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De acordo com Cavalcanti et al (2009). a teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard é uma teoria contingencial cujo foco está voltado para os seguidores. Segundo essa teoria. a liderança bem-sucedida só será alcançada por meio da seleção de um estilo de liderança adequado, que depende do nível de preparo ou maturidade dos seguidores. Assim, se um subordinado apresenta um nível de maturidade moderada para alta. ou seja. possui capacidade para realizar a tarefa, mas não está disposto nem motivado a fazer o que o Iíder quer é correto afirmar que o líder deve:
delegar responsabilidade a ele e permitir considerável autonomia para que possa decidir como o trabalho deve ser feito (delegar).
se concentrar no comportamento orientado para a tarefa e ser bastante diretivo ao determinar o papel do subordinado e estabelecer objetivos, padrões e procedimentos (determinar).
dar suporte e consultar o subordinado na tomada de decisão, utilizando um estilo participativo. de apoio e não diretivo (compartilhar).
dar total suporte e direcionar detalhadamente o trabalho do subordinado (envolver).
adotar um comportamento diretivo, mas ao mesmo tempo deve oferecer apoio (persuadir).
A cultura organizacional direciona o clima e o estado de ânimo do corpo funcional de uma organização, uma vez que cada empresa tem uma identidade própria, o que torna um ambiente especial ou extremamente difícil para se trabalhar. De acordo com Chiavenato (1999), a cultura refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Ela representa as percepções dos dirigentes e funcionários e reflete no modo de ser da organização. Sobre Cultura organizacional marque a alternativa INCORRETA.
É construída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas da organização.
Constitui um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e dos mesmos modos de agir.
Serve de elo entre o presente e o passado e contribui para a permanência e a coesão da organização.
Envolve as normas ou regras partilhadas pelos grupos e seus comportamentos nos momentos formais da organização.
Envolve o cotidiano do comportamento observável, como as pessoas interagem, a linguagem e os gestos utilizados, os rituais, as rotinas e procedimentos comuns.
O Burnout, segundo Maslach e Jackson (1986), é definido como uma síndrome multidimensional constituída por exaustão emocional, desumanização e reduzida realização pessoal no trabalho. O Burnout é a maneira encontrada de enfrentar, mesmo que de forma inadequada, a cronificação do estresse ocupacional. Sobrevém quando falham outras estratégias para lidar com o estresse. Sobre a síndrome marque a alternativa INCORRETA.
De forma geral, toda e qualquer atividade pode vir a desencadear um processo de Burnout, no entanto, algumas profissões têm sido apontadas como mais predispostas por características peculiares das mesmas, tais como médicos, professores, policiais, enfermeiros, entre outros.
A síndrome de Burnout traz consequências nocivas apenas para o indivíduo que a padece.
As ocupações, cujas atividades estão dirigidas a pessoas e que envolvem contato muito próximo, preferentemente de cunho emocional, são tidas como de maior risco ao Burnout.
As causas do Burnout são multifatoriais envolvendo a confluência de características pessoais, do tipo de atividade realizada e de variáveis oriundas da instituição onde o trabalho é realizado.
Dependendo da intensidade e do tempo de duração deste estado, o indivíduo pode vir a sofrer consequências graves tanto em nível físico, como psicológico, caso não possa restaurar o contexto anterior ou desenvolver mecanismos adaptativos que lhe permitam restabelecer o equilíbrio perdido.
A motivação para o trabalho é um fenômeno complexo; não se pode analisar sem levar em consideração o conjunto de situações, ou melhor, o indivíduo. Sabendo que a motivação está diretamente relacionada à teoria das necessidades de Maslow, observe as assertivas que seguem e identifique a alternativa que contém a resposta correta em relação às necessidades alocadas na pirâmide descrita pelo autor.
I. FISIOLÓGICAS, correspondem à sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie.
II. SEGURANÇA, constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.
III. SOCIAIS, afeto, necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.
IV. STATUS e ESTIMA, envolvem a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia.
V. AUTO-REALIZAÇÃO, significa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente.
São VERDADEIRAS:
I, II, III, IV
II, III, IV, V
I, III, IV, V
I, II, IV, V
I, II, III, IV, V
A grande área da Psicologia Organizacional e do Trabalho condensa uma diversidade teórica e epistemológica bastante extensa e complexa. Tratase da segunda maior área de atuação da Psicologia no Brasil. As atividades do psicólogo do trabalho e das organizações são realizadas, principalmente, em grupos multidisciplinares, quando os profissionais estão no terceiro setor ou no setor público. No setor privado, elas geralmente são realizadas em grupos ou individualmente. Sobre esse campo da Psicologia é incorreto afirmar:
O termo Psicologia Organizacional e do Trabalho objetiva contemplar a atual diversidade da área, de modo a propor a existência de dois grandes eixos de fenômenos que envolvem aspectos psicossociais: as organizações, como ferramenta social formadora de coletivos humanos, e o trabalho, como atividade básica do ser humano, reprodutora de sua própria existência e da sociedade.
As atribuições do psicólogo nesse campo de práticas estão divididas entre a aplicação de testes psicológicos e psicodiagnósticos, avaliação de desempenho, diagnóstico organizacional, seguidos de atividades relacionadas à gestão, análise de função ou ocupacional e recrutamento e seleção.
Em 1984, Wanderley Codo mostrou que o psicólogo dedicado a atuar no mundo do trabalho era considerado por muitos dos demais profissionais da Psicologia como uma espécie de “lobo mau” da profissão, estigma que perdura, em parte, até os dias atuais.
A hegemonia de concepções que compreendem a relação ser humano/trabalho de forma linear e adaptacionista e o tecnicismo resultante dessas concepções parecem levar os profissionais a privilegiar a adoção de modismos, em detrimento da busca de mudanças que envolvam também alterações no comprometimento político e social dos profissionais.
Apesar de fazer parte de uma única grande área, a Psicologia Organizacional e do Trabalho pode ser dividida em vários seguimentos distintos, no entanto, a sua visão de homem e a sua crença sobre o papel que o psicólogo desempenha na instituição se mantêm as mesmas, independente da área de atuação.