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O grupo focal é bastante conhecido como instrumento de pesquisa, mas também pode ser utilizado no diagnóstico situacional, pois é um tipo de dinâmica:
que focaliza discussões sobre um determinado tema, a partir de um conjunto de perguntas ou a partir de uma pergunta-chave proposta pelo facilitador.
corporal que utiliza linguagem não verbal, permitindo que conteúdos que seriam censurados sejam expressados espontaneamente.
que trabalha com o princípio da associação livre, o que permite o acesso a lembranças e insights que contribuem para a compreensão dos fenômenos sociais.
coordenada pelos próprios participantes que elegem um tema que será o foco da discussão junto à equipe técnica.
“[Na sociedade atual] não somente as celas, muros e grades se fazem cada vez mais presentes, aliando-se a vigilâncias eletrônicas e tecnologias avançadas de informática de última geração, mas principalmente, fortalecem o que chamamos de processos de subjetivação, ou seja, modos de viver e de existir. (...) O apelo à lei, à ordem e à repressão tem sido saudado entusiasticamente pelas elites e demais segmentos de nossa sociedade. A produção incessante do medo, da insegurança, do terror, unidos ao mito de que vivemos em uma guerra civil, fortalece a ilusão de que, para nossa segurança, tornam-se necessárias tais medidas.” (COIMBRA, Cecília M. B. Modalidades de aprisionamento: processos de subjetivação contemporâneos e poder punitivo. In BATISTA, Vera M. & ABRAMOVAY, Pedro. Depois do grande encarceramento. Rio de Janeiro: Revan, 2010). Segundo Giorgio Agamben, vivemos atualmente sob a égide do Estado:
penal;
de exceção;
policial;
do bem estar social;
disciplinar.
Ao pensar a ferramenta “análise de implicações”, Lourau se refere
a um princípio equivalente à contratransferência freudiana, que permite conhecer o funcionamento dos grupos sujeitos e dos grupos submetidos frente aos confrontos e alianças institucionais.
ao engajamento e participação político-institucional, ferramentas fundamentais à emergência da transversalidade.
ao reconhecimento da objetividade e neutralidade técnicas do pesquisador, atravessadas pela dimensão da enunciação coletiva.
às análises transferenciais dos que fazem parte da intervenção, dos atravessamentos e produções socioculturais, políticas e econômicas dos estabelecimentos e sujeitos que deles participam.
à valorização do sobretrabalho e do ativismo da prática que buscam beneficiar os indivíduos atendidos nas instituições.
As observações de psicólogos sociais sobre a maneira como imputamos causas a comportamentos formam a base da teoria da
contribuição.
proposição.
formulação.
atribuição.
relevância.
No campo da pesquisa em representações sociais, é preciso manter em perspectiva a pluralidade que constitui os processos representacionais, pluralidade esta que implica o reconhecimento, na estruturação do processo investigativo, de uma série de categorias sem as quais não se pode entender o sentido pleno das representações sociais, sendo necessário estabelecer quem é
o protagonista do conflito; quando ele age agressivamente; a partir de que lugar encontra apoio; o objetivo deste estilo comunicacional.
o autor do ato conclusivo; quando age; a partir de que lugar age; o objetivo desta ação.
o sujeito do trabalho representacional; quando o sujeito sabe; a partir de que lugar o sujeito sabe; o objetivo do sujeito que sabe.
a vítima; quando ela age deste lugar; a partir de que lugar clama por cuidado; o objetivo desta posição no grupo.
o líder do grupo; quando ele atua; a partir de que lugar ele se organiza; o objetivo desta liderança.
O conceito de coletivo tem sido frequentemente utilizado, seja no âmbito da psicologia, seja no âmbito da sociologia, para designar uma dimensão da realidade que se opõe a uma dimensão individual. Entendido desta maneira, o coletivo se confunde com o social, sendo representado através de categorias como Estado, Família, Igreja, Comunidades, Povo, Nação, Massa ou Classe e investigado no que diz respeito à dinâmica de interações individuais ou grupais (Escóssia & Kastrup, 2005. Nesse sentido, pode-se afirmar que:
Este modo de apreensão do coletivo/social deriva de uma abordagem dicotômica da realidade característica das ciências modernas, cujo efeito, dentre os mais visíveis, é a junção dos objetos e dos saberes.
O principal traço de semelhança do indivíduo moderno é a relação de oposição que este mantém com a sociedade.
O coletivo não pode ser entendido como rede social, mesmo que se garanta o princípio da heterogeneidade do social, assim como de toda e qualquer entidade, seja ela um indivíduo, uma comunidade, um texto ou um objeto técnico.
A noção de sociedade como reunião de indivíduos é totalmente aceita, uma vez que esta é composta não apenas de indivíduos, mas de uma infinidade de materiais heterogêneos.
Toda entidade é uma rede, e todas as entidades são coextensivas e indiscerníveis das redes de que participam.
O sujeito e o mundo são produtos da invenção, o que nos leva a afirmar que não há um sujeito nem um mundo já dados para os quais nos dirigimos ao pesquisar. O que estamos dizendo é que o importante é pensar a potência autopoiética do processo de conhecimento, potência de coengendramento recíproco e indissociável de si e do mundo (Barros; Lucero, 2005). Nesse sentido, analise as seguintes assertivas.
I. Alinhando-nos a esse pensamento, podemos considerar que pesquisar significa começar sempre pelo fim, o que significa começar pelo processo que constrói a realidade, pela ação de conhecer e pelos inventos.
II. Pesquisar, nesse sentido, é partir do princípio de que as formas visíveis existentes na realidade resultam da intervenção de vetores heterogêneos – como os tecnológicos, econômicos, políticos, etc. –, que podem ser desfeitos.
III. A realidade é movente e, portanto, o princípio metodológico que vai orientar o processo investigativo deve detectar forças tendenciais, direções e movimentos que escapem ao plano das formas constituídas.
Quais estão corretas?
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
A percepção social está entre os principais conceitos da Psicologia Social, que ao estudar a interação social, aponta que a percepção do outro é uma forma de comunicação que depende da atribuição de significado à situação
futura.
comparada.
vivida.
escolhida.
imaginada.
Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças, sentimentos e tendências
biológicas.
comportamentais.
patológicas.
fantasistas.
pseudopráticas.
As pesquisas desenvolvidas por psicólogos sociais em meados do século XX iluminaram aspectos até então pouco explorados sobre o comportamento humano quando em interação com outros indivíduos ou em grupo. Os estudos desenvolvidos pelo psicólogo Stanley Milgram em Yale são ainda muito atuais frente às questões éticas vivenciadas na contemporaneidade. Sua pesquisa mais conhecida é sobre:
ética organizacional;
conflitos inter-geracionais;
relações conjugais;
aprendizado escolar;
obediência à autoridade.
Kurt Lewin considerava sua proposta como uma teoria de campo, desenvolvendo uma perspectiva teórico-empirista. Esse autor compreendia o espaço vital como:
um campo psicológico que inclui a totalidade de fatos que determinam o comportamento (C) de um indivíduo em dado momento, incluindo a pessoa (P) e o ambiente (A);
um campo psicológico dirigido ao aprendizado comportamental associado ao condicionamento operante;
um campo psicológico articulado a estruturas filogenéticas que visa ao desenvolvimento sexual de um indivíduo(I), incluindo as variáveis ambientais (A) que incidem nesse processo;
um campo psicológico e linguístico fundamental para a aquisição e desenvolvimento de habilidades cognitivas;
um campo psicológico previsível e controlado envolvendo estímulos e reações em processos comportamentais e mentais.
O processo por meio do qual o indivíduo torna-se membro de um determinado conjunto social, aprendendo seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento, apropriando-se do conjunto de conhecimentos já sistematizados e acumulados por esse conjunto é denominado pela Psicologia Social de
politização.
institucionalização.
democratização.
identificação.
socialização.
“Ao mesmo tempo que produz desterritorialização contínua e enuncia – tenha criatividade, seja múltiplo, mude sempre, produz subjetivação serializada que encarcera a força de criação sobrecodificando-a nos limites das demandas do mercado de consumo” (NEVES, 2004). Esse tipo de poder, que foi descrito por Foucault, opera ao “ar livre” e, por modulação contínua, produz um determinado tipo de sociedade. Como se denomina essa sociedade?
Sociedade de Controle.
Sociedade Disciplinar.
Sociedade Consumista.
Sociedade Autoritária.
Sociedade Descentralizada.
Segundo Sennet (2006, p. 12), “a revolução tecnológica da última geração tem florescido, sobretudo nas instituições menos presas a formas centralizadas de controle. Esse crescimento certamente tem um preço alto: desigualdades econômicas cada vez maiores e instabilidade social”. Esse argumento está presente nas análises da Psicologia Social Crítica do Trabalho e é correto afirmar que
as mudanças tecnológicas pouco interferiram no cotidiano dos trabalhadores.
as desigualdades sociais influenciam positivamente e minimizam o sofrimento psíquico no mundo do trabalho.
estamos frente a novas formas de sofrimento psíquico relacionadas a revolução tecnológica no mundo do trabalho.
a revolução tecnológica pouco influencia nas desigualdades sociais e instabilidade sociais.
momentos de instabilidade social em um país impedem a evolução da revolução tecnológica.
Em seus diversos livros que retratam a contemporaneidade, Bauman destaca uma economia própria das sociedades em geral que se distingue da chamada sociedade de produtores, cujas condições necessárias à vida eram a segurança, o planejamento a longo prazo, a acumulação, entre outras. A economia das sociedades contemporâneas está centrada fundamentalmente
no narcisismo.
na satisfação sem limites.
no capitalismo.
no consumismo.
na sexualidade.
Em interessante análise sobre o consumo no momento atual, Jurandir Freire Costa considera: “a questão do comprismo não é saber se os objetos distorcem ou não a vida emocional, mas como participam na gestão, manutenção e reprodução de nossos ideais de eu.” (COSTA, Jurandir Freire. Declínio do comprador, ascensão do consumidor. In COSTA, Jurandir Freire. O vestígio e a aura. Rio de Janeiro: Garamond, 2004).
Nesse contexto, para o autor, a apropriação emocional dos objetos vem sendo condicionada por três eventos socioculturais:
a mudança na natureza do trabalho, as novas percepções das imagens do corpo e o enfraquecimento moral da autoridade;
a transnacionalização do capital, a radical reconfiguração dos ideais do eu e o declínio abissal da figura paterna;
a multiplicação dos comportamentos compulsivos, a derrocada da autoridade paterna e o aumento da delinquência;
o aumento do uso de drogas lícitas e ilícitas, o retraimento da consciência moral e o enfraquecimento da representação paterna;
a fragilização dos Estados Nacionais, a globalização econômica e a exacerbação do individualismo e do narcisismo hedonista.
A socialização que corresponde à interiorização de “submundos” institucionais ou baseados em instituições, sendo que a extensão e caráter destes são, portanto, determinados pela complexidade da divisão do trabalho e a concomitante distribuição social do conhecimento, é denominada socialização
básica.
primária.
primeva.
secundária.
terciária.
Em relação à influência do grupo sobre o comportamento individual, aspectos tais como ilusão de invulnerabilidade e unanimidade, racionalização grupal, visão estereotipada do oponente, pressão pelo conformismo e a autocensura são alguns indicativos de que há
polarização de grupo.
pensamento de grupo.
desindividualização.
facilitação social.
Facilitação social, desindividualização e vadiagem social são alguns fenômenos que sinalizam a influência do grupo sobre o comportamento individual. A vadiagem social corresponde a
fazermos melhor algo por estarmos na presença de outros (efeito torcida).
“pegar carona” no esforço do grupo (se dedicar menos, já que não há como identificar quem investiu mais ou menos esforços).
agir de forma diferente por estar na presença de outros (estimulação grupal e responsabilidade difusa se combinam e as inibições usuais diminuem).
compartilhar racionalizações e estereótipos em relação a outros grupos dos quais não se é membro (nós versus os outros).
É uma forma de conhecimento do mundo construída no cotidiano que permite dar sentido aos fatos novos ou desconhecidos, formando um saber compartilhado, geral e funcional para as pessoas. Essa ideia refere-se ao conceito de
representação social.
ideologia.
representação coletiva.
identidade social.