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Para Sigmund Freud a neurose ocorria como resultado de um conflito entre o Ego e o Id, ou seja, entre aquilo que o indivíduo é (ou foi) de fato, com aquilo que ele desejaria prazerosamente ser (ou ter sido), ao passo que a psicose seria a concretização de um distúrbio entre o Ego e o Mundo. Segundo a psicanálise, a maioria das pessoas é afetada pela neurose de alguma forma, fazendo surgir um problema psicológico que começa a interferir com o funcionamento normal do indivíduo, causando ansiedade, ou então, com perturbações do sistema nervoso, sem lesão anatômica apreciável. De acordo com S. Freud, elas podem ser subdivididas em:
neurose de guerra e psicose
neurose atual e psiconeurose
neurose antiga e neurose atual
neurose narcótica e neurose epilética
Sullivan insistia repetidamente que a personalidade é uma entidade puramente hipotética, “uma ilusão” que não pode ser observada ou estudada à parte de situações interpessoais. A unidade de estudo é a situação interpessoal, e não a pessoa. A organização da personalidade consiste em eventos interpessoais, ao invés de intrapsíquicos. Sobre suas considerações da personalidade, é INCORRETO afirmar que:
Perceber, lembrar, pensar, imaginar e todos os outros processos psicológicos têm um caráter interpessoal.
Os sonhos noturnos não podem ser considerados interpessoais, apesar de normalmente refletirem os relacionamentos do sonhador com outras pessoas.
A personalidade só se manifesta quando a pessoa está se comportando em relação a um ou mais indivíduos. Estas pessoas não precisam estar presentes; elas podem ser inclusive figuras ilusórias ou inexistentes.
A personalidade, embora de status hipotético, é o centro dinâmico de vários processos que ocorrem em uma série de campos interpessoais, o que atribuiu status substantivo a alguns processos, conceituando algumas propriedades, tais como: dinamismos, personificações e processos cognitivos.
Tanto Piaget quanto Vygotsky concebem a criança como um ser ativo e atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Há, no entanto, grandes diferenças entre os autores, na maneira de conceber o processo de desenvolvimento. Considerando o exposto, assinale o pressuposto INCORRETO.
Piaget acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Vygotsky, ao contrário, postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
Piaget privilegia a maturação biológica; Vygotsky, o ambiente social. Piaget aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos; Vygotsky, ao salientar o ambiente social em que a criança nasceu, reconhece que, variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará.
Segundo Piaget, o pensamento aparece antes da linguagem, que é apenas uma das suas formas de expressão. A formação do pensamento depende, basicamente, da coordenação dos esquemas sensório-motores e não da linguagem. Já para Vygotsky, pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida.
Vygotsky acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. Piaget discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social. Em seu entender a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes.
Segundo Coll (apud Substratum – 1997), a contribuição da teoria psicogenética de Jean Piaget, para a concepção construtivista do ensino e da aprendizagem, apoia-se em três princípios explicativos do psiquismo humano, buscando uma concepção construtivista de análise, explicação e compreensão dos processos educativos. Neste contexto, analise os princípios a seguir.
I. O primeiro se refere às trocas que fazemos com o ambiente que não são diretas, mas mediatizadas pelos esquemas de ação e pelos esquemas de representação que possibilitam estas trocas.
II. O segundo princípio explicativo do psiquismo humano resume-se na importância da atividade mental na construção do funcionamento psíquico, pois é fundamental agir sobre a realidade para conhecê-la.
III. O terceiro princípio básico da teoria refere-se à possibilidade de modificação dos esquemas de assimilação sob influência de situações exteriores que se aplicam, ou seja, a acomodação.
Está(ão) correto(s) o(s) princípio(s)
I, II e III.
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas
Ao se falar de zona de desenvolvimento proximal, está-se referindo à teoria de desenvolvimento de:
Henri Wallon.
Lev Vygotsky.
Carl Gustav Jung.
Jean Piaget.
A distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial é denominada de:
escada de conhecimento.
zona de desenvolvimento proximal.
estado operatório-formal.
diferencial de maturação.
Assinale a opção INCORRETA.
Freud denomina a sexualidade das crianças de perverso-polimorfa, por se afastar do modelo genital de relação sexual, procurando formas de prazer derivadas de qualquer área ou órgão do corpo. O hetero-erotismo infantil é destacado justamente pelo fato de que, na infância, a sexualidade é hetero-erótica, sendo o corpo da criança o único meio de obter gratificação em circunstâncias normais.
Para Freud e para os psicanalistas em geral, o corpo, além de sua dimensão biológica, é um corpo simbólico. Simbólico no sentido de que a imagem que cada um tem de si é construída na relação com os adultos que ocupam a função de pais. O narcisismo primário postulado por Freud (1914/1976c) é instituído através do investimento narcísico parental que antecipa um sujeito e um lugar para o bebê antes mesmo de seu nascimento. Ou seja, Freud inverte a lógica do narcisismo enquanto amor a si mesmo, sugerindo que é necessário um investimento do outro para que haja um investimento no eu.
Na primeira infância, o olhar e a voz são elementos privilegiados na organização do psiquismo infantil. O olhar, por ter esta dimensão de unificar o corpo do bebê, humanizando-o; a voz, por ser um referencial simbólico que dá à criança um lugar e inicia uma narrativa que mais tarde a criança vai resgatar e modificar. Assim, na fase oral, a boca se constitui não somente em um órgão privilegiado de satisfação, mas principalmente em um tipo de relação entre o bebê e a mãe. Ao mamar, o bebê se nutre do leite para satisfazer uma necessidade orgânica, mas principalmente para se alimentar do olhar, da voz, do amor da mãe. Por ser um momento muito precoce da vida do bebê, a forma de relação estabelecida com a mãe é uma forma de incorporação, já que o bebê se "nutre" dela.
Nas últimas décadas, as pesquisas sobre a primeira infância ressaltaram a dimensão subjetiva do bebê, ou seja, sua procura ativa por interagir com o meio desde o nascimento. Autores como Stern e Cyrulnik indicam que o bebê possui, desde o nascimento, competências e capacidades que lhe permitem uma intensa forma de comunicação não-verbal intensa, que procura discriminar experiências a partir de um sistema de percepções e sensações vivenciadas em seu mundo relacional.
A concepção clássica de instinto tem como modelo um comportamento que se caracteriza por sua finalidade fixa e pré-formada, com um objeto e objetivo determinados, enquanto a noção freudiana de sexualidade defende a ideia de que a sexualidade humana não é instintiva, pois o homem busca o prazer e a satisfação através de diversas modalidades, baseadas em sua história individual e ultrapassando as necessidades fisiológicas fundamentais. Assim, se a sexualidade se inicia com a anatomia (no nascimento), sua conquista depende de um longo percurso durante a construção da subjetividade da criança.
Bowlby (1979) afirmava que a acessibilidade aos pais é a primeira fonte de segurança para a criança, e a responsividade é o guia primário para o seu desenvolvimento. A Teoria do Apego, portanto, traz o relacionamento como um aspecto decisivo e formativo para o ciclo vital. Esta teoria integra ideias
da Etologia e da Psicanálise.
do Cognitivismo e do Comportamentalismo.
do Comportamentalismo e da Psicanálise.
do Existencialismo e do Cognitivismo.
A abordagem sócio-interacionista contribui para redimensionar a concepção de problema de aprendizagem. Neste modelo, o desenvolvimento cognitivo das crianças é visto como determinado, inicialmente, por processos biológicos e, posteriormente guia-se por interações sociais com adultos, que iniciam e mediam, pelas interações sociais, o desenvolvimento de habilidades cognitivas. O autor que representa esta abordagem de acordo com o enunciado é:
Winicott
Sigmund Freud.
Paulo Freite
Melanie Klein
Lev S. Vygotsky
Em Para Introdução do Narcisismo (1914), Freud designa um estado hipotético da libido infantil na qual a criança toma a si mesma como objeto de amor antes de escolha de objetos exteriores.
Esse estado hipotético é chamado de
narcisismo primário.
narcisismo secundário.
ego-realidade.
ideal de ego.
id.