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Os estudos sobre influência social indicam que algumas estratégias podem ser utilizadas para propiciar certa resistência à persuasão. Dentre as possibilidades, tem-se a reactância, que corresponde
à apresentação de argumentos emocionais em detrimento dos racionais.
a pequenas doses de informação que “vacinam” o alvo.
ao preparo através de informações prévias.
ao bombardeio de informações que levam à saturação.
Os inúmeros estudos sobre as atitudes ajudaram a consolidar a psicologia social, principalmente na sociedade americana. Ao relacionar atitude e comportamento, é correto afirmar:
Por se tratar de uma organização duradoura de crenças e afetos, as atitudes predispõem à ação.
O comportamento depende dos afetos do sujeito independentemente das crenças e das cognições.
A atitude usual de um sujeito em relação a determinado objeto permite prever com precisão seu comportamento.
O comportamento muda, mas as atitudes em relação aos objetos sociais são imutáveis.
A emergência das primeiras escolas de Serviço Social brasileiras, na década de 1930, conjugava as seguintes influências principais e correlacionadas:
Psicologia do Ego norte-americana; estudo clínico de casos
Organização Médicos Sem Fronteiras; ideário marxista
Psiquiatria Social europeia; técnica das visitas sociais
Ideologia Social-Democrata; sindicalismo de base
Movimento de Higiene Mental; doutrina católica
Sarti (1996) aponta que, na família pobre, as relações entre seus membros seguem um padrão tradicional de autoridade, e é uma questão de ordem moral a subordinação dos projetos individuais aos familiares e a insistência na hierarquia.
(SZYMANSKI, Heloisa. Cortez, nº 71, 2002.)
É um fator definidor do modo de relacionamento interpessoal nas famílias:
a estrutura familiar
o nível educacional de seus membros
a expectativa de vida dos mais velhos
a classe social
a tolerância dos pais
A Escola de Frankfurt sintetizou sua crítica à exploração e vulgarização do homem pelos meios de comunicação de massa com o conceito de:
ideologia comunicacional
sociedade espetáculo
indústria cultural
contágio social
era midiática
Segundo Cotrim (2002), o "[ ... ] vasto conjunto de concepções geralmente aceitas como verdadeiras em determinado meio social recebe o nome de":
COTRIM. Gilberto. Fundamentos da filosofia: história e grandes temas. 15. ed. São Paulo : Saraiva, 2002. |
Ciência.
Senso comum.
Variáveis dependentes.
Variáveis independentes.
Pensamento científico.
Em seu clássico Estigma – Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada, Erving Goffman considerou que o termo estigma é usado em referência a um atributo profundamente depreciativo, mas o que é preciso, na realidade, é uma linguagem de relações e não de atributos. Sobre o tema tratado pelo autor, é INCORRETO afirmar que
um dos tipos de estigma está ligado às abominações do corpo.
por definição, acreditamos que alguém com um estigma não seja completamente humano.
os estigmas tribais de raça, nação e religião não são transmitidos através de linhagem.
há estigmas ligados às culpas de caráter individual, percebidas como vontade fraca, paixões tirânicas ou não naturais.
No contexto de grupo, conformidade significa mudança de comportamento em função da influência social.
Certo
Errado
Baremblitt (1994), ao citar Barbier (1985): "...engajamento pessoal e coletivo do pesquisador em e por sua práxis científica, em função de sua história familiar e libidinal, de suas posições passadas e atual nas relações de produção e de classe, e de seu projeto sócio-político em ato, de tal modo que o investimento que resulte inevitavelmente de tudo isso seja parte integrante e dinâmica de toda atividade de conhecimento." (p. 120), refere-se ao conceito de
“Nossa tese: o grupo, bem como o indivíduo e a sociedade, tem funcionado em um mesmo registro – um modo que é, ao mesmo tempo, totalizante e individualizante” (Barros, 2007:322).
Deste modo:
I. O grupo – definido como um todo – está aprisionado no mesmo modelo uno que a díade indivíduo/ sociedade há séculos produz.
II. Modo-indivíduo constituiu-se, históricamente, como o modo de subjetividade dominante.
III. O grupo é formulado e tornado instituição, passando a instaurar campos de real, bem como monopólios de legitimidade e redes de especialistas para geri-lo.
Pode-se afirmar que APENAS a(s) proposição(ões)
Para a psicologia social, a subjetividade acontece a partir das relações sociais, o que torna o homem um ser que existe no espaço social. Com relação ao conceito de interação podemos então afirmar que estão corretas:
I. ação entre duas pessoas que partilham um significado.
II. encontros, conversas, comportamentos e ações que acontecem entre as pessoas durante um longo tempo e que envolvem intimidade e compromisso.
III. processo de trocas sociais que tem como características conteúdo, qualidade e padrões.
IV. comportamento dirigido a uma pessoa que dá origem, a outro comportamento diferente como resposta da outra pessoa.
I e II
II e III
I e IV
III e IV
I e III
Normas sociais referem-se às regras de conduta compartilhadas pelos membros de um grupo social e exercem pouca influência sobre o comportamento humano, devido ao alto grau de individualismo da sociedade contemporânea.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que melhor descreve a noção de subjetividade, tal qual apresentada por Guattari e Rolnik (1996) em Micropolíticas: Cartografias do Desejo.
Conjunto de características psicológicas que determinam a individualidade pessoal e social.
Produção de modos de existência industrialmente fabricada, modelada, recebida, consumida.
Conceito dinâmico que descreve o crescimento e o desenvolvimento de todo sistema psicológico de um indivíduo.
Organização dinâmica interna daqueles sistemas psicológicos do indivíduo que determinam o seu ajuste individual ao ambiente.
De La Taille indica que o emprego da imagem de Che Guevara para vender um produto de limpeza só foi feita em razão de a propaganda ter promovido uma
banalização desse personagem histórico.
globalização de sua imagem pictórica.
centralização histórica de seus feitos.
descontextualização histórica de sua imagem.
abstração dos aspectos negativos de sua história.
Assinale o item que melhor descreve a CULPABILIZAÇÃO como uma das funções da subjetividade capitalística (Guattari e Rolnik, 1996).
Característica que identifica qualquer processo com quadros de referências imaginários, propiciando diversas formas de manipulação, através de sistemas de hierarquia inconsciente, sistemas de escala de valor e sistemas de disciplinarização.
Individualização das questões e a despolitização do social perante a institucionalização de subjetividades individualizadas. Aqui, qualquer ato que contrarie a ordem vigente é interpretado como revolta individual contra um direito particular, trazendo como consequência o afastamento dos espaços públicos e a delegação da resolução dos problemas sociais e políticos para o poder estatal.
Destituição dos saberes locais em nome de regimes de verdade constituídos por relações de poder. Aqui, os saberes destituídos são sepultados, desqualificados, mascarados em coerências funcionais ou em sistematizações formais. São os saberes das pessoas que são dominados por regimes de verdade que se pretendem universais e objetivos, que serão interpretados e pronunciados pelos “especialistas”.
Responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. No sentido subjetivo, a culpa é um sentimento que se apresenta à consciência quando o sujeito avalia seus atos de forma negativa, sentindo-se responsável por falhas, erros e imperfeições.
As categorias de grupo-sujeito e de grupos-sujeitados apresentados por Renè Lourau, tem como características, respectivamente:
Está sempre centrado em si e vive ruptura de estereótipos.
Nega processos de imposição e se orienta pela autogestão.
Submetido a condições históricas e prima pela abstração grupal.
Menor resistência à autocrítica e muita dificuldade para a mudança.
Reproduz dominação da sociedade em que vive e busca relações democráticas.
Se existe hoje uma "crise" no que diz respeito aos limites, ela pode ser caracterizada, segundo De La Taille, como decorrente ora da falta de limites, ora de seu excesso. Na verdade, segundo o autor, tanto a falta quanto o excesso de limites podem ser entendidos como fenômenos
conclusivos.
recíprocos.
complementares
idênticos.
esmagadores.
São considerações de Batista (2003), em O Medo na Cidade do de Janeiro: Dois Tempos de uma História, EXCETO:
Dentre as inseguranças e incertezas do capitalismo tardio, o medo tem sido o condutor das subjetividades e um poderoso aliado dos dispositivos de controle social.
No Brasil, a difusão do medo do caos e da desordem tem servido, historicamente, para detonar estratégias de neutralização e disciplinamento do povo brasileiro.
O escravo era coisa perante a totalidade do ordenamento jurídico (seu sequestro correspondia a um furto), bem como perante o direito penal.
O escravo, nesta conjuntura, se transforma em obstáculo à higiene e à “criação de uma família brasileira sadia”, seja pelas “patologias introduzidas”, pela amamentação, pela degradação dos costumes, pela prostituição ou pela moral.
Em Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle, o filósofo Gilles Deleuze (1992) indicava alguns aspectos que poderiam distinguir uma sociedade disciplinar de uma sociedade de controle.
Sobre este tema, marque a assertiva correta.
A sociedade disciplinar seria marcada pela interpenetração dos espaços, por sua suposta ausência de limites definidos e pela instauração de um tempo contínuo, no qual os indivíduos estariam sempre enredados numa espécie de formação permanente, de dívida impagável, prisioneiros em campo aberto.
As sociedades de controle possuem dois polos: a assinatura, que indica o indivíduo, e o número de matrícula, que indica sua posição numa massa.
Nas sociedades disciplinares, “o essencial não seria mais a assinatura nem um número, mas uma cifra: a cifra é uma senha (...) A linguagem (...) é feita de cifras, que marcam o acesso ou a recusa a uma informação”. (Deleuze, 1992 ; 222)
Na sociedade disciplinar teríamos uma organização vertical e hierárquica das informações. O poder, hoje, seria cada vez mais ilocalizável, porque disseminado entre os nós das redes. Deste modo, na sociedade de controle, a ação não seria mais vertical, como anteriormente, mas horizontal e impessoal.
Mello (1998) propõe que o ensino de Ciências Humanas desenvolva a compreensão do significado de
arte, subjetividade e objetividade.
racionalismo, irracionalismo e sensibilidade.
justiça, legalidade e amoralidade.
moral, ética e cidadania.
identidade, sociedade e cultura.