Questões de Concurso sobre Representações Sociais, Atitudes, Comportamento, Estereótipos e Preconceitos

 
 
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São analisadores da sociedade de controle, de acordo com Deleuze (1992), EXCETO:


A

No regime das prisões: a busca de penas alternativas.


B

No regime das escolas: a avaliação contínua.


C

No regime dos hospitais: a nova medicina "sem médico nem doente", ou a “medicalização da vida”.


D
No regime da empresa: a forma-fábrica.

Barros (2007), ao tomar o grupo como um dispositivo, refere-se a entender o grupo como


A

um objeto que possui natureza agregadora e que possibilita, portanto, o processo de análise.


B

máquina aberta a conexões individuais que possibilitam analisar as instâncias indivíduo, grupo e sociedade.


C

possibilidade de disparar acontecimentos que, ao irromperem, desmancham territórios cristalizados e datados.


D

estratégia de promover processos contínuos de triagem e, deste modo, organizar a demanda institucional.

Em nossa sociedade contemporânea, a violência se manifesta de variadas maneiras e em diferentes ambientes. Nessa perspectiva, é correto afirmar sobre a violência, EXCETO que:


A

A primeira violência seria a negação do afeto para a criança.


B

A escola é violenta ao usar seu poder sobre crianças e jovens para impedi-los de pensar.


C

A rua, como espaço social do encontro, torna-se espaço da insegurança, da violência.


D

O abuso no uso de drogas deve ser entendido como um processo de autodestruição do indivíduo.


E

A organização social pouco ou nada determina sobre os comportamentos agressivos.

Informe se é falso (F) ou verdadeiro (V) o que se afirma abaixo e, a seguir, assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) A violência institucional se manifesta de diferentes formas (física, psicológica e/ou sexual) e se caracteriza por estar associada às condições específicas dos locais onde ocorre, como instituições de saúde, escolas e abrigos.

( ) A negligência é um tipo de relação entre adultos e crianças ou adolescentes baseada na omissão, na rejeição, no descaso, na indiferença, no descompromisso, no desinteresse e na negação da existência.

( ) A carência de pessoal e de equipamentos, as filas de espera, a falta de material, os horários inadequados de atendimento, a ausência de profissionais no trabalho e outras questões que conduzem ao não atendimento, ao atendimento precário e ao desrespeito dos direitos dos usuários não podem ser consideradas como manifestações da violência institucional, uma vez que o Estado tem se ocupado dessas questões.

( ) Em nível institucional, há um tipo de violência que é a negligência profissional. Sua manifestação caracteriza-se pelo desprezo (por desinteresse, despreparo ou incompetência) pelas outras formas de violência e de violação de direitos de crianças e adolescentes, ignorando os sinais de risco e a existência de processos violentos em curso que poderão levar a violências mais graves (como a sexual, por exemplo) ou até mesmo à morte.

( ) É importante destacar que a negligência é o “primeiro estágio” e também “o fio da meada” das diferentes formas de violência praticadas contra crianças e adolescentes. Quando são protegidos, cuidados, amados e respeitados eles dificilmente serão expostos a alguma forma de violência. Assim, a negligência é considerada de exclusiva responsabilidade das mães.



A

V – V – F – V – F.


B

V – V – V – F – F.


C

F – F – V – F – V.


D

F – F – F – V – V.


E

V – V – F – F – V.

Vera Malaguti Batista enfoca em O Medo na Cidade do Rio de Janeiro: Dois Tempos de uma História a difusão do medo do caos e da desordem para neutralizar e disciplinar as massas empobrecidas, a partir da hegemonia conservadora.

Desse modo:

I. Para entender as bases do medo contemporâneo, a autora analisa os discursos sobre a segurança na conjuntura de pânico no Rio de Janeiro na década de 90 do século XX, paralelo ao estudo dos medos cariocas do século XIX, ao retratar a repercussão no Rio de Janeiro da revolta muçulmana escrava conhecida como a revolta dos Malês.

II. A autora reforça a ideia de que a Igreja, no começo da era moderna, de forma sábia manipulou e orientou os medos populares para consolidar seus interesses. Ressalta ainda que o medo coletivo foi de extrema importância na construção da sociedade urbana no Brasil.

III. A autora afirma que a escravidão exerceu uma enorme influência sobre a divisão e organização da sociedade contemporânea. Nisso incluem-se discursos, práticas de instituições, como a medicina e a saúde pública, política, imprensa, e o não menos importante controle da criminalidade.

Pode-se afirmar que


A
as afirmações I, II e III são corretas.

B
somente as afirmações I e III são corretas.

C
as afirmações II e III são corretas.

D
somente a afirmação II está correta.

O estudo e a pesquisa da psicologia, tem contribuído bastante para mostrar os inúmeros fatores que interferem no pensar e no viver criativamente. Com relação ao pensamento criativo estão corretas:


I. A fluência do pensamento é capacidade de ter muitas ideias.

II. Quando uma pessoa tem ideias muito diferentes isso não influi em sua criatividade.

III. A ansiedade e o medo do desconhecido levam a exploração de novas possibilidades e no pensamento criativo.

IV. Criar significa pensar sobre o mundo de forma diferente.

V. Para o desenvolvimento da criatividade mais importante não é o desenvolvimento de certas características de personalidade, e sim exercícios que treinem o pensamento criativo.


A

II e IV


B

I, II e III


C

II e V


D

I e IV


E

I e V

José Bleger, ao trabalhar conceitualmente grupo e instituição, nos apresenta importante conceito que desenvolve para trabalhar o funcionamento grupal. Diz ele: “minhas proposições me levam a considerar em qualquer grupo, um tipo de relação que, paradoxalmente, é uma não-relação, ou seja, uma não individuação; esse tipo de relação impõe-se como matriz ou como estrutura de base de todo o grupo e persiste de maneira variável durante toda a sua vida.” O autor denomina esse tipo de relação grupal de:


A

Imobilidade construtiva.


B

Imobilidade instituinte.


C

Sociabilidade sincrética.


D

Sociabilidade por interação.


E

Clivagem grupal.

Grupo de relações entre colegas de trabalho que desempenham um papel normativo no comportamento do indivíduo e que tem a função de imprimir aos seus membros valores e normas amplamente compartilhados pela sociedade, é denominado:


A

grupo de referência.


B

grupo de apoio.


C

grupo social.


D

equipe.


E

falácia grupal.

Um grupo de pessoas com aproximadamente a mesma idade, que compartilharam experiências de vida semelhantes, como treinamento cultural, eventos históricos ou condições econômicas gerais, é conhecido como:


A

correlação.


B

coorte.


C

cultura.


D

etinografia.


E

grupo epidemiológico.

A visão de que o comportamento social apropriado para os membros de um gênero é menos apropriado para os membros de outros gêneros é denominado de:


A

tipificação de gênero.


B

conflito de papéis.


C

duplo padrão.


D

diferença sexual.


E

segregação de gênero.

A teoria de Bandura explica, de forma convincente, sobre a aprendizagem social de:


A

estratégias cognitivas, ações e práticas.


B

atitudes, valores e normas.


C

material verbal significativo e estratégias.


D

coletividade interativa e regras sociais.


E

demanda seletiva, valores sociais e estratégias cognitivas.

Inving Janis cita a invasão americana ao Vietnã na década de 1960 como um dos exemplos de má decisão tomada por grupos coesos, com liderança diretiva e sob forte estresse. Grupos com tais características tendem a privilegiar a coesão grupal em detrimento da tomada de decisão racional. Esse fenômeno grupal é denominado:


A

polarização grupal.


B

dilema social.


C

administração de conflito.


D

pensamento grupal.


E

influência de minorias.

Cada momento histórico, cada contexto social produz modos específicos de subjetivação como estratégias de controle social e de manutenção do status quo, vez que a modelização das subjetividades não se restringe às representações sociais, mas, diz respeito aos comportamentos, sensibilidades, percepção, memória, relações sociais, etc. Nesse sentido, cabe ao profissional que lida com o humano:

1. Analisar e compreender o sujeito, bem como os comportamentos e problemas a ele relacionados, a partir de uma perspectiva que leve em conta o contexto socioeconômico, político e cultural.

2. Estar permanentemente atento para dissociar o objetivo do subjetivo, priorizando a análise das características de personalidade dos indivíduos.

3. Atentar para os aspectos micropolíticos de sua prática profissional, agenciando dispositivos que favoreçam a produção de novos modos de relação, novos comportamentos e práticas sociais.

4. Trabalhar pela heterogeneidade dos grupos sociais, respeitando seus ritmos próprios, suas sensibilidades.

Estão corretas apenas:


A

1, 2 e 3.


B

1, 3 e 4.


C

1 e 3.


D

2, 3 e 4.


E

3 e 4.

Pesquisas antropológicas oferecem aos psicólogos muitos elementos para refletir acerca da relação entre subjetividade e cultura. Em uma dessas pesquisas observou-se que entre os Nivacle, índios do Paraguai, o homem é escolhido pela mulher; ela o leva para a cama e eles dormem juntos durante semanas, conversam bastante, até que ela diga que está na hora de consumar o casamento. Já entre os Mundugamor, poucas palavras são trocadas entre o casal antes de se entregarem à primeira relação sexual. Isto nos ajuda a perceber que:

1. As práticas observadas numa sociedade resultam de uma tradição elaborada e transmitida a sucessivas gerações.

2. As práticas sexuais são culturalmente controladas e institucionalizadas ao longo da história particular de cada grupamento humano.

3. A sexualidade faz parte da natureza humana e, por isso, sua expressão é determinada biologicamente.

4. Dada a sua plasticidade, o homem é capaz de encontrar diferentes formas de responder às mesmas necessidades.

Estão corretas apenas:


A

1 e 2.


B

1 e 3.


C

1, 2 e 4.


D

2 e 3.


E

2 e 4.

Sobre a família, é incorreto afirmar que:


A

a relativa autonomia da organização familiar é determinada por uma complexa interação de diversos fatores que vão desde as formas peculiares de organização interna do grupo familiar, aos aspectos socioeconômicos e culturais que o circunscrevem.


B

considerando-se a universalidade do modelo de família burguesa, a dominação e a repressão, naturais e inevitáveis, são encontradas em todas as formas de organização familiar.


C

existem padrões internos que diferenciam as famílias das diferentes classes sociais, assim como padrões que diferenciam formas familiares diferentes dentro de uma mesma classe social.


D

além da reprodução biológica a família promove também sua própria reprodução social.


E

não se trata de algo natural, biológico, mas, de uma instituição criada pelos homens em relação, que se constitui de formas diferentes em situações e tempos diferentes, para responder às necessidades sociais.

No cotidiano com as populações de baixa renda, é comum que o psicólogo se dê conta de que a concepção de homem que norteia grande parte das teorias dominantes na Psicologia cai por terra diante da subjetividade brasileira. No lugar de identidades fixas a serem diagnosticadas a partir de modelos pré-determinados, ele encontra uma processualidade que escapa a qualquer tentativa de enquadramento. Considerando as experiências frustrantes das práticas tradicionais junto a estas populações constituem-se demandas urgentes para o psicólogo:

1. Compreender que necessita não apenas conhecer as necessidades dessas populações, mas, construir ou criar práticas que brotem de um verdadeiro encontro com as mesmas.

2. Produzir um conhecimento que resulte das trocas entre as singularidades ali presentes e se ancore num envolvimento com aquele cotidiano, com aquelas pessoas e suas problemáticas específicas.

3. Cuidar para que a utilização da medida em psicologia - os testes psicológicos – não se transforme em capa protetora perante a emergência da diferença, na medida em que a classifica como desvio ou anormalidade.

4. Aprisionamento a um modelo teórico, justificando seu fracasso como sendo resultado de impossibilidades da própria população, vista como desvalida e sem condições emocionais e/ou intelectuais para enfrentar os problemas.

Estão corretas apenas:


A

1 e 2.


B

1, 2 e 3.


C

2 e 3.


D

2, 3 e 4.


E

3 e 4.

Em nossa sociedade muitas pessoas acreditam que os pobres são pobres porque não se esforçam, são preguiçosos e não têm aspirações. Essa crença nos ajuda a compreender que:

1. Cada indivíduo desenvolve suas próprias idéias e pontos de vista independentemente das influências ideológicas que possa sofrer.

2. Os grupos sociais constroem representações sobre a realidade de modo a conferir-lhe uma lógica, tornando-a subjetivamente compreensível para os indivíduos.

3. As representações, socialmente construídas, podem, também, ideologicamente inventar outra origem histórica para os fatos e situações sociais.

4. Ao conferirem uma lógica para a realidade, essas representações ajudam a manter a ordem estabelecida.

Estão corretas apenas:


A

1.


B

2.


C

2 e 3.


D

2 e 4.


E

2, 3 e 4.

A psicologia sociohistórica, uma das abordagens que fundamentam as intervenções psicossociais, caracteriza-se por:

1. Maior clareza acerca da determinação social do psiquismo.

2. Compreensão de que o homem é um ser em movimento e, portanto, é capaz de mudar a si e as suas circunstâncias.

3. Crença de que cabe ao psicólogo social trabalhar com pequenos grupos, ajustando o indivíduo à realidade.

4. Compreensão de que agindo sobre a natureza através de seu trabalho o homem desenvolve sua consciência o que o torna produto e produtor da realidade. Estão corretas apenas:


A

1 e 2.


B

1, 2 e 3.


C

1, 2 e 4.


D

2 e 4.


E

2, 3 e 4.

Pesquisas recentes, que tratam das relações de gênero entre adolescentes de baixa renda, demonstram ser comum entre jovens do sexo masculino a reprodução de crenças e atitudes semelhantes àquelas desenvolvidas por seus pais. Isto nos ajuda a compreender que:

1. O processo de reificação, cristalização da realidade abre caminho para o novo e favorece a mudança social.

2. Padrões de comportamento, uma vez institucionalizados e legitimados, tendem à inércia e à repetição.

3. As pessoas fazem e aceitam certas coisas não porque dão resultado, mas, porque são certas em termos das definições socialmente legitimadas.

4. Ao cristalizarem a ordem institucional os indivíduos passam a se perceber como sujeitos históricos, responsáveis pela construção e transformação da realidade.

Estão corretas apenas:


A

1.


B

1 e 3.


C

1 e 4.


D

2 e 3.


E

2, 3 e 4.

Se Mariana estiver de fato preocupada com sua exposição ao risco de contaminação, é correto afirmar, de acordo com o Modelo de Crenças em Saúde, que a barreira imposta pelo possível desagrado do namorado é maior do que o benefício percebido no uso do preservativo.


C
Certo

E
Errado
   
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