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É direito e dever de Vanessa promover, sempre que possível, a atuação interdisciplinar entre os membros da sua equipe.
Considerando-se o Código de Ética Profissional, sobre os princípios fundamentais, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(---) Optar por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero.
(---) Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática.
(---) Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo.
C - E - E.
E - C - E.
C - C - C.
E - E - C.
C - C - E.
É pela apropriação do processo de constituição histórica do ser social que uma ética fundada ontologicamente pode ser compreendida.
Certo
Errado
O campo de estágio é um importante espaço de prática profissional da(o) assistente social. O processo de supervisão direta de estágio se configura a partir da relação entre unidades acadêmicas e instituições. A supervisão direta pressupõe:
proposta de supervisão apresentada pela(o) profissional na abertura do campo de estágio.
apresentação de projeto de intervenção pela(o) estagiária(o) à unidade acadêmica.
construção de plano de estágio pela(o) profissional da unidade acadêmica.
autonomia da(o) estagiária(o) na definição do cronograma de horários e atividades.
elaboração de projeto de intervenção por profissional da unidade acadêmica, instituição e estagiária(o).
“O Serviço Social foi regulamentado como uma „profissão liberal‟ dela decorrente os estatutos legais e éticos que prescrevem uma autonomia teórico-metodológico, técnica e ético-política à condução do exercício profissional”
IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na cena contemporânea. In: CFESS/ABEPSS (org.) Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009.
Sobre os documentos normativos que regulamentam a profissão de Assistente Social, pode-se AFIRMAR que:
O Código de Ética dos/das Assistentes Sociais (1993) e a Lei de Regulamentação da Profissão (1993) são os únicos documentos normativos que orientam a atuação e formação profissional.
O Código de Ética dos/das Assistentes Sociais (1993) e a Lei de Regulamentação da Profissão (1993) dispõem de deveres e direitos que norteiam as atribuições e competências dos/as profissionais de Serviço Social.
O Código de Ética dos/das Assistentes Sociais (1993) estabelece apenas advertências para o profissional em descumprimento das observâncias dos documentos normativos.
A Lei de Regulamentação da Profissão, Nº 8.662/93, dispõe sobre as competências e faz recomendações sobre as atribuições privativas dos/as Assistentes Sociais.
A Lei de Regulamentação da Profissão, Nº 8.662/93, dispõe sobre a formação do profissional de Social Social.
A supervisão de estágio acompanha a história da profissão exercida pelo assistente social em pleno gozo de seus direitos profissionais e devidamente inscrito no CRESS de sua área de ação. Integrante do projeto de formação, a supervisão é igualmente componente de um projeto de profissão, pois comporta sua orientação teórica e direção ético-política. Deste modo,
a supervisão de campo pressupõe formação específica para cumprir tal atribuição.
a tarefa do supervisor de campo é treinar o estagiário para prática profissional, ter a compreensão do que e como fazer.
a supervisão valoriza a dimensão técnico-operativa em detrimento das dimensões teórico-metodológica e ético-política.
a responsabilidade ética e técnica da supervisão direta é tanto do supervisor de campo quanto do supervisor acadêmico.
A ação fiscalizadora dos Conselhos Regionais de Serviço Social tem como função primordial as dimensões normativa e disciplinadora e será executada pela Comissão de Fiscalização do Exercício Profissional (COFEP).
Gabriela e Vanessa devem ter como compromisso ético os valores da liberdade, da justiça social e da defesa da democracia, que constituem princípios estabelecidos no referido código de ética.
Para Ana Maria de Vasconcelos (2015), o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro, apreendido como um processo histórico em permanente construção, oferece elementos para uma leitura e uma atuação radicalmente críticas e anticapitalistas, elementos que estão presentes tanto nos onze (11) princípios fundamentais que introduzem o Código de Ética do Assistente Social, de 1993, tomados como totalidade orgânica, como nas referências teórico-metodológicas e éticopolíticas necessárias à formação de um(a) assistente social, referências contidas nas Diretrizes Curriculares do Curso de Serviço Social, formuladas pela ABEPSS/1993. A partir das considerações da autora, para a materialização do Projeto ético-político do Serviço Social, é incorreto afirmar:
O homem social (o Mitmensch) não constitui um limite para os outros, mas, ao contrário, um fator essencial da sua liberdade.
A visão de mundo constante do projeto profissional que a(o) assistente social expressa é individual, mas o exercício profissional mediado por ela, quando o projeto profissional se transforma em realidade, realiza-se por meio da atuação coletiva.
A única possibilidade de apreender a lógica e as leis fundamentais da organização social capitalista é a partir de uma análise social fundada na crítica da economia política.
O projeto profissional se realiza por meio da personalidade individual, ou seja, da(o) assistente social/equipe, mas suas consequências só têm impacto coletivo quando consideradas coletivamente, tendo em vista os interesses dos trabalhadores.
Mariele foi contratada recentemente como assistente social em uma comunidade terapêutica para recuperação de dependência de álcool e outras drogas, substituindo Ana, também assistente social que acabara de cumprir aviso prévio naquele local. Ana tinha uma estagiária de serviço social que passou a ser supervisionada por Mariele. Assim, Mariele se ocupou em compreender a atuação do assistente social em comunidades terapêuticas e, a partir disso, iniciou seu planejamento e execução de trabalho. Ocorre que, logo no primeiro mês, o diretor da unidade chamou sua atenção, dizendo: “Para fazer a triagem, você tem que saber escolher: as pessoas devem merecer estar aqui porque, você sabe, não queremos bandidos e, se um dia foram, eles devem ter abandonado essa vida e estarem dispostos a serem salvos, ouvir a palavra, entendeu?”. Completou, dizendo que “Quero que você me conte toda a sua conversa com os entrevistados para eu ajudar a escolhê-los”. Mariele negou o pedido do diretor, explicando e justificando seu posicionamento com os pressupostos éticos, teóricos e políticos da profissão. Devido a esse episódio, Mariele foi dispensada por insubordinação. Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Mariele não agiu em conformidade com pressupostos éticos, teóricos e políticos da profissão ao negar o pedido do Diretor, pois, nesses pressupostos, está contida a correlação de forças que autorizam o Serviço Social a se submeter a práticas como a do caso hipotético.
Mariele não agiu corretamente, porque não observou a possibilidade de interdisciplinaridade em que é necessário compartilhar os saberes existentes entre as profissões, portanto poderia ter partilhado as informações em conformidade com o pedido do Diretor.
De acordo como o Código de Ética da profissão, considera-se vedado a outro assistente social substituir Mariele enquanto perdurar o motivo de sua demissão.
Mariele agiu incorretamente e precisa compreender que o mercado exige um trabalhador polivalente, sendo natural que o trabalhador, além de suas atribuições e competências profissionais, assuma outras atividades.
Se Mariele tivesse considerado seu papel como trabalhadora assalariada em um cenário de desemprego, poderia ter aceitado o pedido do diretor da unidade sem ferir os preceitos éticos da profissão.