar as políticas públicas sociais e de proteção de forma efetiva.
III. Algumas práticas educativas parentais exercidas com os adolescentes, tais como a negligência, a punição inconsistente e o abuso físico, não se mostraram favoráveis ao desenvolvimento de comportamentos pró-sociais e/ou adaptativos.
IV. As relações de amizade são tanto um recurso protetivo diante de experiências negativas, uma vez que implicam apoio social ao jovem quanto se constituem em um fator de risco, quando o grupo apresenta identificação com a criminalidade e valoriza condutas antissociais (atos infracionais).
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas um item está correto.
Apenas dois itens estão corretos.
Apenas três itens estão corretos.
Quatro itens estão corretos.
Quatro itens estão incorretos.
Levando em conta os conceitos e informações utilizados por Christofari e Arpini (2020) em seu artigo “Guarda compartilhada: entendimentos, potencialidades e desafios para juízes e promotores”, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A separação conjugal configura-se como um episódio de ocorrência cada vez mais frequente na nossa sociedade.
( ) Compreende-se que a guarda conjunta é uma forma de equilibrar a participação materna e paterna na vida dos filhos após a separação conjugal dos pais.
( ) A ruptura da relação conjugal afeta de modo diferente os diversos membros da família, não existindo um padrão familiar após a separação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – F.
F – V – F.
V – V – F.
V – F – V.
V – V – V.
A Constituição Federal de 1988 prioriza a cidadania, contemplando a atuação do juiz. Analise as afirmações a seguir, levando-se em consideração a obra de Rocha (2009).
I. A sociedade espera de seus juízes, em meio a um amplo plexo de virtudes, a temperança.
II. Às escolas de magistratura, está reservado um papel fundamental: completar o processo de seleção pública dos magistrados preparando-os para o exercício da função julgadora.
III. A carreira no Ministério Público ou na Defensoria Pública, pressupõe dedicação aos estudos jurídicos e sacrifícios de horas e horas de lazer.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas
II e III apenas
II apenas
I e II apenas
I, II e III
A perícia psicológica em processos de Vara de Família, no Brasil, surgiu na década de 1980, acompanhando tendência internacional nesse sentido. A história da perícia psicológica em Varas de Família, segundo Castro (2003), é assunto ainda pouco estudado. Sobre o tema, assinale a alternativa incorreta.
As concepções iniciais da perícia psicológica estavam influenciadas pela perícia psiquiátrica no campo penal, dado que a práxis da segunda antecede o surgimento da primeira.
As concepções iniciais da perícia psicológica giravam em torno da determinação de culpados e inocentes, mas se mostraram inadequadas.
As concepções da perícia psicológica receberam questionamento por parte das tendências psicológicas em voga, na época de sua constituição.
Havia, na época da constituição da teoria sobre a perícia psicológica, dados abundantes a respeito dela.
Uma das tendências da perícia psicológica é de negação de sua validade, pelo fato da possibilidade de resolução dos problemas familiares por meio de mediação ou intervenção breve.
Quando refletimos sobre o papel da Psicologia e o acesso à Justiça e na garantia dos Direitos Humanos, podemos citar Rovinski e Cruz (2009) que afirmam: “Vale destacar os problemas e os enfrentamentos sócio-profissionais no âmbito dos direitos humanos, da violência social e intrafamiliar, das políticas públicas de atenção à infância e juventude [...]”. (ROVINSKI; CRUZ, 2009, p. 9). A esse respeito, analise as afirmativas abaixo levando em consideração os autores citados.
I. Devemos empreender esforços para discutir os domínios teóricos e melhor fundamentar a intervenção profissional dos psicólogos nas instituições jurídicas.
II. A produção científica tem-se ampliado tanto quantitativamente quanto qualitativamente para a prática nos diversos contextos jurídicos.
III. Os modelos de aprisionamento e suas implicações nos processos de reintegração social dos egressos não têm sido discutidos no âmbito sócio-profissional do psicólogo.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas
II e III apenas
I e II apenas
I, II e III
O psicólogo assistente técnico deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa, para que sejam respeitados os princípios da ampla defesa e do contraditório.
Certo
Errado
O psicólogo que estiver atuando como psicoterapeuta de parte envolvida em litígio judicial não poderá atuar como perito no caso, mas poderá ser nomeado como assistente técnico.
Certo
Errado
De acordo com Souza e Scherer (2020): “O CFP [...] não distingue, no âmbito de atuação da psicologia jurídica, o métier específico do psicólogo forense e do psicólogo judiciário.” (SOUZA; SCHERER, 2020, p. 224). Analise as afirmativas abaixo, a partir da obra dos autores.
I. A psicologia jurídica tem um campo de atuação imenso, que presta serviço a diferentes áreas do direito, como a criminal, a civil e a trabalhista.
II. Direitos Humanos e psicologia não podem se complementar enquanto áreas do saber e como práticas sociais pois não se encontram em uma mesma ontologia.
III. A partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), surgiram várias temáticas que fazem parte da vida humana, como questões relacionadas ao meio ambiente e à bioética, por exemplo.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas
I e III apenas
I e II apenas
I, II e III
A violência sexual infantil pode se apresentar na forma de assédio sexual, estupro, exploração sexual comercial, pornografia, entre outros. Trata-se de um crime previsto na legislação brasileira, com consequente violação dos direitos humanos e que fere a dignidade e a cidadania de crianças e adolescentes. A respeito dessa temática, assinale a alternativa correta.
O impacto da violência sexual está relacionado a três conjuntos de fatores: fatores extrínsecos à criança, tais como vulnerabilidade e resiliência pessoal; fatores intrínsecos, envolvendo a rede de apoio social e afetiva da vítima; e fatores relacionados com a violência sexual em si, por exemplo, duração, grau de parentesco/confiança entre vítima e agressor, reação dos cuidadores não abusivos na revelação e presença de outras formas de violência.
Devido à complexidade e à quantidade de fatores envolvidos no impacto da violência sexual para a criança, essa experiência é considerada um importante fator de risco para o desenvolvimento de psicopatologias. O transtorno depressivo é a psicopatologia mais citada como decorrente do abuso sexual, uma vez que é estimado que 50% das crianças que foram vítimas dessa forma de violência desenvolvem sintomas.
As instituições que prestam assistência às vítimas de violência sexual geram, às vezes, o chamado maltrato institucional, o qual engloba as situações de omissão ou fatores como: escassez de pessoal, sobrecarga de trabalho e falta de apoio psicológico, que interferem, de maneira importante, no resultado do tratamento.
O abuso sexual infanto-juvenil possui diversas conotações, porém, na maioria das vezes, o agressor é desconhecido, o que torna a violência contra a criança e o adolescente abusados ainda maior.
As principais vítimas de violência nas comunidades indígenas são os homens e meninos. Os dados mostram que 1 em cada 3 indígenas homem e menino será estuprado ao longo da vida.
De acordo com a psicologia forense, um indivíduo de boa formação moral e de bons princípios pode ter seu equilíbrio rompido e cometer uma infração penal por reação. Dessa forma, é importante verificar a dinâmica do ato criminoso com a adição de fatores primários, que
estão relacionados à personalidade; e de secundários, que são fatores solicitantes.
são responsáveis pela conduta criminosa; e de secundários, que estão relacionados à personalidade.
estão relacionados à influência do meio social; e de secundários, que ocorrem em razão de um trauma de infância.
são exógenos; e de secundários, que são endógenos.
são fatores solicitantes; e de secundários, quando o indivíduo presencia algum tipo de violência.
Segundo Morgado (in GONÇALVES e BRANDÃO, 2004): “A violência doméstica contra a mulher não é recente. Trata-se de um fenômeno antigo, presente em todas as classes sociais e em todas as sociedades, das mais desenvolvidas às mais vulneráveis economicamente.” (GONÇALVES; BRANDÃO, 2004, p. 309). A partir do autor citado, analise as afirmativas abaixo.
I. A violência doméstica contra a mulher é um fenômeno social grave, que traz inúmeras consequências físicas e psicológicas para as vítimas.
II. É rotineira e de longa duração, frequentemente muito tempo se passa até que a mulher denuncie.
III. Desenvolve-se um processo que alguns autores qualificam de “escalada da violência”, onde se mesclam atos de violência emocional, física e sexual.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas
II e III apenas
I e II apenas
I, II e III
Juliana viveu relação conjugal tóxica com Antônio, em que ele manipulou a parceira, criando inseguranças e medos por meio de omissão, distorção e criação de informações. Dessa forma, Antônio conseguia se engrandecer e se livrar de situações desfavoráveis a ele. No decorrer do relacionamento, Juliana desenvolveu ansiedade e baixa autoestima.
A violência praticada por Antônio ao longo do relacionamento foi:
síndrome de Münchausen;
gaslighting;
síndrome de Burnout;
síndrome de Waterhouse-Friderichsen;
simulação consciente.
A mediação de conflitos refere-se
à resolução processual e judicial de conflitos.
ao instituto jurídico de direito penal.
ao processo jurídico específico do divórcio litigioso.
ao procedimento voluntário de solução de conflitos por meio do diálogo entre as partes.
A mediação de conflitos, apesar de ser uma prática antiga, foi regulamentada no Brasil a partir da Lei nº 13.140 de 2015 (Lei da Mediação), que regulou efetivamente a prática na administração pública.
De acordo com essa Lei, podemos afirmar, EXCETO:
“A mediação deverá ser orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade do mediador, heterogeneidade entre as partes, moralidade, informalidade, autonomia da vontade das partes, busca de consenso, boa fé e confidencialidade”.
“A requerimento das partes ou do mediador, e com anuência daquelas, poderão ser admitidos outros mediadores para funcionarem no mesmo procedimento, quando isso for recomendável em razão da natureza e da complexidade do conflito”.
“As partes poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos”.
“Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia”.